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sábado, 4 de julho de 2026

Nova regra limita cirurgias plásticas a seis horas, mas especialista alerta: segurança vai além do tempo cirúrgico


O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) publicou uma nova resolução que estabelece diretrizes éticas e assistenciais para a realização de cirurgias plásticas eletivas extensas, múltiplas ou combinadas. A principal mudança é a vedação ao agendamento de procedimentos com previsão igual ou superior a seis horas de duração em um único ato cirúrgico, salvo situações excepcionais, devidamente justificadas em prontuário.

 

Publicada no Diário Oficial da União (leia aqui), a norma reforça que o planejamento cirúrgico deve priorizar a segurança do paciente, considerando fatores como tempo anestésico, número de procedimentos associados, porte da cirurgia, utilização simultânea de tecnologias — como radiofrequência, plasma, laser e ultrassom —, além das condições clínicas individuais.

 

Entretanto, para o cirurgião plástico Dr. Fernando Amato, esse tema ainda deve ser mais amplamente discutido, pois falta embasamento científico sobre o tempo ideal para garantir segurança na cirurgia. "A cirurgia plástica deve ser planejada com base em critérios técnicos e científicos. Quanto maior o tempo cirúrgico, maior tende a ser o risco de complicações, porém existem outros aspectos para garantir essa segurança, além do tempo de cirurgia”, comenta.

 

O documento também orienta que, sempre que possível, procedimentos extensos sejam divididos em etapas, reduzindo o risco de tromboembolismo, complicações anestésicas, resposta inflamatória excessiva e outras intercorrências. Além disso, determina que hospitais disponham de estrutura adequada, equipe multiprofissional capacitada, protocolos de segurança e suporte intensivo compatíveis com a complexidade das cirurgias.

 

"A segurança do paciente não depende apenas do tempo de cirurgia, mas de todo o planejamento. Uma equipe experiente, integrada e bem sincronizada consegue trabalhar de forma mais eficiente, reduzindo o tempo operatório sem abrir mão da qualidade. Além disso, a preparação adequada do paciente e uma boa organização de cada etapa do procedimento fazem toda a diferença. Quando todos esses fatores estão alinhados, o resultado é uma cirurgia mais segura para o paciente.", conclui Dr. Amato, que é especialista titulado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

 



Dr. Fernando C. M. Amato – Graduação, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica e Mestrado pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Membro Titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).
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