Aprovação foi embasada em estudos internacionais de vida real que geraram evidências sobre o perfil de efetividade e segurança da vacinação contra o HPV na prevenção a esses tipos de câncer
A MSD anuncia que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou, em 22 de dezembro, a indicação ampliada da vacina nonavalente contra o HPV para a prevenção de cânceres de orofaringe e outros cânceres de cabeça e pescoço relacionados à infecção pelo vírus. A decisão foi baseada em estudos internacionais de dados de vida real.
Um
desses estudos foi realizado no Brasil e analisou a prevalência do HPV em mais
de cinco mil mulheres e homens de 16 a 25 anos de todas as capitais do país.
Entre as mulheres analisadas no estudo, a prevalência da infecção oral pelo HPV
foi significativamente menor entre aquelas que foram vacinadas contra a IST
(0,43%) em relação às que não receberam a vacina (1,65%). Entre os homens, não
houve diferenças significativas.
Segundo dados do INCA, no Brasil os tumores da cavidade oral estão entre os cinco tipos de câncer mais incidentes entre os homens.
O HPV é conhecido por ser causador de diversas doenças e cânceres entre homens e mulheres. Um estudo demonstrou que a maioria dos casos de câncer de orofaringe relacionados ao HPV foi causada pelos tipos de vírus cobertos pela vacina nonavalente. Embora, na maioria das pessoas, o HPV desapareça espontaneamente, em indivíduos que não eliminam o vírus a infecção persistente pode levar, ao longo do tempo, ao câncer de orofaringe relacionado ao HPV.
Com
a redução do tabagismo e do consumo de álcool, o HPV vem se consolidando como
fator de risco-chave para o câncer de orofaringe, especialmente entre homens. A
carga global de câncer de orofaringe relacionado ao HPV está em crescimento
entre homens e já é mais elevada neles do que em mulheres. Homens têm cerca de
duas vezes mais probabilidade de apresentar HPV oral de alto risco em
comparação com mulheres e, globalmente, o risco de câncer de orofaringe é
aproximadamente quatro vezes maior entre a população masculina.
“Como não existem exames de rotina estabelecidos para certos cânceres relacionados ao HPV, com exceção do câncer de colo do útero, a nova indicação da vacinação como prevenção contra cânceres de cabeça e pescoço ganha relevância em nosso país e é motivo de celebração”, destaca a Dra. Márcia Datz Abadi, diretora médica da MSD Brasil.
A
MSD está conduzindo um estudo clínico internacional que envolve mais de seis
mil homens de 20 a 45 anos, em 16 países, incluindo o Brasil, que investiga o
perfil de eficácia e segurança da vacina nonavalente contra o HPV na prevenção
da infecção oral persistente por HPV em homens, em comparação com placebo. Este
é o primeiro grande ensaio clínico randomizado a avaliar a eficácia contra a
infecção oral persistente por HPV nessa população. O estudo terá conclusão em
2028.
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