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Especialista esclarece por que nem toda pessoa com calvície deve fazer o procedimento imediatamente.
O transplante capilar não deve ser tratado como uma
decisão isolada ou tomada apenas a partir do grau de calvície. Para o
dermatologista e cirurgião Stanley Bessa, CRM 35165 e RQE 33407, o resultado
depende de um planejamento que começa antes da entrada do paciente no centro
cirúrgico.
Com mais de 25 anos de atuação, Stanley Bessa é graduado pela
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), membro titular da Sociedade
Brasileira de Dermatologia (SBD) e possui pós-graduações em Dermatologia Cirúrgica,
Medicina Estética e áreas correlatas. Sua atuação está concentrada em cirurgia
dermatológica, transplante capilar e procedimentos minimamente invasivos.
Segundo o cirurgião, o planejamento cirúrgico
funciona como uma referência para todas as etapas do procedimento. “A
avaliação considera as características individuais do paciente, seus objetivos
e a evolução provável da calvície. Por isso, a consulta inicial tem papel
decisivo na definição da conduta”, explica Stanley Bessa.
Diagnóstico vem antes da
indicação
O médico esclarece que a preparação para o
transplante capilar começa pela consulta médica. Nessa etapa, são realizadas
entrevistas clínicas e avaliação física para investigar a causa da queda de
cabelo. Esse diagnóstico é necessário porque o transplante não é indicado para
todos os tipos de perda capilar.
De acordo com o Dr. Stanley Bessa, identificar a
verdadeira causa da perda de cabelo é um passo fundamental para determinar se a
cirurgia é realmente recomendada. "Em casos como o da alopecia areata ativa, o
procedimento pode ser contraindicado ou até piorar a condição. Por se tratar de
uma doença autoimune em que o próprio organismo ataca os folículos capilares, o
implante de novos fios não combate a inflamação, fazendo com que o corpo possa
rejeitar ou destruir os cabelos transplantados novamente",
alerta o especialista.
“A idade também entra no
planejamento. Em pacientes mais jovens, a estratégia precisa considerar a
possibilidade de progressão da calvície ao longo dos anos. A análise do histórico
familiar pode contribuir para essa avaliação, já que a condição apresenta
componente hereditário”, complementa Stanley
Bessa.
O planejamento, portanto, precisa considerar tanto
o resultado imediato quanto as necessidades futuras do paciente. “O objetivo
é evitar uma abordagem que resolva apenas a situação atual e não considere como
a perda de cabelo poderá evoluir”.
Características do cabelo
influenciam o resultado
Outro ponto analisado por Dr. Stanley Bessa antes
da cirurgia é o tipo de cabelo transplantado. Espessura, textura e
características dos fios interferem na percepção de volume e densidade após o
transplante.
“Cabelos mais grossos ou
ondulados tendem a produzir maior sensação de volume. Já fios muito finos podem
apresentar uma percepção menor de densidade. Ainda assim, a proposta pode
priorizar a naturalidade, desde que as expectativas estejam alinhadas às
características de cada caso”, informou Stanley Bessa.
Para o cirurgião, essa avaliação individual ajuda a
definir o que pode ser alcançado com a cirurgia. O paciente precisa compreender
as limitações do procedimento e participar da construção do plano, apresentando
seus desejos e objetivos ao cirurgião.
Expectativas fazem parte do
planejamento
O cirurgião aponta que a satisfação com o transplante
capilar também está relacionada ao nível de informação disponível antes da
cirurgia. “Em casos de calvície avançada ou entre pacientes muito jovens, pode
existir uma expectativa superior ao que é possível alcançar. Quando isso
ocorre, mesmo um resultado cirúrgico adequado pode não corresponder ao que o
paciente imaginava”.
Para Stanley Bessa, cabe ao cirurgião avaliar o
caso, definir a estratégia e considerar a evolução do paciente no curto e longo
prazo. Essa visão exige experiência cirúrgica, domínio das técnicas e atenção
às características estéticas de cada pessoa.
“No transplante capilar, o
planejamento não é apenas uma etapa administrativa anterior à cirurgia. Essa
etapa orienta a indicação, a técnica, os limites do procedimento e a
expectativa de resultado. Para o paciente, compreender esse processo ajuda a
tomar uma decisão mais consciente e alinhada às possibilidades do tratamento”, concluiu Stanley Bessa.
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