Partículas suspensas no ar, oleosidade, radiação e calor se acumulam na fibra capilar e podem comprometer brilho, hidratação e resistência; veja como minimizar os impactos
É no fim de um dia comum que os sinais começam a
aparecer: a raiz parece mais pesada, o comprimento perde o movimento, o frizz
aumenta e aquele brilho que estava presente pela manhã desaparece. Para quem
vive em grandes cidades, esse desgaste pode não estar relacionado apenas à
rotina de beleza, uma vez que o próprio ambiente urbano participa da equação.
“Não é só a poluição que afeta o cabelo, mas o
conjunto de agressões que ele enfrenta todos os dias. Poeira, resíduos e outros
agentes do ambiente podem se acumular nos fios e deixar o cabelo mais pesado,
opaco e áspero, principalmente quando ele já está fragilizado”, explica Marina
Groke, diretora da Escova Express, rede de escovarias e tratamentos capilares.
Segundo a profissional, um dos primeiros efeitos
percebidos é a mudança no toque e no aspecto dos fios. O acúmulo de partículas
e resíduos pode deixar o cabelo pesado e sem luminosidade, enquanto a exposição
contínua a agentes externos contribui para o desequilíbrio da hidratação. A
cutícula, camada mais externa da fibra, perde uniformidade quando sofre
agressões recorrentes, favorecendo frizz, porosidade e maior dificuldade para
reter água.
Com isso, a higienização adequada é fundamental, o
que não significa lavar os fios de maneira excessiva. Para quem passa muitas
horas exposto à poluição, suor e oleosidade, o cuidado está em remover o
acúmulo sem comprometer ainda mais a barreira do couro cabeludo e a hidratação
da fibra.
“É importante encontrar um equilíbrio. Quando há
muito acúmulo de resíduos, o cabelo precisa de uma boa limpeza, mas lavar de
forma muito agressiva também pode ressecar os fios. Por isso, a frequência
ideal depende de cada cabelo e da rotina de cada pessoa”, orienta Marina.
Depois da higienização, a reposição de água e
nutrientes ajuda a fibra a lidar melhor com essa exposição. Ativos como ácido
hialurônico, pantenol, óleo de coco e xilitol contribuem para a hidratação e a
maleabilidade, enquanto proteínas, aminoácidos e queratina são indicados quando
há perda de resistência. A combinação faz sentido especialmente para cabelos
que, além da poluição, enfrentam coloração, descoloração ou uso frequente de
ferramentas térmicas.
O trabalho em grandes centros ainda acrescenta um
tipo de desgaste menos lembrado, causado por coques, rabos de cavalo e outros
penteados presos, que mantém os fios tensionados por horas. Esse efeito pode
aumentar a quebra, principalmente quando a fibra já está fragilizada.
“Depois de passar o dia com o cabelo preso, o ideal
é soltar os fios com cuidado e evitar puxar na hora de desembaraçar. Um bom
condicionador ou produto de tratamento também ajuda a deixar o cabelo mais
macio e fácil de pentear”, recomenda a especialista.
A etapa de finalização também merece atenção.
Depois de um dia de exposição à poluição e à radiação, o uso de secador,
chapinha ou modelador acrescenta calor a uma fibra que já pode estar com menor
retenção de água. Nesse caso, produtos com óleos vegetais, como argan e coco, e
vitamina E auxiliam na proteção da superfície, na redução do atrito e na manutenção
do brilho e da maciez.
“O óleo capilar é um ótimo aliado para o dia a dia
porque ajuda a deixar os fios mais macios, alinhados e com brilho. Ele não
substitui outros cuidados, como hidratação e reconstrução, mas ajuda a proteger
o cabelo do ressecamento e do atrito causado pela rotina”, indica Marina.
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