Mudanças na rotina e excesso de estímulos podem
aumentar a ansiedade e o cansaço emocional; planejamento e previsibilidade
ajudam a tornar o período mais leve
Divulgação
Com
a chegada das férias escolares, muitas famílias aproveitam o período para
programar viagens, passeios e atividades especiais para as crianças. Embora
essas experiências sejam importantes para o desenvolvimento e o fortalecimento
dos vínculos familiares, o excesso de compromissos e estímulos pode gerar
impactos negativos para crianças neurodivergentes, especialmente aquelas com
Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH e outras condições do
neurodesenvolvimento.
De
acordo com Isabella Roque, psicóloga e coordenadora técnica da Casa Trilá, que
integra o grupo ViV Saúde Mental e Emocional, o ideal é que as famílias
mantenham uma estrutura mínima de organização durante as férias, estabelecendo
horários flexíveis para alimentação, sono, lazer e descanso, sem transformar o
período em uma extensão da rotina escolar. Além disso, passeios e atividades
externas devem ser planejados de acordo com as características, preferências e
necessidades de cada criança.
“Ambientes
muito movimentados, barulhentos ou com excesso de estímulos sensoriais podem
provocar desconforto e cansaço. A orientação é alternar momentos mais intensos
com períodos de pausa, permitindo que a criança tenha tempo para processar as
experiências vividas”, explica a especialista.
Outro
ponto que costuma gerar dúvidas entre pais e responsáveis é o uso de telas
durante as férias. Embora jogos, vídeos e aplicativos possam funcionar como
ferramentas de entretenimento e até de aprendizagem, o aumento do tempo de
exposição exige atenção. A recomendação é estabelecer limites saudáveis e
incentivar atividades complementares, como brincadeiras criativas, leitura,
esportes e momentos de interação com familiares e amigos. O objetivo não é
eliminar a tecnologia da rotina, mas garantir que ela seja utilizada de forma
equilibrada e adequada à faixa etária da criança.
Para Adriana, o principal cuidado das famílias deve ser respeitar o ritmo individual de cada criança. “Existe uma tendência de associar férias a uma agenda cheia de atividades, mas, para muitas crianças neurodivergentes, o descanso também é uma necessidade fundamental. O ideal é construir um equilíbrio entre experiências novas, momentos de lazer, uso moderado de telas e períodos de pausa. Quando respeitamos os sinais da criança e evitamos a superestimulação, contribuímos para seu bem-estar emocional e tornamos as férias mais leve e divertida para toda a família”, afirma.
ViV Saúde Mental e Emocional
Mais informações pelo número 0800 323 5088.
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