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terça-feira, 11 de novembro de 2025

4 fatos sobre a relação entre o álcool e o câncer de próstata: dos impactos nos exames à escolha dos hábitos

O consumo de bebidas alcoólicas está mais presente na rotina do brasileiro que muitos imaginam — e, para os homens, pode trazer consequências que vão além de danos ao fígado. Estudos recentes demonstram que o hábito de beber, especialmente em excesso e por longo período, pode influenciar silenciosamente na saúde de diversos órgãos (incluindo a próstata), alterar resultados de exames e até interferir na eficácia de tratamentos contra o câncer.

A seguir, quatro fatos científicos ajudam a entender como o álcool afeta a saúde prostática, desde a adolescência até a vida adulta, com análises de especialistas em urologia, genética e medicina preventiva.


1. O álcool pode influenciar o risco de câncer de próstata ao longo da vida

Um estudo da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill (EUA) mostrou que o consumo excessivo de álcool na adolescência pode triplicar o risco de um homem desenvolver câncer de próstata de alto grau — a forma mais agressiva da doença — na vida adulta.
De acordo com a pesquisa, homens que consumiam mais de sete doses semanais entre 15 e 19 anos apresentaram três vezes mais chances de diagnóstico de câncer agressivo décadas depois (UNC, Cancer Prevention Research, 2018).

“Nossa sociedade passou a enxergar tardiamente os efeitos nocivos do álcool, antes restritos aos danos no fígado. Hoje, começamos a falar de consumo de álcool de forma semelhante ao cigarro, com riscos cumulativos durante toda a vida”, explica o Dr. Fernando Ide Yamauchi, coordenador médico do setor de tomografia e ressonância magnética, da Dasa (líder em medicina diagnóstica no Brasil).

Os cientistas acreditam que, como o câncer de próstata pode levar décadas para se desenvolver, compreender os fatores de risco desde cedo é essencial para estratégias de prevenção mais eficazes.


2. Beber antes de exames pode alterar resultados, inclusive do PSA

O exame de PSA (Antígeno Prostático Específico) mede uma proteína produzida pela próstata, usada para investigar inflamações, infecções e sinais de câncer. O consumo de álcool antes da coleta pode alterar temporariamente os níveis dessa substância no sangue, levando a resultados falsamente altos ou baixos — o que pode atrasar diagnósticos ou gerar interpretações incorretas.


3. O álcool potencializa inflamações e dificulta a recuperação celular

O consumo frequente de álcool tem efeito inflamatório e pode alterar o funcionamento do sistema imunológico.

“A inflamação crônica causada pelo álcool é um gatilho silencioso”, afirma. “Ela não apenas afeta o fígado, mas também órgãos como a próstata, o pâncreas e o intestino, e pode mascarar sintomas importantes percebidos em checkups de rotina”, completa.

Segundo ele, a falta de exames regulares ainda é um dos principais desafios: “Grande parte dos homens só procura o médico quando sente dor ou desconforto, e assim, muitos tumores são descobertos em fases mais avançadas, em que o tratamento é mais complexo.”

 

4. Hábitos saudáveis são fator de proteção comprovado

Embora não exista um limite “seguro” de consumo quando se fala em prevenção de câncer, pesquisas sugerem que reduzir o álcool e adotar uma dieta rica em vegetais e gorduras boas, aliada à prática de atividade física, ajuda a regular os níveis hormonais e a inflamação sistêmica — fatores associados ao menor risco de câncer de próstata e também a riscos cardiovasculares. “A melhor estratégia ainda é o acompanhamento médico regular”, reforça Fernando Ide. “Check-ups anuais permitem detectar alterações silenciosas — não só na próstata, mas em todo o metabolismo — e ajustar hábitos antes que o problema se torne clínico”, finaliza.

Além do PSA, o toque retal e exames de imagem são parte essencial desse acompanhamento, principalmente para homens acima dos 45 anos ou com histórico familiar da doença.

 

Fontes e referências

  1. Allott, E. et al. Cancer Prevention Research (2018). “Early life alcohol consumption and prostate cancer risk”.
    Disponível em: https://cancerpreventionresearch.aacrjournals.org
  2. Instituto Nacional de Câncer (INCA). “Câncer de próstata: fatores de risco e prevenção.”
    https://www.inca.gov.br
  3. Mayo Clinic. “Prostate-specific antigen (PSA) test: what affects results.”
    https://www.mayoclinic.org
  4. American Cancer Society. “Alcohol use and cancer risk.”
    https://www.cancer.org

 

4 cuidados para um sorriso saudável e harmônico nas festas de fim de ano

Ainda dá tempo de investir em tratamentos rápidos e eficazes para chegar às comemorações com o sorriso renovado
 

O fim de ano se aproxima e com ele, uma maratona de comemorações, encontros e registros em fotos e vídeos. Entre as metas de autocuidado, o sorriso costuma aparecer no topo da lista, especialmente quando a ideia é começar 2026 com mais confiança e bem-estar.

Dra. Diana Fernandes Cirurgiã Dentista explica que alguns tratamentos odontológicos são rápidos e acessíveis e podem fazer toda a diferença na estética e na saúde bucal, proporcionando resultados visíveis ainda antes das festas. A especialista listou quatro opções ideais para quem quer renovar o sorriso a tempo das celebrações.
 

1. Clareamento dental: resultados em poucas semanas

Existem duas técnicas principais de clareamento, ambas com resultados perceptíveis em até quatro semanas.

“O clareamento de consultório, feito a laser, é realizado em quatro sessões semanais de cerca de 45 minutos. Já o clareamento supervisionado, ou caseiro, usa um gel de menor concentração aplicado com uma placa sob medida”, explica a Dra. Diana.

A especialista lembra que o cuidado pós-tratamento é essencial para manter o resultado: “Evite bebidas com corantes por 48 horas, como café, chá e vinho. Se for consumir, beba com canudinho e escove os dentes logo depois”.

E quem tem dentes sensíveis também pode clarear, sim: “Existem concentrações menores de gel e tecnologias que reduzem a sensibilidade, permitindo um resultado gradual e confortável”, completa.
 

2. Check-up digital e limpeza: prevenção e brilho em uma hora

A limpeza profissional é indicada duas vezes ao ano e dura cerca de uma hora. “Começamos com o ultrassom, que remove o tártaro, depois aplicamos uma pasta profilática com flúor e finalizamos com fio dental e jato de bicarbonato, que ajuda a eliminar manchas”, detalha a ortodontista.

Hoje, a avaliação pode ser ainda mais precisa com o check-up digital, feito com uma câmera intraoral que fotografa os dentes em alta definição. “Ela mostra desde pequenas cáries até fraturas e acúmulo de placa bacteriana. É um exame rápido, indolor e muito útil para detectar problemas antes que causem dor ou prejuízo estético”, afirma Dra. Diana.
 

3. Revitalização labial

Para completar o cuidado com o sorriso, a especialista indica um tratamento que vem ganhando destaque: a revitalização labial com laser Litetouch. “O laser estimula a regeneração celular e a produção de colágeno nos lábios, deixando-os mais hidratados, levemente volumosos e com uma coloração mais rosada”, explica. O tratamento dura cerca de 20 minutos por sessão e costuma ser realizado em quatro encontros semanais.
 

4. Pequenos ajustes que fazem diferença

Além dos tratamentos, hábitos simples ajudam a manter o sorriso bonito e saudável: escovação após cada refeição, uso correto do fio dental e visitas regulares ao dentista. “São cuidados básicos, mas que garantem resultados duradouros e um sorriso confiante, o melhor acessório para qualquer celebração de fim de ano”, finaliza a Dra. Diana.
 

 

Dra. Diana Fernandes • Cirurgiã Dentista - UNIP 2013 • Especialista em Gestão de Mercados Odontológicos - UNIP 2014 • Ortodontista - ESO 2015 • Invisalign Doctor - Desde 2015 • Atualização em Implantodontia - ABO 2018 • Imersão em Harmonização - MANDIC 2018 - DANTS cursos 2019/2020/2021


Butantan abre inscrições para ingresso ao mestrado e doutorado em Toxinologia

 Prazo para inscrição é até 24 de novembro; ao todo, 20 candidatos serão selecionados, com ingresso para primeiro semestre de 2026

 

O Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde (SES) de São Paulo, está com inscrições abertas para seleção de candidatos ao Mestrado Acadêmico e Doutorado Direto, pelo Programa de Pós-Graduação em Toxinologia. As inscrições devem ser realizadas pela plataforma Atrio, no período até 24 de novembro, até às 23h59. A ficha de inscrição está disponível no site do PPGTox. Ao todo, 20 vagas estão disponíveis.

Com ingresso para o 1º semestre de 2026, o curso é totalmente gratuito, e voltado a profissionais das áreas de ciências biológicas, biomédicas, químicas e afins. O curso terá duração de 24 meses, para o mestrado, e 60 meses para o doutorado direto.

O Programa de Pós-Graduação em Ciências – Toxinologia (PPGTox) do Instituto Butantan, único em sua área de especialidade, visa a formação de Mestres e Doutores em Ciências Biológicas por meio do desenvolvimento de estudos interdisciplinares sobre toxinas animais e microbianas. Os estudos focam no conhecimento sobre toxinas, desde a sua produção até o seu modo de ação em diferentes sistemas biológicos, com capacidade para fornecer subsídios para a compreensão da fisiopatologia dos acidentes com animais peçonhentos em humanos, bem como para o desenvolvimento da tecnologia necessária para a produção de soros antitoxinas.

Além disso, os estudos na compreensão dos mecanismos de ação das toxinas têm sido uma base importante para o desenvolvimento de novos produtos biotecnológicos e farmacêuticos.

Os profissionais formados pelo programa serão capacitados para atuar em diversas áreas, como Bioquímica, Biologia Molecular, Farmacologia, Biologia Celular, Imunologia, Microbiologia, Patologia e Biodiversidade, podendo ainda se dedicar às áreas de inovação e desenvolvimento.

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Buracos no gramado viram vilões dos jogadores e aumentam risco de lesões

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Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte (SBRATE) alerta para o perigo dos campos irregulares e orienta sobre formas de prevenção

  

Futebol é paixão nacional, mas nem sempre o campo ajuda. Buracos, desníveis e gramados mal cuidados são problemas comuns que podem transformar uma simples partida em dor e lesão, seja no jogo de fim de semana com os amigos ou em competições profissionais.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte (SBRATE), Dr. João Grangeiro, os desníveis e buracos nos campos podem causar torções e entorses, principalmente nos tornozelos e joelhos. O ortopedista explica que, em muitos casos, o atleta sente uma dor leve no momento da torção e continua jogando, o que pode agravar a lesão. “Quando o campo está irregular, o pé perde a estabilidade e as articulações acabam sobrecarregadas. Se não houver uma avaliação rápida e o tratamento adequado, o problema pode evoluir e afastar o jogador por semanas”, alerta.



Prevenção e cuidados antes e depois do jogo
 

Para evitar esse tipo de lesão, o aquecimento e o alongamento antes das partidas são essenciais, assim como o uso de calçados adequados para cada tipo de terreno. O presidente da SBRATE orienta que os jogadores observem as condições do campo antes de começar o jogo e, ao menor sinal de dor ou inchaço, interrompam a atividade. “Ignorar o incômodo pode transformar uma lesão simples em algo mais sério. O ideal é procurar um ortopedista especializado em traumatologia do esporte para uma avaliação e tratamento corretos”, destaca.

As lesões provocadas por irregularidades no campo não afetam apenas o momento do jogo, elas também comprometem a rotina de treinos e a performance do atleta. “Muitos acabam voltando a jogar antes do tempo ideal de recuperação, o que aumenta o risco de novas lesões. A pressa em retornar pode gerar instabilidade nas articulações e comprometer a força muscular. Por isso, é fundamental respeitar o tempo de reabilitação indicado e seguir as orientações do fisioterapeuta”, orienta.

Mais do que evitar acidentes pontuais, a manutenção adequada dos gramados é uma questão de segurança e valorização do esporte. Campos bem cuidados reduzem o risco de lesões, preservam o desempenho dos atletas e garantem partidas mais justas e seguras para todos. A atenção às condições do campo deve ser uma responsabilidade compartilhada entre clubes, prefeituras e organizadores, para que o futebol continue sendo sinônimo de saúde, lazer e paixão, e não de dor e afastamento. “Quando o cuidado com o campo é levado a sério, todos ganham: o atleta, que joga com mais confiança; o público, que acompanha partidas mais seguras; e o esporte, que mantém sua essência de alegria e superação”, conclui.

 

Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte - SBRATE

 

17/11 - Dia Nacional de Combate à Tuberculose

Brasil precisa acelerar resposta à tuberculose e combater estigmas que atrasam o diagnóstico

Especialista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz reforça que doença tem tratamento eficaz e cura 

 

A tuberculose continua sendo um desafio de saúde pública no Brasil e ainda carrega um peso que vai além da medicina: o estigma. Apesar de ser uma doença conhecida, tratável e curável, muitas pessoas deixam de procurar atendimento por medo de discriminação ou por associarem a tuberculose a condições de “falta de higiene” ou vulnerabilidade social, o que atrasa o diagnóstico e favorece a transmissão.

Essa é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch), que afeta principalmente os pulmões, mas pode acometer outros órgãos como ossos, rins e meninges. A transmissão ocorre pelo ar, por meio da inalação de gotículas expelidas quando uma pessoa infectada tosse, fala ou espirra. 

Segundo o Ministério da Saúde, o país registrou cerca de 80 mil novos casos de tuberculose em 2023, o que representa uma incidência próxima de 40 casos por 100 mil habitantes. Os números mostram que o Brasil ainda está distante da meta global de eliminação da doença. No mundo, a Organização Mundial da Saúde estima que 10,8 milhões de pessoas adoeceram em 2023 e que aproximadamente 1,25 milhão morreram em decorrência da tuberculose, reforçando o alerta sobre a necessidade de ampliar a prevenção e o acesso ao tratamento. 

Para o Dr. Filipe Piastrelli, infectologista e coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a informação é fundamental para quebrar barreiras e salvar vidas. “A tuberculose tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS. O que não podemos normalizar é o atraso no diagnóstico por medo ou preconceito. Tosse persistente, por mais de três semanas, emagrecimento inexplicado e suor noturno precisam acender o alerta: é hora de procurar uma unidade de saúde”, afirma. 

O médico lembra ainda que o diagnóstico precoce é decisivo para interromper a cadeia de transmissão. “Diagnóstico e tratamento precoces interrompem a cadeia de transmissão. reduzem internações e salvam vidas. Cada dia a menos até o diagnóstico faz diferença”, reforça. 

Combater a tuberculose exige não apenas esforços clínicos, mas também sociais e intersetoriais. É preciso investir em estratégias que ampliem o diagnóstico em populações mais vulneráveis como pessoas em situação de rua, privadas de liberdade, com HIV, povos indígenas e migrantes, e ao mesmo tempo garantir suporte para a adesão ao tratamento. 

“Não é doença do passado. Sempre que houver desigualdade, moradia precária e barreiras de acesso, a doença encontrará caminho. O combate é clínico, social e intersetorial”, completa. 

Mais do que estatísticas, a tuberculose é um reflexo das desigualdades que persistem no país. Reduzir o estigma, informar a população e assegurar acesso ao diagnóstico e tratamento são passos fundamentais para transformar o cenário e aproximar o Brasil da meta de eliminar uma doença que, apesar de antiga, segue atual e ameaçadora.



Hospital Alemão Oswaldo Cruz
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O “lado oculto” da epidemia: mais de 250 milhões de adultos têm diabetes e não sabe

Com números aumentando e sintomas muitas vezes imperceptíveis, o diabetes exige atenção redobrada 


Não é novidade que o diabetes se tornou um problema de saúde pública mundial. Os dados, há anos já alarmantes, continuam crescendo de maneira estarrecedora. Segundo o mais recente relatório global da International Diabetes Federation (IDF), mais de 589 milhões de pessoas entre 20 e 79 anos convivem com o diabetes em todo o mundo — o equivalente a 1 em cada 9 adultos. A novidade é que 43% dessas pessoas têm a doença e ainda não foram diagnosticadas. 

O diabetes tipo 2, forma mais comum da doença, costuma se desenvolver de maneira silenciosa. Os sintomas, como sede excessiva, cansaço, aumento da fome ou visão embaçada, muitas vezes, são leves ou atribuídos ao estresse e à rotina. “O problema é que o diabetes pode evoluir por anos sem causar dor ou sinais evidentes, e quando o diagnóstico finalmente acontece, o paciente já pode ter desenvolvido complicações sérias”, explica a endocrinologista Dra. Vivian Guardia, do Hcor. Além disso, a falta de acesso a exames simples de glicemia e a baixa percepção de risco entre adultos jovens contribuem para o subdiagnóstico.

O problema é que, quando não identificado e tratado, o diabetes pode afetar diversos órgãos e sistemas do corpo. “A longo prazo, aumenta o risco de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência renal e perda de visão. Descobrir a doença tardiamente significa começar o tratamento quando já há danos instalados. Por isso, quanto antes o diagnóstico, maiores as chances de evitar complicações”, alerta a especialista.

O diagnóstico é simples e acessível: a detecção de hiperglicemia pode ser realizada por meio de exames de sangue que medem a glicemia em jejum e/ou a hemoglobina glicada, amplamente disponíveis na rede pública e privada. Hoje, campanhas de triagem gratuitas são promovidas por instituições de saúde de todo o país, sobretudo, durante o mês de novembro, conhecido por fomentar a conscientização sobre a doença. “O ideal é que todas as pessoas acima de 35 anos sejam rastreadas para diabetes. Além disso, adultos com sobrepeso e obesidade, e com outros fatores de risco como hipertensão arterial e sedentarismo também precisam ser avaliados”, destaca a médica.

A boa notícia é que o diabetes tipo 2 pode ser prevenido e até revertido em estágios iniciais. Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regular e controlar o peso são medidas simples, mas poderosas. “Não é preciso seguir dietas radicais. Pequenas mudanças, como reduzir o consumo de bebidas açucaradas e ultraprocessados, aumentar a ingesta de fibras e caminhar todos os dias, já fazem diferença”, reforça a endocrinologista. Investir em prevenção e acompanhamento médico regular para diagnóstico precoce e gerenciamento de fatores de risco, segundo ela, é o caminho mais eficaz para conter o avanço do diabetes no Brasil e no mundo.


Hcor


Estações Pinheiros e Varginha agora contam com salas maternas para amamentação e extração de leite

Inauguração da Sala Materna na estação Pinheiros,
Linha 9 - Esmeralda.
Foto: divulgação interna.
Espaços oferecem conforto e privacidade a mães colaboradoras e passageiras que precisam manter a rotina de amamentação durante o dia

 

Pensando no bem-estar e na inclusão das mamães que retornam ao trabalho, a ViaMobilidade inaugurou salas maternas nas estações Pinheiros e Varginha, ambas da Linha 9 - Esmeralda.

Os novos espaços foram projetados para oferecer um ambiente acolhedor, seguro e confortável às mulheres que desejam manter a amamentação ou realizar a extração e o armazenamento do leite materno com tranquilidade.

Voltadas tanto para colaboradoras quanto para as passageiras em trânsito pelas estações, as salas estão situadas em áreas reservadas, garantindo privacidade, higiene e praticidade. Cada ambiente conta com poltrona ergonômica, pia para higienização das mãos, micro-ondas para esterilização dos frascos e freezer para armazenamento adequado do leite materno — estrutura completa para atender às necessidades das mães com segurança e conforto.

Segundo André Costa, diretor da ViaMobilidade Linhas 8 e 9, a iniciativa reforça o compromisso da concessionária com o cuidado e o respeito às diferentes etapas da vida de seus colaboradores e clientes. 

“Criar ambientes que acolham e ofereçam suporte às mães é essencial para promovermos uma cultura mais humana e inclusiva. As salas maternas demonstram que o cuidado também faz parte da nossa mobilidade”, destaca André.

A implantação desses espaços integra o conjunto de ações da ViaMobilidade voltadas à promoção da saúde, inclusão e bem-estar, reafirmando o compromisso da empresa em oferecer melhores experiências e condições de acessibilidade a todos que utilizam o transporte sob sua concessão.

As estações Pinheiros e Varginha também contam com outros serviços de acessibilidade, como elevadores, rampas, piso tátil e banheiros adaptados, além de ambientes planejados para proporcionar mais conforto, acolhimento e segurança aos passageiros.
 


A febre da “caneta emagrecedora”: endocrinologista destaca mudanças no comportamento dos pacientes nos últimos anos

Especialista em Medicina do Estilo de Vida comenta as alterações ocorridas nos últimos anos e por que mudanças no comportamento seguem sendo o melhor tratamento


O avanço da medicina trouxe progressos para o tratamento de doenças crônicas como diabetes e obesidade. Na última década, o mais comentado foi o lançamento das “canetas emagrecedoras”, que podem reduzir até 20% do peso e auxiliam no controle da glicemia. Tais medicamentos ganharam popularidade tão rapidamente que, segundo dados do Google Trends de agosto de 2025, as pesquisas pelos remédios já ultrapassavam em 80 vezes as consultas sobre dietas na plataforma. 

Embora o tratamento seja inovador - um estudo apresentado na reunião anual da Sociedade Europeia de Cardiologia mostrou que um dos medicamentos reduziu em 57% o risco de AVC, infarto e morte em pacientes com sobrepeso e obesidade -, a Dra. Jacy Maria Alves faz ressalvas diante da complexidade deste novo cenário:


“Vivemos a era do imediatismo, potencializada pelas redes sociais. Atualmente, os pacientes chegam aos consultórios com mais conhecimento – não necessariamente de melhor qualidade – e costumam demandar soluções rápidas. O crescimento do interesse pelos medicamentos injetáveis para tratamento de obesidade e diabetes tipo 2 demonstra muito bem isso: é um excelente tratamento, mas não é milagroso”, afirma a endocrinologista, especialista em neurociências e professora da MEV Brasil – escola referência em ensino de Medicina do Estilo de Vida.

Evidências científicas demonstram que remédios com os princípios ativos liraglutida (Victoza e Saxenda), semaglutida (Ozempic e Wegovy) e o análogo duplo GLP-1/GIP tirzepatida (Mounjaro) levam à melhora significativa da glicemia, pressão arterial e perfil lipídico. Um dos grandes efeitos celebrados é a redução de peso. Mas, como aponta a especialista, sem mudanças de hábitos, todos esses benefícios são rapidamente perdidos e se agregam a outros problemas que a medicação, sozinha, não resolve – ou agrava.

“É necessário um acompanhamento multidisciplinar. É muito comum que, sem o acompanhamento adequado, quem utiliza as ‘canetas’ coma pouco e coma mal, não ingerindo os nutrientes necessários; perca massa magra, além de gordura, o que prejudica a saúde óssea, aumenta a fadiga e reduz a capacidade funcional; e necessite de acompanhamento contínuo e integrado , já que estamos falando de uma perda significativa de peso em pouco tempo, que pode impactar a imagem, autoestima e que necessita de uma abordagem completa para que os resultados sejam sustentáveis”, coloca a professora da MEV.

Com a fama, potencializada pela internet, casos de automedicação tornaram-se comuns, mesmo entre pacientes sem recomendação de uso. Muitos procuravam a promessa de emagrecimento rápido. Contudo, dados publicados na revista científica Obesity Reviews, com 2.300 pacientes após a suspensão do tratamento, demonstraram que 50% sofreram o efeito rebote: recuperaram o peso perdido. A professora associa o efeito à manutenção de hábitos ruins. 

“Delegar o cuidado da sua saúde integralmente a um fármaco é como dirigir uma Ferrari em primeira marcha: a potência existe, mas falta técnica para aproveitar plenamente a experiência. Não há injeção ou comprimido que cozinhe por você, que o faça se exercitar diariamente, que desligue o celular às 22h ou que organize sua rotina. O remédio abre o caminho para tomada de decisões mais saudáveis, mas depende do paciente consolidar essa rotina e nós, como profissionais de saúde envolvidos com esse cuidado, precisamos conhecer também estratégias comportamentais para que isso aconteça e que a mudança de comportamento realmente vire hábito, o que depende de um acompanhamento longitudinal e no cuidado centrado na relação e numa verdadeira conexão com o paciente”.
Não existem milagres ou segredos, segundo a professora: o básico deve ser bem-feito. Segundo os pilares da Medicina do Estilo de Vida, que preconiza uma abordagem clínica baseada em mudanças de comportamentos do paciente, é necessário:
 

  • Mudança alimentar, reduzindo ou evitando o consumo de ultraprocessados a favor de vegetais, legumes e frutas naturais, com uma ingestão equilibrada de proteínas;
  • Praticar atividades físicas regularmente para a preservação da massa muscular, resistência e força, essências para uma vida longínqua e saudável;
  • Sono de qualidade, entre sete e oito horas diárias, ajudando a manejar o estresse;
  • Reduzir ou cortar o uso de tóxicos, como álcool e cigarro;
  • Cuidar da saúde mental, importantíssima para o equilíbrio de todas as atividades do dia a dia.
     

Desta forma, as medicações para tratamento de obesidade e seus efeitos terão muito mais impacto na saúde do paciente, durante e após o fim do tratamento.


MEV Brasil


Mais que uma gripe forte: especialistas explicam por que a pneumonia ainda preocupa médicos no Brasil

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No Dia Mundial da Pneumonia (12), profissionais reforçam a importância da vacinação e do reconhecimento precoce dos sintomas

 

A pneumonia pode parecer algo comum, uma tosse que demora a passar, uma febre que insiste em voltar, um cansaço que chega sem explicação. Mas o perigo está justamente nos sinais sutis que muitas vezes não são percebidos até que a infecção já esteja avançada. Em um país onde é comum confundir sintomas respiratórios com uma gripe forte ou recorrer à automedicação, o descuido pode transformar um quadro simples em uma emergência médica.
 

A pneumonia ainda é uma ameaça global

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), infecções respiratórias inferiores, incluindo a pneumonia, continuam entre as principais causas de morte no mundo. Em 2019, mais de 740 mil crianças menores de 5 anos morreram em decorrência da doença, o que corresponde a cerca de 14% de todas as mortes nessa faixa etária. Embora o número assuste, há outro dado que merece atenção: a pneumonia também figura entre as infecções mais graves em adultos e idosos.

No Brasil, um levantamento publicado no Jornal Brasileiro de Pneumologia apontou que a mortalidade hospitalar chega a 18% entre pacientes com menos de 65 anos e ultrapassa 23% entre os idosos, reforçando que o problema vai muito além da infância.

Segundo o médico Dr. Luis Mora, intensivista do Centro de Emergência Regional (CER) Ilha do Governador, a doença tem maior ocorrência entre idosos, fumantes, pessoas com doenças crônicas como diabetes, DPOC ou insuficiência cardíaca, e indivíduos com baixa imunidade.

“A demora para buscar ajuda é o que mais preocupa. Muitos chegam ao hospital apenas quando já há falta de ar ou queda de oxigenação, e isso muda completamente o desfecho clínico”, alerta.
 

Risco para os bebês

Nos primeiros anos de vida, o sistema imunológico ainda está em amadurecimento, o que torna bebês e crianças pequenos mais suscetíveis às infecções respiratórias. O Dr. Júlio Cesar Pelegrini, coordenador da UTI Neonatal do Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, ressalta que o cuidado deve começar cedo.

“Nos bebês, qualquer sinal respiratório deve ser levado a sério. Respiração acelerada, gemido ao respirar, recusa alimentar ou febre são motivos para procurar atendimento imediato”, pontua.

Ele reforça que a amamentação exclusiva até os seis meses é uma das principais defesas contra a pneumonia, já que o leite materno contém anticorpos que fortalecem o sistema imunológico.

“A vacinação é outro pilar essencial, assim como evitar o tabagismo passivo e manter os ambientes ventilados. São atitudes simples, mas que têm impacto direto na prevenção”, diz o médico.
 

A desigualdade como fator de risco

Além de fatores clínicos, a pneumonia também é um marcador de desigualdade social. Ambientes domiciliares precários, falta de saneamento, poluição e dificuldade de acesso à atenção básica ampliam o risco de infecção e retardam o diagnóstico.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), crianças em comunidades de baixa renda têm até cinco vezes mais chances de morrer de pneumonia do que aquelas em contextos de melhor infraestrutura. “O desafio não é apenas tratar, mas garantir que as pessoas cheguem a tempo de serem tratadas”, afirma o Dr. Mora.

A combinação entre vulnerabilidade social e sobrecarga nos serviços de saúde faz com que muitos casos se agravem antes de receber assistência adequada. “Por isso, políticas públicas de prevenção, especialmente campanhas de vacinação e educação em saúde, são essenciais”, acrescenta.
 

Os novos desafios no combate à doença

A luta contra a pneumonia também passa por fatores contemporâneos que transformam o cenário da saúde pública. O primeiro deles é o impacto das mudanças climáticas. A intensificação de ondas de calor, queimadas e poluição atmosférica tem aumentado a exposição a agentes irritantes que comprometem as vias respiratórias. Estudos recentes da OMS e da revista The Lancet apontam que a má qualidade do ar está diretamente relacionada ao aumento de internações por pneumonia e doenças pulmonares crônicas.

Outro obstáculo é a resistência bacteriana. O uso inadequado e prolongado de antibióticos tem tornado algumas bactérias mais resistentes, dificultando o tratamento de infecções respiratórias.

“Temos observado que casos antes facilmente controlados hoje exigem esquemas mais complexos e internações prolongadas”, explica o Dr. Mora. Essa tendência preocupa autoridades de saúde e reforça a necessidade de uso racional de medicamentos e de acompanhamento médico adequado.

Por outro lado, há boas notícias. Novas vacinas conjugadas pneumocócicas vêm sendo desenvolvidas com maior cobertura contra diferentes cepas da bactéria Streptococcus pneumoniae, principal causadora da pneumonia bacteriana.

Segundo o Ministério da Saúde, essas vacinas têm potencial de reduzir de forma expressiva os casos graves e as mortes associadas à doença, tanto em crianças quanto em adultos. Além disso, pesquisas sobre imunizantes universais e terapias respiratórias inovadoras indicam avanços importantes para os próximos anos.
 

Informação que salva vidas

A pneumonia é uma doença tratável e, em grande parte dos casos, evitável. O ponto-chave é reconhecer precocemente os sintomas e procurar ajuda médica. “O tempo é um fator determinante. Quando o tratamento é iniciado rapidamente, a chance de recuperação completa é altíssima”, reforça o Dr. Mora.

Para o Dr. Pelegrini, o recado é o mesmo para todas as faixas etárias. “A atenção aos sinais e a busca rápida por atendimento salvam vidas. Em bebês e crianças, cada hora conta”, afirma.

Neste Dia Mundial da Pneumonia, os especialistas deixam uma mensagem direta: prevenir, vacinar e agir rápido são atitudes simples que fazem toda a diferença. Respirar é um ato involuntário, mas cuidar da respiração é uma escolha consciente.




Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, localizado na zona Oeste do Rio de Janeiro

Hospital Municipal Evandro Freire/CER Ilha, localizado na zona Norte do Rio de Janeiro


CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial


Novos dados mostram resultados promissores com finerenona em pacientes com doença renal crônica associada ao diabetes tipo 1

 

Molécula é o primeiro medicamento em mais de 30 anos a apresentar resultados positivos para a condição; Estudo mostrou redução significativa na relação albumina/creatinina urinária (RACU), importante marcador de lesões renais, em adultos com doença renal crônica associada ao diabetes tipo 1

 

A Bayer anunciou, na última semana, resultados promissores do estudo clínico global de Fase III FINE-ONE, que avaliou o uso da finerenona em adultos com doença renal crônica (DRC) associada ao diabetes tipo 1 (DM1). O estudo mostrou que o medicamento, em combinação com o tratamento padrão, reduziu de forma estatisticamente significativa a relação albumina/creatinina urinária (RACU) – um importante marcador de dano renal – em 25% em comparação ao placebo, ao longo de seis meses. 

A RACU é usada para avaliar a extensão da lesão renal: quanto maior seu valor, maior o risco de progressão da doença, insuficiência renal e eventos cardiovasculares.

A finerenona é o primeiro medicamento em mais de 30 anos a apresentar resultados positivos em um estudo de Fase III voltado para o alto risco de progressão da doença renal e complicações cardiovasculares em pacientes com DRC associada ao diabetes tipo 1. 

Os achados foram apresentados na sessão plenária de abertura do Kidney Week 2025, o principal congresso anual da Sociedade Americana de Nefrologia (ASN).

 

Resultados do estudo 

No FINE-ONE, a finerenona reduziu significativamente o desfecho primário – a variação relativa na RACU em comparação ao início do estudo – em 25%. Durante o período de acompanhamento, 68,1% dos pacientes tratados com finerenona (81 de 119) atingiram uma redução de pelo menos 30% na RACU, meta recomendada pelo ADA (American Diabetes Association) com o objetivo de desacelerar a progressão da doença renal crônica, em comparação a 46,6% dos pacientes que receberam placebo (54 de 116). 

Esses resultados fazem da finerenona o primeiro medicamento desde os anos 1990 a mostrar benefícios comprovados em um estudo de Fase III para doença renal crônica associada ao diabetes tipo 1.

 

Relevância clínica e impacto para os pacientes 

A doença renal crônica associada ao diabetes tipo 1 é um importante desafio de saúde pública. Cerca de 30% das pessoas com DM1 desenvolvem DRC, e aproximadamente uma em cada quatro evolui para doença renal em estágio terminal, necessitando de diálise ou transplante. 

Estima-se que mais de 9,5 milhões de pessoas convivam hoje com diabetes tipo 1 no mundo, número que pode chegar a entre 13,5 e 17,4 milhões até 2040. Além do risco de falência renal, esses pacientes enfrentam também maior probabilidade de doenças cardiovasculares graves. 

“Pacientes que convivem com diabetes tipo 1 e doença renal crônica enfrentam um risco elevado de insuficiência renal e doenças cardiovasculares, o que impacta significativamente sua qualidade e expectativa de vida”, afirmou o professor Hiddo Lambers Heerspink, do Centro Médico Universitário de Groningen (Holanda) e presidente do comitê executivo do estudo. “A redução da RACU está altamente correlacionada à redução de eventos renais e cardiovasculares. Os resultados positivos do FINE-ONE representam um marco e trazem esperança para esses pacientes, que atualmente têm poucas opções terapêuticas.” 

Os resultados reforçam os achados anteriores de estudos de Fase III com a finerenona – FIDELIO-DKD e FIGARO-DKD, realizados em pacientes com diabetes tipo 2, que mostraram que a redução da RACU está fortemente associada à menor progressão da doença renal e à redução de eventos cardiovasculares.
 

Colaboração com a comunidade científica e de pacientes 

“Pessoas com diabetes tipo 1 e doença renal crônica enfrentam uma carga imensa, com risco aumentado para complicações renais e cardiovasculares”, destacou Jonathan Rosen, PhD, diretor de pesquisa da Breakthrough T1D, organização global dedicada ao avanço da pesquisa e defesa dos pacientes com diabetes tipo 1. “A Breakthrough T1D continua comprometida em colaborar com a Bayer para melhorar o cuidado renal desses pacientes.”

 

Perspectivas futuras 

“A relação albumina/creatinina urinária é um importante preditor de eventos renais e cardiovasculares em pessoas com doença renal crônica associada ao diabetes, sendo que níveis elevados indicam piora da lesão renal. Há mais de três décadas, nenhuma terapia modificadora da doença específica para os rins foi aprovada para o tratamento da DRC associada ao diabetes tipo 1”, afirmou Dr. Christian Rommel, diretor global de Pesquisa e Desenvolvimento da divisão farmacêutica da Bayer.

“A finerenona demonstrou sua capacidade de reduzir a RACU em pacientes com DRC associada ao diabetes tipo 1, e estamos entusiasmados com a perspectiva de oferecer uma nova opção terapêutica para esses pacientes, cuja condição tem sido pouco estudada por tanto tempo.” 

A Bayer informou que planeja submeter os dados do estudo FINE-ONE às autoridades regulatórias para avaliação do uso da finerenona no tratamento da DRC associada ao diabetes tipo 1.

 

Sobre a finerenona 

A finerenona é um antagonista não esteroidal e seletivo do receptor mineralocorticoide (nsMRA) – uma classe de medicamentos que bloqueia os efeitos nocivos da superativação desse receptor, processo que contribui para o avanço da doença renal e danos cardiovasculares. 

O medicamento já é aprovado em mais de 95 países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Europa, China e Japão, para o tratamento da doença renal crônica associada ao diabetes tipo 2 e, em alguns mercados, também para insuficiência cardíaca.

 

Sobre a doença renal crônica associada ao diabetes tipo 1 

O diabetes tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune crônica em que o sistema imunológico destrói as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina, exigindo tratamento com insulina ao longo da vida.
A doença renal crônica (DRC) é uma das complicações mais graves do diabetes e se desenvolve de forma silenciosa, podendo evoluir para falência renal. Mesmo com terapias padrão para controle da glicemia e da pressão arterial, o risco de progressão da doença permanece alto.
 

 

Compromisso da Bayer com as doenças cardiovasculares e renais 

A Bayer é líder global em cardiologia e vem expandindo seu portfólio com terapias inovadoras voltadas a doenças cardiovasculares e renais, que ainda apresentam grandes lacunas médicas.

A estratégia da companhia é investir em medicina de precisão, oferecendo tratamentos que retardam a progressão das doenças e melhoram a qualidade de vida dos pacientes. 



Bayer
https://www.bayer.com.br/pt/


ANS abre Consulta Pública para avaliar inclusão de tratamento para pacientes com mielofibrose e anemia

Iniciativa busca ampliar o acesso à terapia inovadora para câncer hematológico raro; Contribuições podem ser enviadas até 24 de novembro de 2025 

 

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela regulamentação do sistema privado de saúde, abriu a consulta pública nº 163 (UAT nº 176) para avaliar a possível incorporação de uma nova terapia à lista de coberturas obrigatórias dos planos de saúde1. O tratamento é indicado para pacientes adultos com mielofibrose de risco intermediário ou alto e anemia, incluindo mielofibrose primária ou secundária (pós-policitemia vera e pós-trombocitemia essencial)2,3. 

A mielofibrose é um tipo raro de câncer hematológico caracterizado pela proliferação anormal de células-tronco na medula óssea, frequentemente associada à mutações nos genes JAK2, CALR ou MPL. Essas alterações genéticas resultam em uma produção desregulada de células sanguíneas e provocam fibrose na medula óssea, levando à complicações graves, como esplenomegalia (aumento do baço) e anemia4,5,10,11. Além disso, os pacientes frequentemente apresentam sintomas debilitantes, como fadiga intensa, sudorese noturna, dor óssea e alterações no hemograma, que comprometem significativamente sua qualidade de vida4,9,10. A mielofibrose afeta principalmente indivíduos com 65 anos ou mais, sendo que a maioria dos casos são diagnosticados em estágios de risco intermediário ou alto.9-11. 

A anemia é uma das complicações mais prevalentes e incapacitantes da mielofibrose: cerca de 44% dos pacientes já apresentam anemia moderada a grave no momento do diagnóstico, e quase todos desenvolvem essa condição ao longo do curso da doença. Em muitos casos, os pacientes tornam-se dependentes de transfusões sanguíneas, uma situação que está associada a um pior prognóstico e menor sobrevida4-6,13. 

Neste contexto, a consulta pública busca avaliar a incorporação do primeiro e único medicamento aprovado no Brasil com indicação específica para tratar pacientes com mielofibrose e anemia. Este tratamento inovador possui um mecanismo de ação duplo, combinando a inibição das quinases JAK1/JAK2 e do receptor activina A tipo 1 (ACVR1). Além de atuar no controle dos sintomas constitucionais e na redução da esplenomegalia, o medicamento oferece benefícios significativos na melhora da anemia e na diminuição da necessidade de transfusões sanguíneas, proporcionando uma abordagem mais abrangente e eficaz para o manejo da doença7,8. 

“A mielofibrose causa grande impacto na vida dos pacientes, principalmente por conta da fadiga e da anemia, que muitas vezes os obrigam a reduzir o trabalho ou até se aposentar mais cedo. Isso traz grande impacto financeiro para seus núcleos familiares. Muitos precisam de transfusões frequentes, o que além de riscos para a saúde (entre eles, reações alérgicas, sobrecarga para o coração e lesões nos pulmões) sobrecarrega emocionalmente as famílias e financeiramente o sistema de saúde. Este novo tratamento é o único disponível no Brasil com dados que mostram melhora da anemia e redução da dependência de transfusões, trazendo mais qualidade de vida e autonomia para os pacientes”, afirma a hematologista Dra. Cristiana Solza, Professora Titular de Hematologia e Hemoterapia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). 

A aprovação regulatória do tratamento cuja incorporação no rol da ANS está em avaliação foi embasada em estudos clínicos de fase III, que demonstraram benefícios significativos em termos de controle da esplenomegalia e sintomas, melhora da anemia e redução da dependência transfusional.7,8,12.

 

Por que participar da Consulta Pública?

Pacientes, familiares, profissionais de saúde e a sociedade em geral podem participar da consulta pública, contribuindo com suas experiências e percepções sobre o impacto da doença e a importância de ampliar o acesso a novas alternativas terapêuticas. 

“A participação de pacientes e familiares na consulta pública é essencial, pois só eles conseguem mostrar como o tratamento realmente melhora a qualidade de vida. Médicos, especialistas e cidadãos também contribuem para que a decisão da ANS seja mais representativa e justa, ampliando as chances de acesso a esse avanço”, segundo a Dra. Cristiana Solza.

 

Como participar?

Participar é simples e pode fazer a diferença. Saiba como contribuir:

  • Acesse o site da ANS: Link.
  • Leia o relatório COSAÚDE e os documentos de apoio: entenda os critérios e evidências avaliados.
  • Dê sua opinião: clique em “Consulta pública nº 163 (UAT nº 176) – Contribua agora”, insira seus dados e escolha o tipo de contribuinte. Inclua sua justificativa e finalize em “Enviar contribuições”. 

A consulta pública nº 163 (UAT nº 176) ficará aberta até 24 de novembro de 2025.

 


GSK
www.gsk.com.br

 

Referências

  1. ANS.GOV.BR. Consulta Pública n° 163 - Tem como objetivo receber contribuições relacionadas às propostas de atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Disponível em: Link. Acesso em novembro de 2025
  2. OJJAARA (momelotinibe). Bula do produto.
  3. DOU, Brasília, DF, 10 de março de 2025, Seção 1, p.91.
  4. Scherber RM, Mesa RA. Management of challenging myelofibrosis after JAK inhibitor failure and/or progression. Blood Rev. 2020 Jul;42:100716. doi: 10.1016/j.blre.2020.100716. PMID: 32593470; PMCID: PMC8895349.
  5. Nicolosi M, Mudireddy M, Lasho TL, et al. Sex and degree of severity influence the prognostic impact of anemia in primary myelofibrosis: analysis based on 1109 consecutive patients. Leukemia. 2018 May;32(5):1254-1258. doi: 10.1038/s41375-018-0028-x. PMID: 29568091; PMCID: PMC5940639.
  6. Mead AJ, Butt NM, Nagi W, et al. A retrospective real-world study of the current treatment pathways for myelofibrosis in the United Kingdom: the REALISM UK study. Ther Adv Hematol. 2022 Mar 28;13:20406207221084487. doi: 10.1177/20406207221084487. PMID: 35371428; PMCID: PMC8966129.
  7. Mesa RA, Kiladjian JJ, Catalano JV, et al. SIMPLIFY-1: A Phase III Randomized Trial of Momelotinib Versus Ruxolitinib in Janus Kinase Inhibitor-Naïve Patients With Myelofibrosis. J Clin Oncol. 2017 Dec 1;35(34):3844-3850. doi: 10.1200/JCO.2017.73.4418. PMID: 28930494; PMCID: PMC6553796.
  8. Verstovsek S, Gerds AT, Vannucchi AM, et al. Momelotinib versus danazol in symptomatic patients with anaemia and myelofibrosis (MOMENTUM): results from an international, double-blind, randomised, controlled, phase 3 study. Lancet. 2023 Jan 28;401(10373):269-280. doi: 10.1016/S0140-6736(22)02036-0. PMID: 36709073.
  9. Mughal TI, Vaddi K, Sarlis NJ, Verstovsek S. Myelofibrosis-associated complications: pathogenesis, clinical manifestations, and effects on outcomes. Int J Gen Med. 2014 Jan 29;7:89-101. doi: 10.2147/IJGM.S51800. PMID: 24501543; PMCID: PMC3912063.
  10. Mitra D, Kaye JA, Piecoro LT, et al. Symptom burden and splenomegaly in patients with myelofibrosis in the United States: a retrospective medical record review. Cancer Med. 2013 Dec;2(6):889-98. doi: 10.1002/cam4.136. PMID: 24403262; PMCID: PMC3892393.
  11. Shallis RM, Zeidan AM, Wang R, Podoltsev NA. Epidemiology of the Philadelphia Chromosome-Negative Classical Myeloproliferative Neoplasms. Hematol Oncol Clin North Am. 2021 Apr;35(2):177-189. doi: 10.1016/j.hoc.2020.11.005. PMID: 33641862.
  12. Mesa R, Harrison C, Oh ST, et al. Overall survival in the SIMPLIFY-1 and SIMPLIFY-2 phase 3 trials of momelotinib in patients with myelofibrosis. Leukemia. 2022 Sep;36(9):2261-2268. doi: 10.1038/s41375-022-01637-7. PMID: 35869266; PMCID: PMC9417985.
  13. Naymagon L, Mascarenhas J. Myelofibrosis-Related Anemia: Current and Emerging Therapeutic Strategies. Hemasphere. 2017 Dec 20;1(1):e1. doi: 10.1097/HS9.0000000000000001. PMID: 31723730; PMCID: PMC6745971.

 

Material dirigido ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico.



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