O chamado
"gerenciamento do envelhecimento" tem foco na redução dos efeitos
provocados pela diminuição do colágeno
O colágeno é uma proteína produzida naturalmente pelo organismo e desempenha um papel fundamental na firmeza, sustentação e elasticidade da pele. Com o envelhecimento, sua produção diminui gradualmente, fazendo parte de um processo fisiológico. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), essa redução pode chegar a cerca de 1% anualmente a partir dos 25 anos.
Nesse contexto, ganhou força o conceito de
"gerenciamento do envelhecimento", também conhecido como banco de
colágeno. De acordo com a MedSystems by Classys, empresa
especializada em tecnologia dermatológica, a estratégia consiste em estimular a
produção de colágeno enquanto a pele ainda apresenta elevada capacidade de
resposta celular. O objetivo é preservar a sustentação dos tecidos e retardar o
surgimento da flacidez e de outros sinais do envelhecimento.
Hábitos também influenciam a perda de colágeno
A redução da produção de colágeno ocorre naturalmente com o passar dos anos, principalmente pela diminuição de atividade dos fibroblastos, células responsáveis por sintetizar essa proteína, e pelo aumento da ação de enzimas que degradam as fibras antigas.
Entretanto, especialistas destacam que fatores relacionados ao estilo de vida também aceleram esse processo. Tabagismo, exposição excessiva à radiação solar sem proteção e uma alimentação rica em gorduras e açúcares favorecem o estresse oxidativo, comprometendo a qualidade da pele e contribuindo para o surgimento da flacidez.
À medida que os níveis de colágeno diminuem,
tornam-se mais comuns alterações na pele, como perda de firmeza, linhas finas,
poros mais aparentes e textura irregular.
Tecnologias estimulam regeneração de camadas
profundas da pele
As abordagens mais recentes da dermatologia estética priorizam o estímulo biológico profundo e a regeneração estrutural dos tecidos. Em vez de atuar apenas na superfície, o foco é ativar mecanismos naturais de produção de colágeno em camadas mais profundas da pele, favorecendo resultados progressivos e um efeito de sustentação mais natural.
Para isso, diferentes tecnologias têm sido incorporadas aos tratamentos. O ultrassom micro e macrofocado de alta intensidade é uma das opções utilizadas para atingir estruturas profundas, sem comprometer a superfície cutânea. Muitas clínicas e profissionais também optam por comprar o Ultraformer MPT. O equipamento é conhecido por utilizar ondas ultrassônicas focalizadas para estimular a produção de colágeno.
Outra alternativa é a radiofrequência monopolar de
alta intensidade, que promove um aquecimento controlado da derme, provocando a
retração imediata das fibras colágenas e estimulando sua remodelação. Já
tecnologias como os lasers endodérmicos e o microagulhamento robótico atuam por
meio de microperfurações ou aquecimento das camadas internas da pele,
desencadeando um processo natural de reparação e renovação celular.
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