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sábado, 24 de agosto de 2024

CRISTAIS: SETE OPÇÕES PARA INCLUIR NA SUA ROTINA DE AUTOCUIDADO


Integrar mente, corpo e espírito com a energia universal buscando o equilíbrio pessoal pode ser uma tarefa difícil em dias estressantes. Por isso, esotérica da Astrocentro indicou algumas pedras que podem auxiliar nessa tarefa

 

Os cristais têm fascinado a humanidade por séculos, não apenas por suas formas intrigantes e cores vibrantes, mas também por suas propriedades esotéricas. Muito mais do que pedras preciosas, esses elementos da natureza são amplamente referenciados e utilizados em práticas espirituais e de bem-estar, sendo poderosos aliados na busca por equilíbrio e proteção. 

Segundo Denise, consultora esotérica da Astrocentro, a crença na energia dos cristais advém da ideia de que tudo no universo é composto de energia, incluindo as pedras. “Cada tipo de cristal emite uma frequência vibracional única, capaz de interagir positivamente com a energia humana, promovendo bem-estar e crescimento espiritual”, explica a especialista.
 

Como, então, incluir os cristais na sua rotina de autocuidado? 

Os cristais são extremamente versáteis. “Eles podem ser utilizados em meditações, em sessões de cristaloterapia (prática holística que busca o equilíbrio do corpo, mente e espírito), para melhorar a energia dos ambientes, ou até mesmo como jóias e amuletos”, indicou Denise. As opções são variadas e, para garantir que o propósito pessoal seja atendido é importante conhecer as principais opções e para que serve cada uma delas. Confira:

  • Ametista: Promove equilíbrio emocional, elevação espiritual e proteção contra energias negativas, sendo ideal para meditações e alívio de estresse.
  • Ágata: Associada à força interior, harmonia e proteção energética, ajudando a equilibrar as emoções e proporcionar uma sensação de segurança.
  • Selenita: Excelente para purificação energética e promoção da paz interior, além de auxiliar na clareza mental e na elevação espiritual.
  • Turmalina negra: Poderoso escudo contra energias negativas, protegendo contra poluições magnéticas, inveja e outras influências externas que podem ser prejudiciais.
  • Quartzo transparente: Conhecido como o "mestre da cura", amplifica a energia, promove o equilíbrio mental e estimula a cura natural do corpo.
  • Hematita: Proporciona ancoramento, estabilidade, equilíbrio energético e vitalidade, sendo ideal para lidar com desafios diários.
  • Olho de tigre: Aliado na proteção, elevação da autoestima e equilíbrio energético, além de atrair prosperidade e sorte.

“Ao escolher seus cristais, considere aqueles que melhor se alinham com seus objetivos e intenções. Eles podem ser a chave para promover a energia positiva, proteção e equilíbrio que você busca em sua vida”, finaliza Denise.

 

Astrocentro



FIM DO MERCÚRIO RETRÓGRADO: VEM ALÍVIO POR AÍ?

Com o fim do fenômeno astrológico, as pessoas se sentem mais leves e otimistas, prontas para retomar projetos paralisados e reavaliar decisões feitas durante o período turbulento

 

O tão temido Mercúrio retrógrado começou em 5 de agosto e terminará em 28 de agosto. Esse fenômeno astrológico é conhecido por causar confusão, atrasos, falhas na comunicação, mudanças inesperadas de planos e até pane em dispositivos eletrônicos - e com o fim dele, muitas pessoas voltam a sentir alívio.

Segundo Deborah de Obá, consultora esotérica de iQuilibrio, após Mercúrio retrógrado, as comunicações voltam a fluir sem mal-entendidos, os aparelhos eletrônicos funcionam melhor e as viagens tendem a ser mais tranquilas. É como se uma nuvem de confusão se dissipasse, trazendo clareza e harmonia.


Período pós mercúrio retrógrado. Vem alívio por aí? 

A resposta é sim. “No período pós-Mercúrio retrógrado, as pessoas se sentem mais leves e otimistas, prontas para retomar projetos paralisados e reavaliar decisões feitas durante o período turbulento. As relações interpessoais se beneficiam dessa energia renovada, com diálogos mais construtivos e compreensivos”, pontua. 

Ainda segundo a especialista, é um tempo de reflexão sobre as lições aprendidas durante as semanas de desafios e de gratidão pelas experiências vividas. O período também inspira um desejo de cuidar mais do bem-estar pessoal. Muitos aproveitam para praticar meditação, yoga ou simplesmente dedicar um tempo à leitura de um bom livro.

 

Reencontros, laços familiares e relações no trabalho podem intensificar positivamente 

Enquanto o mundo gira e os astros seguem seu curso, cada pessoa encontra seu próprio ritmo. Além disso, este é um momento propício para fortalecer laços com amigos e familiares. Reencontros são mais frequentes, e o espírito de reconciliação está no ar. Pequenos gestos de carinho e compreensão podem fazer uma grande diferença, promovendo um ambiente de amor e apoio mútuo. 

No ambiente de trabalho, Deboráh conta que a atmosfera torna-se mais colaborativa. “Equipes se sentem mais alinhadas e motivadas, e a comunicação flui com maior eficácia. Este é um excelente período para iniciar novos projetos, firmar parcerias e explorar novas oportunidades de crescimento ", diz.

No trabalho, as pessoas podem aproveitar para se destacar em projetos e iniciativas que permitam mostrar suas habilidades e talentos. “Não hesite em assumir responsabilidades e propor ideias inovadoras. Sua capacidade de liderança será reconhecida e valorizada, podendo abrir portas para novas oportunidades de crescimento e desenvolvimento ", completa.

Já na esfera das relações pessoais, o trânsito pode aumentar a intensidade das conexões. É um excelente momento para fortalecer laços existentes e criar novos vínculos baseados na autenticidade e na confiança mútua. Seja sincera em suas comunicações e permita-se ser vulnerável, mostrando seu lado mais humana e verdadeira. 

Por fim, lembre-se de cuidar de si mesmo. “Encontre um equilíbrio entre ação e reflexão para aproveitar ao máximo essa fase luminosa e transformadora”, finaliza Deborah de Obá.



iQuilibrio
www.iQuilibrio.com.br

 

CURA E LIBERTAÇÃO: VEJA CINCO CRISTAIS PARA AJUDAR O SEU DESENVOLVIMENTO



Consultora espiritual, Kelida Marques, explica qual o poder dos cristais e como utilizá-los. 


A sabedoria ancestral associada ao uso de cristais em rituais têm fascinado a humanidade por séculos. Mais do que simples adornos ou peças decorativas, os cristais possuem propriedades únicas que podem impactar o bem-estar físico, mental e espiritual de quem os porta. 

Por serem elementos da Terra, formados pela total ação da mãe natureza, eles carregam vibrações profundas energizadas pelos elementos naturais, que lhes garante propriedades específicas e podem ser sentidas pelas pessoas à sua volta, mesmo que inconscientemente. “O uso de cristais vai além da motivação física, pois são portais para as vibrações da Terra e do Universo. Eles têm a capacidade de absorver e canalizar energias primordiais que ressoam profundamente com os campos energéticos dos seres humanos”, comenta a consultora espiritual, Kélida Marques. 

Kelida ainda explica que os cristais amplificam sintonias invisíveis, atuando como guias e ajudando a alinhar intenções com as forças naturais. Assim, é possível manifestar cura e libertação para o crescimento espiritual desejado.

Confira quais são os cinco cristais para auxiliar na cura e libertação, segundo Kelida Marques.
 

Turmalina Negra: Ótima para proteção energética e equilíbrio. Ajuda a liberar energia negativa e é ideal para quem busca proteção em ambientes carregados ou situações estressantes. Este cristal é especialmente eficaz para quem frequenta ambientes carregados ou lida com situações estressantes no dia a dia. Além disso, a Turmalina Negra promove a sensação de enraizamento e estabilidade, ajudando a manter a mente clara e equilibrada mesmo em momentos de tensão.
 

Ametista: Perfeita para tranquilidade e proteção espiritual. Este cristal é conhecido por sua capacidade de acalmar a mente e promover um estado de paz interior, sendo ideal para meditação e momentos de reflexão. A Ametista ajuda a liberar pensamentos negativos, como ansiedade e preocupação, substituindo-os por uma sensação de serenidade e equilíbrio emocional.
 

Rosa do Deserto: Indicada para cura emocional profunda. Ideal para quem busca superar traumas passados e liberar emoções reprimidas, promovendo um processo de cura interior. A Rosa do Deserto também auxilia no desbloqueio de memórias dolorosas, permitindo que a cura ocorra de forma gentil e natural. Ela promove um processo de cura interior, ajudando a restaurar a confiança, a autoestima e a capacidade de enfrentar desafios emocionais com mais resiliência.
 

Quartzo Transparente: Excelente para clareza mental e amplificação de energia. É muito versátil e pode ser usado para aumentar a energia positiva, clarear pensamentos e purificar a mente. O Quartzo Transparente ajuda a clarear pensamentos, promovendo uma mente mais focada e organizada, o que é especialmente útil em momentos de confusão ou indecisão. Além disso, ele purifica a mente de influências negativas e bloqueios, permitindo que a intuição flua livremente e que as decisões sejam tomadas com maior discernimento.
 

Obsidiana: Também voltada para proteção e liberação de traumas emocionais. É excelente para quem precisa se proteger de energias negativas e liberar bloqueios emocionais. A Obsidiana é excelente para quem precisa se proteger de ambientes ou pessoas que emanam vibrações negativas. Além disso, ela é uma poderosa ferramenta para liberar bloqueios emocionais profundos e traumas do passado. A Obsidiana ajuda a trazer à superfície sentimentos reprimidos, permitindo que você os enfrente e os transforme, promovendo um processo de cura e renovação emocional.
 

Por fim, Kélida ainda ressalta que a escolha dos cristais deve ser intuitiva e baseada nas necessidades individuais. “Antes de usar um cristal para cura e libertação, é uma boa prática limpá-lo energeticamente e programá-lo com a intenção desejada. Além disso, a combinação de diferentes cristais também pode ser eficaz, permitindo que suas energias se complementam e potencializam os benefícios.” finaliza.

  

Kelida Marques - Detentora de um dos principais canais do YouTube sobre Espiritualidade, conta com mais de 1,15M de seguidores em suas redes. Também é psicanalista, hipnóloga e terapeuta holística reikiana realiza atendimentos online, promove rituais de cura, benzimentos e vigília, de maneira constante e gratuita. Faz previsões, rituais, responde perguntas através do baralho cigano e fala com propriedade sobre conexões entre almas, cartas psicografadas, numerologia e terapias alternativas. Com toda essa bagagem espiritual (bruxa naturalista na linhagem de São Cipriano por tradição familiar) e profissional (formada em psicologia), a mística espiritualista atua unindo corpo, mente e espírito sempre com um pouco de magia. Também é uma das comentaristas da terceira temporada de Inexplicáveis do History Channel e lançou recentemente o livro psicografado que conta a verdadeira história de Maria Padilha | kelidaoficial

Aromaterapia, um caminho para saúde e bem-estar

Aromaterapia é a arte e a ciência que visa promover a saúde e o bem-estar do corpo, da mente e das emoções, através do uso terapêutico do aroma natural das plantas por meio de seus óleos essenciais. Essa terapia revela que existem ligações entre o olfato e os sentimentos. A aromaterapia atua utilizando óleos essenciais extraídos de plantas, que contêm compostos químicos com propriedades terapêuticas. 

O termo aromaterapia foi criado em 1928, pelo químico francês René Maurice Gattefossé. Atualmente, possui sua eficácia terapêutica reconhecida em diferentes países, principalmente na Inglaterra e na França, onde é amplamente pesquisada, sendo utilizada por diferentes profissionais em todo o mundo. No Brasil, a aromaterapia foi incluída na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PNPICS), no Sistema Único de Saúde (SUS), pela Portaria n. 702 de 21 de março de 2018.  

A forma mais simples de realizar aromaterapia é com o auxílio de um difusor. Assim, ele pode ser usado para dispersar o perfume de forma gradual, evitando o excesso de estimulação olfativa. O difusor com varetas funciona de forma fria, com a dissipação de odores através da evaporação do álcool de cereais.  

Dentre os benefícios da aromaterapia temos: aliviar os sintomas de ansiedade, insônia, dor, depressão, resfriado, promover o bem-estar e fortalecer as defesas do corpo. Quando inalamos esses óleos, as moléculas aromáticas são captadas pelos receptores olfativos no nariz e enviadas diretamente ao sistema límbico do cérebro. O sistema límbico é a parte do cérebro responsável por regular as emoções, a memória e o comportamento, o que explica por que certos aromas podem evocar sentimentos e lembranças específicos. 

Essas moléculas podem desencadear a liberação de neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina, que estão associados ao bem-estar e à regulação do humor. Por isso, a aromaterapia pode ser eficaz no alívio de sintomas de ansiedade, insônia, dor e depressão, entre outros. Além disso, alguns óleos essenciais têm propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias e imunomoduladoras, o que pode contribuir para fortalecer as defesas do corpo e promover a saúde geral. Portanto, a ligação entre o olfato e os sentimentos se dá por meio da interação direta das moléculas aromáticas com o sistema límbico, influenciando as respostas emocionais e fisiológicas do organismo. 

Durante a pandemia da Covid-19, muitos pacientes recorreram à aromaterapia na tentativa de recuperar o olfato, um dos sentidos afetados pela contaminação do vírus, assim como o paladar. Estudos estimam que até 60% dos pacientes com Covid-19 experimentaram algum grau de perda olfativa, e em cerca de 10% a 15% dos casos, essa condição persistiu por semanas ou meses após a recuperação da infecção inicial. 

Aromaterapia, como parte de um protocolo de treinamento olfativo, ofereceu um caminho para que muitos pacientes reabilitassem o cérebro a reconhecer e processar cheiros novamente. Pesquisas sugerem que o treinamento olfativo, realizado com a ajuda de óleos essenciais de diferentes aromas, pode aumentar a neuroplasticidade do sistema olfativo, acelerando a recuperação do olfato em até 60% dos pacientes que participam regularmente desse tipo de terapia.  

Dessa forma, a aromaterapia desempenhou um papel importante no suporte à recuperação sensorial de muitos afetados pela Covid-19, promovendo tanto a recuperação física quanto o bem-estar emocional dos pacientes. 


Andrew Silva Alfaro- graduado no curso de Auditoria em Saúde e pós-graduado no curso de Auditoria em Saúde pelo Centro Universitário Internacional Uninter, onde atua como professor (tutor) nos cursos de Gestão em Vigilância em Saúde e Práticas Integrativas e Complementares.



Responsável por quem cativas?


Está no mural do Facebook de C.B.S.: "Tu julgarás a ti mesmo. É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues julgar-te bem, és um verdadeiro sábio". Ela acrescenta à própria publicação, como quem se explica: “Sim, continuo no Pequeno Príncipe”.

Concordo: é mais fácil julgar o próximo do que a si. Penso, aliás, que para adquirir a condição de julgar-se é necessário muito exercício intelectual. Julgar-se pressupõe saber olhar-se, e, em se olhando, saber se ver. Não é fácil ver a si mesmo. Menos ainda ver-se com olhos escrutinadores.

Suponho que se consiga alcançar algum tanto dessa percepção de si. Mas, cá pra nós, nisso jamais alguém será assaz neutro. Sempre serei suspeito na condição de julgador de mim mesmo, até porque terei que ser meu promotor, juiz e carrasco e, nalgum ponto do processo, acabo indulgente comigo.

Além da suspeição (suspeita de mim mesmo), a tarefa em si é árdua: inclui, ou não me acusar, ou absolver-me de suposta culpa, ou culpar-me. Ou, será pior do que tudo: acusar-me e jamais proferir veredito, carregando-me sofregamente por aí, debaixo das dores de um caso não concluído.

Sobre uma autoanálise incidem processos psicológicos profundos e complexos. Uma moral conservadora introjetada por aparelhos ideológicos, como família, igreja, escola etc., conflita com desejos e gera eternos autoculpados com as sequelas do autoculpar-se. A tensão cresce.

“É a agressividade do superego que, sob a forma de censuras, se faz ruidosamente ouvida; com frequência, suas exigências reais permanecem inconscientes. Se as trazemos ao conhecimento consciente, descobrimos que elas coincidem com os preceitos do superego cultural predominante.

O superego cultural desenvolveu suas ideias e estabeleceu suas exigências. O problema que temos pela frente é saber como livrar-se do maior estorvo à civilização – isto é, a inclinação, constitutiva dos seres humanos, para a agressividade mútua” (Freud, O mal-estar na civilização, editado).

Todavia, se ao superego social que me alcança, na severidade de suas ordens e proibições, desimportam meus desejos (a felicidade do ego), dando escassa atenção às minhas resistências contra a obrigação de obedecê-las, eu, todavia, sou mais eu: tenho um id e outros interesses a atender.

Se me é exigido demasiado, torno-me infeliz. Mecanismos de defesa do ego entram em ação, intentando preservar-lhe a integridade. Surgem esforços de ponderar interdições e desejos. Vem angústia, vêm esforços de solução. Tortuosamente, ajusto-me; buscarei um jeito de me acudir.

Contudo, não dou conta de todas as incidências que me afetam: nem as externas, nem as internas; nem as que me aprazem, nem as ameaçadoras. Mesmo se creio que me resolvo, ainda assim, no máximo, me esgueiro, no meio disso tudo, dos meus conflitos jamais resolvidos.

Essas coisas me ocorreram ao ler o escrito de C.B.S.. A leitura também me lembrou a máxima de Exupéry: “Tu te tornas eternamente responsável por quem cativas”. Provoco-a: – Ruim, no livro, só a ideia de que alguém é responsável por quem cativa. Nem creio que alguém cative alguém.

Ela contesta: – Cativar como despertar um sentimento de carinho. Nunca fizeram isso contigo? Em italiano é addomesticare, aí a ideia não me agrada tanto. A gente não se deve despreocupar totalmente com o sentimento do outro, não como responsabilidade, mas como humanidade, grátis.

Concordo com o carinho, com o preocupar-se com o outro, mas há mais para dissidiar: – Não é grátis. Seria ingenuidade crer nisso. Quem conquista e quem é conquistado, ambos logo mandam a conta da relação. Há carinho, todavia, dirigido ao outro feito objeto; objeto de desejo, porém, objeto.

Tema psicanalítico: objeto do desejo, suporte do desejo, objeto causa do desejo; a busca do objeto desde sempre perdido. Bem, do objeto se quer a posse exclusiva. Com o objeto se estabelece relação de poder. C.B.S., tudo isso é, pois, uma avidez nossa, não é uma responsabilidade.

Surpreendo-me com C.B.S. refluindo: – Ah não... Mais um pra me "acusar" de ingenuidade crônica! E eu persisto no erro... Burrice?. Sinto-me acusado: vou ao mural de C.B.S., buscando entendê-la. Não quero dissipar os devaneios de uma menina, todavia não vou fazer concessões a uma mulher.

Bem lida, concluo: – Burrice? Não. É declaração voluntária de ingenuidade, mas de uma mulher que, apenas, curte o charme dos dizeres ingênuos, sem, contudo, ter coisa alguma desse estado que é puro vazio d'alma. Atilada, inteligente, linda, culta e competente, é o que mais me parece ser.

C.B.S. (ainda) não me respondeu, mas deixou-me o addomesticare. Volto a Exupéry. O principezinho declara querer a amizade da raposa do deserto. A raposa, sabe-se lá por quais desejos, diz-lhe que só pode ser domesticada. Então, tristemente, dá-se início a um caso de domesticação.

O principezinho, ademais, é cheio dessas coisas de apoderar-se e de oferecer-se em submissão. Deixa-se picar por uma cobra para voltar à Rosa, de quem quer cuidar e a quem atribui responsabilidade por tê-lo cativado. Intrometido, possessivo, doentio. Quero essas coisas, não.

Trocar carinhos. Aconchego é muito bom. Se não acontece, faz uma falta danada. Cuido; peço cuidados, que a vida não é vivida em via de mão única. Mas, sem essa de cativação: ninguém será responsável por mim; tampouco serei responsável por alguém. Simples e livres assim. 



Léo Rosa de Andrade
Doutor em Direito pela UFSC
Psicanalista e Jornalista


Exagero para os filhos; culpa para os pais: como lidar com o uso de telas

Pediatra comenta artigo científico que aborda a dificuldade de relacionamento gerada pelo excesso de uso de telas pelas crianças combinado com o estresse dos pais gerado pela culpa dessa situação


Publicado recentemente pela revista científica Media Psycology, o artigo "Muito tempo de tela ou muita culpa? Como o tempo de tela infantil e a culpa dos pais afetam o estresse dos pais e a satisfação no relacionamento", de Lara N. Wolfers, Robin L. Nabi e Nathan Walter falou abertamente sobre a dupla dificuldade em lidar com telas na infância: o excesso dos filhos e a culpa dos responsáveis. 

"Mais do que apenas o tempo de tela em si, a culpa sentida pelos pais por permitirem o uso de dispositivos eletrônicos por seus filhos tem um impacto significativo no estresse parental e na qualidade das relações familiares", resume a Dra. Aline Piedade, Pediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), ao convidar a sociedade brasileira para discutir novas abordagens de solução para o problema: "É importante que esse tema seja abordado de forma equilibrada, levando em consideração o contexto atual das famílias brasileiras", pondera. 

Sabe-se que o uso excessivo de telas por crianças se associa a quadros de obesidade infantil, dificuldades de interação social e impactos no desenvolvimento cognitivo. Por esse motivo, segundo a médica, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda limites para o tempo de tela, especialmente para crianças pequenas. "O problema é que muitos pais sentem que não conseguem cumprir essas diretrizes, gerando sentimentos de inadequação e culpa. Essa culpa pode levar a um aumento do estresse, que, por sua vez, pode prejudicar a relação entre pais e filhos", avalia a Dra. Aline. 

Para ela, é importante reconhecer que o uso de telas se tornou uma parte inevitável da vida moderna e que abordagens mais flexíveis e compreensivas podem ser mais benéficas para a saúde mental e emocional das famílias. "Caso contrário, essas diretrizes podem aumentar a pressão sobre os pais, que já se sentem sobrecarregados em equilibrar as demandas da vida moderna, especialmente em um cenário de pós-pandemia e mudanças sociais rápidas", pontua.

 

Vamos à prática 

A fim de desfazer esse nó, a médica propõe uma estratégia de usar as telas a favor da relação pais e filhos, integrando-a na rotina. Ela conta que há pesquisas indicando que a qualidade do conteúdo visualizado se torna mais importante do que a quantidade de tempo de uso de tela. 

Isso significa que conteúdos educacionais ou interativos podem oferecer benefícios cognitivos e promover o aprendizado, especialmente quando consumidos em conjunto com os pais. "A tecnologia pode ser usada para complementar a educação e fortalecer vínculos quando os pais participam ativamente das experiências digitais de seus filhos, e esta participação ativa não apenas reduz a culpa parental, mas também fortalece a relação e o aprendizado conjunto", opina a pediatra. 

Diante disso, sua recomendação aos pais passa por ações como:

  • Participar das atividades online dos filhos, discutindo e selecionando conteúdo juntos;
  • Priorizar conteúdo educativo e interativo que estimule o aprendizado e a curiosidade;
  • Estabelecer limites de tempo realistas que considerem as necessidades e as circunstâncias únicas de cada família;
  • Incentivar discussões abertas sobre o que as crianças estão assistindo e aprendendo, promovendo um ambiente de confiança e apoio. 


Dra Aline Piedadeb- CRM 155605 - Formada pela Universidade de Taubaté. Residência médica em Pediatria na Santa Casa de São Paulo Especialização em Gastroinfantil também na Santa Casa de São Paulo. Título de Especialista em Pediatria pela SBP. Pós graduação em Nutrição Pediátrica pela Boston University school of Medicine. Educadora parental em disciplina positiva pela PDA. Proprietária da clínica infantil Bem me Quer , aonde atende os pequenos há 7 anos.
@dicasdeumamaepediatra
www.bemmequerclinicainfantil.com.br


Aroma de Saudades

 

Hoje em dia a turma cria os filhos diferente. Na minha época, não... Acho que tudo era mais simples, mais verdadeiro, mais genuíno. Não sei... É o saudosismo que vem tomando conta de mim. Acho que acontece com todo mundo: a gente vai ficando velho e meio bobo. 

Mas é que, de verdade, tem umas coisas que eu não entendo! Meus sobrinhos mesmo: é um tal de não pode comer isso, não pode comer aquilo, que me dá até gastura. Vocês acreditam que eles ficaram anos sem açúcar? Qual o sentido disso?? E café, então? Acho que até hoje não tomam. 

É por conta desses modismos modernosos que nossas tradições vão se perdendo. O que que custa dar pra criança um bolo de fubá e um cafezinho? Um bolinho caipira? Sabia que eu era recém-nascido quando minha vó Tereza me colocava no colo, fazia uma papinha de miolo de pão, manteiga e café e me dava? E eu tô aqui até hoje, não é? 

Acho que já contei como eu adorava assistir aos jogos de futebol com meu pai. A gente ficava num quartinho e ele fumava um cigarro atrás do outro. E eu tô aqui! Nem fumar eu fumo… Eu até ganhei uma memória deliciosa: sempre que sinto aquele cheiro da fumaça eu lembro de tudo. Parece que o cheirinho me leva de volta. Pra mim, fumaça de cigarro é o perfume das saudades! 

Não era futebol, mas nas Olimpíadas de 1992 em Barcelona foi a mesma coisa. A TV ligada, o cigarro do meu pai acesso… A fumaça deixava uma névoa tão boa no quarto! Marcelo Negrão fez ponto! Brasil foi ouro! OURO!

As memórias são o nosso ouro. Sempre que sinto aquele cheiro, vou para o alto do pódio. 

Lá na minha vó Tereza era igualzinho. Domingo cedo. TV ligada no Ayrton Senna. Tema da vitória. O macarrão ia saindo junto com o assado. E o Senor Abravanel chegava no 4. Eu adorava. Pião. Baú. Show de Calouros. De noite tinha a semana do presidente. Como será que estava o Sarney? E a inflação? 

Sabe o que também aprendi com ele? Que o ouro vale mais que dinheiro! Que toda pessoa tem uma beleza pra gente enxergar! Aprendi a aprender com tanta beleza! Esse é o ouro: enxergar e aprender! 

Ouro das Saudades! Eu ainda sinto aquele perfume. Tanta coisa misturada… Mas sempre ela, a fumaça do cigarro. E ouço também… Vozes da tia Julinha, tia Mara, tio João, tio Fernando, Voz do Sílvio! 

Fumaça de cigarro é o perfume da nostalgia! Vozes do Sílvio e do Lombardi são os sons da lembrança! O Sílvio Santos lá lá lá lá … 

Pra quem mal tinha compromisso na segunda-feira, o domingo nunca tinha nada de depressão. Pelo contrário! Era o dia mais gostoso…
 

Kol Hakavod, Senor!

 

André Naves - Defensor Público Federal, especialista em Direitos Humanos, Inclusão Social e Economia Política. Escritor, professor, ganhador do Prêmio Best Seller pelo livro "Caminho - a Beleza é Enxergar", da Editora UICLAP (@andrenaves.def).


SAIBA O QUE É O TABULEIRO OUIJA: UMA DAS ÚLTIMAS COMPRAS DE SILVIO SANTOS


Consultora espiritual Kelida Marques explica como a tábua é utilizada e se há riscos envolvidos

 

Silvio Santos nos deixou no último sábado (17), e desde então, muitos famosos têm compartilhado lembranças e revelações sobre o apresentador e dono do SBT. Entre eles, está o neto Tiago Abravanel que revelou que, nos últimos dias, seu avô fez algumas compras inusitadas na internet, incluindo um Tabuleiro Ouija. 

O Tabuleiro, também conhecido como Tábua Ouija, é tradicionalmente utilizado no contexto espiritual como uma ferramenta para a comunicação direta com espíritos, sendo visto por muitos como um portal para o desconhecido. Esse aspecto o torna um objeto tanto de fascínio quanto de receio. 

Para explicar melhor o significado do Ouija, conversamos com a consultora espiritual Kelida Marques, que destaca: “Aqueles que acreditam na eficácia do Tabuleiro afirmam que ele permite que os espíritos dos mortos, entidades espirituais ou outros seres do plano astral se comuniquem com os vivos. Essa comunicação ocorre através dos movimentos da planchette, que desliza sobre as letras e números da tábua para formar palavras e responder às perguntas.” 

Muitos espiritualistas e ocultistas consideram a Tábua Ouija um portal entre o mundo físico e o espiritual. Ao utilizá-la, acredita-se que os participantes estejam abrindo uma porta para a entrada de entidades espirituais em nosso mundo. Por isso, o uso da tábua requer grande cautela e respeito, pois nem todas as entidades que se comunicam são benevolentes, esclarece a especialista.
 

Há riscos?
 

Segundo Kelida, o uso da Tábua Ouija é frequentemente associado a riscos espirituais, especialmente quando manuseado por pessoas sem o conhecimento necessário para cumprir os rituais de maneira adequada. Muitos casos relatam o risco de atrair entidades maliciosas, que podem se passar por espíritos benignos ou até mesmo por entes queridos falecidos, com a intenção de enganar os participantes. 

Há também relatos de pessoas que, após utilizar a Tábua Ouija, experimentaram eventos de possessão espiritual, onde uma entidade maligna tenta tomar o controle do corpo ou da mente do indivíduo. 

“O uso impróprio da tábua pode atrair energias negativas para o ambiente, resultando em uma sensação de opressão, medo, ou até a manifestação de fenômenos paranormais indesejados, como objetos que se movem sozinhos, ruídos inexplicáveis, ou sonhos perturbadores,” alerta Kelida Marques.
 

Deve existir uma preparação antes? 

Sim, práticas como preces e invocações pedindo proteção a guias espirituais, a criação de círculos de proteção ao redor dos participantes, e o encerramento adequado da sessão, agradecendo aos espíritos e fechando o portal, são essenciais para evitar a atração de energias ou entidades negativas. 

Além disso, pessoas com maior sensibilidade psíquica podem ter experiências mais intensas durante o uso da tábua, o que as torna mais suscetíveis a influências negativas. Portanto, é fundamental que essas práticas sejam seguidas rigorosamente para garantir uma experiência segura e positiva. 

“Aqueles que desejam explorar a Ouija são frequentemente aconselhados a fazê-lo com preparação adequada e, se possível, sob a orientação de alguém experiente em práticas espirituais. Dessa forma, é possível tirar o máximo proveito da experiência de maneira respeitosa e segura” finaliza Kelida.


Kelida Marques -Detentora de um dos principais canais do YouTube sobre Espiritualidade, conta com mais de 1,15M de seguidores em suas redes. Também é psicanalista, hipnóloga e terapeuta holística reikiana realiza atendimentos online, promove rituais de cura, benzimentos e vigília, de maneira constante e gratuita. Faz previsões, rituais, responde perguntas através do baralho cigano e fala com propriedade sobre conexões entre almas, cartas psicografadas, numerologia e terapias alternativas. Com toda essa bagagem espiritual (bruxa naturalista na linhagem de São Cipriano por tradição familiar) e profissional (formada em psicologia), a mística espiritualista atua unindo corpo, mente e espírito sempre com um pouco de magia. Também é uma das comentaristas da terceira temporada de Inexplicáveis do History Channel e lançou recentemente o livro psicografado que conta a verdadeira história de Maria Padilha | @kelidaoficial


O que significa a expressão “memória de elefante”

A curiosidade e a vontade de aprender contribuem para a retenção de informações

 

A expressão “memória de elefante” vem da observação da forma como os elefantes parecem se lembrar de eventos, lugares e até mesmo de outros elefantes por longos períodos. Na natureza, essa memória notável é crucial para a sobrevivência, já que eles se lembram de fontes de água e pastagens no habitat natural deles, que é a savana, onde esses recursos podem ser escassos. O reconhecimento de membros da manada é essencial para proteção e cuidado com os membros, identificar elefantes de outros grupos podendo ajudar a reconhecer ameaças ou alianças, sendo uma estratégia de defesa e colaboração.

 

A memória também é fundamental para as rotas migratórias, já que as matriarcas lideram as manadas para rotas baseadas nas memórias acumuladas ao longo dos anos, facilitando o conhecimento dos melhores caminhos e pontos de parada seguros. Essas memórias são sustentadas por um cérebro muito parecido com o humano, com hipocampo e os lobos temporais bem desenvolvidos.

 

Segundo a neurocientista e parceira do SUPERA – Ginástica para o Cérebro, Lívia Ciacci, podemos entender as diferenças entre o cérebro humano e dos outros mamíferos como diferenças de “grau” e não de essência. “Na essência, temos os mesmos moldes de funcionamento, mas em graus e aplicações diferentes. Muitos animais também conseguem processar informações diferentes de nós a partir dos seus sentidos, como os morcegos com seus radares e os gatos com suas vibrissas”, conta.

 

A neurocientista conta que pessoas que têm memórias muito acima da média podem ter treinado estratégias de memorização que melhoram a performance ou possuem a síndrome da supermemória - chamada de "Memória Autobiográfica Altamente Superior", ou HSAM na sigla em inglês, também conhecida como Hipertimesia.

 

“Quando há treino para melhorar a memorização de algum tipo de informação, a área do cérebro correspondente a esse processamento passará por adaptações, para responder a esses novos estímulos. Como ocorreu com o famoso caso dos taxistas de Londres, que passaram a ter mais massa cinzenta na parte posterior do hipocampo e menos na frente do hipocampo, em comparação com outras pessoas, após o treino para memorizar as ruas da cidade. O hipocampo é uma região relacionada com a memória e orientação espacial”, explica.

 

A neurocientista reforça que a capacidade de memorização nos cérebros das pessoas, biologicamente falando, é muito parecida nas populações e o que faz uma pessoa ter um desempenho prático melhor que outras está mais ligado aos hábitos, estilos de vida e, talvez, traços de personalidade. “Reter informações e conseguir se recordar de detalhes específicos com clareza e precisão são habilidades comuns em pessoas curiosas, atentas a tudo em volta, questionadoras e interessadas. Ter a famosa ‘memória de elefante’ depende da curiosidade e da vontade de aprender, que contribuem para a retenção de informações. Mas também não basta reter, é preciso ser detalhista o suficiente para organizar mentalmente as informações captadas, criando associações com outros conhecimentos para facilitar o acesso e a recuperação”. 

 

Ela conta ainda que ter boa memória também não garante “inteligência”, que é um

conceito mais relacionado com a capacidade de aplicar os conhecimentos ou resolver problemas. “Existe um mito comum que associa o envelhecimento com perda de memória, porém, quando uma pessoa cuida da saúde e mantém um estilo de vida ativo fisicamente e intelectualmente, é perfeitamente normal envelhecer mantendo o funcionamento da memória. Quando treina estratégias de memorização, a neurociência explica a melhora do desempenho por meio dos estudos da neuroplasticidade.”

 

E reforça que “todos nós temos a memória de longo prazo, que pode ser subdividida em dois tipos diferentes: memória explícita, que corresponde às memórias que estão prontamente acessíveis à nossa consciência e que podem ser evocadas através de palavras; e memória implícita, que corresponde às memórias que estão em nível subconsciente, não podendo ser evocadas por palavras, mas sim por ações. As memórias da nossa infância, das viagens, da nossa história de vida e de tudo que aprendemos são explícitas. As memórias sensoriais, de procedimentos (como andar de bicicleta) e emocionais são implícitas. E as explicações científicas por trás dessa capacidade do cérebro são alterações estruturais nos circuitos dos neurônios e alterações sinápticas funcionais na maneira que eles se comunicam. Tais alterações ocorrem sempre que uma memória é ‘consolidada’ em memória de longo prazo”, conclui.


 

Sobre a estimulação cognitiva


A estimulação cognitiva promovida pelo SUPERA é baseada no conceito da neuroplasticidade, que mostra que todo mundo pode se modificar, ou seja, estimular o cérebro com atividades novas, variadas e cada vez mais desafiadoras. Atividades para o cérebro são traduzidas como estímulos, então é por meio dos estímulos de qualidade organizados que ele é capaz de criar novas conexões, restabelecer conexões neurais e melhorar seu desempenho. Além disso, a prática de atividades cognitivas, uma alimentação balanceada, ingestão de água, fazer exercícios físicos e ter uma boa sociabilidade são os ingredientes principais para garantir uma qualidade de vida e um bom funcionamento do nosso cérebro.

 

O treino cognitivo envolve a prática regular de atividades que estimulam o cérebro, podendo ser utilizadas palavras cruzadas, quebra-cabeças, jogos de memória, jogos visuoespaciais e jogos virtuais, para as sessões ou uso em casa. Estudos realizados com pessoas idosas, mostram que nos treinos são fornecidas estratégias para aplicarem no cotidiano que podem auxiliar na melhora da concentração, memória e resolução de problemas, como a memorização de pares de faces ou listas de palavras. Se mostrando assim, um grande aliado na prevenção/redução de esquecimentos.

 

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A decisão mais importante

Desde criança, a mulher é incentivada a brincar de boneca e casinha, em menção ao cuidado com a família. Os desenhos infantis reafirmam ludicamente o ideal para uma princesa: encontrar seu príncipe encantado e viver feliz para sempre. 

Quando adultas, a prática é outra. As mulheres comumente estudam, trabalham, escolhem um parceiro, constituem família e esse é ponto que pode mudar suas vidas para melhor ou, pior.  

Por um lado, se a mulher encontra um companheiro emocionalmente maduro e com sabedoria para apoiar e incentivar o seu sucesso pessoal e profissional, entendendo que juntos poderão ir mais longe, há a possibilidade de sucesso pleno em todas as áreas da vida do casal.  

Por outro, muitos são emocionalmente imaturos e, culturalmente, agem de forma abusiva quando acreditam ter o domínio do outro. A escolha de um companheiro com essas características pode fazer a vida da mulher andar para trás.  

Depois do casamento, alguns maridos ainda acreditam que lugar de mulher é na cozinha, pois lá, ela será apenas dele e estará a seu serviço. Esse tipo de parceiro não apoia seu crescimento profissional, pois não aceita a companheira em uma posição de destaque e superior a dele.  

Ao “puxar o tapete” da companheira, o homem faz com que ela assuma a administração do lar e da família, enquanto ele detém posse das finanças, gerando conflitos entre o casal. 

É uma questão egóica e a consequência pode ser devastadora, porque, atualmente, as mulheres entendem seu valor e reconhecem seu potencial.  

No relacionamento disfuncional, ela se deprime e por vezes adoece, enquanto almeja a separação. E, nessa hora, o príncipe vira sapo.  

A união normalmente é atrelada aos bens do casal e, quando a mulher opta pela liberdade e desenvolvimento profissional, a consequência é o divórcio. Este caminho pode ser árduo, porque um companheiro com essência controladora potencializará seu domínio nessa fase.  

Enquanto lutam judicialmente para desfazer a união, dividir bens e acertar questões de filhos, a mulher continuará de alguma forma unida àquele homem, em meio a conflitos, patrimônio bloqueado ou desviado e filhos com desenvolvimento emocional e material comprometido.  

O fato é que o casamento é a escolha mais importante da vida da mulher. Essa bifurcação pode levá-la ao sucesso ou ao retrocesso.   

Hoje, mulheres buscam autonomia para conciliar família, vida social e alcançar uma carreira bem-sucedida, afinal, lugar de mulher é onde ela quiser.  

 

Gab Saab - neuropsicanalista e especialista em psicologia jurídica, graduanda em Direito, palestrante e autora do livro “Abuso Guia Prático: como identificar e se libertar de relacionamentos abusivos”.  

 

Tendências futuras no mercado de Pilates: o que esperar nos próximos anos


O Pilates no Brasil vive um momento de amadurecimento e crescimento. A modalidade, que já é bastante popular nas grandes cidades, está se expandindo para regiões menores, alcançando um público mais amplo. Hoje, o Pilates é visto não apenas como uma atividade física, mas também como uma ferramenta terapêutica e preventiva, sendo recomendada por profissionais de saúde como fisioterapeutas e médicos.

 

Segundo Ligia Neto, Sócia, Mkt e co-fundadora da Pure Pilates, espera-se que nos próximos anos o mercado de Pilates continue em expansão, impulsionado por uma crescente conscientização sobre saúde e bem-estar, além de um interesse crescente em práticas de exercícios que promovam a melhora da flexibilidade, força muscular, postura e o equilíbrio, aspectos essenciais para manter a mobilidade e prevenir quedas em idosos. Além disso, o Pilates promove o bem-estar mental, reduzindo o estresse e melhorando a concentração. A modalidade é segura e pode ser adaptada às necessidades e limitações de cada praticante, tornando-se uma opção valiosa para envelhecer com saúde e vitalidade.

 

“Esse crescimento se reflete na grande quantidade de studios de Pilates que surgem em todo o mercado, o que é extremamente positivo para o aprimoramento contínuo da prática. A concorrência saudável entre studios impulsiona a necessidade de inovação e capacitação, garantindo que os profissionais sejam cada vez mais qualificados. Isso, por sua vez, eleva o nível da prática de Pilates, proporcionando aos alunos uma experiência mais rica e eficaz”, destaca Ligia Neto.

 

A Pure Pilates, maior franquia de Pilates da América Latina, está profundamente comprometida em liderar essa evolução. O foco da rede é melhorar continuamente o sistema para que os alunos tenham cada vez mais independência na gestão de seus programas. “Estamos investindo em tecnologia para que a experiência com o Pilates seja não apenas acessível, mas também personalizada e eficiente. Nosso aplicativo é uma parte fundamental dessa estratégia. Ele não só facilita a vida dos nossos alunos, permitindo que eles acompanhem seu progresso e ajustem suas aulas, mas também está se tornando uma ferramenta indispensável para nossos profissionais”, explica.

 

“Nos próximos anos, o foco é proporcionar uma experiência excepcional, combinando tecnologia de ponta, capacitação constante de nossos profissionais, e um compromisso inabalável com a satisfação e o bem-estar dos nossos alunos. O futuro do Pilates é promissor, e estamos prontos para continuar liderando esse caminho com inovação e paixão”, finaliza.

 



Fonte:
Ligia Neto - Sócia, Mkt e co-fundadora da Pure Pilates, a Maior franquia de Pilates da América Latina
Instagram: @purepilatesbr/

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