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terça-feira, 17 de junho de 2025

Astellas anuncia o lançamento de VYLOY™ no Brasil, nova esperança para pacientes com câncer gástrico

VYLOY™ (zolbetuximabe), primeira terapia alvo direcionada ao biomarcador Claudina 18.2 aprovada no Brasil, chega ao mercado para transformar o tratamento do adenocarcinoma gástrico e de junção gastroesofágica avançados

 

A farmacêutica Astellas anuncia o lançamento de VYLOY™ (zolbetuximabe) no Brasil, um avanço para o tratamento do câncer gástrico. Com sua chegada ao mercado, a empresa reforça seu compromisso de ampliar o acesso a inovações que possam melhorar significativamente a vida dos pacientes oncológicos. 

VYLOY™, em combinação com quimioterapia contendo fluoropirimidina e platina, é indicado para o tratamento de primeira linha de pacientes com adenocarcinoma gástrico ou de junção gastroesofágica (JGE) localmente avançado irressecável ou metastático, cujos tumores possuem expressão negativa de receptor do fator de crescimento epidérmico humano 2 (HER2) e Claudina (CLDN) 18.2 positiva[i]. Aprovado pela Anvisa em dezembro de 2024, VYLOY™ é a primeira e única terapia alvo direcionada ao biomarcador Claudina 18.2 (CLDN18.2), oferecendo uma abordagem direcionada. 

“O lançamento de VYLOY™ é um marco significativo em nosso compromisso com o avanço científico para doenças desafiadoras. Nosso objetivo é oferecer alternativas terapêuticas de precisão que ajudem a transformar o tratamento de cânceres avançados e que impactem positivamente a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes”, afirma Thais Ushikusa, Diretora de Assuntos Médicos de Astellas no Brasil.

 

Avanço clínico e impacto para os pacientes

A aprovação da Anvisa foi baseada nos resultados dos estudos clínicos de Fase 3 SPOTLIGHT e GLOW, publicados no The Lancet[ii] e Nature Medicine[iii]. Os estudos demonstram que a adição de zolbetuximabe à quimioterapia (mFOLFOX6 ou CAPOX) reduziu significativamente o risco de progressão da doença ou morte em 29% e o risco de morte em 23%, em comparação à quimioterapia isoladaii,iii. 

No Brasil, o câncer gástrico é o quarto mais frequente entre homens e o sexto entre mulheres[iv]. Como seus sintomas iniciais são inespecíficos, o diagnóstico muitas vezes ocorre em estágios avançados, quando as opções terapêuticas são mais limitadas[v]. O lançamento de VYLOY™ representa um passo fundamental para o manejo da doença, oferecendo uma alternativa baseada em biomarcadores para personalizar e otimizar o tratamento oncológico. 

O biomarcador Claudina 18.2 está presente em 38% dos pacientes com câncer gástrico e de JGE[vi],[vii]. VYLOY™ é uma terapia-alvo, ou seja, atua em moléculas específicas das células cancerígenas, como genes e proteínas. Neste caso, o medicamento impacta apenas as células tumorais que possuem a exposição do biomarcador CLDN18.2. Isso significa segurança para o paciente e melhor resposta no combate ao tumorii. 

A Astellas reafirma seu compromisso com a inovação na oncologia e com a ampliação do acesso a terapias que possam transformar a jornada dos pacientes com câncer gástrico e de junção gastroesofágica. 

 


Astellas
www.astellas.com

Referências:

[i] Imprensa Nacional. Diário Oficial da União. Seção 1, número 241, de 16 de dezembro de 2024. Disponível em: https://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=16/12/2024&jornal=515&pagina=187&totalArquivos=241

[ii] Shitara K, et al. Zolbetuximab plus mFOLFOX6 in patients with CLDN18.2-positive, HER2-negative, untreated, locally advanced unresectable or metastatic gastric or gastro-oesophageal junction adenocarcinoma (SPOTLIGHT): a multicentre, randomised, double-blind, phase 3 trial. The Lancet. Published online April 14, 2023; S0140-6736(23)00620-7.

[iii] Shah, M.A., Shitara, K., Ajani, J.A. et al. Zolbetuximab plus CAPOX in CLDN18.2-positive gastric or gastroesophageal junction adenocarcinoma: the randomized, phase 3 GLOW trial. Nat Med (2023). https://doi.org/10.1038/s41591-023-02465-7.

[iv] INCA, Instituto Nacional de Câncer. Câncer de estômago. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/estomago. Acesso em: 16 set 2024.

[v] INSTITUTO ONCOGUIA. Sinais e sintomas do câncer de estômago. Disponível em: https://www.oncoguia.org.br/conteudo/sinais-e-sintomas-do-cancer-de-estomago/5610/274/#:~:text=Como%20os%20sintomas%20do%20c%C3%A2ncer%20de%20est%C3%B4mago,Cancer%20Society%2C%20em%2014/12/2017%2C%20livremente%20traduzido%20e. Acesso em: 16 set. 2024.

[vi] Pellino A, Brignola S, Riello E, et al. J Pers Med 2021;11(11):1095

[vii] Sahin U, Türeci Ö, Manikhas G, et al. Ann Oncol 2021;32(5):609–619.


Vai viajar no feriado? Saiba como transportar medicamentos com segurança

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Insulina, Ozempic, Mounjaro e outros termolábeis podem perder a eficácia em variações de temperatura; especialista do Grupo Polar orienta sobre o transporte seguro em viagens

 

Com o feriado prolongado de Corpus Christi (19 de junho), muitas pessoas se preparam para viajar e quem faz uso de medicamentos termolábeis, como a insulina, Mounjaro e Ozempic – que devem ser armazenados em temperaturas entre 2°C e 8°C – precisa colocar o item na bagagem.

A conservação durante o trajeto é essencial. Mesmo com o fim da onda de calor e temperaturas mais amenas, medicamentos termolábeis continuam sensíveis às variações térmicas e podem perder a eficácia se transportados de forma inadequada. 

“Esses medicamentos não devem ser congelados e nem sofrer com as temperaturas extremas. Transportá-los de forma errada pode impactar negativamente em seu funcionamento e até oferecer riscos ao paciente”, explica a farmacêutica e diretora técnica do Grupo Polar, Liana Montemor. “É importante lembrar que esses itens não podem estar em contato direto com o gelo, pois evita que o hormônio seja congelado”, acrescenta.

Nas viagens, o frasco deve ser colocado em bolsa térmica ou caixa de isopor, sem gelo comum nem gelo seco, a fim de evitar contato direto com temperatura negativa. “O gelo que pode ser utilizado é o gelo artificial espuma, com propriedades exclusivas que garantem a estabilidade na manutenção térmica de produtos de cadeia fria e indicado para o transporte de produtos que requerem tempo e temperaturas controlados, principalmente para a faixa de 2 a 8°C. Estas embalagens devem ser qualificadas por profissional competente antes do uso”, diz Liana. 

O tipo e a quantidade de gelos, assim como o recipiente ideal, fazem toda a diferença na manutenção da temperatura. Se colocados de modo aleatório, sem o devido estudo, corre-se o risco de congelar ou aquecer as insulinas, inativando-as.

Em viagens de avião, esses medicamentos não devem ser despachados com a bagagem, pois a baixa temperatura no compartimento de cargas pode causar o congelamento. 

Divulgação
/ Grupo Polar

Com a popularização de medicamentos termolábeis, como o Ozempic e o Mounjaro, que têm ganhado destaque nos últimos meses por suas indicações no tratamento da diabetes tipo 2 e, recentemente, também na perda de peso, cresce a importância de soluções adequadas para seu transporte seguro, especialmente em viagens longas, como as que ocorrem em feriados prolongados.

 

Funcionalidade e praticidade, mas com estilo

O mercado vem criando alternativas para facilitar e modernizar o transporte, sem que seja necessário levar todo um aparato para conservar a insulina quando se estiver fora de casa. Bolsas com design discreto, versáteis e de fácil manuseio, como shoulder bags (bolsas de ombro), têm sido criadas para atender aos pacientes. “Elas contêm subcompartimento para a alocação de até duas unidades de gelo espuma, além de outro para a inclusão de outros itens necessários para o cuidado com a diabetes, como seringas e fitas de medição glicêmica, ou ainda, para levar a carteira, celular e chaves. O design é de uma bolsa comum para o dia a dia, mas que mantém a temperatura ideal da insulina por até 10 horas”, ressalta.

As shoulder bags passam por testes de qualificação em câmaras térmicas, simulando as condições climáticas características do Brasil. “A tecnologia atual possibilita a criação de materiais que mantêm a insulina na temperatura ideal, assegurando sua eficácia por períodos prolongados”, afirma Liana. “Além disso, o desenvolvimento de designs mais ergonômicos e funcionais facilita o transporte e o armazenamento de itens essenciais para o cuidado diário com o diabetes. Essas soluções proporcionam mais conforto aos pacientes durante viagens e deslocamentos, ao mesmo tempo em que preservam a segurança e a integridade do medicamento, essencial para o controle adequado da saúde”, conclui.

 

Grupo Polar
Polar Store
 

Urgência oftalmológica: fique atento aos sinais do descolamento de retina

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O Dr. Michel Farah alerta para os sintomas e explica quais são os procedimentos disponíveis hoje para restaurar a visão

 

O descolamento de retina é uma urgência oftalmológica que pode levar à perda da visão se não for tratada rapidamente. A condição se caracteriza pela ruptura ou deslocamento da retina, um tecido fino sensível à luz que reveste a parte de trás do olho e que funciona como um sensor, pois capta as ondas luminosas e as transforma em impulsos nervosos para o cérebro interpretar o que vemos (imagens visuais). 

Pode ainda haver acúmulo de líquido entre a retina e o epitélio pigmentar, camada de células que evita que a luz seja refletida de volta para a retina e prejudique a visão. O Dr. Michel Farah, oftalmologista do H.Olhos, unidade CEOSP da rede Vision One, explica os três principais tipos de descolamento de retina: 

- Regmatogênico, é o mais comum e se caracteriza por uma ruptura na retina;

- Tracional, caracterizado pela tração do tecido cicatricial, geralmente ocorre em casos de retinopatia diabética, trauma no olho ou cirurgia ocular;

- Seroso ou Exsudativo, quando há acúmulo de líquido entre a retina e o epitélio pigmentar, sem ruptura na retina, sendo que a causa pode ser uma inflamação, tumor ou outro distúrbio. 

De acordo com o oftalmologista, “o principal sintoma de descolamento de retina é a diminuição inicialmente do campo de visão, progredindo da periferia para o centro como se fosse uma mancha. Seria semelhante a uma cortina descendo ou se fechando em um teatro. Pode ser de baixo para cima, do lado ou do outro lado, de cima para baixo, ou até obliquamente também pode ocorrer, até atingir o centro da visão”. 

“O tratamento precisa ser iniciado antes que a mancha chegue à região da mácula, pois depois que essa pequena área no centro da retina for atingida, ela pode nunca mais se recuperar totalmente”, alerta o médico. A mácula é responsável pela visão central e detalhada, sendo essencial para distinguir cores, reconhecer rostos, realizar atividades de leitura e dirigir. 

Embora qualquer pessoa possa ter um descolamento de retina, fatores como ter miopia alta, diabetes descompensado, ter sofrido uma lesão traumática nos olhos ou ter passado por cirurgia ocular aumentam o risco. Além disso, existem outros sintomas que podem indicar que o paciente apresenta uma predisposição e que devem ser investigados com exames oftalmológicos, como sentir dificuldade para enxergar com nitidez, ter perda súbita ou progressiva de visão. 

O Dr. Michel Farah esclarece que mais dois sinais que exigem atenção são ver flashes de luz e pontos escuros flutuantes que se movem no campo visual, as chamadas moscas volantes. “Geralmente isso é percebido em casos de descolamento de vítreo, um processo natural do envelhecimento em que o gel que preenche a cavidade do olho perde sua consistência gelatinosa, fica mais líquido e se separa da retina. Mas por trás desses sintomas pode estar ocorrendo um descolamento de retina e é fundamental investigar”. 

Na maioria dos casos, o tratamento é cirúrgico e quanto mais cedo o descolamento de retina é diagnosticado e tratado, maiores são as chances de sucesso do procedimento e de recuperação da visão. O Dr. Michel Farah diz quais são as técnicas mais utilizadas atualmente: 

- Retinopexia pneumática, em que se injeta uma bolha de gás dentro do olho, que se expande, bloqueia a ruptura, faz com que o líquido seja absorvido e a retina volte a ser fixada em seu lugar. É um procedimento mais simples, mais rápido, com menor invasão do olho. Geralmente tem uma eficácia em torno de 80% dos casos. 

- Retinopexia com introflexão escleral, em que se coloca um implante de silicone ao redor do olho e se aperta, se acintura o olho, bloqueando a ruptura por meio de uma depressão na parede para dentro do olho, com congelamento e também com drenagem do líquido. Geralmente tem uma eficácia entre 80% e 90% dos pacientes. 

- Vitrectomia Vias Pars Plana, é uma cirurgia feita totalmente por dentro, que é a tendência mais moderna hoje em dia para se operar o descolamento de retina, a não ser em jovens, em que se prefere fazer a retinopexia com introflexão escleral para poder poupar o cristalino, que é a lente natural do olho. A vitrectomia em geral não poupa o cristalino e, portanto, é mais usada principalmente depois dos 40 anos.

Quanto mais tempo a retina permanecer descolada, maiores são os riscos de danos para a visão. É muito importante, ao perceber qualquer alteração visual, que o paciente marque uma consulta com o oftalmologista para investigar a causa ou, dependendo do caso, busque um serviço de emergência oftalmológica.


. Casos de diabetes aumentam 23% em dois anos

 1 em cada 3 adultos não sabe que tem a doença - diagnóstico precoce é essencial para salvar vidas 

 

Dados do dr.consulta, empresa brasileira referência em saúde acessível e cuidado primário e secundário de qualidade, apontam um salto de 23,77% de casos de diabetes de 2022 para 2024 - ao todo foram cerca de 25 mil casos de acompanhamento de Diabetes a mais dentro desse período. 

Dados da Federação Internacional de Diabetes, que indicam que em 2024, o Brasil registrou 111 mil mortes pela doença, o que representa 3,26% do total de óbitos no país e uma das 10 maiores causas de óbito. 

Os dados reforçam a importância em ampliar o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento precoce. Além disso, a pesquisa aponta que 1 em cada 3 adultos que vivem com diabetes ainda não foi diagnosticado. A falta de diagnóstico impede o início do tratamento e contribui para o aumento das complicações, hospitalizações e mortes. 

"Prevenir a diabetes é investir no futuro da saúde pública e na qualidade de vida das pessoas. Com hábitos saudáveis e acompanhamento médico regular, podemos evitar complicações graves e reduzir significativamente os custos com tratamentos. A prevenção não é apenas uma escolha individual - é uma responsabilidade coletiva", afirma Paulo Yoo, Diretor de Experiência e Programas de Saúde do dr.consulta 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o diagnóstico precoce seja feito por meio de exames simples e acessíveis, como glicemia de jejum, e hemoglobina glicada (HbA1c). A detecção precoce permite o controle imediato da doença, reduzindo os riscos de complicações graves como doenças cardiovasculares, insuficiência renal, retinopatia (que pode causar cegueira), neuropatia e até amputações.

“Aqui no dr.consulta dois dos pilares do nosso programa de saúde é o cuidado contínuo e preventivo, acreditamos que investindo na educação do cuidado vamos melhorar cada vez mais esses percentuais”, finaliza Yoo.


Perfumar a casa pode fazer mal? Saiba qual é a "medida certa" para evitar crises alérgicas e danos ao olfato

Aromatizar o ambiente pode ser prazeroso e até terapêutico, mas exige consciência e moderação - conforme alerta médica do Hospital Paulista

 

 

Incensos, difusores, aromatizantes de tomada, velas perfumadas... A oferta de produtos que prometem deixar o ambiente mais acolhedor e cheiroso só cresce. Mas, apesar do apelo sensorial, esse hábito pode representar riscos à saúde — especialmente para quem sofre de doenças respiratórias como rinite. A boa notícia: dá para conciliar bem-estar e segurança, desde que se encontre a medida certa.

Segundo a médica otorrinolaringologista Cristiane Passos Dias Levy, especialista em alergias respiratórias, esses produtos podem, sim, desencadear crises em pessoas mais sensíveis. “Eles podem conter fragrâncias sintéticas, compostos voláteis orgânicos (COVs), partículas finas e aditivos químicos que irritam as vias respiratórias. Em indivíduos com predisposição, isso pode levar a inflamações, espirros, coriza, tosse e até dificuldade para respirar”, explica.

Entre os vilões mais comuns, estão substâncias como formaldeído, benzeno e tolueno — muitas vezes liberadas na queima de incensos e velas convencionais. Também há o risco de inalar partículas ultrafinas, que, além de penetrar fundo nos pulmões, podem agravar quadros de asma e alergias respiratórias.


Existe uma "dose segura"?

Não há uma quantidade padrão de uso que seja considerada completamente segura para todos. A sensibilidade é individual, mas a médica orienta que moderação e ventilação são essenciais. “Evite o uso prolongado, prefira ambientes bem ventilados e use a menor quantidade possível do produto para alcançar o efeito desejado”, orienta a Dra. Cristiane. Usar incensos ou aromatizantes diariamente, em locais fechados, por exemplo, aumenta muito o risco de reações adversas.


O olfato também pode sofrer

Você sente que está ficando “acostumado demais” aos cheiros da casa e já não os percebe como antes? Pode ser um alerta. “A exposição contínua a substâncias irritantes pode levar à perda de sensibilidade olfativa. Além disso, a inflamação constante da mucosa nasal pode resultar em quadros crônicos de rinite”, adverte a médica.

Em alguns casos, a pessoa desenvolve até intolerância a certos odores, que passam a causar dor de cabeça, náusea ou mal-estar, mesmo em concentrações leves.


Há alternativas mais seguras?

Sim! Para quem adora um ambiente cheiroso, mas não quer arriscar a saúde respiratória, a médica indica opções mais naturais e com menor potencial irritante:


Dicas para perfumar a casa com segurança (e moderação):

  1. Prefira óleos essenciais puros
    Use difusores ultrassônicos e opte por óleos como lavanda, limão ou eucalipto. Mas atenção: mesmo os naturais podem causar reações, então faça testes antes.
  2. Velas de cera de soja ou cera de abelha
    Evite as velas comuns, que costumam liberar toxinas ao queimar. Prefira as que são 100% naturais e sem fragrâncias artificiais.
  3. Incensos naturais
    Busque marcas que utilizem ervas, madeiras e resinas sem aditivos químicos. Use por pouco tempo e sempre com janelas abertas.
  4. Sprays caseiros
    Faça sua própria mistura com água, algumas gotas de óleo essencial e um pouco de álcool de cereais. É simples, funcional e menos agressivo.
  5. Plantas e ervas frescas
    Alecrim, hortelã, manjericão e lavanda não só perfumam como ajudam a purificar o ar naturalmente.
  6. Desodorização natural
    Vinagre, bicarbonato de sódio e carvão ativado são ótimos aliados para neutralizar maus odores sem químicos.



Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Nem toda agressão é visível, mas toda violência deixa rastro

Crueldade contra mulheres - o grito que nem sempre deixa marcas

 

Alguns traumas não se anunciam com alarde, o que os torna ainda mais perigosos e difíceis de identificar. São formas de violência invisíveis, lesões internas que não aparecem, coação que corrói aos poucos, fraturas que não se revelam nas radiografias e humilhações silenciosas que deixam marcas profundas na alma. Essas feridas ocultas atravessam a vida de muitas mulheres, muitas vezes sem que o mundo consiga enxergá-las. Para lançar luz sobre esse sofrimento invisível, conversamos com duas especialistas que dedicam suas carreiras a revelar e tratar essas cicatrizes invisíveis. A Drª Patrícia Valéria Milanezi Alves, autoridade em perícia odontológica legal e a Drª Juliana Moreira Chramosta, cirurgiã bucomaxilofacial que vai além da cirurgia ao reconstruir rostos e restaurar dignidades. Juntas, elas ajudam a transformar o silêncio em voz, abrindo caminho para a cura.

Pelo menos 37,5% das mulheres brasileiras vivenciaram algum tipo de violência, seja ela física, sexual ou psicológica, praticada por um parceiro íntimo nos últimos doze meses, revela a quinta edição da pesquisa Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil, realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Instituto Datafolha. Trata-se da maior incidência já registrada pelo estudo até hoje. A mesma pesquisa destaca que 2024 marcou um recorde no número de casos de violência contra mulheres, atingindo a marca de 27 milhões de vítimas. Ainda assim, esses dados não chegam a revelar toda a dimensão do problema, pois o impacto real é ampliado pela invisibilidade dos traumas que muitas vezes permanecem ocultos.

Para Drª Patrícia, com 30 anos de atuação e formação internacional, a perícia odontológica é uma das chaves para desvendar agressões que não deixam marcas na pele. “O reconhecimento do corpo por arcada dentária, implantes ou esmalte resistente ao fogo pode ser crucial em crimes graves”, explica. E vai além: “Há lesões internas, como o 'dente rosado', um indicador de asfixia, só detectado por exame técnico. Em alguns casos, o agressor escolhe áreas menos visíveis., por isso, exames detalhados, radiografias e tomografias se tornam provas essenciais”, afirma a profissional.

Do outro lado dessa dor, está a reconstrução. Drª Juliana ressalta que os traumas invisíveis deixam sequelas reais. “Recebo pacientes com fraturas faciais mal diagnosticadas que prejudicam a fala, a mastigação, a respiração. Cada cirurgia é uma devolução de identidade: retomar o espelho, olhar para si e se reconhecer de novo, com dores e traumas diminuídos”. Seu trabalho contempla enxertos, implantes e reconstrução óssea e seu destaque vem da combinação única de técnica e empatia, aspectos cruciais para vasculhar feridas que não se veem. “Não posso e não consigo detectar uma vítima de violência e não fazer nada, vai contra os meus princípios, contra a ética. Sou a profissional que ajuda, que acolhe”, declara.

Ambas são unânimes em destacar a urgência de um cuidado que vá além do técnico. Perícia e cirurgia são partes importantes, mas não suficientes. As vítimas precisam ser vistas em sua complexidade, com suporte psicológico, orientação jurídica e políticas públicas que acolham de forma estruturada e contínua. “O silêncio da vítima, na maioria das vezes, não é escolha. É medo”, afirma a dra. Patrícia Valéria Milanezi Alves. “Quando conseguimos identificar sinais que não aparecem de imediato, damos novo significado ao trauma e levamos à Justiça provas que já foram decisivas em inúmeros processos”.

Na mesma direção, a dra. Juliana Moreira reforça que sua atuação não se limita à reconstituição de estruturas faciais. É sobre devolver algo mais profundo. “Reconstruir um rosto é também reconstruir a trajetória de uma vida. É devolver autonomia emocional, é abrir caminho para que a mulher possa, enfim, retomar sua história”.

Essas vozes rompem o silêncio de um problema que insiste em se esconder. São um alerta para que a sociedade aprenda a ouvir além do óbvio, percebendo não apenas o que salta aos olhos, mas também o que se revela nos detalhes que só o olhar treinado enxerga. “Provar que aquela pessoa, quase sempre uma mulher adulta, está vivendo em meio à violência, ajudá-la a sair disso e responsabilizar o agressor é o que me move. É meu propósito”, afirma Patrícia.

Esse é o cuidado que precisa ser completo, profundo e, acima de tudo, humano. “Como profissionais da saúde, nosso papel vai muito além da técnica. Muitas vezes, as vítimas não conseguem falar, porque estão paralisadas pelo medo ou por circunstâncias que parecem impossíveis de resolver. É nesse momento que o amor pela profissão e pelo ser humano faz toda a diferença. Quando restauro um rosto, estou restaurando muito mais que a aparência. Estou ajudando a reconstruir vidas, histórias, caminhos”, conclui Juliana. 

 


Drª Patrícia Valéria Milanezi Alves - atua a 30 anos em odontologia forense e legal. Graduada pela PUC‑PR, Doutora pela UFRJ, com formação nos EUA (Chicago, Rush). Atua em ortodontia, fissuras cranio‑faciais, perícia criminal (exames forenses) e técnica (avaliação de condutas profissionais).


Drª Juliana Moreira Chramosta - cirurgiã bucomaxilofacial, especialista em traumas faciais e reconstrução estética funcional. Atua resgatando autoestima e funcionalidade para vítimas de violência.


De uma simples dor de ouvido à meningite: entenda os riscos e saiba como prevenir

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Proximidade entre estruturas do ouvido e do cérebro pode facilitar a disseminação de infecções graves, alerta especialista 


Você já teve, conhece alguém ou ouviu falar em meningite? A meningite é uma inflamação das meninges — as três membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal — e pode ter diferentes causas, sendo as mais comuns as infecções por vírus e bactérias. As formas virais tendem a ser menos graves, enquanto as bacterianas exigem atenção imediata devido ao seu potencial letal. O que pouca gente sabe é que essa condição também pode surgir como uma complicação de infecções aparentemente simples, como as otites médias — infecções do ouvido médio. 

De acordo com a Dra. Kátia Virginia, otorrinolaringologista do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco, há uma conexão direta entre infecções do ouvido e meningite. “A meningite pode ser uma complicação grave das otites médias agudas ou crônicas mal tratadas. A relação está na proximidade anatômica, pois a orelha média guarda limites bem próximos com o crânio e as meninges, podendo haver disseminação da infecção por contiguidade, através do osso, ou pela corrente sanguínea”, explica a especialista. 

Entre os principais riscos estão as otites médias com perfuração da membrana timpânica, especialmente quando não recebem tratamento adequado. Essas infecções podem evoluir e atingir as estruturas intracranianas, resultando em quadros graves de meningite. “O tratamento precoce e adequado dessas otites é fundamental para evitar esse desfecho, que embora raro, acontece em alguns casos e pode deixar sequelas para a audição e o sistema neurológico”, alerta a médica. 

Os sintomas que podem indicar que uma infecção de ouvido está evoluindo para meningite vão além da dor local. “Febre alta persistente, dor de cabeça intensa, sonolência, confusão, rigidez de nuca, vômitos em jato, convulsões e hipersensibilidade à luz são sinais de alerta. Em crianças menores, observar a fontanela abaulada, irritabilidade acentuada e choro inconsolável é essencial”, explica a otorrinolaringologista. Entre os sinais auditivos que devem acender o alerta estão dor intensa e persistente, saída de pus ou sangue pelo ouvido, inchaço atrás da orelha, paralisia facial e perda auditiva súbita. 

A prevenção passa pela atenção aos sinais iniciais de infecção e pelo acompanhamento com um especialista. “Toda dor ou infecção de ouvido precisa ser avaliada, tratada e conduzida adequadamente por um otorrinolaringologista. No caso das otites médias agudas, é importante oferecer um bom suporte durante infecções respiratórias virais e buscar avaliação médica precoce. Já nas otites crônicas com perfuração do tímpano, o cuidado deve ser redobrado para evitar a entrada de água, especialmente em piscinas, mar ou rios”, orienta a médica. 

As consequências da falta de tratamento vão além da meningite. Sequelas auditivas como zumbido, perda de audição e tontura são comuns, além de possíveis abscessos cerebrais e comprometimentos neurológicos. “Essas complicações podem deixar sequelas neurológicas e cognitivas importantes, comprometendo a qualidade de vida do paciente”, afirma a Dra. Kátia. 

O diagnóstico da meningite com origem em infecção otológica é clínico e complementar, podendo incluir exames de imagem como tomografia e ressonância magnética, além da punção lombar para análise do líquor e exames de sangue. O tratamento é hospitalar, com administração de antibióticos por via endovenosa, anti-inflamatórios para reduzir o inchaço nas meninges, analgésicos e, em alguns casos, cirurgia nos ouvidos para controlar a infecção de origem. 

Os cuidados devem ser redobrados com grupos mais vulneráveis, como crianças pequenas, gestantes, idosos e pessoas imunocomprometidas — seja por doenças autoimunes, quimioterapia ou uso de imunossupressores como corticoides. “Pais e cuidadores devem ficar atentos a qualquer queixa auditiva, como sensação de ouvido tampado, zumbido e dor de ouvido, principalmente durante gripes e resfriados. A avaliação médica precoce é crucial para evitar complicações”, discorre a especialista. 

“Meningite é uma emergência médica, e embora nem todos os casos estejam relacionados a infecções de ouvido, esse é um fator de risco real e, na maioria das vezes, prevenível. A conscientização sobre os sinais de alerta e a busca por atendimento especializado são as principais formas de proteger a saúde auditiva e neurológica, especialmente em populações mais suscetíveis”, finaliza a médica


Asma e inverno: medicamentos via infusão são estratégias avançadas para controle da doença

 Mudanças bruscas de temperatura potencializam as chamadas “doenças de inverno” e inovações terapêuticas, como os imunobiológicos, contribuem para reduzir complicações e melhorar a qualidade de vida

 

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias respiratórias que acomete aproximadamente 340 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, há cerca de 20 milhões de asmáticos, entre crianças e adultos. Anualmente, ocorrem 350 mil internações devido a casos mais extremos, sendo a terceira maior causa de hospitalização no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os anos de 2019 e 2023, foram registradas 12.195 mortes por asma no país. Já no primeiro semestre de 2024, este número chegou a 883. 

“A chegada do outono/inverno traz o alerta para as 'doenças do inverno', como rinite alérgica, asma, sinusite, exacerbações de bronquite crônica, DPOC (doença obstrutiva pulmonar crônica), enfisema pulmonar e pneumonias. Esse aumento ressalta a importância de inovações terapêuticas para reduzir complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, afirma Elie Fiss, pneumologista do Alta Diagnósticos, marca premium que faz parte da Dasa, líder em medicina diagnóstica do Brasil.


Desafios do inverno para os asmáticos 

Especialmente para quem sofre de asma, o inverno traz consigo uma série de desafios, ainda mais se a doença apresentar a forma grave. O clima seco, as variações de temperatura e o aumento da circulação de poeira e pólen tornam o ambiente propício ao surgimento e agravamento das alergias respiratórias. Além disso, vírus respiratórios circulam mais intensamente nessa época, contribuindo para a piora dos sintomas asmáticos. Pacientes com asma grave costumam observar uma frequência aumentada de crises devido à maior exposição a esses fatores desencadeantes. 

Diante desse cenário, a inovação no tratamento da asma grave tem avançado com abordagens cada vez mais eficazes e direcionadas. "Os cuidados com a asma concentram-se em tratar a inflamação , fazer a broncodilatação e prevenir infecções. Muitas vezes, o tratamento inicial envolve broncodilatadores de longa duração com corticoide inalatório ", recomenda o especialista do Alta Diagnósticos.

 

Terapia de infusão e biológicos

Os medicamentos biológicos, como o dupilumabe e o omalizumabe, representam um grande passo para o manejo da asma grave. Esses tratamentos são

administrados por infusão ou injeção e atuam bloqueando moléculas específicas do sistema imunológico que provocam a inflamação das vias aéreas. O resultado é a redução do número de crises, menor necessidade de corticosteroides orais e uma melhor qualidade de vida para os pacientes. Recentemente, o SUS ampliou o acesso a esses medicamentos inovadores, incorporando o dupilumabe e o omalizumabe à sua lista terapêutica para tratamento da asma grave não controlada. 

Hoje, tratamentos via infusão podem ser feitos em Centros adequados para a aplicação de medicamentos biológicos fora do ambiente hospitalar. “O crescimento de mercado das terapias via infusão está relacionado com o movimento de desospitalização que acontece em toda a área de saúde, no qual pacientes crônicos que não necessitam da infraestrutura hospitalar podem receber tratamento de qualidade em áreas reservadas e preparadas das unidades de medicina diagnóstica. A terapia infusional é recomendada para tratamentos de doenças crônicas não transmissíveis- que vêm crescendo ano após ano, de acordo com relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)², de 2024”, afirma Rosana Richmann, médica infectologista e consultora em vacinas do Delboni e Salomão Zoppi 

Segundo a especialista, essas inovações representam um avanço significativo para pacientes com asma grave, permitindo tratamentos cada vez mais personalizados e eficazes, proporcionando maior controle da doença e, consequentemente, melhorando a qualidade de vida de quem convive com essa condição—especialmente nos meses de outono, quando os quadros alérgicos tendem a se intensificar.


MASP terá entrada gratuita no feriado de Corpus Christi

Iniciativa busca facilitar o acesso à exposição A Ecologia de Monet, que está batendo recordes de visitação e já recebeu 62.614 visitantes desde a abertura

Ponte de Waterloo, 1903, McMaster University, McMaster Museum of Art,
 doação Herman H. Levy, 1984, Hamilton, Canadá Foto: Robert McNair


O MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand oferecerá entrada gratuita para todos os públicos no feriado de Corpus Christi, no dia 19 de junho, quinta-feira. No dia o museu também funcionará em horário ampliado das 10h às 22h, com última entrada até às 21h. Os ingressos poderão ser adquiridos por meio do site masp.org.br. 

A iniciativa busca facilitar o acesso à exposição A Ecologia de Monet, que está batendo recordes de visitação. A mostra, que reúne obras do impressionista francês inéditas no Brasil, foi visitada por 62.614 pessoas nas duas primeiras semanas em cartaz, sendo que 53% dos visitantes entraram gratuitamente e 26% com meia-entrada. 

Desde a abertura de Monet, a média de visitação diária do museu mais do que dobrou. Com o sucesso de público, o MASP ainda ampliou o horário de funcionamento para receber os visitantes até as 22h, às terças-feiras — dia de entrada gratuita —, sextas e sábados, com última entrada até às 21h.

 

BAZAR LOJA MASP

Nos dias 19, 20 e 21 de junho, a Loja MASP oferecerá, no Edifício Pietro Maria Bardi, objetos de design, livros, papelaria e bolsas com até 80% de desconto. Além de ser uma chance única de comprar com menor preço, a iniciativa também é uma oportunidade de garantir itens que registram a história da marca MASP.

 

SERVIÇO

A Ecologia de Monet

Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, e Fernando Oliva, curador, MASP, com assistência de Isabela Ferreira Loures, assistente curatorial, MASP

16.5 —24.8.25

1° andar, Edifício Lina Bo Bardi

 

MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP 01310-200

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis, das 10h às 22h (entrada até as 21h); quarta e quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h); sexta das 10h às 22h (entrada gratuita das 18h às 21h); sábado das 10h às 22h (entrada até as 21h); domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$ 75 (entrada); R$ 37 (meia-entrada)


 

Estresse Organizacional: O Inimigo Invisível que Está Acabando com Seus Lucros (e Como Virar o Jogo)

 

Como consultora de carreira e terapeuta com mais de 25 anos de experiência desenvolvendo líderes e empresas, quero trazer um alerta direto:


O estresse no ambiente corporativo não é um "mimimi". É um risco real, profundo e caríssimo.

Não estamos falando de qualidade de vida como um benefício extra. Estamos falando de algo que corrói resultados, desmotiva equipes e sabota decisões importantes. E que, se bem tratado, pode se tornar uma vantagem competitiva poderosa.

 

O mito da resiliência que está saindo caro

Empresas que exigem relatórios detalhados sobre cada centavo muitas vezes ignoram o principal: o custo do esgotamento emocional dos seus líderes.

Tratar estresse como "falta de garra" é um erro estratégico.

 

Os dados falam por si:

73% dos profissionais em cargos de liderança apresentam sinais de estresse crônico.

Cada caso de burnout gera em média R$152 mil em prejuízos diretos e indiretos.

Equipes sob estresse constante cometem até 400% mais erros em processos críticos.

 

O que acontece no cérebro de um profissional estressado?

Com base na Terapia Corporativa aplicada em executivos, identificamos três padrões:

 

Desligamento do Córtex Pré-Frontal (área de decisões complexas):

Redução de até 60% na eficiência cognitiva. Resultado?

Gente talentosa tomando decisões com o cérebro de um adolescente cansado.

Amígdala cerebral hiperativa (centro de reatividade):

Aumento de conflitos e queda na colaboração entre times.

Sistema imunológico enfraquecido:

Três vezes mais afastamentos por doenças. Ou seja: você paga caro por talentos que adoecem dentro do seu próprio ambiente. 

 

Caso real: Redução de 41% nos custos com saúde em 6 meses

 Trabalhei com uma multinacional do setor financeiro com alto índice de burnout entre gerentes. Implementamos: 

  • Mapeamento de estressores ocultos – descobrimos que reuniões depois das 18h eram um dos principais vilões. 
  • Treinamento em Neurogestão – os líderes aprenderam a cuidar do clima emocional das equipes. 
  • Novo ciclo de metas baseado em neurociência – A neurociência revela que o cérebro se beneficia de metas claras e estruturadas, que o ajudam a estabelecer rotinas e hábitos positivos. Ao definir metas SMART, você cria um caminho mais claro para o sucesso, pois o cérebro se adapta e responde melhor a metas bem definidas e com prazos. 

 

Quer agir agora? Comece com 3 perguntas simples: 

  1. Quantas decisões importantes são tomadas depois das 16h?
  2. Quantos líderes da sua empresa sabem lidar com suas próprias emoções?
  3. Os indicadores de RH estão mostrando o estresse real… ou escondendo?

P.S.: A saúde mental pode parecer um custo. Mas a conta do estresse não tratado é sempre maior – perda de talentos, decisões ruins, inovação travada. A escolha é sua.

 

Madalena Feliciano -CEO | Neuroestrategista Corporativa | Criadora do Método Neurovision "Transformando estresse em vantagem competitiva com base na ciência do desempenho humano." Empresária, CEO de três empresas, Outliers Careers, IPC e MF Terapias, consultora executiva de carreira, terapeuta, mãe de 5 filhos, atua como mentora de líderes e de equipes e com orientação profissional há mais de 25 anos, sendo especialista em gestão de carreira e desenvolvimento humano. É administradora, estudou Terapias Alternativas e MBA em Hipnoterapia. Já concedeu entrevistas para diversos programas de televisão abordando os temas de carreira, empregabilidade, coaching, perfil comportamental, postura profissional, hipnoterapia e outros temas relacionados com o mundo corporativo. Master Coach, Master em PNL e Hipnoterapeuta, Madalena realiza atendimentos personalizados para: fobias, depressão, ansiedade, medos, gagueira, pânico, anorexia, entre muitos outros. Atua também com treinamentos comportamentais para líderes e mentorias individuais.



Novo pacote do governo para o setor financeiro: estratégia ousada pode sair caro para o país

Especialista alerta que aumento de tributos corrige distorções, mas afugenta investimentos e não resolve o rombo fiscal


O governo federal apresentou um novo pacote de medidas para o setor financeiro, substituindo a proposta anterior de taxação do IOF sobre transações internacionais, que havia gerado forte reação negativa no mercado e na sociedade. A nova estratégia, segundo o economista e analista de mercado João Victor da Silva, é politicamente inteligente, mas fiscalmente arriscada.

Foi uma jogada de mestre do ponto de vista político. Ao recuar de uma proposta impopular, o governo criou espaço para aprovar um pacote com impacto tributário ainda maior, sem causar o mesmo barulho”, afirma João Victor. “Mas é preciso olhar além da manobra: a proposta aumenta impostos e pode sufocar ainda mais o setor produtivo.”

Entre os pontos que o analista considera positivos está a padronização da alíquota do Imposto de Renda sobre investimentos como CDBs e títulos públicos. Hoje, quanto mais longo o prazo do título, menor o imposto. Isso, segundo ele, distorce o mercado e desincentiva decisões racionais.

Essa padronização corrige um mau incentivo. O investidor, muitas vezes, opta por papéis longos não pela estratégia, mas pela vantagem fiscal. Isso gera uma alocação ineficiente do capital”, explica.

A proposta também passa a taxar produtos hoje isentos, como LCI, LCA e debêntures incentivadas. Para João Victor, essa mudança é coerente com a lógica de isonomia tributária, mas deveria vir acompanhada de uma revisão mais ampla da carga tributária. “O problema não é unificar. O problema é que, em vez de baixar os impostos de uns, o governo sobe o dos outros. Isso mostra claramente que o objetivo é arrecadar, e não tornar o sistema mais eficiente.”

O economista ressalta que o Brasil já tem uma das maiores cargas tributárias do mundo emergente. “Aumentar tributos nesse contexto é ineficaz. O problema do Brasil é de gastos. A despesa pública cresce em ritmo insustentável, com obrigações indexadas e um serviço da dívida cada vez maior. Enquanto isso não for enfrentado, qualquer aumento de receita será só um paliativo.”

Um dos trechos mais controversos do pacote, segundo João Victor, é o aumento da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para as fintechs — empresas que têm revolucionado o setor financeiro com soluções digitais acessíveis e escaláveis.

As fintechs democratizaram o acesso a serviços financeiros no Brasil. Com carga menor, elas inovaram, criaram produtos, aumentaram a concorrência. Tributar mais esse setor é repetir o erro que o país cometeu com a indústria na década de 70”, alerta.

Ele relembra o impacto do IPI sobre a indústria nacional e contrasta com o crescimento do agronegócio, que se beneficiou de uma carga tributária mais leve. “Hoje, o agronegócio é a locomotiva do PIB porque teve condições tributárias mais favoráveis. O mesmo pode acontecer com as fintechs, se o ambiente for hostilizado: elas vão estagnar e os investimentos no setor devem migrar para outros mercados”.

João Victor encerra com um aviso direto: “O Brasil não é uma ilha. Capital é móvel. Se o governo continuar penalizando quem gera riqueza e inovação, os investidores vão buscar países que os tratem melhor. E o país vai perder ainda mais fôlego econômico.”

  

João Victor da Silva - bacharel em Economia e Relações Internacionais pela Boston University (Summa Cum Laude), mestre em Relações Internacionais pela University of Chicago e também mestre em Finanças pela University of Miami, ambos com distinção. Atualmente, atua como Analista de Mercado na Orsitec, com foco em estudos macroeconômicos e análise da Reforma Tributária.



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