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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Como os avanços da ortopedia têm reduzido o tempo de recuperação de lesões graves no esporte

 

Divulgação

Especialista do Hospital IGESP explica os riscos das fraturas de alta energia e a importância do atendimento imediato para preservar a recuperação do atleta 

 

A grave fratura sofrida pelo meio-campista canadense Ismaël Koné durante a partida contra o Catar, pela Copa do Mundo, voltou a chamar a atenção para os riscos das lesões traumáticas no futebol profissional. O lance, marcado por um forte impacto e pela rápida intervenção da equipe médica em campo, reforça a importância do atendimento especializado nos primeiros minutos após acidentes de alta gravidade. 

Segundo o Dr. Alberto Marañon Terrivel, diretor técnico médico do Hospital IGESP Paulista, especialista em ortopedista e traumatologista, lesões desse tipo exigem avaliação imediata para identificar a extensão do trauma e definir as condutas que podem influenciar diretamente o prognóstico e o tempo de recuperação do atleta. 

“Fraturas da tíbia, principal osso de sustentação da perna, costumam estar associadas a traumas de alta energia, provocados por impactos diretos ou torções intensas. Nesses casos, é fundamental avaliar possíveis lesões associadas, incluindo comprometimento da fíbula, articulações, músculos, vasos sanguíneos e estruturas ligamentares”, explica o especialista. 

Uma das principais preocupações médicas em situações como essa é descartar a ocorrência de uma fratura exposta, considerada uma emergência ortopédica devido ao elevado risco de infecção e complicações. Ainda no gramado, a prioridade é estabilizar e imobilizar o membro lesionado, reduzindo a movimentação do osso, controlando a dor e prevenindo danos adicionais aos tecidos ao redor. 

Para o especialista do Hospital IGESP, o caso também evidencia a evolução da medicina esportiva nas últimas décadas. Atualmente, atletas lesionados contam com protocolos cada vez mais avançados de diagnóstico, tratamento cirúrgico e reabilitação, conduzidos por equipes multidisciplinares formadas por ortopedistas, fisioterapeutas, preparadores físicos, nutricionistas e profissionais de saúde mental. 

“Os avanços nas técnicas de osteossíntese, que utilizam placas, parafusos e hastes para estabilização óssea, aliados ao desenvolvimento de novos biomateriais e protocolos modernos de reabilitação funcional, ampliaram significativamente as possibilidades de recuperação e retorno ao esporte de alto rendimento”, afirma Dr. Alberto Terrível. 

Embora cada caso exija avaliação individualizada, o ortopedista destaca que fraturas complexas da tíbia normalmente demandam um período de recuperação entre quatro e seis meses. O prazo pode variar conforme o padrão da lesão, a necessidade de intervenção cirúrgica, a resposta biológica do paciente e a evolução durante o processo de reabilitação. 

“Hoje conseguimos oferecer tratamentos muito mais precisos e seguros do que há alguns anos. A rapidez no atendimento, o planejamento cirúrgico adequado e uma reabilitação bem conduzida são fatores decisivos para que o atleta retorne às atividades com segurança e desempenho”, finaliza o especialista do Hospital IGESP.

 

Rede IGESP

 

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