
A blefaroplastia está entre os procedimentos estéticos
mais realizados no mundo e avança com novas técnicas
Divulgação
Procedimento ultrapassou 2,1 milhões de
cirurgias em 2024; em Ribeirão Preto e Matão, médica explica como novos
recursos podem ajudar a reduzir inchaço e hematomas no pós-operatório
A
cirurgia para retirar o excesso de pele e as bolsas ao redor dos olhos ganhou
espaço entre os procedimentos estéticos realizados em todo o mundo. Em 2024, a
cirurgia das pálpebras, conhecida como blefaroplastia, alcançou o topo do
ranking mundial de cirurgias estéticas, com mais de 2,1 milhões de
procedimentos, crescimento de 13,4% em relação ao ano anterior, segundo
levantamento da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS).
O
Brasil acompanha esse movimento. No mesmo período, o país registrou cerca de
2,35 milhões de cirurgias estéticas, sendo aproximadamente 231 mil
procedimentos nas pálpebras, colocando a cirurgia entre as mais realizadas
pelos brasileiros.
Em
Ribeirão Preto, importante polo regional de saúde no interior paulista, o
avanço desse mercado também chama atenção para uma das principais dúvidas de
quem pensa em realizar o procedimento: como será a recuperação? Inchaço,
hematomas e o tempo necessário para voltar à rotina costumam estar entre as principais
preocupações dos pacientes.
Segundo
a médica oftalmologista especialista em cirurgia plástica ocular Gabriela
Câmara, que atende em Ribeirão Preto e Matão, a evolução das técnicas permite
hoje um cuidado que vai além da retirada do excesso de pele.
“Quando conseguimos trabalhar
com mais precisão e controlar melhor o sangramento durante o procedimento,
podemos ter um pós-operatório mais confortável. Em alguns casos, observamos
menos inchaço e hematomas, o que favorece uma recuperação mais tranquila,
sempre respeitando as características e o tempo de recuperação de cada paciente”, explica.
Recuperação também entra no
planejamento
Entre
os recursos que podem ser associados à cirurgia está o laser de CO₂. Durante o
procedimento, a tecnologia auxilia na precisão e na coagulação de pequenos
vasos, contribuindo para o controle do sangramento e podendo favorecer uma
recuperação com menos inchaço e hematomas em determinados casos.
O
uso da tecnologia também pode ir além do momento da cirurgia. Quando há indicação,
o laser é utilizado em tratamentos voltados à renovação da pele e ao estímulo à
produção de colágeno, ajudando a melhorar aspectos como textura e qualidade da
pele ao redor dos olhos.
“Hoje, quando planejamos uma
cirurgia palpebral, não pensamos apenas na retirada do excesso de pele ou na
correção das bolsas. Avaliamos a região como um todo, incluindo a qualidade da
pele e a forma como aquele tecido passará pelo processo de recuperação. Isso
permite individualizar o tratamento e associar diferentes recursos de acordo
com a necessidade de cada paciente”, destaca Gabriela.
Após
o procedimento, outros recursos também podem ser incorporados aos cuidados. É o
caso do drug delivery, técnica utilizada para favorecer a absorção
de ativos pela pele, de acordo com as necessidades de cada paciente e com o
protocolo definido pela médica.
Tecnologia não significa
recuperação imediata
Apesar
dos avanços, a especialista alerta para uma expectativa comum entre pacientes:
a ideia de que novas tecnologias poderiam eliminar completamente o pós-operatório.
A
cirurgia das pálpebras continua sendo um procedimento cirúrgico e a recuperação
varia de acordo com fatores como idade, condições da pele, anatomia da região e
características individuais de cada pessoa.
“Existe uma expectativa de
que a tecnologia possa eliminar completamente o pós-operatório, mas continuamos
falando de um procedimento cirúrgico. O diferencial é termos recursos que podem
contribuir para tornar esse processo mais favorável e cuidar também da
qualidade do tecido, sempre com indicação adequada”, afirma Gabriela.
Para
a médica, diante do crescimento da procura pela cirurgia, informação e
avaliação individualizada ganham ainda mais importância. Mais do que buscar uma
recuperação cada vez mais rápida, é preciso entender que cada organismo
responde de uma forma e que o resultado envolve indicação adequada,
planejamento e respeito ao processo de cicatrização.
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