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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Sanidade Animal – Segunda etapa da campanha de vacinação contra a Brucelose começa nesta quarta-feira, 1º de julho

 

Dando continuidade ao calendário de vacinação estipulado pela Resolução SAA nº 78/24 e pelas Portarias 33/24 e 34/24, começa hoje, dia 1º de julho de 2026, a segunda etapa da campanha de vacinação contra a Brucelose no Estado de São Paulo. A Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) reforça que durante a etapa, que vai até 31 de dezembro, devem ser imunizadas as bovinas e bubalinas de três a oito meses de idade. 

Por se tratar de uma vacina viva, passível de infecção para quem a manipula, a vacinação deve ser feita por um médico-veterinário cadastrado que, além de garantir a correta aplicação do imunizante, fornece o atestado de vacinação ao produtor. 

A relação dos médicos-veterinários cadastrados na Defesa Agropecuária para realizar a vacinação em diversos municípios do Estado de São Paulo está disponível em Link. 

Além dos prazos, outra mudança preconizada pela Resolução e pelas portarias mencionadas, trata da entrega da declaração da vacinação. A partir de agora, o médico-veterinário responsável pela imunização, ao cadastrar o atestado de vacinação no sistema informatizado de gestão de defesa animal e vegetal (GEDAVE) em um prazo máximo de quatro dias a contar da data da vacinação e dentro do período correspondente à vacinação, validará a imunização dos animais. Em casos em que o saldo do rebanho esteja atualizado, o sistema fará a declaração automática. 

A exceção acontecerá quando houver casos de divergências entre o número de animais vacinados e o saldo do rebanho declarado pelo produtor no sistema GEDAVE. 

Em caso de incongruências, o médico-veterinário e o produtor serão notificados das pendências por meio de mensagem eletrônica, enviada ao e-mail cadastrado junto ao GEDAVE. Neste caso, o proprietário deverá regularizar a pendência para a efetivação da declaração. 
 

Identificação 

Está em vigor desde outubro de 2024 no Estado de São Paulo, o modelo alternativo de identificação - o primeiro do país aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) - de vacinação contra a Brucelose. Trata-se da utilização de bottons auriculares, uma alternativa não obrigatória à marcação a fogo que além do bem-estar animal, estimula a produtividade e a qualidade do manejo, além de aumentar a segurança do produtor e do veterinário responsável pela aplicação do imunizante. 

De acordo com as portarias, Em São Paulo fica estabelecido o botton amarelo para a identificação dos animais vacinados com a vacina B19 e o botton azul passa a identificar as fêmeas vacinadas com a vacina RB 51. Anteriormente, a identificação era feita com marcação à fogo indicando o algarismo do ano corrente ou a marca em “V”, a depender da vacina utilizada. 

Para o caso de perda, dano ou qualquer alteração que prejudique a identificação, deverá ser solicitada nova aplicação que deverá ser feita ao médico-veterinário responsável pela aplicação ou ainda, para a Defesa Agropecuária. 

Havendo a impossibilidade da aquisição do botton, o animal deverá ser identificado conforme as normativas vigentes do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).

A Defesa Agropecuária informa ainda que o uso do botton só é válido dentro do Estado de São Paulo, não sendo permitido o trânsito de animais identificados de forma alternativa para demais estados da federação.

 

Felipe Nunes


Deportações expõem riscos da imigração irregular e levam brasileiros a buscar caminhos legais para os EUA

Histórias de famílias que perderam patrimônio e foram obrigadas a retornar ao Brasil após anos vivendo nos Estados Unidos, reforçam o interesse por vistos de imigração legal


O endurecimento da política migratória dos Estados Unidos e o aumento das deportações de imigrantes em situação irregular têm levado mais brasileiros a repensar os caminhos para viver no país. Escritórios especializados em imigração relatam um crescimento na procura por vistos legais, impulsionado por relatos de famílias que perderam patrimônio, foram separadas e precisaram retornar ao Brasil após anos vivendo de forma irregular.

Segundo Daniel Toledo, advogado especializado em Direito Internacional e imigração para os Estados Unidos, os casos recentes evidenciam que a imigração clandestina pode representar um risco muito maior do que apenas a possibilidade de deportação.

"Tem chegado cada vez mais relatos de brasileiros que venderam tudo o que tinham, pagaram atravessadores, enfrentaram a travessia pelo México e pelo Rio Grande e, anos depois, acabaram deportados. Em muitos casos, voltam ao Brasil sem patrimônio, endividados e emocionalmente abalados."

Um desses relatos envolve uma família de Governador Valadares (MG), que decidiu deixar o Brasil após enfrentar dificuldades financeiras. Depois de vender os bens que possuía e contrair dívidas para pagar cerca de US$ 24 mil a intermediários responsáveis pela travessia clandestina, o casal iniciou uma jornada que incluiu dias escondidos em casas improvisadas no México, escassez de alimentos, medo constante da atuação de cartéis e a travessia do Rio Grande com um filho pequeno doente.

Já em território americano, a família solicitou asilo e conseguiu permanecer no país enquanto o processo migratório era analisado. O casal passou a trabalhar na construção civil e em serviços de limpeza até que, em novembro de 2025, o homem foi detido por agentes do Immigration and Customs Enforcement (ICE). Após cerca de 70 dias em um centro de detenção, foi deportado para o Brasil. Sem condições financeiras para permanecer sozinha nos Estados Unidos, a esposa também retornou posteriormente com o filho, graças a uma campanha organizada pela comunidade brasileira.

Para Toledo, o ocorrido ilustra uma realidade que tem se tornado cada vez mais frequente diante do aumento da fiscalização migratória.

"Durante algum tempo muitas pessoas acreditaram que conseguir entrar era suficiente para permanecer nos Estados Unidos. Hoje a realidade é diferente. A fiscalização aumentou, as detenções se intensificaram e quem está irregular vive sob constante insegurança jurídica."


Prejuízo financeiro pode superar o investimento em uma imigração legal

Além dos riscos físicos da travessia, especialistas alertam que a imigração irregular costuma gerar perdas financeiras significativas. Muitas famílias vendem imóveis, veículos e contraem empréstimos para custear a viagem, sem qualquer garantia de permanência nos Estados Unidos.

Segundo Toledo, outro erro recorrente é utilizar o pedido de asilo como estratégia de imigração, mesmo sem atender aos requisitos previstos na legislação americana.

"O asilo existe para proteger pessoas que realmente sofrem perseguições por motivos específicos previstos em lei. Quando esse fundamento não existe, o risco de negativa do processo e posterior deportação é muito elevado."


Busca por vistos legais cresce

Como consequência desse cenário, cresce também o interesse por modalidades legais de imigração.

Entre os vistos mais procurados estão o EB-2 NIW, destinado a profissionais qualificados que demonstrem interesse nacional para os Estados Unidos; o EB-5, voltado a investidores; além de vistos empresariais, como o E-2 e o L-1.

Segundo Toledo, muitas famílias descobrem, apenas depois da deportação, que o custo financeiro da imigração irregular poderia ter sido suficiente para estruturar um processo legal. "Em muitos casos, o valor gasto com atravessadores, deslocamentos, dívidas e perdas patrimoniais supera o investimento necessário para algumas modalidades legais de imigração. A diferença é que o caminho regular oferece segurança jurídica e reduz drasticamente o risco de perder tudo."


Crianças estão entre as maiores vítimas

Na avaliação do especialista, um dos aspectos mais preocupantes é a exposição de crianças às rotas clandestinas.

Além da atuação de organizações criminosas, as travessias frequentemente passam por regiões desérticas, rios com correnteza intensa, áreas isoladas e locais onde praticamente não há acesso a atendimento médico.

"Crianças não têm condições de enfrentar esse tipo de jornada. Basta uma febre, uma desidratação ou um acidente para transformar uma viagem em uma tragédia. O desejo de oferecer uma vida melhor jamais pode significar colocar toda a família em um risco tão elevado."

Para Toledo, o aumento das deportações tende a consolidar uma mudança de comportamento entre brasileiros interessados em viver nos Estados Unidos.

"As oportunidades continuam existindo para quem deseja construir uma vida nos Estados Unidos. A diferença é que cresce a compreensão de que fazer isso por meio das vias legais oferece muito mais segurança, previsibilidade e tranquilidade para toda a família."



Daniel Toledo - advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em Direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC. Toledo também possui um canal no YouTube com mais de 1 milhão de seguidores com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB Santos, professor honorário da Universidade Oxford - Reino Unido, consultor em protocolos diplomáticos do Instituto Americano de Diplomacia e Direitos Humanos USIDHR.
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Toledo e Advogados Associados
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Além do preço: cinco pontos para observar antes de comprar um imóvel

Planejamento financeiro e potencial de valorização estão entre os fatores que merecem atenção, alerta especialista

 

Sonho para muitos e investimento para outros, a casa própria segue como prioridade para os brasileiros. Segundo pesquisa Datafolha divulgada em 2025, cerca 93% das pessoas que moram de aluguel desejam comprar um imóvel, enquanto 94% consideram mais vantajoso financeiramente ser proprietário do que pagar aluguel. Antes de fechar negócio, porém, é importante avaliar fatores que vão além do preço para garantir uma decisão mais segura. 

Segundo Viviane Sieiro, diretora Comercial da MRV no Rio de Janeiro, adquirir um imóvel é uma das maiores decisões financeiras da vida e exige uma análise cuidadosa que considere tanto as necessidades atuais da família quanto os planos para o futuro. 

“É importante considerar aspectos que influenciam o dia a dia do morador e também a valorização do patrimônio ao longo do tempo. A avaliação conjunta desses fatores permite uma escolha mais assertiva e adequada ao perfil de cada família”, afirma. 

Da localização ao planejamento financeiro, alguns critérios podem fazer diferença tanto na experiência de moradia quanto na valorização do patrimônio ao longo do tempo. Confira os principais pontos de atenção destacados pela especialista:
 

1. Localização e infraestrutura da região

A localização é um dos fatores que mais impactam a experiência de quem vai morar no imóvel. A proximidade de transporte público, escolas, comércio e serviços pode trazer mais praticidade para a rotina, mas também é importante avaliar a infraestrutura da região e o potencial de valorização do entorno. Além disso, é recomendável visitar o bairro em diferentes horários para observar o trânsito, a movimentação, os níveis de ruído, a sensação de segurança e outros aspectos que podem influenciar a qualidade de vida dos moradores.
 

2. Características do imóvel

Aspectos internos também merecem atenção. Boa ventilação, iluminação natural, incidência solar adequada e distribuição funcional dos ambientes fazem diferença no conforto dos moradores.

“As características internas do imóvel têm um peso importante na decisão de compra. Ambientes bem planejados e adaptáveis às diferentes necessidades da família contribuem para o bem-estar e para a funcionalidade da rotina”, explica a diretora.
 

3. Documentação em dia

Antes de assinar qualquer contrato, é fundamental verificar a matrícula atualizada do imóvel, certidões negativas, situação do IPTU e eventuais débitos existentes. No caso de imóveis novos, também é recomendável pesquisar o histórico da construtora, observando aspectos como cumprimento de prazos, qualidade construtiva e atendimento no pós-venda.
 

4. Planejamento financeiro

Um dos erros mais comuns entre compradores é considerar apenas o valor das parcelas do financiamento. Despesas como ITBI, escritura, registro, condomínio e IPTU também precisam entrar no planejamento financeiro.

“O ideal é que a compra não comprometa excessivamente a renda familiar, permitindo que o comprador mantenha uma margem para imprevistos e outras despesas futuras. Em alguns casos, feirões imobiliários podem oferecer condições especiais e ajudar a reduzir parte desses custos”, destaca Viviane.
 

5. Potencial de valorização

Além de atender às necessidades atuais da família, o imóvel também pode representar um importante patrimônio de longo prazo. Por isso, é importante avaliar as perspectivas de desenvolvimento da região, incluindo projetos de mobilidade urbana, novos empreendimentos, investimentos públicos e a ampliação da oferta de serviços e comércio no entorno.

Esses fatores podem influenciar diretamente a valorização do imóvel ao longo dos anos. Regiões que recebem melhorias de infraestrutura e novos investimentos costumam apresentar maior potencial de crescimento e atratividade para futuros compradores. Para Viviane, tão importante quanto avaliar aspectos técnicos e financeiros é evitar decisões precipitadas durante o processo de compra.

“Vale visitar o imóvel mais de uma vez, conversar com moradores da região e analisar cuidadosamente as condições financeiras antes da assinatura do contrato”, reforça.


O cansaço de pensar: por que você está exausto sem ter feito nada

Foto de Fernando Santander na Unsplash

Você chega ao fim do dia com a sensação de que trabalhou muito, mas quando olha para o que produziu, a conta não fecha. O cansaço é real. A entrega, nem sempre. Esse é um dos paradoxos mais comuns e silenciosos do ambiente corporativo atual.

A primeira reação costuma ser de culpa: "Preciso ser mais disciplinado", "estou perdendo foco", "tenho que me organizar melhor". Mas o problema, muitas vezes, não é falta de vontade. É um fenômeno que a ciência do comportamento humano descreve como ego depletion, ou esgotamento do ego.

O cérebro humano lida mal com o volume e a velocidade de decisões que o ambiente moderno impõe. Em 1998, o psicólogo social Roy Baumeister foi um dos primeiros a demonstrar, cientificamente, que a capacidade de autorregulação (que envolve tomar decisões, manter o foco e resistir a impulsos) funciona como um recurso limitado, quanto mais usada ao longo do dia, mais ela se desgasta.

Esse mecanismo ficou conhecido como ego depletion, ou esgotamento do ego, e deu origem ao que hoje chamamos de ‘fadiga de decisão’. A ideia central permanece observável na prática: a qualidade das decisões declina à medida que o dia avança e o esforço cognitivo se acumula. As decisões do final da tarde tendem a ser piores do que as da manhã, não porque você seja menos inteligente nesse horário, mas porque seu sistema de controle consciente já consumiu grande parte da energia disponível.

Estar ocupado e ser cognitivamente eficiente são coisas diferentes. E aqui mora a armadilha. O ambiente corporativo confunde movimento com progresso. Reuniões que poderiam ser e-mails, notificações constantes, mudanças de contexto a cada dez minutos, tudo isso impõe um custo cognitivo alto, muitas vezes invisível. Quando está exausto você não percebe o ato de pensar porque o corpo não dói. Mas a mente entra em modo de sobrevivência, evita o que é complexo, recorre ao automático e escolhe o mais fácil.

É nesse cenário que a dimensão reativa assume o controle. Na metodologia que desenvolvi ao longo de mais de uma década de trabalho com alta performance, trabalho com três dimensões cognitivas integradas: a reativa, a emocional e a racional. Em condições ideais, as três operam em conjunto. A reativa capta o estímulo, a emocional dá significado, e a racional organiza a melhor resposta. O problema é que a dimensão racional é a mais cara em termos de energia e atenção. Quando o tanque está no limite, ela sai de cena. O que sobra é reação pura: impulsividade, decisões no piloto automático, respostas que você mesmo não reconhece como suas no dia seguinte.

A grande virada começa quando paramos de medir produtividade pelo volume de tarefas e passamos a medir pela qualidade das decisões. Um profissional de alta performance não é aquele que aguenta mais horas na cadeira. É aquele que entende quando seu sistema racional está mais afiado e protege esse tempo com inteligência.

Na prática, isso exige mudanças simples, mas contraintuitivas como, por exemplo, reservar decisões relevantes para o início do dia; criar blocos de trabalho profundo sem interrupções, em vez de estar permanentemente disponível; e aprender a distinguir o que exige raciocínio real do que pode ser resolvido no automático.

A cultura da alta performance criou um mito perigoso, o de que resistir ao cansaço é virtude, de que trabalhar mais é sempre melhor, e também que o profissional que não para é o mais comprometido. A ciência do comportamento humano sugere o contrário. Ignorar limites cognitivos não é dedicação, é desperdício. Um cérebro exausto entrega apenas volume.

O verdadeiro desafio não é trabalhar mais horas. É garantir que, nas horas em que você trabalha, o sistema racional esteja presente e não apenas o reativo respondendo no automático. Porque, no fim, os resultados não são definidos pelo volume do que você faz, mas pela qualidade do que você decide quando realmente importa.

 


Bruno Rosa -engenheiro eletricista e Managing Director da Domperf High Performance, empresa de treinamento de alto desempenho profissional e consultoria empresarial. Há mais de uma década dedica-se ao estudo da neurociência e comportamento, desenvolvendo metodologias práticas aplicadas ao ambiente corporativo. https://domperf.com.br/

 

APSA e Cristo Redentor celebram 95 anos de história com iluminação especial no monumento



Em 2026, a APSA, um dos maiores ecossistemas imobiliários do país, e o Cristo Redentor completam 95 anos de história. Para celebrar esse marco, no dia 1º de julho de 2026, das 20h às 22h, o Cristo Redentor será iluminado com as cores da APSA. Mais do que uma homenagem, a iniciativa representa o encontro de duas trajetórias que nasceram no mesmo ano e destaca a relação entre a história da companhia e a evolução das cidades. 

A relação entre a APSA e o Santuário Cristo Redentor teve início em 2021, quando colaboradores da empresa participaram da Conexão do Bem, iniciativa interna de mobilização social. Na ocasião, foi realizada uma campanha de arrecadação destinada ao projeto Banho de Amor, que presta assistência a pessoas em situação de rua. Como resultado, foram doados 747 pares de chinelos, 259 kits de higiene e 12 quilos de alimentos não perecíveis. Desde então, a parceria vem sendo mantida por meio da participação da APSA em campanhas sociais promovidas pelo Santuário Cristo Redentor. 

As comemorações dos 95 anos também incluem novas ações sociais realizadas em parceria com o Santuário Cristo Redentor ao longo de 2025 e 2026. Entre as iniciativas previstas estão campanhas de arrecadação de bombons na Páscoa, agasalhos durante o inverno, brinquedos para crianças em situação de vulnerabilidade social e água potável. A APSA seguirá atuando como um dos pontos de arrecadação dessas campanhas para clientes e colaboradores. 

"Completar 95 anos significa olhar para o futuro. As cidades estão em constante transformação e acompanhamos as mudanças na forma de viver, morar e se relacionar com os espaços urbanos. A iluminação do Cristo Redentor simboliza esse movimento e reforça nosso compromisso de continuar construindo soluções que contribuam para cidades cada vez mais inteligentes e sustentáveis", afirma Edgar Poschetzky, diretor executivo da APSA.

 

Trabalhar no Brasil e viver na Europa? Entenda como funciona o visto de nômade digital

Países europeus têm ampliado programas para atrair trabalhadores remotos e empreendedores; veja quem pode solicitar o visto e quais são os requisitos

 

Criado para atrair profissionais que atuam à distância, o chamado visto de nômade digital permite que estrangeiros residam legalmente em determinados países da Europa enquanto trabalham para empresas ou clientes localizados fora do território europeu. A CEO da Espanha Fácil, assessoria especializada em imigração e nacionalidade, Renata Barbalho, conta que a Espanha é um dos países que oferecem essa oportunidade para brasileiros que ainda recebem o benefício de viajar para outros países da União Europeia sem a necessidade de visto adicional. 

“O que vemos hoje é que muitos profissionais de áreas como tecnologia, marketing, comunicação, design, consultoria e educação, estão aproveitando o trabalho remoto para viver uma experiência em outro país. O processo envolve reunir a documentação necessária, como a comprovação de renda, o contrato de trabalho e a autorização de teletrabalho fornecida pela empresa e o tempo de resposta oficial é  rápido, cerca de 20 dias úteis”, explica a especialista. 


Como se tornar um nômade digital na Espanha? 


  • Comprovar experiência profissional

Renata Barbalho explica que  para ter direito ao visto é necessário ter mais de três meses de experiência comprovada de trabalho remoto para a empresa. “Além desse período de trabalho mínimo, ajuda muito se a pessoa conseguir comprovar formação educacional e experiências anteriores na área em que atua. Outro ponto é que o profissional deve ter um contrato de trabalho CLT ou PJ com uma empresa localizada fora da Espanha. Pode ser de qualquer lugar do mundo, desde que não tenha filiais ou representações no país”, complementa. 


  • Autorização de teletrabalho

Outro requisito importante é obter uma autorização formal da empresa comprovando que o profissional está autorizado a exercer suas atividades de forma remota. Segundo a CEO, a emissão desse documento costuma ser simples, já que o trabalho remoto é previsto pela legislação brasileira por meio do Artigo 75-B da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ela destaca ainda que muitas empresas veem a experiência de viver no exterior de forma positiva, por contribuir para o desenvolvimento profissional do colaborador, ampliar seu repertório cultural e proporcionar o aprendizado de um novo idioma. 


  • Comprovação de renda 

Na Espanha, por exemplo, o candidato deve comprovar uma renda líquida mensal de pelo menos 2.850 euros. “O objetivo é demonstrar às autoridades que o profissional possui recursos suficientes para custear moradia, alimentação, transporte e demais despesas durante sua permanência no país. O valor é ajustado de acordo com o salário mínimo espanhol”, destaca Renata. A especialista complementa que o visto de nômade digital possibilita incluir familiares, no entanto, a renda mínima vai aumentando de acordo com o número de dependentes.


  • Vale a pena aplicar para ser nômade digital? 

Para Renata Barbalho, a resposta é positiva. Além de permitir que profissionais trabalhem remotamente enquanto vivem na Espanha, a autorização costuma ser concedida inicialmente por até um ano e pode ser renovada conforme as regras do programa. Outro atrativo é a possibilidade de construir um projeto de vida de longo prazo no país. Segundo a especialista, a residência legal e contínua pode abrir caminho para a solicitação da cidadania espanhola, um benefício que desperta o interesse de muitos brasileiros que desejam viver na Europa de forma definitiva.

“O processo exige algumas etapas, mas vale muito a pena para quem sonha aproveitar o trabalho remoto para viver outras experiências. Hoje, com uma assessoria especializada oferecendo suporte durante todas as etapas do pedido, desde a preparação da candidatura até o acompanhamento do processo junto às autoridades locais, todos os trâmites ficam muito mais fáceis”, finaliza a CEO da Espanha Fácil.


Férias de julho: antes de viajar, confira se sua casa e seu veículo estão protegidos

 

As férias de julho costumam aumentar o fluxo de veículos nas rodovias e levar milhares de famílias a viajar durante o período. Além de planejar o roteiro e realizar a revisão do veículo, especialistas alertam para um cuidado que muitas vezes passa despercebido: verificar se os seguros contratados oferecem as coberturas adequadas para proteger tanto o imóvel que ficará vazio quanto o veículo utilizado na viagem.

 

Segundo o Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro e do Espírito Santo (SindSeg RJ/ES), o período de ausência temporária da residência exige atenção redobrada. Antes de viajar, é importante conferir se o seguro residencial contempla coberturas para situações como furtos, danos ao imóvel e outros eventos previstos na apólice.

 

No caso do automóvel, a recomendação é verificar previamente as coberturas contratadas para colisão, roubo e furto, responsabilidade civil para danos causados a terceiros e acidentes pessoais de passageiros. Conhecer essas informações antes de pegar a estrada pode evitar dúvidas e reduzir transtornos em caso de imprevistos durante a viagem.

 

"Viajar com tranquilidade exige planejamento e isso vai além da revisão do veículo. É importante que o motorista conheça as coberturas do seguro contratado e verifique se elas atendem às necessidades da viagem. Da mesma forma, quem vai deixar a residência fechada por alguns dias deve conferir se o seguro residencial oferece a proteção adequada para esse período de ausência", afirma Ronaldo M. Vilela, diretor-executivo do Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro e do Espírito Santo (SindSeg RJ/ES).

 

Além da conferência das coberturas contratadas, especialistas recomendam revisar pneus, freios, sistema de iluminação, nível de óleo, documentação do veículo e da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além de adotar cuidados como respeitar os limites de velocidade, fazer pausas em viagens longas e acompanhar as condições climáticas antes de sair.

 

Com planejamento e informação, é possível reduzir riscos, evitar prejuízos e aproveitar as férias com mais segurança e tranquilidade.

 

Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro e do Espírito Santo - SindSeg RJ/ES

 

Cultura organizacional saudável: o diferencial das empresas que prosperam em meio às mudança

Momentos de pressão, conflito e mudança revelam se os valores organizacionais fazem parte da prática ou permanecem apenas no discurso corporativo

 


Em um cenário marcado por transformações constantes, avanços tecnológicos acelerados e novas demandas do mercado de trabalho, a cultura organizacional deixou de ser um conceito abstrato para se tornar um dos principais fatores de sustentação das empresas. É justamente nos momentos de crise, pressão ou mudança que os valores corporativos são colocados à prova e demonstram se fazem parte da rotina da organização ou se permanecem restritos aos quadros decorativos e apresentações institucionais.

Nos últimos anos, temas como saúde mental, bem-estar, propósito e qualidade das relações profissionais ganharam espaço nas estratégias empresariais. Entretanto, especialistas alertam que construir uma cultura organizacional saudável exige muito mais do que iniciativas pontuais. Trata-se de um processo contínuo que precisa estar refletido na liderança, nos processos internos e na forma como as decisões são tomadas.

Para a psicóloga, doutora em Administração e especialista em Gestão de Saúde Corporativa, Renata Livramento, empresas que conseguem atravessar períodos de instabilidade com mais resiliência são justamente aquelas que cultivam ambientes de trabalho baseados na confiança, na transparência e no alinhamento entre discurso e prática.

“Muitas organizações afirmam valorizar as pessoas, mas é nos momentos de maior desafio que essa cultura se revela. Quando surgem conflitos, mudanças estruturais ou pressões por resultados, os colaboradores observam como a liderança age. É nesse contexto que se fortalece ou se rompe a credibilidade da empresa”, explica.

Segundo a especialista, uma cultura organizacional saudável favorece o engajamento das equipes, fortalece o senso de pertencimento e contribui diretamente para a retenção de talentos. Além disso, ambientes que promovem relações respeitosas e uma comunicação clara tendem a apresentar melhores índices de produtividade e menor incidência de afastamentos relacionados ao adoecimento emocional.

A construção dessa cultura passa por diferentes aspectos, como o desenvolvimento de lideranças preparadas para lidar com pessoas, a valorização da escuta ativa, a promoção da segurança psicológica e a implementação de práticas consistentes de cuidado com os colaboradores. Mais do que benefícios corporativos, essas ações precisam fazer parte da estratégia da organização.

“Não existe cultura saudável sem coerência. Os colaboradores percebem rapidamente quando os valores divulgados pela empresa não são praticados no dia a dia. Organizações que prosperam em cenários complexos são aquelas que conseguem transformar seus princípios em comportamentos concretos”, destaca Renata.

Em um mercado cada vez mais competitivo, investir na cultura organizacional não é apenas uma questão de imagem ou reputação. Trata-se de uma estratégia capaz de fortalecer a sustentabilidade do negócio, impulsionar resultados e preparar as empresas para enfrentar os desafios de um ambiente em constante transformação.




Fonte: Renata Livramento — Psicóloga | Doutora em Administração | Especialista em Gestão de Saúde Corporativa.
renatalivramento.com.br | @renata.livramento

 

Cada vez mais brasileiros procuram vagas de emprego no ChatGPT; Infojobs resolveu entrar na conversa

Plataforma lança recurso para busca de vagas direto na ferramenta da OpenAI e permite que o usuário pesquise oportunidades em linguagem natural, sem sair do chat

 

Procurar a próxima vaga conversando com a inteligência artificial deixou de ser exceção e virou hábito entre os brasileiros. Atento a esse movimento, o Infojobs, lançou uma nova funcionalidade envolvendo o ChatGPT. A partir de agora, o usuário pode pesquisar oportunidades diretamente na conversa com a ferramenta, descrevendo de forma natural o cargo e a localidade desejados, e assim conseguir encontrar vagas de emprego compatíveis com o perfil com mais facilidade. 

O comportamento acompanha a disparada do uso de IA generativa no país. Segundo a Comscore, o número de brasileiros que interagiram com ferramentas de inteligência artificial chegou a 44,9 milhões em dezembro de 2025, alta de 61% na comparação com o mesmo período do ano anterior. No mundo do trabalho, o reflexo é direto: pesquisas recentes apontam que mais da metade dos candidatos brasileiros já recorre à IA em alguma etapa da busca por emprego, da escrita do currículo à preparação para entrevistas. 

Foi lendo esse cenário que o Infojobs decidiu criar alternativas de destaque no mercado de RH. Em vez de concorrer com o novo hábito de busca de oportunidades de trabalho, a plataforma apostou em um recurso que proporciona a ação direto na ferramenta que o candidato já usa. Usar o recurso é simples: a pessoa acessa a área de aplicativos do ChatGPT, busca pelo app do Infojobs e o conecta à sua conta. Em uma nova conversa, basta acionar novamente o aplicativo iniciando a conversa com “@InfojobsBrasil” e fazer um pedido como "quero novas vagas de [cargo] em N/A". O ChatGPT consulta a base do Infojobs e retorna as oportunidades correspondentes; ao clicar em um resultado, o usuário é direcionado ao site para concluir a candidatura. 

"Observamos que o brasileiro já recorre à inteligência artificial em diferentes etapas da procura por trabalho, da escrita do currículo à pesquisa de oportunidades. Em vez de competir com esse comportamento, decidimos levar o Infojobs para onde o candidato já utiliza, facilitando ainda mais a busca por vagas compatíveis com o perfil do candidato", afirma Ana Paula Prado, CEO da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs. 

O interesse das empresas pela tecnologia reforça o movimento. Levantamento do próprio Infojobs mostrou que o número de vagas que pedem conhecimento em inteligência artificial cresceu 99% de maio de 2025 a maio de 2026 e ultrapassou duas mil oportunidades no período.

Atualmente, a plataforma concentra mais de 1 milhão de vagas, refletindo o aumento da demanda por profissionais com habilidades ligadas à tecnologia e inovação. 

O recurso está disponível para os usuários do ChatGPT no Brasil. Para quem procura trabalho, o resultado é prático: a busca por uma vaga passa a caber na mesma janela de conversa em que o brasileiro já tira dúvidas, organiza a rotina e escreve o currículo.


Copa do Mundo: torcida pelo Brasil exige cuidado com fogos de artifício

Junto com o clima de celebração, aumenta também o
risco de acidentes envolvendo fogos de artifício
IA/ChatGPT
Com a movimentação das celebrações do Mundial e também com as festas julinas, Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM) reforça orientações para prevenir acidentes que podem causar sequelas permanentes 

 

A Seleção Brasileira entrará em campo novamente na busca pelo hexacampeonato no próximo domingo (5 de julho), e os fogos de artifício costumam fazer parte das comemorações da torcida. Mas, junto com o clima de celebração, aumenta também o risco de acidentes com esses artefatos. Na última partida, contra o Japão, um caso registrado em Goiás reforçou o alerta. Um vídeo mostra um homem sentado segurando um rojão. Ele acende o pavio e o foguete parece falhar, mas explode em sua mão logo em seguida. 

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Dr. Roberto Luiz Sobania, lembra que os fogos de artifício devem ser manuseados com muito cuidado e nunca próximos ao rosto ou ao corpo. "Também é fundamental manter uma distância segura após o acionamento, utilizar apenas produtos certificados e jamais tentar reacender fogos que falharam", explica o médico. 

Quando os acidentes acontecem, os danos podem ser severos. As mãos estão entre as partes do corpo mais atingidas por explosões e queimaduras provocadas por fogos de artifício. Dependendo da gravidade, as lesões podem comprometer a pele, os músculos, os tendões, os nervos e até os ossos. 

"Em alguns casos, o paciente precisa passar por cirurgias reconstrutivas, enxertos e um longo processo de reabilitação. Existem situações em que as sequelas são permanentes, comprometendo movimentos e atividades simples do dia a dia, como escrever, segurar objetos ou trabalhar", destaca o médico.

 

Festas julinas 

Além da Copa do Mundo, o período também é marcado pela continuidade dos festejos juninos, popularmente conhecidos como festas julinas. Assim como os fogos de artifício, as fogueiras também fazem parte das celebrações e exigem atenção. 

"A orientação é que as fogueiras sejam montadas em locais abertos, afastadas de áreas com grande circulação de pessoas, fios elétricos, árvores, veículos e materiais inflamáveis. Também é importante evitar o uso de líquidos combustíveis para acender o fogo", pontua o presidente da SBCM. 

Outro ponto importante é respeitar uma distância segura da fogueira, principalmente durante brincadeiras e apresentações típicas. No ano passado, uma criança de três anos sofreu queimaduras de segundo grau após cair em uma fogueira durante uma atividade em uma escola municipal de Novo Hamburgo (RS). 

"Muitas queimaduras acontecem por aproximação excessiva, tropeços ou perda de equilíbrio, especialmente entre crianças", destaca o especialista. "Acidentes como esses podem comprometer definitivamente a mobilidade das mãos e a qualidade de vida das pessoas. Por isso, é fundamental que a diversão venha acompanhada de cuidado e responsabilidade", conclui.



SBCM - Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão
www.cirurgiadamao.org.br


Brasileiros já não discutem se a crise climática existe, mas se o país está preparado para enfrentá-la

82% acreditam que as mudanças climáticas já afetam a vida no país, 54% já sofreram impactos diretos e 72% avaliam que o Brasil não cuida do meio ambiente como deveria

 

Durante anos, as mudanças climáticas foram tratadas como um problema do futuro. Hoje, elas já fazem parte da rotina dos brasileiros. Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Aerah House mostra que 82% da população acredita que eventos como ondas de calor, enchentes e secas já afetam a vida das pessoas no país. Mais do que isso: 54% afirmam ter sido impactados diretamente por problemas ambientais ou climáticos nos últimos anos.

Os números ganham ainda mais relevância em um momento em que especialistas acompanham a possibilidade de formação de um novo episódio do El Niño, fenômeno climático associado ao aumento das temperaturas globais e capaz de provocar efeitos significativos no Brasil, como secas mais severas em algumas regiões, aumento das chuvas em outras e maior ocorrência de eventos extremos.

Para Fernanda Faria, sócia-fundadora do Instituto de Pesquisa Aerah House, os dados mostram uma mudança importante na forma como a população percebe a crise climática.

"Os dados mostram que a mudança climática deixou de ser percebida como um problema distante para se tornar uma experiência concreta. Os brasileiros não estão falando apenas sobre algo que pode acontecer no futuro. Eles estão falando sobre enchentes, secas, ondas de calor e outros eventos que já afetam seu cotidiano", afirma.

A pesquisa também identificou que 72% dos entrevistados acreditam que o Brasil não está cuidando do meio ambiente como deveria. Para a especialista, esse resultado mostra que o debate evoluiu.

"Existe não apenas o reconhecimento do problema, mas também a percepção de que as respostas ainda não estão acontecendo na intensidade necessária. A discussão deixou de ser sobre a existência da crise climática. O debate agora é sobre seus impactos e sobre a capacidade do país de enfrentá-los", explica.

Segundo Fernanda, a possibilidade de um novo El Niño se soma a um cenário em que os brasileiros já demonstram preocupação crescente com estabilidade e proteção.

"A pesquisa mostra uma população que já vive sob pressão financeira, emocional e social. Quando surge a possibilidade de novos eventos climáticos extremos, isso tende a reforçar a percepção de instabilidade. Quanto maior a sensação de imprevisibilidade, maior tende a ser a busca por segurança, planejamento e proteção", destaca.

Na avaliação da especialista, o clima também deixou de ser uma pauta restrita ao meio ambiente e passou a influenciar diretamente aspectos econômicos e sociais.

"Quando secas afetam a produção agrícola e pressionam o preço dos alimentos, quando enchentes interrompem o transporte, o trabalho e a rotina das cidades, ou quando ondas de calor aumentam problemas respiratórios e cardiovasculares, a questão climática deixa de ser apenas ambiental. Ela passa a influenciar diretamente o custo de vida, a saúde, a renda e a qualidade de vida da população", afirma.

O estudo sugere que os brasileiros já compreendem essa relação. A preocupação ambiental não aparece apenas como uma questão de consciência, mas como um tema ligado à segurança, à qualidade de vida e à capacidade de planejamento das famílias.

Para Fernanda, o principal alerta é que a população já percebe os riscos e já sente seus impactos.

"O desafio não é mais conscientizar sobre a existência do problema. O desafio é construir respostas concretas. Os brasileiros reconhecem os efeitos das mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, acreditam que o país não está cuidando do meio ambiente como deveria. Isso sugere uma expectativa crescente por planejamento, prevenção e adaptação."

A conclusão da pesquisa aponta para uma mudança relevante no debate climático brasileiro. Mais do que discutir se as mudanças climáticas existem, a sociedade passou a questionar como conviver com seus efeitos e se o país está preparado para enfrentar uma realidade que já faz parte do presente.


Sobre a pesquisa

A pesquisa “O Brasil de Agora - A Vida Sob Novas Condições” foi realizada pela Aerah House com 2.000 brasileiros acima de 18 anos em todas as regiões do país.

Com mais de 25 perguntas de diversas frentes, a coleta foi realizada em abril de 2026, com amostra representativa da população brasileira por região, sexo, faixa etária e classe social. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

 


Aerah House


Mais que uma PEC: a consagração de um caminho

A aprovação da PEC do Turismo pela Assembleia Legislativa é motivo de celebração para o Rio Grande do Sul. É, sobretudo, a consagração de uma trajetória: desde a recriação da Secretaria de Turismo, em 2021, o governo do Estado assumiu o compromisso de transformar o setor em verdadeiro motor de desenvolvimento e não mediu esforços para isso. 

Foram mais de R$ 400 milhões em convênios com municípios, programas de capacitação e qualificação das regiões turísticas, promoção dos destinos gaúchos no Brasil e no exterior, e presença constante em feiras e eventos estratégicos. Cada ação fez parte de um projeto maior, conduzido pelo governo do Estado: erguer as bases que tornaram o turismo competitivo, organizado e reconhecido nacionalmente. Os números comprovam esse avanço. 

Em 2025, o turismo gaúcho superou o dobro da média nacional de crescimento, tornando o Estado o segundo que mais avançou no segmento em todo o país, segundo o IBGE. Não é coincidência: é resultado de política pública consistente e de longo prazo. Poucas atividades têm a capacidade de transformação que o turismo tem: gera emprego e renda, atrai investimentos, fortalece economias locais e abre oportunidades concretas para os gaúchos, do Litoral à Serra, da Campanha às Missões. O turismo amplia oportunidades e leva dinamismo econômico a regiões muitas vezes não alcançadas por outras áreas. 

A PEC do Turismo, agora aprovada, reconhece constitucionalmente essa relevância. Consolida o que já vínhamos construindo e nos dá ainda mais força para seguir nessa direção, com segurança jurídica e visibilidade política. 

É uma conquista de todos: do empreendedor que aposta no turismo, do trabalhador que dele vive, do turista que valoriza nossos destinos, do governo que enxergou no turismo uma verdadeira matriz de desenvolvimento econômico e do parlamento que reconheceu o protagonismo que o setor ganhou na sociedade gaúcha. O Rio Grande do Sul reafirma o que fez nos últimos anos: tratar o turismo como prioridade.

 

Raphael Ayub - Secretário de Turismo do Rio Grande do Sul. Advogado, empresário, investidor e conselheiro de empresas e instituições financeiras. Em Capão da Canoa, esteve à frente da Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico e da Secretaria de Gestão, Inovação e Planejamento. Recentemente, no Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), foi assessor superior da Presidência e também da Diretoria de Operações.

 

Uso de IA eleva produtividade no desenvolvimento de software em 35%

Dados da Softtek revelam como engenharia assistida por IA acelera a modernização de aplicações e gera ganhos mensuráveis de eficiência 

 

A aceleração dos investimentos em Inteligência Artificial Generativa (GenAI) e automação esbarra na dependência de sistemas legados, um desafio estrutural complexo dentro das grandes organizações. À medida que o mercado corporativo avança em sua agenda de inovação digital, operar sobre arquiteturas antigas e aplicações monolíticas tem se tornado um dos principais obstáculos à evolução tecnológica sustentável.

 

De acordo com especialistas da Softtek, multinacional líder no setor de TI na América Latina, a presença de regras de negócio dispersas, a falta de documentação e o alto acoplamento de códigos antigos exigem uma mudança profunda na forma como as empresas encaram a transformação de seus ambientes tecnológicos.

 

A transição para modelos baseados em Engenharia Assistida por IA e no conceito de AI First tem gerado ganhos expressivos e mensuráveis de eficiência operacional. Esse impacto já pode ser observado em monitoramentos estatísticos realizados pela Softtek, que apontam um aumento médio consolidado de 35% na produtividade das frentes de engenharia.

 

Ao analisar as tarefas específicas de backlog, o impacto se mostra ainda mais significativo, com cerca de 56% das atividades monitoradas registrando ganhos de produtividade entre 40% e 80%. Além disso, 95% das operações de TI apresentam algum nível de melhoria prática.

 

Ao contrário do ciclo anterior de transformação digital, marcado por grandes projetos de migração para ambientes cloud, a conversa atual gira em torno da modernização contínua e incremental das aplicações. Embora a infraestrutura em nuvem permaneça um pilar fundamental, ela agora recebe o reforço estratégico dos agentes de IA.

 

Essa abordagem permite que as empresas realizem adequações graduais no ciclo de vida de seus produtos e experimentem novas tecnologias em períodos mais curtos, capturando inovação de forma ágil, sem a necessidade de reestruturações completas, disruptivas e de alto risco para operações críticas.


 

Modernização gradual de aplicações

 

Apesar dos avanços proporcionados pela IA, muitas organizações ainda precisam lidar com aplicações críticas construídas sobre arquiteturas legadas. Nesses cenários, a modernização exige abordagens que conciliem inovação e continuidade operacional.

 

"Estratégias como o Strangler Pattern permitem modernizar sistemas de forma gradual, sem comprometer operações críticas, enquanto a IA acelera atividades como migração de aplicações, documentação técnica e redução da complexidade de código, reduzindo processos que antes levavam horas para poucos minutos", explica Eduardo Augusto Ferreira D’Avo, Practice Manager de Application Development da Softtek.


 

Engenharia Assistida e impacto real em produtividade

 

É justamente nesse contexto que a Engenharia Assistida por IA ganha protagonismo, acelerando processos tradicionalmente demorados e reduzindo barreiras operacionais.

 

A tecnologia está transformando a própria essência do desenvolvimento de software e atua de duas maneiras complementares. A primeira é como um acelerador das etapas tradicionais, otimizando a escrita de histórias de usuários, a criação de protótipos visuais e funcionais, a codificação, a execução de testes automatizados e a publicação das soluções. Já a segunda representa uma quebra de paradigma para a indústria, o chamado Spec-Driven Development (SDD – Desenvolvimento Guiado por Engenharia de Especificação).

 

"Mais do que ferramentas isoladas, o que acelera o mercado hoje é uma nova engenharia assistida por IA. Estamos vivenciando a era do Vibe Coding, em que descrevemos requisitos de negócio em linguagem natural e a tecnologia gera o código correspondente, permitindo, por exemplo, reduzir o tempo de busca e resolução de erros complexos de dias para poucas horas", destaca D’Avo.

 

Nesse cenário, o SDD estrutura especificações rigorosas desenhadas para serem executadas por agentes digitais, garantindo maior rastreabilidade, qualidade e consistência ao longo do processo. No modelo AI First, a IA deixa de ser apenas uma ferramenta de apoio e passa a integrar a arquitetura, os processos e até mesmo as equipes de desenvolvimento por meio de agentes especializados.


 

Resposta de ponta a ponta

 

Para viabilizar essa nova era, a Softtek oferece uma abordagem integrada baseada em duas plataformas proprietárias e complementares: FRIDA e SALMA. Enquanto a plataforma FRIDA apoia a aceleração da construção e modernização de software, com ferramentas que atuam desde a ideação e o design de telas até os testes automatizados, a SALMA (Suite for Agent Lifecycle Management and Automation) entra em cena para orquestrar e gerenciar o ciclo de vida dos agentes de IA em nível corporativo.

 

"Essa combinação garante governança, segurança e mitigação de riscos, assegurando que os times de tecnologia consigam acelerar a modernização de aplicações e direcionem seus esforços para iniciativas que realmente gerem valor estratégico e inovação contínua para o negócio", conclui D’Avo.

 

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