O Conselho
Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) publicou uma nova
resolução que estabelece diretrizes éticas e assistenciais para a realização de
cirurgias plásticas eletivas extensas, múltiplas ou combinadas. A principal
mudança é a vedação ao agendamento de procedimentos com previsão igual ou
superior a seis horas de duração em um único ato cirúrgico, salvo
situações excepcionais, devidamente justificadas em prontuário.
Publicada no
Diário Oficial da União (leia aqui), a
norma reforça que o planejamento cirúrgico deve priorizar a segurança do paciente,
considerando fatores como tempo anestésico, número de procedimentos associados,
porte da cirurgia, utilização simultânea de tecnologias — como radiofrequência,
plasma, laser e ultrassom —, além das condições clínicas individuais.
Entretanto, para o
cirurgião plástico Dr. Fernando Amato, esse tema ainda deve ser mais amplamente discutido, pois falta
embasamento científico sobre o tempo ideal para garantir segurança na cirurgia.
"A cirurgia plástica deve ser planejada com base em critérios técnicos e
científicos. Quanto maior o tempo cirúrgico, maior tende a ser o risco de
complicações, porém existem outros aspectos para garantir essa segurança, além
do tempo de cirurgia”, comenta.
O documento também
orienta que, sempre que possível, procedimentos extensos sejam divididos em
etapas, reduzindo o risco de tromboembolismo, complicações anestésicas,
resposta inflamatória excessiva e outras intercorrências. Além disso, determina
que hospitais disponham de estrutura adequada, equipe multiprofissional
capacitada, protocolos de segurança e suporte intensivo compatíveis com a
complexidade das cirurgias.
"A segurança do paciente não depende apenas do tempo de cirurgia, mas de todo o planejamento. Uma equipe experiente, integrada e bem sincronizada consegue trabalhar de forma mais eficiente, reduzindo o tempo operatório sem abrir mão da qualidade. Além disso, a preparação adequada do paciente e uma boa organização de cada etapa do procedimento fazem toda a diferença. Quando todos esses fatores estão alinhados, o resultado é uma cirurgia mais segura para o paciente.", conclui Dr. Amato, que é especialista titulado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).
Dr. Fernando C. M. Amato – Graduação, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica e Mestrado pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Membro Titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).
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