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terça-feira, 24 de outubro de 2023

Inteligência Artificial: desafiadora ou motivadora?

A IA chegou para nos mover de patamar, acelerar processos e facilitar o mundo

 

Recentemente, ouvi de um cliente a seguinte percepção: “Desafiador colocar a IA, mas muito mais desafiador será sem ela”, depois de ele entender sobre os novos investimentos e mudanças que serão necessárias para incorporar efetivamente a Inteligência Artificial em seus negócios. Com o avanço da Inteligência Artificial (IA), mais uma vez, o mundo dos negócios tem nos desafiado com as novas adaptações em nosso dia a dia, objetivando maior produtividade, consistência e coerência diante de uma demanda que chegou muito rápida. Assim, buscar a consistência na aderência de algo novo é sempre um grande desafio. E manter a coerência do novo, com uma estratégia, assertiva é ainda mais desafiador.

Vejo este cenário como uma sopa de letrinhas, em conjunto com muitas dúvidas que tem sido levada para às mesas de reuniões com frequência com alguns temas, como: IA, GPT, LLM, Machine Learning. São os novos modelos de negócios, reposicionamento de marcas e gestores olhando e pensando em como usufruir de tudo isso para trazer mais negócios.

Observando a maioria dos meus clientes, vejo que o ponto alto está no ‘como’ levar todas essas novidades para dentro das corporações. Porque a IA, além de envolver muita tecnologia e desenvolvimento, exige uma mudança cultural e de mentalidade de quem a usa. Logo, não é porque a IA é disruptiva, acelera processos e otimiza tempo, que ela encontrará espaços consistentes em muitas empresas para se instalar do dia para noite. É preciso lembrar, como digo durante as minhas palestras, que existe uma jornada imensa para receber esse novo. Há toda uma preparação que precisa e dever ser feita com muita cautela.

Acho interessante observar que, por padrão, nós, seres humanos, somos treinados para nos manter na zona de conforto. Assim, fazendo uma viagem bem inicial, desde o ventre da mãe, nós queremos ficar no quentinho, recebendo alimentação e cuidados sem grandes esforços. Mas, e quando isso não acontece? O que nós fazemos? Choramos, reclamamos, resistimos e muitas vezes rejeitamos o desconhecido, o novo. E quando olho para mundo adulto e corporativo, vejo que este tipo de comportamento se repete. Pois, tudo o que é novo promove uma resistência. Vejo que isso está implícito nas mesas de reuniões, pautadas por muitas dúvidas e objeções sobre a chegada desse novo.

Por isso, eu digo que a AI chegou para nos mover de patamar, acelerar processos e facilitar o mundo. Entretanto, o ritmo de atuação e aderência, consistente e coerente, quem fará somos nós. Para refletir sobre essa nova tecnologia, gosto de usar a analogia de como a Microsoft chama a sua AI: o Copilot. Ou seja, o protagonista continua sendo o ser humano. Pois nós continuamos como Pilotos, e a AI será o Copilot nesta jornada.

Assim, eu te convido a refletir comigo: já parou para pensar que toda a demanda de negócio que move o mundo, tem como eixo propulsor ser humano? Nós, seres humanos somos os Protagonistas da Transformação e a IA é uma ferramenta poderosa, que temos para produzirmos ainda mais resultados em nossos negócios.

Você pode até ter uma empresa de tecnologia e desenvolvimento, contudo, você só venderá o seu produto porque os seus clientes têm áreas de atuação e vendas onde o centro é o atendimento às necessidades das pessoas. Ou seja, o mundo gira em torno de pessoas. E, assim, a IA é um acelerador.

Enfatizo esse ponto, pois uma pesquisa recente da Ipespe, aponta que 4 em cada 10 brasileiros têm medo de perder o emprego devido ao avanço da Inteligência Artificial. Eu entendo que esse medo tem sido um grande “motivador” para a mudança que está em curso, porém não é o melhor tipo de motivação. As mudanças positivas e estratégicas acontecem pela conscientização e não pelo medo. E neste artigo, tenho o propósito de motivar o leitor a olhar ainda mais para a potência humana sem se intimidar com o novo que está chegando.

Ao longo dos anos, tenho trabalhado várias frentes com a IA e desenvolvido algumas soluções facilitadoras através do desenho de um mapa mental, com processos que agilizam o nosso cotidiano. Quanto menos processos e burocracia, mais o ser humano poderá usar a sua máquina psíquica para criar soluções que resolvam seus problemas. O ser humano poderá investir seu tempo no disruptivo e tirar o seu olhar de processos repetitivos.

A percepção das pessoas é que tudo mudará do dia para a noite, mas é preciso sermos estratégicos, com um olhar para o futuro e focado na preparação do nosso time, da nossa empresa e do nosso mindset para uma adesão de uma IA consistente e coerente.

Agora, a IA tem ganhado espaços cada vez maiores em várias frentes, acelerando negócios e mostrando que ela é uma parceira que auxilia as empresas e organizações a produzirem ainda mais, alcançando mais resultados e acelerando diversos processos.

Sejam bem-vindos(as) nesta jornada crescente, gradativa e constante com IA!

 

Shirley Fernandes - sócia-diretora da N1 IT, empresa do Grupo Stefanini.



Como comprar presentes de fim de ano sem estourar o orçamento

Para educador financeiro e fundador da Martello EF, é preciso cuidado para que empolgação com as festas não prejudique o bolso


O final do ano está chegando e, com ele, diversas festas de celebração e brincadeiras de amigo secreto, o que naturalmente já leva à compra de presentes. Mas como comemorar e agradar sem estourar o orçamento?

De acordo com Thiago Martello, fundador da Martello EF, empresa que abocanhou investidores no programa Shark Tank Brasil ao oferecer uma metodologia própria, a primeira orientação para o fim do ano é estabelecer um limite de quanto se pode gastar com presentes. “Se a pessoa não colocar um limite, a tendência é gastar o que pode e o que não pode, pois o fim de ano tem uma série de ocasiões muito propícias para presentear”, avisa. 

Martello também lembra que o período é de 13º salário para quem é CLT,  valor que, muitas vezes, é considerado como um adicional no orçamento. “As pessoas esquecem que terão despesas no começo do ano, por isso, não basta apenas ganhar 13º e sair presenteando todos por aí. Ainda assim, é preciso planejamento”, orienta.

Além do estabelecimento de um limite de gastos, Martello recomenda que seja feita uma lista de presentes para que a pessoa saiba de fato quem realmente deve ganhar uma lembrancinha, evitando compras por impulso. “É importante também considerar valores baixos para os presentes. O que mais vale é a consideração em presentear. Valem lembrancinhas e até peças de brechós que, atualmente, são muito bem vistas por conta da sustentabilidade”, aconselha. 

Outra sugestão do especialista é fazer os presentes em casa. “Quem sabe cozinhar, por exemplo, pode aproveitar a época e fazer bolos ou biscoitos decorados, que sempre agradam e saem muito mais baratos do que comprar pronto. Ou, ainda, quem faz artesanato, pode usar a criatividade para presentear familiares e amigos”, sugere. 

Quem vai participar de amigos secretos muitas vezes vai precisar escolher em vez de dizer “sim” para todos. “O amigo secreto é uma ótima forma de todos serem presenteados e de cada um gastar menos com presentes. Porém, se a pessoa tiver um amigo secreto em cada canto, de nada adiantará, pois as diversas compras podem prejudicar o bolso. É importante avaliar de quais trocas de presente será possível participar”, afirma Martello. 

Finalmente, o especialista aconselha que se considerem presentes não materiais para celebrar. “Muitas vezes, oferecer experiências e tempo de qualidade, como um passeio ao parque ou um café gostoso em casa, pode valer mais a pena do que simplesmente comprar alguma coisa para presentear. Precisamos pensar, afinal de contas, que o objetivo principal de tudo isso é fazer as pessoas se sentirem amadas”. 

   


Thiago Martello - Educador Financeiro, fundador da Martello Educação Financeira, agente autônomo de Investimentos pela CVM, e em Investimentos ANBIMA, corretor de Vida e Previdência pela Susep. Embaixador da APOEF (Associação de Profissionais, Orientadores e Educadores em Finanças). Thiago começou a lidar com educação financeira na prática aos nove anos de idade, ao iniciar seu primeiro empreendimento vendendo balas em semáforos da zona leste de São Paulo. De lá para cá, venceu uma série de desafios. Ele se tornou bacharel em Administração e pós-graduado em Gestão Financeira pela FGV, passou a empreender através da Martello Educação Financeira, atendeu mais de 1.000 pessoas com base na metodologia DESPLANILHE-SE, e se tornou autor do livro que leva o mesmo nome. Thiago Martello também participou da versão brasileira do Shark Tank Brasil, o maior programa de empreendedorismo do mundo. Atualmente, ele fala semanalmente, como especialista, para vários veículos da imprensa, entre eles: O Globo, Estadão, Folha de São Paulo, Jovem PAN, CNN e outros. Para saber mais, acesse o site.



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Especialista em Direito de Família explica as consequências da revogação da Lei da Alienação Parental

Advogado defende que iniciativa precisa ser revisada, mas continuar existindo justamente para proteger crianças e genitores 

 

No último dia 16 de agosto, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado aprovou o projeto de lei que visa a revogação integral da Lei da Alienação Parental (Lei 12.318, de 2010). O projeto, apresentado pelo senador Magno Malta (PL-ES) sob a denominação PL 1.372/2023, obteve um voto favorável da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e agora seguirá para análise na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Segundo Paulo Akiyama, advogado que atua com direito de família no Brasil, “a Lei da Alienação Parental foi criada com a intenção de proteger os interesses das crianças, mas, ao longo dos anos, sua aplicação demonstrou limitações significativas. Embora tenha sido utilizada de maneira prejudicial, existem muitas ressalvas a serem feitas. Hoje, a revogação está sendo considerada como uma tentativa de corrigir as falhas que foram identificadas ao longo do tempo, mas será que é a melhor saída?”, questiona.

A Lei da Alienação Parental foi originalmente criada para coibir situações em que um dos genitores busca afastar o outro da convivência com os filhos, seja por meio de campanhas de desqualificação, dificultando o convívio ou utilizando outras formas. O advogado defende que ela precisa ser revisada, mas continuar existindo justamente para proteger crianças e genitores.

De acordo com o autor do projeto, a regulamentação tem sido deturpada por genitores acusados de abusos, a fim de garantir a convivência com a criança e o convívio familiar, apesar do processo de violência. Alguns casos registraram a perda da guarda por parte do genitor que denunciou o abuso e acusando o mesmo de alienação parental.

A ideia de revogar surgiu a partir dos resultados obtidos pela CPI dos Maus-Tratos. Além disso, tanto o Conselho Nacional de Saúde (CNS) quanto peritos da Organização das Nações Unidas (ONU) criticaram a Lei da Alienação Parental, em 2022. A ONU também chegou a pedir a revogação, alegando que ela pode discriminar mulheres e meninas, facilitando falsas acusações e perpetuando estereótipos de gênero discriminatórios, o que resultaria em erros judiciais e situações de ameaça aos envolvidos. “Sou contra a revogação, mas sou a favor de ajustes que possam garantir decisões justas para todos. Tanto a Lei da Alienação Parental como a Lei Maria da Penha e a recente Lei Henry Borel foram e continuam sendo usadas de forma prejudicial. Muitos a utilizam para benefício próprio e trazendo impactos enormes na vida tanto das crianças quanto para o outro genitor. Isso porque ainda há um alto número de falsas denúncias de abuso”, pontua Akiyama.



Paulo Akiyama - formado em economia e em direito desde 1984. É palestrante, autor de artigos, sócio do escritório Akiyama Advogados Associados e atua com ênfase no direito empresarial e direito de família.
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A aplicação de multa pelos Tribunais de Contas em embargos protelatórios

Sanção utiliza o CPC como fonte subsidiária para punir deslealdade processual e abuso do direito de recorrer 


As competências atribuídas ao controle externo, sobretudo aquelas de viés sancionatório, são viabilizadas mediante processo no qual são observados princípios constitucionais que asseguram seu desenvolvimento válido e regular. 

Assim, as partes têm as garantias do contraditório, ampla defesa e duplo grau de jurisdição com todos os meios e procedimentos que lhes são inerentes. Todavia, a exemplo do que ocorre no processo judicial, essas prerrogativas podem ser utilizadas em desvio de finalidade. Em outras palavras, no intuito de afastar ou atrasar decisão não desejada, o sujeito do processo pode usar de incidentes de defesa e de expedientes recursais para tumultuar o procedimento e protelar a concretização da decisão. 

E, ausente um diploma processual uniforme e específico à jurisdição dos Tribunais de Contas, esses órgãos podem se socorrer do Código de Processo Civil-CPC como norma integradora para coibir práticas de litigância de má-fé e de deslealdade processual. 

Nesse contexto, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, na sessão do Pleno de 20/09/2023, inovou sua jurisprudência. No julgamento do TC-002352/026/12, a Corte de Contas Paulista impôs ao embargante a multa por embargos protelatórios, prevista no art. 1026, §2º, do CPC. 

No caso analisado, o recorrente apresentou quatro embargos consecutivos, todos desprovidos de fundamento, pois inexistiam contradição, omissão ou obscuridade a corrigir. Evidenciou-se, quando da análise do quarto embargo, o nítido caráter dilatório desse expediente recursal, ensejando a incidência de sanção pecuniária ao recorrente. 

Também, foram aplicadas as vedações previstas nos parágrafos 3º e 4º do citado dispositivo, de maneira que não serão admitidos novos embargos e, em caso de reiteração, a multa aplicada pode ser majorada, sendo seu recolhimento condição imprescindível para interposição de qualquer outro recurso. 

Esse novo entendimento, é compatível com o que vem sendo decido em outros Tribunais de Contas. Por exemplo, as Cortes de Contas da União, dos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Tocantins endossam a tese de aplicação subsidiária do CPC para apenar a falta de ética processual e, mais especificamente, o abuso do direito de recorrer.  

É preciso dar uma resposta contundente aos intentos procrastinatórios daqueles que se submetem a competência dos Tribunais de Contas, não só para garantir a efetividade e a contemporaneidade de nossas decisões, mas sobretudo para imprimir maior agilidade na atuação primordial de controle externo dos recursos públicos. 

Repetidos subterfúgios recursais movimentam todo uma estrutura de recursos humanos e materiais de modo a impor gastos desnecessários, bem como subtraem tempo considerável que poderia ser empregado em processos de maior relevância e materialidade. 

Por fim, os Tribunais de Contas precisam estar em sintonia com os anseios sociais de celeridade e de duração razoável dos processos. Logo, impedir ou frustrar a interposição de expedientes meramente procrastinatórios vai ao encontro desses objetivos. 

 

Dimas Ramalho - Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. 



Black Friday: lojistas também devem se preparar para garantir segurança jurídica durante período promocional

Para Ellen Gonçalves, CEO do PG Advogados: “a cada ano o consumidor está mais engajado, cauteloso e conectado. Isso significa que existe mais consciência sobre o que de fato é promoção e o que não é, os direitos garantidos pela lei e, principalmente, seus canais de defesa”

 

A Black Friday se aproxima e, com ela, a expectativa de aumento significativo nas vendas de empresas ao redor do mundo. Um levantamento realizado pela Mfield mostra que a intenção de compra cresceu 32% para a data neste ano, que acontece em 24 de novembro. O dado é uma sinalização positiva para o segmento: 55% dos varejistas acreditam na melhora nas vendas deste ano e apostam em promoções para motivar o brasileiro a comprar. O mesmo estudo indica que 32,8% dos consumidores começam a comparar preços um mês antes do evento, contra apenas 25,1% pesquisam em cima da hora.

 

“Para este ano, o mercado está otimista muito em razão dos resultados apresentados pelos marketplaces, que têm recebido cada vez mais investimento”, destacou Ellen Gonçalves, CEO do PG Advogados, plataforma de serviços jurídicos de São Paulo.


 

Estruturação jurídica para acolher a demanda

 

O cenário está aquecido e as varejistas já começaram a se estruturar para atender a expectativa dos consumidores, que são altas: há cada vez mais exigência quando se trata de rapidez na entrega e qualidade do serviço. “As empresas devem estar preparadas para atender as expectativas dos clientes. É preciso fornecer informações transparentes e precisas sobre prazos de entrega, disponibilidade do produto em estoque, informações técnicas e, claro, prontidão para atender dúvidas que possam surgir no meio do processo de compra”, destacou Ellen, que é especialista em Direito do Consumidor e Contencioso Estratégico.

 

Não se trata apenas de gerenciar a logística e os estoques e investir em segurança digital e tecnologia para garantir mais fluidez e praticidade ao consumidor. É preciso pensar nos desafios jurídicos que o período impõe. “A cada ano o consumidor está mais engajado, cauteloso e conectado. Isso significa que existe mais consciência sobre o que de fato é promoção e o que não é, os direitos garantidos pela lei e, principalmente, seus canais de defesa”, explicitou Ellen.

 

De acordo com uma plataforma de reclamações, a maior promoção do varejo brasileiro acumulou quase 193 mil reclamações durante o período de liquidação, do ano passado. “Nosso time jurídico está muito perto das áreas que compõem toda a operação para a Black Friday, e durante todo o ano. Estamos falando de mais de 1 milhão de vendas on-line por dia, então, atuar de maneira preventiva faz parte do trabalho. Nossas ações de marketing, por exemplo, passam pela aprovação da equipe jurídica primeiro”, destacou Michelle Ferraz, executiva jurídico da Raia Drogasil. Em 2022, o segmento de Beleza e Perfumaria foi um dos que apresentaram maior número de pedidos.

 

Na expectativa de diminuir o índice de reclamações que evoluam para a judicialização, a Infracommerce, plataforma de comércio digital atuante em toda a América Latina, apoia diretamente os varejistas que contratam suas soluções a partir de um ponto de vista jurídico. “Nosso país é muito litigioso e por isso existe uma previsão acerca dos principais problemas e reclamações inerentes ao período. Oferecemos suporte técnico e consultivo para nossos parceiros por entendermos o mercado brasileiro e o comportamento do consumidor, que é único a cada ano e em cada segmento. A gente atua, então, para proteger as marcas de possíveis fraudes ou outros problemas relacionados ao boom de vendas”, explicou Amanda Almeida, executiva jurídico da companhia.


 

Consultoria jurídica especializada se torna opção estratégica

 

O PG Advogados desenvolveu assessoria especializada em Black Friday, atuando por meio de três pilares fundamentais: o primeiro é o preventivo, em que antecipa possíveis problemas relacionados à data comercial, realiza treinamento para melhores práticas,  revisa cartilhas e materiais de apoio em conjunto com as áreas de negócios das varejistas e desenvolve estratégias legais de acordo com dados e processos da companhia. O objetivo é alcançar resultados durante a Black Friday ao mesmo tempo que mitiga riscos jurídicos.

 

O segundo foco da operação é atuar durante o período promocional, quando oferece suporte jurídico em tempo real, acolhendo demandas de consumidores para a resolução ágil e eficaz, aconselhando o time estratégico na tomada de decisão e, por fim, representa a companhia em caso de eventuais autuações administrativas, com os órgãos do sistema de defesa do consumidor, ou já em situações litigiosas.

 

“O ambiente regulatório está em constante mudança. As leis de comércio, proteção ao consumidor, tributação e regulamentações específicas do setor podem ser complexas e variar de acordo com a localização geográfica. Uma consultoria jurídica especializada pode garantir que a empresa esteja em conformidade com todas as leis e regulamentos aplicáveis, gerenciando riscos de todos os âmbitos e prestando atendimento humanizado”, esclareceu Ellen Gonçalves.

O debate sobre tendência e desafios para a Black Friday 2023 ocorreu durante evento realizado em Alphaville (SP), e contou com importantes players do setor. A anfitriã foi Ellen Gonçalves, que recepcionou na sede do PG Amanda Almeida, da Infracommerce, Fabíola Xavier, do Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV), e Michele Ferraz, da Raia Drogasil, para um bate-papo sobre os erros do passado e as melhores práticas de mercado para este ano.


Câncer de mama e direitos das mulheres diagnosticadas

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, representando 25% de todos os casos de câncer no país. O diagnóstico de câncer de mama pode ser um momento muito difícil e desafiador para as mulheres, afetando não apenas sua saúde física, mas também sua saúde emocional, social e financeira. 

São inúmeros os obstáculos que podem impedir que as pacientes tenham acesso efetivo a seus direitos. Burocracia, insuficiência de infraestrutura, falta de pessoal e até o desconhecimento sobre seus direitos podem influenciar na garantia ao direito à saúde. 

No Brasil, existem algumas leis que tratam especificamente sobre o câncer de mama e outras que abordam direitos para pacientes com câncer no geral, mas que também se destinam às mulheres diagnosticadas com neoplasia mamária:
 

Mamografia: a Lei nº 11.644/2008 garante o acesso ao exame de mamografia, além de exames complementares de diagnósticos que, eventualmente, se fizerem necessários; 

Reconstrução mamária: as Leis nº 12.802/2013 e nº 13.770/2018 garantem o direito à cirurgia de reconstrução mamária, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e da iniciativa privada, representada por planos de saúde; 

Substituição do implante mamário: a Lei nº 14.538/2023 garante o direito à substituição da prótese mamária em decorrência de procedimento de reconstrução mamária. Esse direito abrange tanto o setor público, representado pelo SUS, quanto o setor privado, representado pelos planos de saúde. 

Medicamentos gratuitos: a lei que instituiu o SUS (Lei nº 8.080/90) incumbe ao Estado o dever de prover medicamentos às pacientes acometidas pelo câncer de mama.

Além dessas leis, existem outras que abordam diretos de pacientes com câncer, sem especificar o tipo, que servem para as mulheres com a neoplasia na mama e muitas pessoas desconhecem, como, por exemplo, a lei que define que a paciente diagnosticada com câncer tem o direito de ter seu tratamento iniciado no prazo máximo de até 60 dias, contados a partir do dia em que for firmado o diagnóstico em laudo patológico; o direito ao saque do FGTS e do PIS/Pasep; isenção de IPVA, IPI, ICMS e imposto de renda; quitação do imóvel financiado, entre outras. 

Para a paciente ter acesso a estes direitos, deve estar munida de documento de identificação com foto, CPF, relatório, laudo e exames médicos. 

Reconstrução mamária: tanto no sistema público, quanto na rede privada de planos de saúde, é necessário obter o encaminhamento médico direcionado à paciente para a realização do procedimento cirúrgico de reconstrução mamária. Em ambos os casos, na hipótese de surgir negativa injustificada, seja pelo plano de saúde, seja pelo SUS, a paciente poderá postular judicialmente para que tenha seu direito garantido. 

Prazo máximo para tratamento: caso o tratamento não seja fornecido para a paciente no prazo estabelecido em lei, ela deve acionar judicialmente o estado/município responsável pelo seu atendimento para que seja obrigado a ampará-la com os devidos cuidados necessários. Paralelamente a isso, a paciente também poderá formalizar uma reclamação junto à ouvidoria do órgão. 

Licença remunerada: a paciente deve informar ao setor de Recursos Humanos do local em que trabalha sobre seu afastamento provisório, entregando a documentação comprobatória necessária para a razão da licença. 

Medicamento gratuito: é necessário que a paciente apresente prescrição, relatório médico, laudo de solicitação do medicamento e documentos necessários para o controle da dispensação, estes últimos de responsabilidade da respectiva secretaria estadual de saúde.

 


Raul Canal - presidente da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem)


Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética - Anadem
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Seduzindo Sentidos: A Profundidade do Marketing Sensorial


Na era digital em que vivemos, a batalha pela atenção do consumidor atingiu níveis inéditos de intensidade. Marcas estão envolvidas em uma competição feroz para conquistar um lugar duradouro no coração e mente de seu público-alvo. Nesse contexto, o marketing assume um papel crucial, e uma estratégia se destaca como a chave para o sucesso: o Marketing Sensorial. 

As experiências proporcionadas pelas marcas se tornaram o pilar fundamental de uma relação duradoura com o cliente. Elas transcendem o papel de meras empresas para se transformarem em elementos vivos na vida das pessoas. Ativações cativantes não apenas atraem a atenção passageira, mas também criam laços emocionais que perduram ao longo do tempo. 

O Marketing Sensorial vai além da visão e audição, explorando todos os sentidos para criar experiências verdadeiramente memoráveis. O olfato, o paladar e o tato entram em cena, transformando a interação do consumidor em algo visceral e inesquecível. É como se a marca sussurrasse suavemente no ouvido do cliente, deixando uma marca indelével em sua memória. 

Em um mercado saturado de opções, oferecer uma experiência única é o diferencial que pode catapultar uma marca para o sucesso. Isso não se trata apenas de ser uma opção, mas de ser a primeira escolha do consumidor. Marcas que entendem e investem no poder do Marketing Sensorial estão um passo à frente, conquistando não apenas clientes, mas verdadeiros fãs leais. 

Na era moderna, onde a tecnologia domina cada vez mais as interações, o toque humano torna-se ainda mais valioso. O Marketing Sensorial emerge como a resposta à frieza das interações virtuais, proporcionando uma experiência que vai muito além da tela de um dispositivo. É o encontro presencial, o aperto de mão caloroso, o aroma envolvente e o sabor autêntico que deixam uma marca profunda na alma do consumidor. 

Em um mundo onde a atenção se tornou o recurso mais valioso e escasso, o Marketing Sensorial é o farol que guia as marcas para o porto seguro da fidelidade do cliente. É a arte de seduzir os sentidos, criando uma sinfonia de experiências que ecoam na mente e no coração dos consumidores. Portanto, não subestime o poder transformador desse encontro de sentidos. Ele não apenas conquista clientes, mas constrói legados duradouros e relações que resistem ao teste do tempo. 

No contexto dos eventos, o marketing sensorial desempenha um papel de suma importância, elevando a experiência dos participantes a um patamar emocionalmente envolvente e inesquecível. Através da estimulação dos cinco sentidos - visão, audição, olfato, tato e paladar - o marketing sensorial estabelece uma conexão profundamente significativa entre a marca e o público presente, deixando impressões que resistem ao teste do tempo. 

Essa abordagem vai muito além de simplesmente destacar eventos em um mercado altamente competitivo. Ela também amplifica a mensagem da marca, fomentando a fidelização do cliente e impulsionando a disseminação orgânica de uma experiência excepcional. O marketing sensorial não só cativa os participantes, mas também os transforma em entusiastas defensores da marca. 

O grande trunfo do marketing sensorial em eventos é a sua capacidade de se adaptar às características e objetivos específicos de cada ocasião. Isso o torna uma ferramenta versátil e personalizada que maximiza o impacto, assegurando que cada interação seja verdadeiramente única e memorável para os participantes. 

Esses exemplos evidenciam de forma concreta como o Marketing Sensorial pode estabelecer uma conexão emocional profunda entre as marcas e os consumidores, resultando em fidelidade e reconhecimento duradouros. Além disso, as experiências sensoriais têm o potencial de aumentar significativamente a retenção de informações e a lembrança da marca, fortalecendo ainda mais seu poder na era moderna. 

Em resumo, o Marketing Sensorial é uma estratégia poderosa que transcende as fronteiras da era digital, permitindo que as marcas se conectem profundamente com seus públicos-alvo. Ao apelar para os sentidos, as marcas podem criar experiências que se destacam em um mercado saturado e conquistar a fidelidade de clientes que se tornam verdadeiros embaixadores da marca. Investir no Marketing Sensorial não é apenas uma estratégia de curto prazo; é uma maneira eficaz de construir um legado duradouro na mente e no coração dos consumidores.

 


Mônica Schimenes - fundadora e CEO da MCM Brand Experience, grupo de comunicação integrada com atuação nacional e internacional, comprometido com a performance e responsável com a diversidade e inclusão, certificada com o selo de Igualdade Racial da Prefeitura de São Paulo. Em 2017, conseguiu elevar a empresa graças ao Programa de Mentoria para Fornecedores de Diversidade da Monsanto, pelo qual foram selecionados. Está presidente do Conselho de Empresárias da WEConnect International do Brasil, foi eleita “Mulher Empreendedora Global do Ano” pela WEConnect International, reconhecida como empreendedora Global pela IWEC International e é participante do programa Winning Women da EY. Com mais de 20 anos de experiência em gerenciamento de marketing, comunicação e eventos, é responsável por contas como: IBM Brasil, BASF, Johnson & Johnson, Nestlé, Google, Suvinil, Dell, Unilever e outros. Realiza importantes palestras, com os temas: “O Feminino da Voz”, sobre empoderamento feminino, “Essência”, uma palestra biográfica motivacional, “A voz sua marca”, sobre branding e “Todos os tons da Inclusão”, um convite aos temas, diversidade, inclusão e sustentabilidade. É musicista, cantora, casada e mãe do Léo.


Veja os tipos de assédios que podem ocorrer nas empresas e o que mudou sobre o tema

O aumento da conscientização sobre os impactos do assédio moral e sexual nas empresas tem impulsionado uma série de mudanças positivas no ambiente de trabalho. Exemplo é a promulgação da Lei 14.457/22, que altera as atribuições da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), nos termos da NR 5. 

Com isso, as empresas estão sendo incentivadas a adotar medidas concretas para prevenir e combater o assédio e outras formas de violência. A importância dessas medidas vai além das questões legais, afetando diretamente a saúde mental dos colaboradores, a produtividade e a reputação das companhias. 

“O ambiente de trabalho, muitas vezes associado à produtividade e crescimento, tem sido marcado por situações de assédio moral e sexual que afetam a qualidade de vida dos colaboradores e a integridade das organizações. Essas práticas prejudiciais, que muitas vezes ocorrem de forma velada, vêm se mostrando mais comuns do que se imaginava, revelando a necessidade de ações preventivas e efetivas”, explica Tatiana Gonçalves, CEO da Moema Medicina do Trabalho e especialista no tema. 

Ela explica que o assédio moral é uma forma de violência psíquica praticada no local de trabalho e pode se manifestar em várias instâncias. O primeiro tipo é o assédio vertical descendente, onde superiores hierárquicos abusam de seu poder de mando para submeter seus subordinados a tratamentos humilhantes e vexatórios. Esse tipo de assédio é especialmente prejudicial, uma vez que é realizado por aqueles que detêm cargos de liderança. 

Por outro lado, há o assédio vertical ascendente, no qual subordinados adotam comportamentos autoritários e arrogantes em relação a seus superiores. Nesse caso, a hierarquia é invertida, mas os resultados negativos são semelhantes. O assédio horizontal é perpetrado entre colegas de mesmo nível hierárquico e frequentemente se manifesta em brincadeiras maldosas, piadas depreciativas e gestos ofensivos. 

Além do assédio moral, o assédio sexual é um risco ainda maior para as empresas. Ele vai além de processos trabalhistas, alcançando a esfera criminal. A responsabilidade criminal é pessoal, mas a empresa não deve ser conivente nem indiferente ao assédio, pois isso prejudica a imagem corporativa. A denúncia e a apuração devem sempre respeitar os limites legais e de dignidade humana. 

Diante dessas sérias situações se observa mudanças relevantes. “A notícia positiva é que a Lei 14.457/22 trouxe alterações significativas nas atribuições da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio). Essa mudança destaca a importância de abordar o assédio moral, sexual e outras formas de violência no âmbito do trabalho”, conta Tatiana Gonçalves. 

A especialista detalha que a nova legislação estabelece três medidas fundamentais para as empresas: 

  1. Inclusão de regras de conduta: As empresas precisam definir regras claras sobre o assédio sexual e outras formas de violência em suas normas internas, garantindo sua ampla divulgação entre os colaboradores.
  2. Criação de um canal de denúncias e definição de punições: Procedimentos para receber, acompanhar e apurar denúncias de assédio, garantindo o anonimato do denunciante, devem ser estabelecidos. Além disso, devem ser aplicadas sanções administrativas aos responsáveis pelos atos de assédio.
  3. Realização de treinamentos: Ações de capacitação, orientação e sensibilização devem ser realizadas pelo menos a cada 12 meses, abordando temas como violência, assédio, igualdade e diversidade no ambiente de trabalho.

O assédio moral ou sexual tem efeitos devastadores nos colaboradores e nas empresas como um todo. A motivação é minada, a saúde mental e emocional é prejudicada e a produtividade é comprometida. Além disso, a reputação das empresas pode ser abalada, e implicações legais se tornaram mais rígidas, graças às mudanças na legislação. Importante que essas ações não apenas protegem os colaboradores, mas também contribuem para a construção de um ambiente mais saudável e produtivo. 

“A prevenção do assédio nas empresas é uma responsabilidade compartilhada por todos os níveis hierárquicos. Com políticas claras, canais de denúncia eficazes e campanhas de conscientização, é possível criar uma cultura de respeito que não apenas atende às obrigações legais”, a CEO da Moema Medicina do Trabalho 

Ela complementa que a nova legislação traz clareza à definição e classificação das práticas abusivas, tornando-as infrações ético-disciplinares passíveis de punição. Isso coloca uma pressão sobre as empresas para adotarem medidas de prevenção e combate a essas práticas, estabelecendo um ambiente seguro e respeitoso para seus colaboradores.

 

Desvendando o "Fator K" na Sua Conta de Água e Esgoto

Você já ouviu falar do "Fator K" em sua conta de água? Ele pode parecer um conceito complexo, mas é essencial para entender como as tarifas de esgoto para imóveis industriais são calculadas. Nesta newsletter, vamos explorar o que é o "Fator K" e porque ele é tão importante.

       Também conhecido como "carga poluidora," é um componente vital na determinação das tarifas de esgoto para empresas. Basicamente, é um fator de multiplicação aplicado às tarifas de esgotos de imóveis industriais. Ou seja, ele está relacionado à quantidade de poluentes lançados no esgoto e resíduos de difícil tratamento. Empresas com produção de esgoto de alta carga poluidora enfrentam tarifas mais elevadas.


             Mas, lembre-se, a cobrança só pode ser realizada se puder ser comprovado que a atividade da empresa produz poluentes. Não se aplica a todos os esgotos, apenas àqueles que diferem dos esgotos domésticos em termos de propriedades. Esses esgotos não domésticos podem sobrecarregar o sistema de coleta e tratamento de esgoto, representar riscos à saúde e segurança dos operadores e causar danos irreversíveis ao meio ambiente.


             Para que o "Fator K" possa ser aplicado, é necessário realizar um estudo técnico científico. Esse estudo confirma a toxicidade dos efluentes não domésticos na rede pública de esgoto. A responsabilidade de realizar esse estudo recai sobre a CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). O estudo é uma etapa crucial para garantir que as empresas sejam cobradas de forma justa.


      A SABESP (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) disponibiliza as informações dos percentuais do "Fator K" aplicados a cada ramo de atividade empresarial em seu site oficial. Essas informações ajudam a padronizar as tarifas e a garantir uma cobrança equitativa.


          Caso as cobranças sejam feitas sem o prévio estudo técnico científico realizado pela CETESB, elas devem ser anuladas e os valores pagos indevidamente nos últimos 10 anos devem ser restituídos. Um recente caso em São Paulo demonstra a importância de seguir procedimentos adequados antes de cobrar o "Fator K". A magistrada Andrea Ferraz Musa afastou a cobrança de uma rede de supermercados devido à falta de provas de que um estudo técnico adequado havia sido realizado, então seu negócio pode estar passando pelo mesmo, sem que você saiba.


             Compreender o "Fator K" é fundamental para empresas e consumidores, pois ele pode afetar diretamente o valor das contas de água e esgoto e consequentemente do serviço final. É essencial estar ciente das condições para sua cobrança e exigir o devido estudo técnico quando necessário.


             Se você tem dúvidas sobre o "Fator K" ou acredita que pode estar sendo cobrado indevidamente, não hesite em entrar em contato conosco da BRG Advogados. Nossa equipe de especialistas em direito ambiental e regulatório está à disposição para fornecer orientação legal sólida e ajudar a proteger seus direitos, entre em contato conosco para obter a assistência necessária.

 

Marcus Vinícius L. R. Gonçalves


Realidade para os profissionais de BPO, semana de quatro dias é discutida no mundo corporativo

Para a Dra. Kélen Abreu, especialista em gestão e reestruturação de empresas, essa mudança de paradigma valoriza a qualidade do tempo dedicado ao trabalho


Nos últimos anos, uma revolução silenciosa está transformando a forma como os profissionais encaram o trabalho e a produtividade. No centro dessa transformação está a semana de quatro dias, ou #sextafreee como ela chama que se popularizou com o movimento day off às sextas-feiras, mas que já se tornou em uma realidade para muitos profissionais de BPO, especialmente na área financeira. 

Empresas em países como Bélgica, Reino Unido, Japão, Suécia, Islândia e até mesmo o Brasil já adotaram testes desse tipo de benefício, facilitando a vida de seus colaboradores e oferecendo uma maior flexibilidade no dia a dia.

De acordo com a Dra. Kélen Abreu, especialista em BPO financeiro, gestão e reestruturação de empresas que já formou mais de 3 mil alunos ao longo dos últimos anos, um dos principais benefícios de trabalhar como BPO é a flexibilidade. “Os profissionais têm a oportunidade de estruturar seus próprios horários, permitindo um melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Além disso, existe uma maior liberdade para criar e administrar sua própria carteira de clientes, criando um ambiente de trabalho mais satisfatório e gratificante”, revela.

Estudos recentes mostram que a semana de quatro dias pode, na verdade, aumentar a eficiência dos trabalhadores, contrariando a crença popular de que menos dias de trabalho resultam em menor produtividade. Ao adotar um cronograma mais curto, os profissionais de BPO financeiro relatam sentir-se mais motivados, energizados e focados durante o tempo de trabalho. “A redução do estresse e o aumento do tempo de lazer levam a uma melhoria na saúde mental e física, resultando em uma atuação mais dedicada e gratificante”, pontua a especialista.

Apesar das evidências crescentes sobre os benefícios da semana de quatro dias, muitos empresários ainda rejeitam essa ideia inicialmente, temendo que ela leve a uma queda na produção. No entanto, os dados e relatos de empresas que já adotaram essa prática estão desmistificando esses receios. “Os profissionais de BPO estão liderando o caminho, demonstrando que a produtividade pode prosperar em um ambiente mais flexível”, declara. 

Vale lembrar que a retenção de talentos pode ser significativamente maior em organizações que oferecem uma semana de trabalho mais curta, o que reduz os custos associados à rotatividade de funcionários.

Para Kélen Abreu, a semana de quatro dias está se estabelecendo como um modelo para o futuro do trabalho. “À medida que mais empresas e profissionais reconhecem os benefícios dessa abordagem, é apenas uma questão de tempo até que esse conceito se torne norma em todo o mundo corporativo. Como sociedade, estamos testemunhando uma mudança de paradigma que valoriza não apenas a quantidade, mas também a qualidade do tempo dedicado ao trabalho, criando um ambiente mais saudável e sustentável para todos os trabalhadores”, finaliza. 



Dra. Kélen Abreu -especialista em Reestruturação Financeira e BPO Financeiro há mais de dez anos, também é mentora e referência em gestão de empresas. Realiza consultorias e treinamentos para formar BPOs Financeiros pelo Brasil. Com experiência no Brasil, Estados Unidos e em Angola focada em construir negócios lucrativos. Empreendedora serial, também coordena a equipe do Gerente Financeiro Online e Lucros Reais, empresas que prestam serviços de BPO Financeiro para diversas empresas de forma totalmente remota. É fundadora do Iuli, uma plataforma de gestão financeira que dá o poder da clareza e simplicidade nas finanças e veio para que a planilha financeira seja abandonada para gerenciar os negócios dando segurança e rastreabilidade aos dados. Tem como missão diminuir a mortalidade das empresas brasileiras através do compartilhamento de conhecimento sobre finanças, formação de mulheres, BPOs e ferramentas para auxiliar a vida do empreendedor. Além de ser doutora em educação, mestre em administração estratégica pela UDESC, especialista em BSC, mapeamento de processos e finanças, é também graduada em administração pela UFSC.
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@drakelenabreu


Como e quando escolher o advogado ideal em um processo de divórcio

Uma boa assessoria jurídica é indispensável para que o processo de separação seja bem orientado


As coisas vão mal no casamento e a separação é uma possibilidade concreta, mas ainda não está acontecendo. Neste cenário, esta etapa é a mais favorável possível para se procurar um bom advogado, profissional indispensável para que as melhores resoluções sejam tomadas adiante.

Segundo Luiz Fernando Gevaerd, especialista na área de Direito da Família com mais de 40 anos de carreira, mais de 10 mil casos atendidos e diretor do escritório Gevaerd Consultoria Jurídica, a escolha do advogado deve ser feita com cuidado, realizando pesquisas, buscando indicações e conversas. “Se a escolha for equivocada, ele poderá prejudicar todo o processo, criando problemas ainda maiores para todos os envolvidos”, alerta.

De acordo com o Dr. Gevaerd, muitas pessoas lembram de brigas, litígios e processos judiciais ao pensarem em advogados, mas poucas imaginam que esse profissional tem, antes de tudo, a missão de atuar como um instrumento de promoção do entendimento, da tranquilidade e da paz. “Para isso, é importante contar com um advogado especializado em Direito de Família. Fuja das indicações do tipo “minha irmã é uma ótima advogada”. O fato de uma pessoa ser muito simpática e ter vitórias para contar não significa necessariamente ter competência para o que você precisa solucionar”, alerta.

O advogado lembra que existem advogados que, por conta de sua longa experiência em outras áreas do Direito, consideram-se preparados para litígios de grandes proporções na área de Família, mas nem sempre estão aptos. “Quais são os atributos que mais contam para o bom desempenho de um advogado ou advogada? Ter talento para a profissão, competência, bom preparo profissional, sentido ético e gostar muito do que faz. Quem se dedica a um trabalho por não ter conseguido fazer o que realmente desejava, por não ter tido competência ou preparo para isso, costuma colocar certo ressentimento no seu exercício profissional”, acredita.

Ele explica que, em uma especialidade como Direito de Família, que afeta a qualidade de vida das pessoas e a própria trajetória de todo um grupo familiar por várias gerações, contratar um profissional com esses ressentimentos pode ser desastroso. “Outro ponto importante é considerar que, frequentemente, os especialistas de diferentes áreas precisam atuar em conjunto. As questões de família, por exemplo, apresentam grande número de desdobramentos criminais, como agressão, ameaças etc. Nesses casos, o mais indicado é que o especialista em família trabalhe em conjunto com um criminalista ou advogados de diversas especialidades, unindo-se para um processo específico, facilitando o controle e qualificando o atendimento”, explica. 

Além disso, segundo o Dr. Gevaerd, é importante tomar cuidado com profissionais mal-humorados e raivosos. “São especialistas em massacrar emocionalmente a parte contrária e, com isso, às vezes os seus próprios argumentos ficam prejudicados. Contratar um profissional com essas características é o modo mais eficiente de detonar uma guerra pós-conjugal, cujos resultados acabam sendo ruins para todos”, diz. 



Luiz Fernando Gevaerd - Especialista na área de Direito de Família, o advogado Luiz Fernando Gevaerd possui 40 anos de carreira e mais de 10 mil casos atendidos. Gevaerd é graduado em Direito, Economia, Administração de Empresas, Contabilidade e especialização em Mediação de Conflitos. Por sua grande expertise, o profissional é fonte constante das grandes mídias (programas de TV, rádios, revistas, jornais e sites) em assuntos diversos. Um de seus diferenciais é a experiência em outras áreas relacionadas com o Direito de Família: Economia, Contabilidade e Negócios, permitindo-lhe falar sobre as repercussões do divórcio em grandes patrimônios.



Gevaerd Consultoria Jurídica
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Geração própria de energia solar atinge 24 gigawatts e ultrapassa 3,1 milhões de unidades consumidoras atendidas no Brasil

Segundo levantamento da ABSOLAR, segmento trouxe, desde 2012, mais de R$ 121 bilhões em investimentos e gerou mais de 720,7 mil empregos acumulados no País.


A geração própria de energia solar acaba de ultrapassar a marca de 24 gigawatts (GW) de potência instalada em residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos no Brasil, com mais de 3,1 milhões de unidades consumidoras atendidas pela tecnologia fotovoltaica. O dado é da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).
 
Segundo mapeamento da entidade, o País possui mais de 2,1 milhões de sistemas solares fotovoltaicos instalados em telhados, fachadas e pequenos terrenos. Desde 2012, foram cerca de R$ 121,0 bilhões em novos investimentos, que geraram mais de 720,7 mil empregos acumulados no período, espalhados em todas as regiões do Brasil, e representam uma arrecadação aos cofres públicos de R$ 30,8 bilhões.
 
A tecnologia fotovoltaica já está presente em 5.539 municípios e em todos os estados brasileiros, sendo que os estados líderes em potência instalada são, respectivamente: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná.
 
De acordo com Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, com a energia solar, o País pode, em pouco tempo, tornar a matriz elétrica brasileira ainda mais limpa e renovável. “Embora as 3,1 milhões de unidades consumidoras abastecidas com energia solar distribuída sejam motivo de comemoração, há ainda muito espaço para crescer, já que o Brasil possui cerca de 91,7 milhões de unidades consumidoras de energia elétrica e começa a avançar no modelo ideal de transição energética”, comenta.
 
“Devemos seguir o exemplo de países mais desenvolvidos nesta área, em especial a Austrália, que, com boas políticas públicas, tornou-se referência global no uso da energia solar em residências e empresas, com cerca de 30% das unidades consumidoras naquele país atendidas por sistemas fotovoltaicos”, ressalta Koloszuk.   
 
Já o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, aponta que o crescimento da geração própria de energia solar fortalece a sustentabilidade, alivia o orçamento das famílias e amplia a competitividade dos setores produtivos brasileiros. “A geração própria instalada em telhados, fachadas e pequenos terrenos, diretamente nos centros urbanos e de consumo, ajuda a fortalecer e traz mais resiliência à rede elétrica, ao concentrar a geração de eletricidade próximo dos locais de consumo. Isso reduz o uso da infraestrutura de transmissão, aliviando pressões sobre sua operação e diminuindo perdas em longas distâncias, o que contribui para a confiabilidade e a segurança em momentos críticos”, explica.
 
“A fonte solar é, portanto, uma alavanca para o desenvolvimento social, econômico e ambiental do País. O crescimento da geração própria da energia fotovoltaica também amplia a atração de capital e impulsiona a geração de mais emprego e renda aos brasileiros”, conclui Sauaia.

 

Irresponsabilidade empresarial aumenta os desafios da LGPD no Brasil

De acordo com Vinicius Carneiro, advogado especialista em Direito Eletrônico, muitos empresários e gestores não dão a devida importância ao assunto, resultando em multas e uma adequação forçada


Com a obrigatoriedade da Lei Geral de Proteção de Dados - LGPD, empresas de todo o Brasil foram forçadas a migrar estruturas de escritórios, home office, reuniões remotas, ensino online, compartilhamento de arquivos em nuvem, e-mails, aplicativos de mensagens e tantas outras facilidades tecnológicas para cumprir as regras.

A pandemia forçou a digitalização dos serviços e rotinas do dia a dia como nunca antes. No entanto, abrir uma linha no orçamento para o treinamento de colaboradores sobre segurança de dados está se mostrando mais difícil, demorado e custoso do que estimaram os especialistas.

De acordo com Vinicius Carneiro, advogado especialista em Direito Eletrônico, Controladoria e LGPD, a falta de planejamento faz as empresas assumirem riscos maiores do que os necessários antes de tomar atitudes preventivas. “Atualmente, aproximadamente 75% das empresas sofrem com esse tipo de problema. Vale lembrar que essa falta de planos bem estruturados não se limita a proteção de dados, se estendendo a todos os nichos do negócio”, alerta.

Observando o comportamento de empresários ao longo dos anos, Carneiro acredita que os gestores se tornam cada vez mais irresponsáveis. “Afinal, quando se tem estudos, métricas, casos que já aconteceram e especialistas sinalizando para um determinado problema, não se deve ignorar as evidências. Isso é o mais puro sinal de irresponsabilidade”, pontua.

Segundo o especialista, essa inconsequência começa na aversão quase doentia em recolher impostos. “Ninguém gosta de pagar tributos. Contudo, vivemos no Brasil, com leis confusas, sistema tributário crônico e déficit fiscal endêmico. Muitos querem afrontar o sistema e deixam de adotar estratégias de inteligência fiscal, investir em escritórios e assessorias especializadas em tributação e reestruturação empresarial, optando pela sonegação”, lamenta. 

Para Carneiro, a energia usada para driblar as regras deveria ser direcionada para estratégias e planejamento. “As empresas do Brasil poderiam ser imbatíveis no mercado global. Temos uma capacidade única de gerir problemas, enfrentar situações multifuncionais e analisar cenários de incerteza como poucos no mundo. Empresários vivem e crescem na instabilidade. Essa habilidade deveria ser utilizada para o crescimento, e não para burlar as regras estabelecidas”, declara.

O advogado acredita que as pessoas não demonstram grande importância com relação a sua privacidade ou seus dados. “A sociedade é totalmente desconexa sobre o que fazem com suas informações e, literalmente, não se importam se as empresas, o governo ou os órgãos de controle deveriam ou não cuidar disso. No entanto, esse pensamento muda quando alguém usa seu nome, CPF e endereço para abrir uma conta em um banco”, revela.

Nesse contexto fica evidente que diversas pessoas e empresas são irresponsáveis. “Muitos aceitam, literalmente, trocar acesso a internet por dados, sem sequer perguntar para que serão usados ou com quem serão compartilhados. É preciso ter ciência de que as informações pessoais são extremamente valiosas e nenhum dispositivo está livre da possibilidade de ser invadido”, alerta.

Muitos não dão a devida importância para assuntos como LGPD, proteção de dados, invasões, treinamentos e relatórios exigidos pela ANPD. Carneiro, no entanto, vê esse comportamento como um retrocesso. “Para os gestores, essas informações dizem respeito aos milhares de clientes que confiaram seus dados ao seu negócio. É preciso agir com discernimento e entender a relevância que esse tema possui nos dias de hoje”, finaliza. 

 

Vinicius Carneiro - Advogado especialista em Direito Eletrônico, Controladoria e LGPD, MBA em Direito Empresarial e gestor contábil. Membro permanente da Comissão de Privacidade, Proteção de Dados e Inteligência Artificial da OAB/SP. Presidente da Comissão de Inteligência Artificial Privacidade e Proteção de Dados da 47a. Subsecção da OAB/SP. Autor do Livro "Dinheiro da Multidão", articulista do Site Migalhas.com. Mais materiais sobre o autor podem ser encontrados em suas redes sociais: TikTok, Instagram ou Twitter.



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