Com duração média de 45 minutos e
recuperação rápida, o procedimento nas pálpebras corrige o campo visual e
devolve a leveza ao rosto sem perder a naturalidade. No HOPE, busca pela cirurgia
cresceu 18,3% de um semestre para o outro
Imagem gerada por IA
Gemini
Embora seja amplamente conhecida pelos ganhos estéticos, a
blefaroplastia vai muito além de uma busca por beleza. Em casos mais avançados,
o excesso de pele na pálpebra superior pode cair sobre os olhos a ponto de
limitar o campo de visão e causar uma sensação constante de peso,
transformando-se em um desconforto funcional no dia a dia.
Dra. Samila Cavalcanti, médica oftalmologista do HOPE - Hospital
de Olhos de Pernambuco - explica que “não existe uma regra rígida quanto à idade
para a realização da cirurgia. O fator determinante é a presença real do
excesso de pele ou das bolsas de gordura, associada ao incômodo do paciente e à
avaliação médica adequada”.
“As queixas costumam surgir a partir dos 40 anos, tornando-se
progressivamente mais comuns com o envelhecimento natural das estruturas da
face. O objetivo principal é alinhar a indicação cirúrgica ao bom senso,
garantindo um resultado harmonioso”, completa a especialista.
A blefaroplastia é um procedimento ágil, mas que exige rigor e um
ambiente apropriado. Por segurança, ela deve ser realizada em um centro
cirúrgico, com equipamentos de monitoramento cardíaco e respiratório,
acompanhada por uma equipe médica completa, incluindo anestesista. A oftalmologista
do HOPE conta sobre a duração do procedimento:
- Duração: O tempo varia
de acordo com a extensão da cirurgia, mas a intervenção na pálpebra
superior leva, em média, 45 minutos.
- Internação: Não há
necessidade de pernoite no hospital; o paciente geralmente recebe alta no
mesmo dia.
- Pós-operatório: A recuperação
costuma ser tranquila. Entre 10 e 15 dias, a pessoa já consegue retomar a
maior parte de suas atividades cotidianas. Vale lembrar que o resultado
definitivo se consolida gradativamente ao longo dos meses seguintes.
De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica
Estética (ISAPS), a blefaroplastia é o procedimento cirúrgico estético mais
realizado no mundo. O Brasil lidera o ranking, com mais de 230 mil cirurgias
por ano, aponta o relatório global da entidade. No HOPE, o número de pacientes
que fizeram blefaroplastia no primeiro semestre de 2026 superou em 18,3% a
quantidade registrada no mesmo período de 2025.
Dra. Samila Cavalcanti diz que os ganhos para quem faz o
procedimento vão desde aspectos emocionais a mais facilidade no dia a dia:
- Rejuvenescimento natural: Devolve a leveza e o descanso ao olhar, preservando os
traços originais do paciente.
- Alívio funcional: Elimina o peso
sobre os olhos e restaura a amplitude da visão.
- Praticidade diária: Facilita
hábitos simples, como a aplicação de maquiagem na região dos olhos.
- Conectividade: Com o excesso
de pele corrigido, muitos pacientes relatam melhora na leitura de
reconhecimento facial em smartphones e aplicativos.
A decisão de realizar a blefaroplastia deve ser acompanhada de pesquisa e responsabilidade. O processo cirúrgico não se resume ao momento da operação: ele se inicia em uma consulta detalhada, com planejamento individualizado, e se estende por todo o acompanhamento pós-operatório.
Para garantir o sucesso do procedimento, é importante pesquisar a especialização e a experiência profissional do médico que fará a cirurgia, conferir se o local escolhido oferece as estruturas adequadas e condições de segurança necessárias, além de alinhar as expectativas com o cirurgião durante as consultas prévias.
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