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sábado, 5 de setembro de 2026

O que tem no seu cosmético? 7 ingredientes para ficar de olho

Análise destaca ingredientes presentes com frequência em produtos de cuidados pessoais e mostra como escolher opções mais saudáveis 

 

 Yuka é um aplicativo que escaneia códigos de barras de alimentos, cosméticos e produtos de cuidados pessoais para avaliar seu impacto na saúde. A plataforma traduz informações complexas dos rótulos em avaliações simples e independentes, o que ajuda os consumidores a tomar decisões de compra mais conscientes. A partir de seu banco de dados, que já reúne mais de 700 mil produtos no Brasil e cresce desde o lançamento em julho, o aplicativo identificou as categorias de ingredientes cosméticos mais frequentemente classificados como de alto risco. 

A análise reúne algumas das substâncias encontradas em produtos de uso cotidiano, como hidratantes, shampoos, maquiagens, protetores solares e desodorantes. A avaliação desses ingredientes ajuda a entender por que determinadas substâncias são utilizadas nas formulações e quais são as preocupações apontadas por estudos científicos e órgãos reguladores.


Ingredientes que mais preocupam em cosméticos

Entre os ingredientes que a Yuka classifica com frequência como de risco estão:

  • Parabenos, suspeitos de interferir no sistema hormonal. O butilparabeno é classificado como disruptor endócrino na União Europeia, com efeitos documentados sobre hormônios, fertilidade e desenvolvimento fetal.
  • Antioxidantes BHA e BHT, também associados a alterações hormonais. O BHA é classificado pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) como possível carcinógeno.
  • Silicones cíclicos. O D4 é um possível disruptor endócrino, com efeitos sobre o sistema reprodutivo feminino.
  • Conservantes alergênicos, como a metilisotiazolinona, um potente agente alergênico que irrita a pele, os olhos e as vias respiratórias.
  • Filtros UV, como benzofenona-3 (oxibenzona) e octocrileno, considerados possíveis disruptores hormonais e também associados a impactos sobre os recifes de coral. 
  • Sais de alumínio em antitranspirantes, utilizados diariamente e associados a possíveis efeitos reprodutivos e neurológicos, segundo a OMS.
  • Substâncias PFAS, como PTFE e perfluorodecalina, associadas a alterações no sistema imunológico, redução da fertilidade e diferentes tipos de câncer, além de apresentarem alta persistência no meio ambiente.

Tanto para alimentos quanto para cosméticos, o app utiliza a mesma escala de quatro cores: verde, sem risco identificado; amarelo, risco limitado; laranja, risco moderado; e vermelho, alto risco. Um ingrediente só recebe a classificação vermelha quando há evidências científicas sólidas de um efeito grave sobre a saúde e quando o nível de exposição é de fato preocupante, e não apenas por precaução.


Alternativas mais saudáveis

Quando um produto recebe uma avaliação baixa, a Yuka sugere alternativas com melhor classificação dentro da mesma categoria. Para alimentos, são produtos sem aditivos controversos e/ou com melhor perfil nutricional, como menor quantidade de açúcar ou sal e maior teor de proteínas ou fibras. Para cosméticos, são produtos formulados sem ingredientes classificados como potencialmente de risco.

“Isso reflete um princípio central da abordagem independente da Yuka: não queremos dizer aos consumidores o que comprar, mas oferecer as ferramentas e alternativas necessárias para que façam suas próprias escolhas”, afirma Julie Chapon, cofundadora da Yuka. “Acreditamos que a transparência permite que as pessoas tomem decisões mais conscientes ao mostrar que existe uma opção melhor em todas as categorias de produtos.”

Ao traduzir listas complexas de ingredientes em avaliações claras e independentes, a Yuka busca reduzir a distância entre o que os rótulos informam e o que os produtos realmente contêm. O objetivo é ajudar consumidores em todo o mundo a identificar com mais facilidade as opções mais seguras dentro de cada categoria.



Yuka
https://yuka.io/en/


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