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sábado, 4 de julho de 2026

3 em cada 4 brasileiros acreditam que usar caneta emagrecedora muda como são vistos pelos outros, revela pesquisa da Ecglobal

Imagem gerada por IA

Estudo da empresa do Grupo Stefanini com 402 entrevistas e 206 conversas em comunidade mapeia motivadores, barreiras e estigmas que moldam a decisão de uso

 

As canetas emagrecedoras já fazem parte das decisões de consumo dos brasileiros. Uma pesquisa da Ecglobal, empresa da unidade de negócios Stefanini Marketing especializada em pesquisa de mercado e comunidades digitais, mostra que 75% dos respondentes acreditam que o uso desses medicamentos pode influenciar a forma como são percebidos por pessoas próximas. Entre eles, 32% afirmam que sim e 43% que talvez. Apenas 25% consideram que não haveria impacto. 

O estudo combinou 402 entrevistas com 206 conversas em comunidade, utilizando a metodologia Community Insights para mapear percepções, motivações e barreiras relacionadas ao uso desses medicamentos. 

Quando consideram o uso, os brasileiros apontam como principais motivações alcançar o peso desejado (36%), sentir-se melhor com a própria aparência (35%) e melhorar a saúde ou reduzir riscos médicos (32%). A recomendação médica aparece em quarto lugar, citada por 29% dos respondentes, abaixo de motivações ligadas à estética e à saúde autopercebida. Ver resultados que dieta e exercício não trouxeram motiva 27% e a influência de alguém próximo que usou e se deu bem aparece para 11%. 

A decisão combina objetivos de saúde, bem-estar e imagem pessoal. Os dados indicam que a categoria já ultrapassou o estágio de curiosidade e passou a fazer parte das possibilidades consideradas ativamente por uma parcela relevante dos consumidores. 

Entre as barreiras, efeitos colaterais e custo lideram as resistências. A ausência de indicação médica figura entre os aspectos menos relevantes para quem considera o uso, o que sugere que as preocupações estão mais associadas à experiência e ao acesso ao tratamento do que ao desconhecimento da categoria. 

O estigma persiste, mas mudou de forma. As conversas em comunidade mostram que a popularização dos medicamentos reduziu o tabu em torno do tema, mas não eliminou os julgamentos sobre os caminhos escolhidos para o emagrecimento. A frase "ela não emagreceu, ela usou caneta emagrecedora" é recorrente nas redes e ilustra um preconceito que se desloca. Não é mais sobre o medicamento existir, mas sobre quem merece o resultado. 

"Esses dados mostram um consumidor que já passou da fase de curiosidade. Ele avalia benefícios, pesa efeitos colaterais, calcula o custo e ainda negocia com o olhar das pessoas ao redor. A comunicação do setor ainda não acompanhou esse nível de maturidade. Marcas de saúde e bem-estar têm uma oportunidade clara: entrar nessa conversa com inteligência, não com promessa. O consumidor já sabe o que o medicamento faz. O que ele ainda busca é se sentir compreendido na decisão de usá-lo", afirma Luca Bon, CEO da Ecglobal. 

O que a pesquisa revela, no conjunto, é que o mercado de medicamentos injetáveis para emagrecimento entrou em uma fase onde o conhecimento sobre a categoria já não é o gargalo. O consumidor brasileiro conhece, considera e decide. O que ainda pesa na balança é a experiência esperada, o custo do tratamento e o julgamento do entorno. Farmacêuticas, planos de saúde, clínicas e marcas de bem-estar que souberem ler esses fatores como parte da jornada de decisão, e não como ruído a ser superado, vão encontrar um consumidor mais receptivo e uma conversa mais honesta.


Grupo Stefanini
stefanini.com


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