Pesquisar no Blog

sábado, 5 de setembro de 2026

Cirurgião e dermatologista Stanley Bessa explica por que o transplante capilar exige planejamento antes da cirurgia

https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/macho-adulto-fazendo-extracao-de-unidade-folicular_18737213.htm


Especialista esclarece por que nem toda pessoa com calvície deve fazer o procedimento imediatamente. 

 

O transplante capilar não deve ser tratado como uma decisão isolada ou tomada apenas a partir do grau de calvície. Para o dermatologista e cirurgião Stanley Bessa, CRM 35165 e RQE 33407, o resultado depende de um planejamento que começa antes da entrada do paciente no centro cirúrgico.

Com mais de 25 anos de atuação, Stanley Bessa é graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e possui pós-graduações em Dermatologia Cirúrgica, Medicina Estética e áreas correlatas. Sua atuação está concentrada em cirurgia dermatológica, transplante capilar e procedimentos minimamente invasivos.

Segundo o cirurgião, o planejamento cirúrgico funciona como uma referência para todas as etapas do procedimento. “A avaliação considera as características individuais do paciente, seus objetivos e a evolução provável da calvície. Por isso, a consulta inicial tem papel decisivo na definição da conduta”, explica Stanley Bessa. 


Diagnóstico vem antes da indicação

O médico esclarece que a preparação para o transplante capilar começa pela consulta médica. Nessa etapa, são realizadas entrevistas clínicas e avaliação física para investigar a causa da queda de cabelo. Esse diagnóstico é necessário porque o transplante não é indicado para todos os tipos de perda capilar.

De acordo com o Dr. Stanley Bessa, identificar a verdadeira causa da perda de cabelo é um passo fundamental para determinar se a cirurgia é realmente recomendada. "Em casos como o da alopecia areata ativa, o procedimento pode ser contraindicado ou até piorar a condição. Por se tratar de uma doença autoimune em que o próprio organismo ataca os folículos capilares, o implante de novos fios não combate a inflamação, fazendo com que o corpo possa rejeitar ou destruir os cabelos transplantados novamente", alerta o especialista.

“A idade também entra no planejamento. Em pacientes mais jovens, a estratégia precisa considerar a possibilidade de progressão da calvície ao longo dos anos. A análise do histórico familiar pode contribuir para essa avaliação, já que a condição apresenta componente hereditário”, complementa Stanley Bessa. 

O planejamento, portanto, precisa considerar tanto o resultado imediato quanto as necessidades futuras do paciente. “O objetivo é evitar uma abordagem que resolva apenas a situação atual e não considere como a perda de cabelo poderá evoluir”.


Características do cabelo influenciam o resultado

Outro ponto analisado por Dr. Stanley Bessa antes da cirurgia é o  tipo de cabelo transplantado. Espessura, textura e características dos fios interferem na percepção de volume e densidade após o transplante.

“Cabelos mais grossos ou ondulados tendem a produzir maior sensação de volume. Já fios muito finos podem apresentar uma percepção menor de densidade. Ainda assim, a proposta pode priorizar a naturalidade, desde que as expectativas estejam alinhadas às características de cada caso”, informou Stanley Bessa.

Para o cirurgião, essa avaliação individual ajuda a definir o que pode ser alcançado com a cirurgia. O paciente precisa compreender as limitações do procedimento e participar da construção do plano, apresentando seus desejos e objetivos ao cirurgião.


Expectativas fazem parte do planejamento

O cirurgião aponta que a satisfação com o transplante capilar também está relacionada ao nível de informação disponível antes da cirurgia. “Em casos de calvície avançada ou entre pacientes muito jovens, pode existir uma expectativa superior ao que é possível alcançar. Quando isso ocorre, mesmo um resultado cirúrgico adequado pode não corresponder ao que o paciente imaginava”.

Para Stanley Bessa, cabe ao cirurgião avaliar o caso, definir a estratégia e considerar a evolução do paciente no curto e longo prazo. Essa visão exige experiência cirúrgica, domínio das técnicas e atenção às características estéticas de cada pessoa.

“No transplante capilar, o planejamento não é apenas uma etapa administrativa anterior à cirurgia. Essa etapa orienta a indicação, a técnica, os limites do procedimento e a expectativa de resultado. Para o paciente, compreender esse processo ajuda a tomar uma decisão mais consciente e alinhada às possibilidades do tratamento”, concluiu Stanley Bessa.

  

Dr. Stanley Bessa - médico dermatologista (CRM 35165 / RQE 33407) com mais de 25 anos de atuação. Graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e possui pós-graduações em Dermatologia Cirúrgica, Medicina Estética e áreas correlatas. Atua com foco em cirurgia dermatológica, transplante capilar e procedimentos minimamente invasivos, além de ser habilitado na técnica ELFA. Atende em Brasília e também se dedica à formação de médicos em instituições especializadas.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados