Os benefícios corporativos vêm deixando de ser apenas um componente acessório da remuneração para se tornarem um fator central na decisão de permanência dos profissionais nas empresas. Em um cenário de maior disputa por talentos e reconfiguração das expectativas do trabalho, dados da MIT Sloan Management Review Brasil, em parceria com a Unico Skill, mostram que 70% dos trabalhadores dizem que os benefícios influenciam diretamente sua escolha de permanecer em um emprego, mas apenas 49% se declaram satisfeitos com o que recebem.
O dado expõe um desalinhamento entre o que as empresas oferecem e o que os profissionais esperam. Mais do que um pacote padronizado, cresce a demanda por soluções que dialoguem com necessidades individuais, como segurança financeira, qualidade de vida e maior autonomia no uso dos recursos.
Embora itens tradicionais como plano de saúde e vale-alimentação
ainda liderem a lista de benefícios mais valorizados, a flexibilidade passou a
ter peso decisivo na avaliação dos trabalhadores. Mais de 90% dos profissionais
gostariam de pacotes mais versáteis, enquanto apenas 14% das organizações
oferecem modelos que permitem esse tipo de personalização.
Segundo Andre Purri, CEO da Alymente, o que se observa é uma mudança clara na forma como o trabalhador percebe valor. “O benefício deixa de ser um item fixo e passa a ser avaliado pela sua utilidade no cotidiano. Quando há flexibilidade, o engajamento tende a ser maior porque o profissional sente que pode adaptar o recurso à sua própria realidade”, destaca.
Na prática, modelos mais flexíveis permitem que o colaborador
direcione o uso dos benefícios conforme suas prioridades, seja em alimentação,
mobilidade, saúde ou educação. Esse movimento reforça a percepção de que a
personalização se tornou um elemento relevante na construção do vínculo entre
empresas e funcionários.
Nesse contexto, empresas do setor têm apostado em soluções que
ampliam a autonomia dos trabalhadores, como cartões multibenefícios que
concentram diferentes categorias em uma única plataforma. A proposta é
simplificar a gestão para as companhias e, ao mesmo tempo, oferecer mais
liberdade de escolha para os colaboradores.
O avanço desse modelo indica uma mudança mais ampla na lógica dos benefícios corporativos, que passam a ser vistos menos como complemento e mais como instrumento estratégico de retenção e engajamento dentro das organizações.
Andre Purri - CEO e cofundador da Alymente, Andre Purri vem revolucionando o mercado de benefícios corporativos. Formado em Administração de Empresas pela ESPM e com mais de 10 anos de experiência no setor de meio de pagamentos e benefícios, Andre iniciou sua carreira como Líder Comercial na Stone Pagamentos, onde desenvolveu habilidades estratégicas e de liderança. Movido pelo propósito de inovar, fundou a Alymente para oferecer soluções flexíveis que transformam a gestão de benefícios, gerando impacto positivo para empresas e colaboradores. Sua visão empreendedora reflete compromisso com inovação e excelência.
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