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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Chega ao Brasil novo anticorpo monoclonal para prevenir o VSR em recém-nascidos e bebês

Clesrovimabe demonstrou redução expressiva de hospitalizações e atendimentos médicos relacionados ao vírus sincicial respiratório, um dos principais desafios da saúde infantil no Brasil e no mundo

 

A MSD anuncia o lançamento de Enflonsia™ (clesrovimabe) no Brasil, um novo anticorpo monoclonal indicado para a prevenção de infecções do trato respiratório inferior causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) em recém‑nascidos e bebês lactentes. 

A aprovação de clesrovimabe pela ANVISA se baseou em um programa de estudos clínicos internacionais de fase 3, randozimados e controlados, que incluiu mais de 3.600 bebês, acompanhados durante a temporada de maior circulação do VSR. O objetivo principal dos estudos foi verificar os perfis de eficácia e segurança do anticorpo. Os resultados foram publicados no The New England Journal of Medicine. 

Entre bebês saudáveis que receberam o anticorpo, foi observado em estudo clínico que, em até seis meses de acompanhamento, a eficácia do clesrovimabe alcançou 91,7% na prevenção de infecções do trato respiratório inferior graves associadas ao VSR que exigiram atendimento médico e 91,2% na redução de hospitalizações por infecções do trato respiratório inferior causadas pelo vírus. 

As reduções, tanto de ocorrência da doença associada ao VSR, como de hospitalizações por infecções relacionadas ao VSR, reforçam o potencial de clesrovimabe para reduzir a carga da doença sobre famílias e sistemas de saúde. 

Clesrovimabe é disponibilizado em apresentação única de 105 mg, independente do peso corporal. Essa característica pode contribuir para simplificar os processos de administração e organização do cuidado nos serviços de saúde.


Sobre o VSR

O VSR é uma das principais causas de bronquiolite e um dos maiores responsáveis por hospitalizações e mortes por infecções respiratórias em crianças pequenas. Estima-se que cerca de 90% das crianças sejam infectadas pelo VSR até os dois primeiros anos de vida, com possibilidade de reinfecções ao longo da vida, já que a imunidade adquirida não é duradoura.

Globalmente, o impacto do VSR é significativo: dados recentes apontam para aproximadamente 3,6 milhões de hospitalizações e quase 100 mil mortes por ano em crianças menores de 5 anos, especialmente em países de baixa e média renda. Mesmo em bebês previamente saudáveis, o vírus pode evoluir rapidamente para quadros graves, sobretudo nos primeiros seis meses de vida, fase de maior vulnerabilidade.

Atualmente, não existe tratamento antiviral específico para o VSR em bebês. O manejo clínico se baseia apenas em medidas de suporte, como hidratação e oxigenoterapia, o que torna a prevenção a principal estratégia para reduzir complicações, internações e óbitos.
  

MSD no Brasil


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