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| FanFever Divulgação |
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Janeiro costuma chegar carregado de expectativas. É o mês dos
planos, das metas e dos recomeços anunciados em voz alta. Mas nem toda virada
acontece sob holofotes. Algumas transformações são silenciosas, profundas e
exigem mais coragem do que qualquer promessa feita na virada do ano. É nesse
lugar, mais interno do que visível, que a criadora de conteúdo Naruko viveu um dos momentos mais importantes
de sua trajetória.
Após um período de exaustão emocional, ela decidiu interromper a
rotina intensa de produção e entrou em um hiato. Não foi uma pausa planejada
como estratégia, mas uma necessidade. “Eu continuava produzindo, trabalhando e
aparecendo, mas emocionalmente estava no limite”, relembra. Foi nesse intervalo
que veio um diagnóstico tardio, que não funcionou como um rótulo, mas como uma
chave de compreensão. Pela primeira vez, comportamentos e emoções que ela
tentava administrar sozinha ganharam nome e contexto.
A partir dali, saúde mental deixou de ser um tema secundário.
Tornou-se prioridade. Em sintonia com a proposta do Janeiro Branco, Naruko
passou a entender o cuidado emocional não como um projeto pontual, mas como um
processo contínuo. Reconhecer limites, respeitar o próprio ritmo e abandonar a
lógica da performance constante transformaram não apenas sua vida pessoal, mas
também sua relação com a criação de conteúdo.
Em um ambiente digital atravessado por comparações e expectativas
irreais, ela aprendeu a substituir a comparação por consciência. “Durante muito
tempo eu medi meu valor pela régua do outro. Hoje, meu critério é criar sem me
violentar emocionalmente”, resume. Produzir mais deixou de ser objetivo;
produzir de forma sustentável passou a ser prioridade.
Essa mudança exigiu ajustes práticos na rotina. A organização do
trabalho passou a incluir pausas reais, respeito aos dias de energia mais baixa
e adaptação de formatos. Autocuidado deixou de ser sinônimo de ausência e
passou a fazer parte do processo criativo. “Criar sob exaustão não funciona.
Cobra um preço alto”, afirma.
Ao longo desse caminho, o conceito de vulnerabilidade também
ganhou outro significado. Se antes era visto como fraqueza ou exposição
excessiva, hoje é entendido como verdade e consciência. Naruko passou a
compartilhar processos apenas depois de elaborados emocionalmente, preservando
limites e respeitando seu próprio tempo. Pedir ajuda deixou de ser um sinal de
falha e passou a ser parte do cuidado.
Grande parte desse trabalho acontece longe das telas. Há um
cuidado diário invisível, como terapia, escuta interna, checagem emocional
antes de aparecer. “Antes de gravar ou entrar ao vivo, eu paro alguns minutos
para entender como estou. Se percebo que estou sobrecarregada, adapto o formato
ou o ritmo”, conta. É esse bastidor silencioso que sustenta o que aparece
publicamente.
O impacto dessa postura também se reflete na relação com sua
comunidade. Ao longo dos anos, Naruko recebeu mensagens de pessoas que se sentiram
menos sozinhas ao vê-la falar sobre limites e pausas. Durante o hiato, o
vínculo se manteve. O silêncio foi respeitado. A troca revelou algo essencial:
criar não é apenas entregar conteúdo, é construir relações.
Esse entendimento se aprofundou no espaço da FanFever, plataforma brasileira de conteúdo por
assinatura, onde a criadora encontrou abertura para conversas mais próximas e
responsáveis. “Percebi que ali existia um ambiente de confiança, onde fazia
sentido trazer temas mais profundos com cuidado”, explica. A experiência
fortaleceu a comunidade e ampliou o diálogo para além da lógica da presença
constante, tão comum nas plataformas digitais.
Para quem começa o ano tentando reencontrar propósito, a mensagem
é direta: “Cuide da sua saúde mental com a mesma seriedade com que cuida das
suas metas e sonhos. Propósito não nasce da exaustão, nasce da escuta”. Em um
mundo que cobra presença o tempo todo, desacelerar, pedir ajuda e respeitar o
próprio tempo também é uma forma de seguir em frente.

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