Especialista alerta que sintomas comuns no verão podem indicar infecções que exigem atenção, especialmente em crianças e idosos
As férias escolares e o verão costumam ser associados a lazer,
viagens e mudança de rotina, mas também coincidem com um aumento nos casos de
diarreia, vômitos e febre. Embora muitos desses quadros sejam atribuídos a
viroses passageiras ou indisposição alimentar, especialistas alertam que os
sintomas podem indicar infecções gastrointestinais que exigem avaliação médica.
De acordo com o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da
Carnot Laboratórios, o calor intenso favorece a proliferação de vírus, bactérias
e parasitas, principalmente quando há consumo de alimentos mal conservados ou
água contaminada. “No verão, é comum o aumento de gastroenterites infecciosas.
A associação de diarreia, vômitos e febre não deve ser ignorada, especialmente
quando os sintomas persistem ou se intensificam”, explica.
Dados do Ministério da Saúde mostram que as doenças
gastrointestinais estão entre as principais causas de atendimento médico
durante os meses mais quentes do ano. Crianças, idosos e pessoas com imunidade
reduzida são os grupos mais vulneráveis às complicações, como desidratação e
desequilíbrio de eletrólitos. “O organismo dessas pessoas perde líquidos mais
rapidamente, o que pode levar a quadros graves em pouco tempo”, alerta o
especialista.
Segundo o Dr. Carlos, alguns sinais indicam a necessidade de procurar
atendimento médico imediato. “Febre alta ou persistente, diarreia intensa por
mais de 48 horas, vômitos frequentes que impedem a ingestão de líquidos,
presença de sangue nas fezes, dor abdominal forte ou sinais de desidratação,
como boca seca e diminuição do volume de urina, são alertas importantes”,
orienta.
O especialista destaca ainda que a automedicação pode mascarar
sintomas e atrasar o diagnóstico correto. “O uso indiscriminado de
antidiarreicos, antibióticos ou analgésicos sem orientação médica pode piorar o
quadro ou dificultar a identificação da causa da infecção”, afirma.
A prevenção continua sendo a principal aliada durante as férias.
Manter uma boa hidratação, consumir água potável, higienizar bem frutas e
verduras, evitar alimentos de procedência duvidosa e reforçar a higiene das
mãos são medidas simples que reduzem significativamente o risco de infecções
gastrointestinais. “Pequenos cuidados fazem grande diferença para atravessar o
período de férias com saúde e tranquilidade”, reforça o Dr. Carlos.
Para o especialista, entender os limites do corpo é fundamental.
“Nem todo mal-estar é apenas uma virose leve. Saber quando procurar um médico é
uma forma de cuidado que evita complicações e garante uma recuperação mais
rápida”, conclui.
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