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"A pele fica mais sensível no
inverno, mas continua exposta diariamente à radiação solar”, explica a cirurgiã
plástica Ana Penha Ofranti
Enquanto o hidratante ganha
espaço na rotina de skincare durante o inverno, um outro produto costuma
desaparecer da nécessaire de muita gente: o protetor solar. A troca parece
inofensiva, mas pode favorecer manchas, escurecimento de cicatrizes e até
comprometer os resultados de procedimentos estéticos, justamente em uma época
em que a pele fica mais sensível por causa do frio, da baixa umidade do ar e
dos banhos quentes.
Para a cirurgiã plástica Ana Penha Ofranti, da Revion International Clinic (CRM
203497, RQE 127618), um dos maiores equívocos da estação é acreditar que a
redução da temperatura significa menor necessidade de proteção solar. “Existe
uma falsa sensação de segurança porque o calor diminui, mas a radiação
ultravioleta continua presente durante todo o ano. Ao mesmo tempo, a pele perde
hidratação, fica mais sensível e responde de forma mais intensa às agressões
externas. É justamente nesse período que o protetor solar continua sendo
indispensável”, explica.
Essa combinação merece atenção principalmente para quem convive com melasma,
manchas pós-acne, cicatrizes recentes ou passou por algum procedimento estético.
Mesmo nos dias nublados ou durante pequenos deslocamentos, a exposição diária
aos raios UVA continua acontecendo e pode estimular a pigmentação, escurecer
manchas já existentes e interferir na recuperação da pele.
Ana Penha explica que hidratação e fotoproteção desempenham funções diferentes
e complementares durante o inverno. “O hidratante recupera a barreira da pele,
reduz o ressecamento e melhora o conforto cutâneo. Já o protetor solar evita
que a radiação continue estimulando inflamação, pigmentação e envelhecimento
precoce. Não é uma escolha entre um ou outro. Quem quer manter a pele saudável
precisa manter os dois cuidados”, afirma.
A especialista lembra que o inverno também concentra um aumento na procura por
procedimentos estéticos justamente pela menor exposição direta ao sol. No
entanto, ele alerta que isso não elimina a necessidade de fotoproteção. “Quem
faz laser, peelings, tratamentos para manchas ou qualquer procedimento que
deixe a pele mais sensível precisa entender que o resultado não depende apenas
da técnica utilizada. Grande parte do sucesso do tratamento acontece em casa,
com disciplina na rotina de cuidados. O protetor solar continua sendo um dos
principais aliados para preservar o resultado e evitar manchas ou alterações na
cicatrização”, conclui.

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