Queda
nas temperaturas exige atenção com saúde e bem-estar dos animais de estimação;
especialista orienta adaptação da rotina
Magnific
A chegada do inverno exige atenção redobrada com os pets para garantir o bem-estar e a saúde de cães e gatos, que são as espécies mais comuns nos lares brasileiros. Assim como os humanos, os animais de estimação sentem frio e ficam mais propensos a desenvolver doenças respiratórias e dores articulares.
“Esses cuidados
são ainda mais essenciais com os filhotes, os idosos, aqueles de pequeno porte
ou com pelagem curta, pois eles pertencem ao grupo mais sensível e vulnerável
ao clima gelado”, explica a médica veterinária da Clínica Veterinária do Centro
Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), Mariane Cynara da Silva.
Segundo a
especialista, a primeira providência deve focar no ambiente onde o animal
descansa. O ideal é manter os companheiros em locais protegidos do vento, da
chuva e da umidade. Para os que aceitam o uso de roupinhas, o vestuário pode
ser um forte aliado, desde que seja confortável e não limite os movimentos
biológicos do pet.
Para
ajudar os tutores a cuidarem de seus amigos de quatro patas durante o inverno,
a médica veterinária elaborou um roteiro com diversas recomendações:
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| Médica veterinária alerta que os pets precisam de cuidados especiais durante o inverno Magnific |
1) Proteção térmica e abrigo adequado
Roupas
e cobertores: Cães de pelagem curta, filhotes,
idosos e felinos sem pelo se beneficiam muito de roupinhas. Certifique-se de
que a vestimenta está confortável e limpa. Deixe cobertores disponíveis na
caminha para que eles possam se aninhar e preservar o calor.
Isolamento
do chão: Evite deixar a caminha diretamente em
contato com o piso frio. Use estrados de plástico, paletes ou um tapete grosso
por baixo, mantendo o local longe de correntes de ar ou umidade.
Abrigo
do vento: Se o pet fica no quintal, ele precisa
obrigatoriamente de uma casinha coberta, protegida da chuva e do vento
encanado. Em noites de frio extremo, o ideal é recolhê-lo para uma área
interna.
2)
Cuidados com a saúde e prevenção de doenças
Doenças
respiratórias: No inverno, a imunidade pode baixar. Fique
atento à Gripe Canina (Tosse dos Canis) e ao Complexo Respiratório Felino
(Rinotraqueíte). Ambas as condições causam espirros, secreção e tosse. Manter o
protocolo de vacinação anual atualizado é a melhor prevenção.
Atenção
extra aos idosos: O clima gelado
intensifica os desconfortos nas articulações de animais mais velhos que sofrem
com artrose ou problemas de coluna, já que a musculatura se contrai e as juntas
ficam mais rígidas. Caso note dificuldade para levantar, caminhar ou subir
degraus, o médico-veterinário deve ser consultado.
Banhos
reduzidos e monitorados:
Diminua a frequência das lavagens nos dias mais frios. Quando forem
necessárias, utilize água morna, higienize o animal em ambientes fechados e
seque completamente os pelos com secador (com cuidado para não queimar a pele),
evitando problemas dermatológicos por umidade acumulada.
Tosa
consciente: Evite cortes muito curtos durante a
estação. A pelagem funciona como um isolante térmico natural. Opte apenas pela
tosa higiênica para preservar o comprimento dos fios.
Passeios
em horários estratégicos: Não
interrompa os exercícios físicos, que são fundamentais para a saúde mental e
física dos cães, mas escolha os momentos mais quentes da tarde, evitando o
sereno e o frio do início da manhã ou da noite.
Proteção
da pele e patinhas: Os coxins
(almofadinhas das patas) e a derme tendem a ressecar no inverno. Seque bem as
extremidades após as caminhadas e utilize hidratantes específicos de uso
veterinário, se notar rachaduras.
Uso de
filtro solar: Mesmo no inverno, animais de pele e
pelagem clara precisam de protetor solar próprio para pets em áreas com menos
pelos, como focinho, orelhas e abdômen, prevenindo o câncer de pele.
3)
Alimentação e hidratação equilibradas
Estímulo
à hidratação: O tempo seco e o frio costumam
diminuir a sede dos pets, o que eleva o risco de problemas urinários. Estimule
o consumo espalhando mais potes de água pela casa, trocando o líquido com
frequência e usando fontes para gatos. No caso dos felinos, oferecer alimentos úmidos
(sachês) também ajuda muito.
Manutenção
da dieta: Diferente de bichos que vivem
estritamente no quintal e gastam mais energia para manter a temperatura
corporal, os animais domésticos de interior não precisam de acréscimo calórico
na ração, sob o risco de desenvolverem obesidade devido ao sedentarismo de
inverno.
“Ao notar sinais
como tremores contínuos, isolamento, apatia, postura encolhida ou sonolência
excessiva, o tutor deve ficar atento. Em casos mais severos, esses sintomas
podem indicar um quadro de hipotermia, que demanda atendimento veterinário
especializado", enfatiza Mariane Cynara da Silva.
Ainda de acordo
com a médica veterinária, pets exóticos como coelhos, hamsters e aves devem ser
mantidos longe de correntes de ar. Peixes necessitam de aquecedor no aquário,
enquanto répteis dependem de luz artificial para a regulação térmica.

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