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sábado, 4 de julho de 2026

Férias escolares: como equilibrar passeios, telas e descanso para evitar a sobrecarga mental em crianças neurodivergentes

 Divulgação 
Mudanças na rotina e excesso de estímulos podem aumentar a ansiedade e o cansaço emocional; planejamento e previsibilidade ajudam a tornar o período mais leve

 

Com a chegada das férias escolares, muitas famílias aproveitam o período para programar viagens, passeios e atividades especiais para as crianças. Embora essas experiências sejam importantes para o desenvolvimento e o fortalecimento dos vínculos familiares, o excesso de compromissos e estímulos pode gerar impactos negativos para crianças neurodivergentes, especialmente aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH e outras condições do neurodesenvolvimento. 

De acordo com Isabella Roque, psicóloga e coordenadora técnica da Casa Trilá, que integra o grupo ViV Saúde Mental e Emocional, o ideal é que as famílias mantenham uma estrutura mínima de organização durante as férias, estabelecendo horários flexíveis para alimentação, sono, lazer e descanso, sem transformar o período em uma extensão da rotina escolar. Além disso, passeios e atividades externas devem ser planejados de acordo com as características, preferências e necessidades de cada criança. 

“Ambientes muito movimentados, barulhentos ou com excesso de estímulos sensoriais podem provocar desconforto e cansaço. A orientação é alternar momentos mais intensos com períodos de pausa, permitindo que a criança tenha tempo para processar as experiências vividas”, explica a especialista. 

Outro ponto que costuma gerar dúvidas entre pais e responsáveis é o uso de telas durante as férias. Embora jogos, vídeos e aplicativos possam funcionar como ferramentas de entretenimento e até de aprendizagem, o aumento do tempo de exposição exige atenção. A recomendação é estabelecer limites saudáveis e incentivar atividades complementares, como brincadeiras criativas, leitura, esportes e momentos de interação com familiares e amigos. O objetivo não é eliminar a tecnologia da rotina, mas garantir que ela seja utilizada de forma equilibrada e adequada à faixa etária da criança. 

Para Adriana, o principal cuidado das famílias deve ser respeitar o ritmo individual de cada criança. “Existe uma tendência de associar férias a uma agenda cheia de atividades, mas, para muitas crianças neurodivergentes, o descanso também é uma necessidade fundamental. O ideal é construir um equilíbrio entre experiências novas, momentos de lazer, uso moderado de telas e períodos de pausa. Quando respeitamos os sinais da criança e evitamos a superestimulação, contribuímos para seu bem-estar emocional e tornamos as férias mais leve e divertida para toda a família”, afirma. 



ViV Saúde Mental e Emocional
Mais informações pelo número 0800 323 5088.


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