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sábado, 5 de setembro de 2026

A poluição está afetando seu cabelo? O que a rotina nas grandes cidades faz com os fios

Partículas suspensas no ar, oleosidade, radiação e calor se acumulam na fibra capilar e podem comprometer brilho, hidratação e resistência; veja como minimizar os impactos

 

É no fim de um dia comum que os sinais começam a aparecer: a raiz parece mais pesada, o comprimento perde o movimento, o frizz aumenta e aquele brilho que estava presente pela manhã desaparece. Para quem vive em grandes cidades, esse desgaste pode não estar relacionado apenas à rotina de beleza, uma vez que o próprio ambiente urbano participa da equação.

“Não é só a poluição que afeta o cabelo, mas o conjunto de agressões que ele enfrenta todos os dias. Poeira, resíduos e outros agentes do ambiente podem se acumular nos fios e deixar o cabelo mais pesado, opaco e áspero, principalmente quando ele já está fragilizado”, explica Marina Groke, diretora da Escova Express, rede de escovarias e tratamentos capilares.

Segundo a profissional, um dos primeiros efeitos percebidos é a mudança no toque e no aspecto dos fios. O acúmulo de partículas e resíduos pode deixar o cabelo pesado e sem luminosidade, enquanto a exposição contínua a agentes externos contribui para o desequilíbrio da hidratação. A cutícula, camada mais externa da fibra, perde uniformidade quando sofre agressões recorrentes, favorecendo frizz, porosidade e maior dificuldade para reter água.

Com isso, a higienização adequada é fundamental, o que não significa lavar os fios de maneira excessiva. Para quem passa muitas horas exposto à poluição, suor e oleosidade, o cuidado está em remover o acúmulo sem comprometer ainda mais a barreira do couro cabeludo e a hidratação da fibra.

“É importante encontrar um equilíbrio. Quando há muito acúmulo de resíduos, o cabelo precisa de uma boa limpeza, mas lavar de forma muito agressiva também pode ressecar os fios. Por isso, a frequência ideal depende de cada cabelo e da rotina de cada pessoa”, orienta Marina.

Depois da higienização, a reposição de água e nutrientes ajuda a fibra a lidar melhor com essa exposição. Ativos como ácido hialurônico, pantenol, óleo de coco e xilitol contribuem para a hidratação e a maleabilidade, enquanto proteínas, aminoácidos e queratina são indicados quando há perda de resistência. A combinação faz sentido especialmente para cabelos que, além da poluição, enfrentam coloração, descoloração ou uso frequente de ferramentas térmicas.

O trabalho em grandes centros ainda acrescenta um tipo de desgaste menos lembrado, causado por coques, rabos de cavalo e outros penteados presos, que mantém os fios tensionados por horas. Esse efeito pode aumentar a quebra, principalmente quando a fibra já está fragilizada.

“Depois de passar o dia com o cabelo preso, o ideal é soltar os fios com cuidado e evitar puxar na hora de desembaraçar. Um bom condicionador ou produto de tratamento também ajuda a deixar o cabelo mais macio e fácil de pentear”, recomenda a especialista.

A etapa de finalização também merece atenção. Depois de um dia de exposição à poluição e à radiação, o uso de secador, chapinha ou modelador acrescenta calor a uma fibra que já pode estar com menor retenção de água. Nesse caso, produtos com óleos vegetais, como argan e coco, e vitamina E auxiliam na proteção da superfície, na redução do atrito e na manutenção do brilho e da maciez.

“O óleo capilar é um ótimo aliado para o dia a dia porque ajuda a deixar os fios mais macios, alinhados e com brilho. Ele não substitui outros cuidados, como hidratação e reconstrução, mas ajuda a proteger o cabelo do ressecamento e do atrito causado pela rotina”, indica Marina.

  

 Escova Express


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