Especialista
explica como manipulação emocional, controle e dependência psicológica
dificultam que mulheres identifiquem um relacionamento abusivo
A violência psicológica contra a mulher voltou ao centro
do debate público no ano em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos. Dados do
20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que o Brasil registrou
60.830 casos de violência psicológica em 2025, alta de 16,9% em relação ao ano
anterior. Especialistas alertam, no entanto, que os registros representam
apenas parte da realidade, já que esse tipo de violência costuma permanecer
invisível durante meses ou até anos antes de ser identificado pela vítima.
Para Elainne
Ourives, treinadora mental, psicanalista, cientista e
pesquisadora nas áreas da Física Quântica, Neurociências e reprogramação
mental, a principal dificuldade está no fato de que a violência psicológica
raramente começa de maneira explícita. "A manipulação emocional quase
nunca chega como agressão. Ela começa como excesso de cuidado, proteção ou
preocupação. Aos poucos, a mulher passa a questionar a própria percepção da
realidade e acredita que o problema está nela, não no comportamento do
parceiro", afirma.
Segundo a 11ª Pesquisa Nacional de Violência contra
a Mulher, realizada pelo DataSenado em 2025 com mais de 21 mil brasileiras, 34%
das entrevistadas afirmaram ter vivenciado pelo menos uma situação de violência
nos últimos 12 meses. O levantamento também mostra que 79% acreditam que a
violência contra as mulheres aumentou no país, evidenciando que o problema
permanece entre as principais preocupações sociais.
A violência psicológica quase
sempre começa de forma imperceptível
Ao contrário da violência física, a violência
psicológica costuma ser construída por meio de comportamentos repetitivos, como
críticas constantes, isolamento social, chantagem emocional, controle
financeiro, humilhações, inversão de culpa e manipulação da autoestima.
Segundo a psicanalista, esse processo modifica
gradualmente a forma como a vítima interpreta a própria realidade. "A
pessoa deixa de confiar na própria percepção. Ela passa a pedir autorização
para decisões simples, sente culpa por estabelecer limites e acredita que
qualquer conflito é consequência dos próprios erros. Quando isso acontece, a
dependência emocional já está instalada", explica.
A especialista destaca que uma das estratégias mais
frequentes em relações abusivas é fazer com que a mulher perca sua autonomia
emocional antes mesmo de perceber que está sendo controlada. "Quem
manipula emocionalmente procura reduzir a confiança da vítima em si mesma.
Quando ela deixa de acreditar na própria capacidade de decidir, torna-se muito
mais fácil aceitar comportamentos que antes seriam considerados
inaceitáveis", ressalta.
Dependência emocional
dificulta o rompimento
Embora muitas pessoas questionem por que uma mulher
permanece em um relacionamento abusivo, especialistas afirmam que essa decisão
envolve fatores emocionais muito mais complexos do que simplesmente escolher ir
embora.
Para Elainne, a manipulação emocional altera a percepção de identidade e fortalece
vínculos de dependência psicológica. "A violência psicológica cria um
ciclo de recompensa e punição. Depois de momentos de humilhação vêm pedidos de
desculpas, demonstrações de carinho e promessas de mudança. O cérebro passa a
viver esperando que a relação volte a ser como era no início, e isso mantém a
vítima presa ao relacionamento", explica.
Ela acrescenta que esse mecanismo costuma provocar
ansiedade, insegurança, medo constante de desagradar e perda progressiva da
autoestima. "Quando alguém acredita que não é suficiente, começa a aceitar
situações que jamais aceitaria se mantivesse sua identidade preservada. O
agressor não controla apenas comportamentos. Ele tenta controlar a maneira como
essa mulher enxerga a si mesma", afirma.
Os sinais costumam aparecer
antes das agressões mais graves
Entre os principais indícios de violência
psicológica estão o afastamento de familiares e amigos, o medo constante de
contrariar o parceiro, a necessidade de justificar todas as decisões, a
sensação permanente de culpa, o controle sobre roupas, rotina, dinheiro ou
redes sociais e a perda gradual da autoestima.
Segundo a psicanalista, reconhecer esses sinais
precocemente pode impedir que o relacionamento evolua para outras formas de
violência. "A violência psicológica raramente permanece isolada. Quando
não é interrompida, ela pode abrir caminho para agressões patrimoniais, morais,
físicas e até para o feminicídio. Por isso é tão importante reconhecer os
primeiros sinais", observa.
Recuperar a autoestima também
faz parte do processo
Além da proteção jurídica e da rede de apoio, a
reconstrução emocional é considerada uma etapa fundamental para mulheres que
deixam relações abusivas.
Para a especialista, recuperar a confiança na
própria percepção representa um dos passos mais importantes para romper
definitivamente o ciclo da violência psicológica. "O processo de
reconstrução começa quando a mulher volta a confiar em si. Recuperar
autoestima, autonomia emocional e clareza sobre quem ela é permite que novas
relações sejam construídas a partir do respeito, e não do medo. A verdadeira
liberdade acontece quando ela deixa de acreditar na narrativa criada pelo
agressor e volta a reconhecer o próprio valor", conclui Elainne Ourives.
Elainne Ourives - Treinadora mental, psicanalista, cientista e pesquisadora nas áreas da Física Quântica, das Neurociências e da reprogramação mental; autora best-seller de 11 livros; mestra de mais de 300 mil alunos, em 50 países, sendo 130 mil deles alunos do treinamento Holo Cocriação de Objetivos, Sonhos e Metas, a mais completa metodologia de reprogramação mental, vibracional e emocional, bem como de cocriação e manifestação de sonhos do mundo; formada pelos maiores cientistas do mundo, tais como Jean Pierre Garnier Malet, Tom Campbell, Gregg Braden, Bob Proctor, Joe Dispenza, Bruce Lipton, Deepak Chopra e Tony Robbins; multiplicadora do Ativismo Quântico de Amit Goswami; certificada pelo Instituto HeartMath; única trainer de Joe Vitale no Brasil. Autora Best Seller dos livros: DNA Milionário® (2019); DNA da Cocriação® (2020); DNA Revelado das Emoções® (2021), Cocriador da Realidade (2022); Algoritmos do Universo (2022), Taqui-Hertz® (2022), O Meu Ano de Gratidão (2023), Gene da Juventude (2023), Visualização Holográfica (2023), DNA do Dinheiro (2024) e Frequência do Milagre (2025).É ainda idealizadora dos Movimentos “A Vida é Incrível” e “Eu Estou Vivo”, lançados para ajudar a libertar o potencial máximo das pessoas na realização de seus sonhos. Criadora da Técnica Hertz® - Reprogramação da Frequência Vibracional, que surgiu a partir de descobertas da física quântica e do estudo aprofundado das mais poderosas terapias energéticas e emocionais do mundo, e já foi utilizada por mais de 3 milhões de pessoas no mundo todo.
Para mais informações: Acesse elainneourives.com.br ou acompanhe pelo Instagram @elainneourivesoficial.
Fontes de pesquisa
Fórum Brasileiro
https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2026/07/anuario-2026.pdf
DataSenado
https://www12.senado.leg.br/institucional/datasenado/publicacaodatasenado?id=pesquisa-nacional-de-violencia-contra-a-mulher-datasenado-2025
Senado Federal
https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/06/16/senado-vai-celebrar-campanha-nacional-de-combate-a-violencia-contra-a-mulher
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