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Especialista do Hospital IGESP explica os riscos das fraturas de alta energia e a importância do atendimento imediato para preservar a recuperação do atleta
A grave fratura sofrida pelo meio-campista canadense Ismaël Koné
durante a partida contra o Catar, pela Copa do Mundo, voltou a chamar a atenção
para os riscos das lesões traumáticas no futebol profissional. O lance, marcado
por um forte impacto e pela rápida intervenção da equipe médica em campo,
reforça a importância do atendimento especializado nos primeiros minutos após
acidentes de alta gravidade.
Segundo o Dr. Alberto Marañon Terrivel, diretor técnico médico do Hospital IGESP Paulista, especialista em ortopedista e traumatologista, lesões desse tipo exigem avaliação imediata para identificar a extensão do trauma e definir as condutas que podem influenciar diretamente o prognóstico e o tempo de recuperação do atleta.
“Fraturas da tíbia, principal osso de sustentação da perna,
costumam estar associadas a traumas de alta energia, provocados por impactos
diretos ou torções intensas. Nesses casos, é fundamental avaliar possíveis
lesões associadas, incluindo comprometimento da fíbula, articulações, músculos,
vasos sanguíneos e estruturas ligamentares”, explica o especialista.
Uma das principais preocupações médicas em situações como essa é
descartar a ocorrência de uma fratura exposta, considerada uma emergência
ortopédica devido ao elevado risco de infecção e complicações. Ainda no
gramado, a prioridade é estabilizar e imobilizar o membro lesionado, reduzindo
a movimentação do osso, controlando a dor e prevenindo danos adicionais aos
tecidos ao redor.
Para o especialista do Hospital IGESP, o caso também evidencia a evolução da medicina esportiva nas últimas décadas. Atualmente, atletas lesionados contam com protocolos cada vez mais avançados de diagnóstico, tratamento cirúrgico e reabilitação, conduzidos por equipes multidisciplinares formadas por ortopedistas, fisioterapeutas, preparadores físicos, nutricionistas e profissionais de saúde mental.
“Os avanços nas técnicas de osteossíntese, que utilizam placas, parafusos e hastes para estabilização óssea, aliados ao desenvolvimento de novos biomateriais e protocolos modernos de reabilitação funcional, ampliaram significativamente as possibilidades de recuperação e retorno ao esporte de alto rendimento”, afirma Dr. Alberto Terrível.
Embora cada caso exija avaliação individualizada, o ortopedista destaca que fraturas complexas da tíbia normalmente demandam um período de recuperação entre quatro e seis meses. O prazo pode variar conforme o padrão da lesão, a necessidade de intervenção cirúrgica, a resposta biológica do paciente e a evolução durante o processo de reabilitação.
“Hoje conseguimos oferecer tratamentos muito mais precisos e
seguros do que há alguns anos. A rapidez no atendimento, o planejamento
cirúrgico adequado e uma reabilitação bem conduzida são fatores decisivos para
que o atleta retorne às atividades com segurança e desempenho”, finaliza o
especialista do Hospital IGESP.
Rede IGESP

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