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quarta-feira, 10 de junho de 2026

No Dia de Conscientização sobre a doença, especialista reforça a importância do diagnóstico precoce e da atenção aos sinais nos primeiros dias de vida

 

A cardiopatia congênita é uma condição na qual a estrutura ou o funcionamento do coração está alterado desde o periodo da gestação. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 30 mil crianças nascem todos os anos com algum tipo da doença no Brasil, e aproximadamente 40 % delas precisam de cirurgia no primeiro ano de vida. 

No Dia de Conscientização sobre Cardiopatia Congênita, celebrado em 12 de junho, especialistas reforçam que o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de tratamento adequado e reduzir riscos para o bebê. 

“Algumas cardiopatias são leves, mas outras podem comprometer a circulação e a oxigenação logo após o nascimento. Por isso, identificar cedo faz toda a diferença na condução do caso”, explica Dra. Marina Maccagnano Zamith, cardiologista pediátrica e ecocardiografista fetal do Hospital e Maternidade Santa Joana. 

A condição pode causar alterações nas cavidades, válvulas ou vasos do coração. Nem sempre existe uma causa única, mas fatores como alterações genéticas, diabetes materno sem controle adequado, infecções na gestação e histórico familiar podem aumentar o risco. 

O diagnóstico ainda durante a gravidez é uma das principais formas de prevenir complicações. O ultrassom morfológico pode levantar suspeitas mas, é o ecocardiograma fetal o exame especializado que avalia com mais detalhes a anatomia e o funcionamento do coração e realiza o diagnóstico preciso, necessário para definir a programação pós natal e aconselhamento dos pais. 

“O ecocardiograma fetal permite planejar a assistência desde os primeiros minutos de vida. Em alguns casos, o bebê precisa de suporte imediato após o parto”, afirma a especialista. 

Após o nascimento, alguns sinais merecem atenção dos pais, como cansaço excessivo durante as mamadas, suor intenso, dificuldade para ganhar peso, respiração acelerada e coloração arroxeada nos lábios ou extremidades. 

“Um bebê que se cansa para mamar, sua muito ou não ganha peso precisa ser avaliado. Esses sinais podem indicar que algo não está bem”, orienta a médica. 

Outro exame importante é o teste do coraçãozinho, realizado ainda na maternidade, que ajuda a identificar cardiopatias críticas nos primeiros dias de vida. 

Os avanços da cardiologia pediátrica e da cirurgia cardíaca melhoraram significativamente o prognóstico das crianças com cardiopatia congênita. Dependendo do caso, o tratamento pode incluir apenas acompanhamento médico, uso de medicamentos ou pode necessitar de intervenções cirúrgicas. 

“A maioria das crianças com diagnóstico e tratamento adequados pode ter boa qualidade de vida. O ponto central é não perder tempo: pré-natal bem realizado, exames indicados e atenção aos sinais são fundamentais”, finaliza Dra Marina.

 

Hospital e Maternidade Santa Joana
www.santajoana.com.br

 

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