Mesmo com visto válido, entrada no país pode ser negada. Especialista em imigração explica os cuidados que turistas devem ter da imigração à estadia durante o Mundial.
A poucas horas da abertura da Copa do Mundo FIFA
2026, que começa nesta quinta-feira (11) e segue até 19 de julho, os Estados
Unidos voltam a receber um grande fluxo de turistas internacionais. E um
episódio recente reforçou o alerta para quem pretende viajar ao país durante o
torneio: o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que integrava o quadro oficial
da FIFA para a competição, teve a entrada negada pelas autoridades americanas e
acabou ficando fora do Mundial, mesmo possuindo visto válido e credenciamento
para o evento.
O caso evidencia um ponto importante para turistas
brasileiros: a aprovação do visto não garante automaticamente a entrada no
país. Segundo a advogada de imigração Larissa Salvador, CEO da Salvador Law,
com escritório nos Estados Unidos, o processo migratório americano continua
sendo um dos mais criteriosos do mundo.
Com mais de 153 mil brasileiros desembarcando nos
Estados Unidos apenas em março deste ano, segundo dados do Escritório Nacional
de Viagens e Turismo dos EUA (NTTO), a expectativa é de aumento significativo
no fluxo de visitantes durante o Mundial. "Mas os cuidados não acabam na
chegada. Durante a estadia, é preciso atenção às regras locais, documentação,
prazo de permanência e ao próprio comportamento no país. São detalhes que fazem
a diferença para evitar problemas", completa a especialista.
Segundo Larissa, muitos brasileiros relaxam após a
liberação na imigração e é justamente nesse momento que surgem erros comuns
durante a viagem.
Veja as principais orientações para evitar problemas durante a estadia nos Estados Unidos:
Respeito às regras locais vai
além do óbvio: Leis nos Estados Unidos costumam ser
aplicadas com rigor, inclusive em situações cotidianas. O consumo de álcool,
por exemplo, é permitido apenas para maiores de 21 anos e, em muitos estados,
beber em locais públicos é proibido. Regras de trânsito também são levadas à
risca, atravessar fora da faixa ou desrespeitar a sinalização pode gerar
multa. “O turista precisa entender que o comportamento esperado lá é diferente
do Brasil, e isso inclui desde postura em espaços públicos até o cumprimento de
normas locais”, explica a advogada de imigração.
Documentos e registro de
entrada merecem atenção: Embora não seja
necessário portar o passaporte o tempo todo, é recomendável ter uma cópia
(física ou digital) e manter os documentos originais em local seguro. Outro
ponto importante é o registro de entrada (I-94), que define o prazo de
permanência autorizado. Ele pode ser consultado online e deve ser conferido
para evitar erros.
Prazo de permanência não é
sugestão: O período autorizado pelo oficial de
imigração deve ser respeitado integralmente. Permanecer além do permitido,
mesmo que por poucos dias, pode gerar complicações em viagens futuras e até
restrições de entrada no país. “Muita gente confunde o prazo do visto com
o tempo que pode permanecer nos Estados Unidos, e isso pode trazer
consequências”, alerta.
Consumo, taxas e cobrança
final: Nos Estados Unidos, os preços exibidos em lojas
e restaurantes geralmente não incluem impostos locais (sales tax), que são
adicionados no momento do pagamento e variam de estado para estado. Além disso,
serviços como restaurantes e delivery podem incluir taxas extras.
Gorjeta faz parte da cultura: A gorjeta está incorporada à cultura de consumo e à remuneração de
muitos profissionais. “Garçons, motoristas e outros prestadores dependem
diretamente desse valor como parte da renda”, explica. O padrão costuma
variar entre 15% e 20% do valor da conta, e não considerar esse hábito
pode gerar desconforto e impactar o orçamento
“Entre alta demanda, regras rigorosas e diferenças
culturais, viajar para os Estados Unidos segue sendo uma experiência desejada,
mas que exige atenção em todas as etapas. Do planejamento à estadia, entender o
funcionamento local faz diferença para evitar imprevistos e aproveitar a viagem
com mais tranquilidade”, resume Larissa Salvador.
Dra Larissa Salvador - Advogada de imigração tem como missão representar brasileiros que desejam conquistar o Sonho Americano por meio de soluções jurídicas personalizadas. Nascida em Madureira, no Rio de Janeiro, e tendo vivido boa parte da sua vida no Complexo do Alemão (RJ), Larissa passou mais de dez anos em situação ilegal nos Estados Unidos; experiência que despertou sua vocação para o Direito Imigratório. Residente em Boca Raton, na Flórida, Larissa é licenciada pela Ordem dos Advogados (BAR) da Flórida e de Washington DC e está há seis anos à frente da Salvador Law, escritório especializado em imigração, onde atua em processos de vistos para trabalho/negócios, estudo e turismo; defesa em casos de deportação; pedidos de fiança; regularização de status e ações com base no VAWA (Violence Against Women Act). Seu trabalho vem sendo amplamente reconhecido: recebeu o prêmio Top 40 Under 40 pela National Black Lawyers Association; o título de Personalidade Feminina do Ano pelo International Business Institute; e foi nomeada entre os Advogados Mais Influentes de 2025, com destaque no The Washington Post. Atualmente, a Salvador Law se consolida como referência em atendimento a brasileiros nos EUA, oferecendo uma gama completa de serviços jurídicos em imigração. Saiba mais em: https://salvadorlawpa.com

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