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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

DIARRÉIA INFANTIL: VOCÊ SABE COMO PREVENIR E TRATAR?




 
Suplementação à base de zinco reduz a duração da diarreia aguda em 25% e ainda diminui a incidência da doença por até três meses
Você sabe qual é a segunda doença que mais mata crianças menores de cinco anos em todo o mundo? É a diarreia. Ela foi responsável por cerca de 64.508 internações de crianças de 0 a 4 anos, somente no Sistema Único de Saúde (SUS), em 2013, segundo dados do DATASUS. E, de acordo com os médicos, um dos fatores que mais contribuem para o óbito dos pequenos pacientes é a falta de informação.
Conforme números apresentados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), apenas 39% das crianças que são acometidas pelo problema recebem o tratamento adequado. Essa doença, caracteriza-se pela perda de água e eletrólitos, resultando no aumento do volume e da frequência das evacuações, com diminuição da consistência das fezes. Para fins práticos, considera-se diarreia quando ocorrem pelo menos três episódios de evacuações em um período de 24 horas. Seus principais causadores são: infecções por vírus, bactérias e outros parasitas que se instalam no organismo.
“Os agentes causadores da diarreia, em geral, provocam lesão na mucosa do intestino e/ou alteram o funcionamento das células intestinais, ocasionando a perda de água e sais minerais. Para a reconstrução da mucosa intestinal, o zinco tem um papel importantíssimo, pois auxilia na regeneração do tecido da região, podendo diminuir os efeitos da doença no organismo”, afirma Dra. Talita Poli Biason, gerente médica da unidade MIP Aché.
O tratamento com zinco para a redução ou tratamento dos sintomas causados pela diarreia também podem ser utilizados em adultos, embora a recomendação da Organização Mundial de Saúde é para crianças com menos de cinco anos de idade, pois é nessa faixa etária que as consequências da diarreia podem ser mais drásticas.
 “A diarreia é responsável pela perda de líquidos e eletrólitos do organismo e pode causar desidratação, caso a criança não consiga repor suas ‘perdas’ por meio da ingestão de água e soluções de reposição (soro oral)”, informa a médica. “Se a criança apresentar boca seca, olhos fundos e sem brilho, choro sem lágrimas, sonolência ou irritabilidade e diminuição importante da quantidade de urina, o serviço de saúde deve ser procurado imediatamente”, adverte a Dra. Talita.

TRATAMENTO E PREVENÇÃO DA DOENÇA
De acordo com recomendado pela Organização Mundial de Saúde, o principal tratamento contra a diarreia aguda deve combater duas frentes, simultaneamente: a desidratação, por meio da reposição de água e sais minerais, feita por meio da ingestão de líquidos e de soro de reidratação oral, e a reconstrução da mucosa intestinal, promovida por meio do consumo de suplemento de zinco, que contribui para a regeneração do tecido da região.
 “A suplementação com zinco tem sido utilizada por trazer bons resultados. Estudos mostram que quando o mineral é usado por 10 a 14 dias após o início do episódio, é capaz de reduzir a duração da diarreia aguda em 25% e diminuir a incidência de novos episódios da doença por até três meses., complementa Dra. Talita Poli Biason.
Ingerir água e alimentos contaminados por bactérias, vírus ou parasitas provenientes de fezes humanas e de animais são as principais causas do surgimento da diarreia aguda. Por isso, a gerente médica da unidade MIP Aché orienta que para evitá-la as pessoas devem prestar bastante atenção à higiene, tomando alguns cuidados, como, por exemplo, utilizar apenas água potável, tanto para beber quanto para cozinhar, e, quando isso não for possível, fervê-la antes de consumi-la; lavar bem as mãos antes de preparar ou consumir qualquer alimento, sendo que em situações que não der para fazê-lo, usar álcool em gel para assepsia; higienizar os alimentos crus antes de consumi-los é também fundamental.



18/09 – Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma




“Teste do Olhinho” possibilita chance de cura de mais de 90% dos casos de câncer de retina em bebês
O Retinoblastoma se desenvolve na retina das crianças geralmente até os três anos
olho.jpgO “Teste do Olhinho” ou “Teste do Reflexo Vermelho” é essencial para identificar a leucocoria (reflexo branco na pupila ou reflexo do olho de gato), o sinal mais frequente em pacientes com retinoblastoma, câncer das células da retina, que acomete bebês, na maioria dos casos. Para o “Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma”, datado em 18 de setembro, a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) alerta que é essencial que o exame tenha uma lei federal, já que as chances de cura chegam a mais de 90% se esse tipo de câncer for diagnosticado precocemente.
Desde 2010 o exame é obrigatório aos planos de saúde e o Sistema Único de Saúde (SUS) garante a realização dos testes em todos os municípios participantes da Rede Cegonha, porém, menos de 50% dos municípios estão no programa. “É primordial que a população conheça os sinais do câncer que acomete a retina das crianças (reflexo branco na pupila, baixa visão, estrabismo, fotofobia e/ou deformação do globo ocular) e deve ser instituída a cultura de levar os bebês ao oftalmologista desde os primeiros dias de vida, a primeira análise deve ser feita já na maternidade”, explica Teresa Fonseca, presidente da SOBOPE.
Quanto ao tratamento, o oftalmologista membro da SOBOPE, Luiz Fernando Teixeira conta que existem centros públicos no Brasil que têm condições e tecnologia iguais aos países desenvolvidos como EUA e locais da Europa. “O tratamento deve ser realizado em centros de referência, por equipe multidisciplinar especializada e bem treinada. As modalidades terapêuticas são várias, como laserterapia, crioterapia, quimioterapia sistêmica, intra-vítrea ou intra-arterial, radioterapia e cirurgia. Com a utilização de todo este suporte de tratamento podemos cada vez mais curar estes pacientes com preservação da visão, evitando a cirurgia de retirada do olho”.
Teixeira também explica que nem toda mancha branca no olho ou estrabismo é câncer, mas se for notada qualquer alteração é necessário levar a criança ao oftalmologista.
Sintomas do retinoblastoma
A leucocoria (reflexo branco na pupila ou reflexo do olho de gato) é o sinal mais frequente em pacientes com retinoblastoma, ocorrendo em até 50% dos casos. Outros sintomas que podem ser característicos da doença são baixa visão, estrabismo, fotofobia (sensibilidade exagerada à luz) e deformação do globo ocular. O diagnóstico precoce tanto melhora a sobrevida dos pacientes quanto diminui a morbidade, que seria a retirada do olho e perda da visão.
Sobre o retinoblastoma
·         É responsável por cerca de 2% a 4% dos tumores infantis;
·         De acordo com dados de 2010 do Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Brasil, a incidência varia entre 21 e 27 casos por milhão de pessoas;
·         90% dos casos são diagnosticados do nascimento até os cinco anos de idade;
·         Os pais que tiverem um filho com retinoblastoma necessitam fazer aconselhamento genético porque as chances de eles terem uma segunda criança que seja portadora da doença é alta, entre 45 e 50%;
·         Bastante agressivo, pode afetar o nervo óptico, alcançar o sistema nervoso central e levar o paciente à morte, quando diagnosticado tardiamente.
Como o teste do olhinho é realizado
Uma fonte de luz sai do oftalmoscópio, onde é observado o reflexo que vem das pupilas. Quando a retina é atingida por essa luz, os olhos saudáveis refletem tons de vermelho, laranja ou amarelo. Já quando há alguma alteração, não é possível observar o reflexo, ou sua qualidade é ruim, esbranquiçada.

Esclerose múltipla – ignorância médica





A esclerose múltipla é uma doença inflamatória autoimune, desmielinizante (ou seja, que gera a perda da melina, que, em nosso corpo, funciona como a capa de envolve os fios elétricos das tomadas), de causa desconhecida, do sistema nervoso central.
Ela se caracteriza por uma inflamação nos prolongamentos dos neurônios (nervos), que destrói a mielina e que, geralmente, cursa com uma gliose (que se parece com uma fibrose na pele com um machucado). Isso porque no sistema nervoso central só existe fibrose ao redor dos vasos sanguíneos. Daí, a sua denominação esclerose múltipla, pois a gliose tem o mesmo significado, nestes casos, de esclerose.
A classificação da esclerose múltipla mostra que o seu principal tipo é recorrente-renitente, caracterizada por surtos de mais de 24 horas, sem febre ou inflamação, com intervalos de 30 dias.
O quadro clínico é muito variável, pois estas placas podem aparecer em qualquer lugar do sistema nervoso central. Porém, é mais frequente nas regiões periventriculares e medular.
Os tratamentos são: Nos surtos, pulsoterapia, com administração de corticoide intravenosa, de três a cinco dias. Entre os surtos, existem diversas drogas no mercado que atuam no sentido de diminuir as lesões ou de estimular uma remielinização.
Isso é o que diz a literatura. No entanto, como patologista muscular e trabalhando com reabilitação há tantos anos, acho que é uma ignorância por parte dos médicos não valorizar aquilo que é mais importante nessa doença: ela é dez vezes mais prevalente em regiões frias do planeta, onde o ser humano tem tendência muito maior à depressão, pela pura falta do sol.
O Canadá, por exemplo, tem uma prevalência de 180 pessoas para cada 100 mil. Enquanto no Brasil, a prevalência é de 18 pessoas para cada 100 mil. Na minha opinião, esses dois milhões e meio de indivíduos hoje acometidos pela doença no mundo deveriam ser atendidos sem menosprezar as medicações dos laboratórios, mas de forma humanística.
Frio e depressão... os médicos têm que chamar psicólogos e terapeutas, para, juntos, realmente melhorar a qualidade de vida dessas pessoas. Esses pacientes têm que resolver mentalmente questões que carregam com eles mesmos. Devem aprender, por exemplo, a perdoar os outros e, até mesmo, em uma grande parte dos casos, aprender a perdoar a si mesmos.


Beny Schmidt - chefe e fundador do Laboratório de Patologia Neuromuscular e professor adjunto de Patologia Cirúrgica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ele e sua equipe são responsáveis pelo maior acervo de doenças musculares do mundo, com mais de doze mil biópsias realizadas, e ajudou a localizar, dentro da célula muscular, a proteína indispensável para o bom funcionamento do músculo esquelético - a distrofina.
Beny Schmidt possui larga experiência na área de medicina esportiva, na qual já realizou consultorias para a liberação de jogadores no futebol profissional e atletas olímpicos. Foi um dos criadores do primeiro Centro Científico Esportivo do Brasil, atual Reffis, do São Paulo Futebol Clube, e do CECAP (Centro Esportivo Clube Atlético Paulistano).
Seu pai, Benjamin José Schmidt, foi o responsável por  introduzir no Brasil o teste do pezinho.

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