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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Uso de dados e pesquisas pode reduzir riscos em decisões de alto impacto nos negócios

Inteligência de mercado ajuda organizações antes de movimentos como expansão, lançamento de produto ou mudança de posicionamento

 

Empresas precisam tomar decisões de alto impacto, especialmente quando planejam expandir, investir em um novo produto ou rever seu posicionamento. Nesse cenário, a inteligência de mercado, a pesquisa e a análise de dados ajudam a reduzir riscos ao substituir hipóteses por informações reais, organizadas e interpretadas. Números isolados representam quantidades, mas quando analisados em contexto, tornam-se resultados para decisões mais precisas.

 

À medida que a organização cresce, os investimentos se tornam maiores, os mercados mais competitivos e os erros mais caros. Por isso, quanto maior o impacto da escolha, maior deve ser o nível de informação utilizado para sustentá-la. Nesse sentido, os dados permitem entender o comportamento do consumidor, identificar oportunidades, avaliar tendências e antecipar movimentos do mercado.

 

Para empresas em crescimento, contar somente com o feeling passa a ser insuficiente como única fonte de decisão. Para a mestre em Administração e cofundadora da Palco Inteligência de Negócios, Juliana Saboia, muitas empresas acreditam que os dados de que dispõem são suficientes e que a experiência acumulada é a melhor bússola para a tomada de decisão. No entanto, o que raramente se percebe é que esses dados podem estar incompletos.

 

“Na prática, a percepção chega quando a empresa começa a perder clientes ou mercado, ou quando faz investimentos em lançamentos que não performam como deveriam. É a perda financeira que força a revisão do processo decisório, não uma reflexão espontânea sobre metodologia. O ideal seria que essa percepção viesse antes, em um momento de crescimento, quando ainda há fôlego para ajustar a rota. Quanto antes uma liderança entende o valor de olhar para fora, menos caro fica aprender essa lição”, esclarece Juliana.

 

Neste cenário, para a doutora em Administração e cofundadora da Palco Inteligência de Negócios, Mariana da Rosa, as instituições mais competitivas do mercado utilizam informações para validar e qualificar suas decisões antes de agir, sem descartar a experiência. “O crescimento sustentável acontece quando a empresa possui uma gestão complementada por dados, pesquisa e inteligência de mercado”, frisa.

 

Pesquisa antes da expansão

Pensar em expansão costuma estar entre os objetivos de muitos empresários, mas para tirar a ideia do papel, a primeira etapa é avaliar a saúde financeira da empresa. Juliana explica que, quando um negócio vai para o mercado sem conhecer o consumidor, a concorrência ou as particularidades da região onde pretende atuar, há uma chance maior de destinar recursos de forma equivocada.

 

Para evitar erros e frustrações futuras, além da análise financeira, a pesquisa de mercado funciona como uma ferramenta de prevenção. “O pior cenário não é investir em uma pesquisa de mercado e descobrir que a ideia não vai funcionar. O pior cenário é colocar a ideia em prática, fazer um investimento muito maior do que uma pesquisa custaria, e só então descobrir que o retorno não veio”, complementa.

 

Como implementar dados internos e externos

A cada seis meses ou uma vez ao ano, muitas empresas realizam planejamentos estratégicos internos para avaliar objetivos e metas. Trata-se, na visão de Mariana, uma ferramenta fundamental para a empresa avaliar a capacidade operacional, financeira e comercial para executar seus objetivos.

 

A especialista também observa que nem toda decisão exige uma pesquisa formal, mas que toda decisão estratégica deve considerar informações sobre o mercado. Dessa forma, para implementar dados e usar os resultados a favor da empresa, é necessário criar hábitos de análise e acompanhamento.

 

“Ferramentas como análise SWOT, matriz de mercado, indicadores de desempenho, pesquisas com clientes, análise de concorrência e estudos de viabilidade ajudam a conectar a realidade interna da empresa com as oportunidades externas. O equilíbrio entre olhar para dentro e para fora é o que gera decisões mais consistentes”, aconselha Mariana.

 

Outras práticas também podem incluir a criação de comitês internos, participação do fundador e/ou CEO em pesquisas externas e análises de mercado, leitura semanal de relatórios de tendências e acompanhamento do noticiário do setor.

 



Palco Inteligência de Negócios

Texto: Monique Amboni


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