MYME lembra que organizar histórico
médico facilita a comunicação entre especialistas, o acompanhamento médico e o
diagnóstico
Unsplash
Uma mamografia feita há dois anos, o resultado de uma biópsia, a prescrição de um medicamento. Cada informação registra uma parte da história de saúde de uma mulher. Mas quando chega a hora de tomar decisões sobre um diagnóstico de câncer de mama, esses documentos podem estar espalhados entre hospitais, laboratórios, aplicativos, e-mails e gavetas; número que só cresce ao longo do tratamento.
Enquanto isso, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil entre 2026 e 2028. Excluídos os tumores de pele não melanoma, a doença representa 30% dos novos casos de câncer entre mulheres no país. A MYME, healthtech brasileira, lembra que organizar o histórico de saúde pode apoiar no controle da doença, um aspecto pouco discutido dentro da jornada oncológica.
“Saúde exige registro contínuo”, afirma Lucas Santiago, cofundador da MYME, que conta com uma plataforma gratuita que centraliza o histórico de saúde do usuário e seus dependentes em uma linha do tempo e pode ser, todo ou em parte, compartilhado via link. “Organizar esses dados facilita o compartilhamento com profissionais da saúde e reduz a dependência da memória da paciente em um momento extremamente sensível.”
A plataforma da MYME aceita arquivos em PDF, imagem e texto e
permite organizar os dados por categorias criadas pelo próprio paciente,
totalmente editáveis, como “sintomas”, “exames”, “consulta médica”, “medicação”
e “vacinação”.
Segunda opinião e comunicação entre especialistas
A busca por uma segunda opinião médica é uma das situações em que ter os documentos reunidos pode fazer diferença. Para avaliar o caso, o profissional precisa conhecer os exames e resultados disponíveis, além do diagnóstico e dos tratamentos já realizados. Imagine ter que refazer um monte de exames?
Além disso, ter à disposição todo o histórico médico para ser
compartilhado entre os profissionais que participam do tratamento, como
oncologista, cirurgiã(o) e radioterapeuta, ajuda o trabalho da equipe,
conectando as diferentes etapas do controle da doença. “É uma forma de
tornar mais simples esse momento tão delicado na vida de uma mulher”,
comenta Santiago.
Como a MYME funciona
Ao criar uma conta na MYME, o usuário pode inserir informações em categorias sugeridas – Sintomas, Exames, Visita Médica, Medicação, Vacina e “Outros” – ou criar suas categorias (por exemplo, controle de glicemia, controle de pressão arterial e ciclo menstrual). A plataforma aceita arquivos em PDF, imagem e texto e tudo é inserido em uma linha do tempo do paciente. Qualquer dado ou categoria pode ser compartilhado via link.
“A plataforma também é pensada para o cuidado com o outro,
lembrando que vivemos em comunidade e dependemos uns dos outros”, destaca Lucas Santiago, cofundador da
MYME. Por isso, a plataforma permite que o usuário crie perfis de dependentes e
divida sua gestão com outros responsáveis (familiares e cuidadores de um idoso,
por exemplo).
Segurança de dados
A proteção de dados é um dos principais pontos de
atenção do setor de saúde diante dos episódios recentes de vazamento de
informações confidenciais. A segurança é o ponto focal da MYME. O cofundador e
desenvolvedor da plataforma, Gabriel Barros, é engenheiro de software com
experiência de 12 anos no Yahoo Internacional e liderança em um projeto de
isolamento de dados sensíveis com Google e Microsoft. Ele garante que “a
construção da infraestrutura da MYME parte do princípio de que dados de saúde
exigem um nível máximo de proteção e controle pelo usuário.”
Complementar ao Meu SUS Digital
A MYME não disputa espaço com o Meu SUS Digital, plataforma do
Ministério da Saúde que funciona como prontuário eletrônico do Sistema Único de
Saúde (SUS). “O Meu SUS traz informações da rede pública e agora também
permite o agendamento de consultas [inicialmente para 500 municípios
brasileiros]. A MYME agrega o que o paciente tem em papéis, imagens
e outros arquivos guardados consigo, além de dados do cotidiano que o SUS não
registra”, diferencia Gabriel.
MYME
Saiba mais aqui.
Nenhum comentário:
Postar um comentário