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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Frio pode intensificar dores nos ombros

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Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo orienta como aliviar o desconforto no inverno

 

Com a queda das temperaturas típicas do inverno, muitas pessoas relatam o aumento das dores e da rigidez nos ombros. Embora o frio não seja responsável pelo surgimento de questões ortopédicas, ele pode agravar os sintomas de quem já convive com problemas na articulação, tornando movimentos simples do dia a dia mais difíceis e dolorosos. 

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC), Dr. Eduardo Malavolta, a relação entre o inverno e o aumento das queixas está ligada a uma combinação de fatores fisiológicos e comportamentais. 

“O frio provoca maior contração da musculatura, reduz a flexibilidade dos tecidos e pode aumentar a sensação dolorosa em articulações e tendões que já apresentam algum processo inflamatório ou degenerativo. Além disso, durante a estação, as pessoas costumam se movimentar menos, o que favorece a rigidez e o desconforto”, explica. 

Entre as condições que mais costumam provocar sintomas nessa época do ano estão as lesões do manguito rotador, as tendinopatias, a bursite, a capsulite adesiva (conhecida popularmente como "ombro congelado") e a artrose do ombro. “Em pessoas que já possuem esses diagnósticos, o frio pode tornar a limitação dos movimentos ainda mais evidente”, fala o ortopedista. 

O presidente da SBCOC ressalta que nem toda dor persistente deve ser atribuída apenas à estação. “Quando a dor dura várias semanas, limita atividades simples, como pentear os cabelos, vestir uma camisa ou alcançar objetos acima da cabeça, ou ainda desperta o paciente durante a noite, é importante procurar avaliação com um médico especializado em cirurgia do ombro. Esses sinais podem indicar doenças que exigem tratamento específico”.

 

Cuidados ajudam a reduzir o desconforto 

Algumas medidas podem contribuir para aliviar os sintomas durante o inverno. Manter-se fisicamente ativo é uma das principais recomendações, já que o movimento ajuda a preservar a mobilidade da articulação e reduz a rigidez muscular. 

“O repouso prolongado costuma piorar o quadro. O ideal é manter uma rotina de exercícios orientados, respeitando os limites de cada pessoa. Alongamentos, fortalecimento muscular e atividades de baixo impacto ajudam a preservar a função do ombro e podem reduzir as crises de dor”, pontua o especialista. 

Outra orientação é manter o corpo aquecido, especialmente antes da prática de atividades físicas. O uso de roupas adequadas e, quando indicadas pelo médico, compressas quentes, podem favorecer o relaxamento da musculatura e proporcionar alívio temporário dos sintomas. 

“Também é importante evitar carregar peso excessivo, realizar movimentos repetitivos sem preparo ou permanecer por longos períodos na mesma posição, fatores que podem sobrecarregar a articulação”, ressalta o médico.

 

Tratamento 

De acordo com o presidente da SBCOC, o tratamento depende da causa da dor e pode incluir fisioterapia, medicamentos, mudanças de hábitos e programas específicos de reabilitação. Em alguns casos, quando há lesões estruturais importantes ou falha do tratamento conservador, a cirurgia pode ser indicada. 

"O frio pode aumentar a percepção da dor, mas ele não é a causa da doença. Por isso, o mais importante é identificar corretamente a origem do problema. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de controlar os sintomas, recuperar os movimentos e evitar a evolução das lesões", conclui Malavolta.

  

Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo - SBCOC

 

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