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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

CIN tem risco de fraude até 77% menor que documentos tradicionais, aponta Serasa Experian

  • Taxa de fraude identificada na CIN é de 0,12%, ante 0,44% no RG e 0,52% na CNH;
  • Mais de 1,5 milhão de tentativas de fraude documental foram barradas entre janeiro e agosto de 2026;

·         RG e CNH concentram, juntos, 84,1% das ocorrências identificadas no período.

 

A Carteira de Identidade Nacional (CIN) apresenta uma taxa de fraude de 0,12%, índice até 77% menor que o registrado em documentos de identificação mais tradicionais. O achado é resultado da análise de validações de identidade realizadas entre janeiro e agosto de 2026 pela Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. Na comparação, a taxa de fraude chega a 0,52% para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), e a 0,44% para o antigo Registro Geral (RG), documento que deve ser substituído pela CIN até 2032.

 

A diferença representa uma redução de aproximadamente 73% no risco de fraude em relação ao RG e de 77% na comparação com a CNH. A CIN adota um padrão nacional de identificação e utiliza o CPF como número único, além de incorporar recursos adicionais de segurança, como QR Code para verificação da autenticidade do documento.

 

“A diferença entre as taxas mostra como a evolução dos documentos de identificação pode contribuir para jornadas mais seguras. A CIN nasce em um contexto de maior digitalização, com padronização nacional, número único e novos elementos de segurança que aumentam a capacidade de verificar se aquele documento e aquela identidade são legítimos”, explica o Gerente Executivo de Soluções Antifraude da Serasa Experian, Luis Filipe Morra. “Isso não significa que um novo documento elimine as tentativas de fraude. Os criminosos também adaptam suas estratégias e, por isso, a validação documental precisa estar combinada a outras camadas de proteção, como biometria, inteligência de dados e análise de dispositivos”, completa.

 

RG e CNH concentram mais de 80% das tentativas de fraude documental 


No período analisado, mais de 1,5 milhão de tentativas de fraude envolvendo documentos foram identificadas e barradas nas validações realizadas pela datatech. A maior parcela das ocorrências estava associada à CNH e ao RG, que, juntos, concentraram 84,1% das tentativas detectadas. A CIN respondeu por 10,2% das ocorrências. Veja o detalhamento no gráfico abaixo:

 

 

A concentração das ocorrências em RG e CNH deve ser analisada também considerando a presença histórica e a ampla circulação dessas identidades entre a população brasileira. Documentos mais difundidos aparecem em um universo maior de jornadas de identificação e autenticação e, consequentemente, também podem representar uma parcela maior das tentativas identificadas. Por isso, a participação de cada documento no volume total de ocorrências, isoladamente, não determina sua vulnerabilidade à fraude.

 

A taxa de fraude, por sua vez, permite dimensionar a incidência das irregularidades dentro das validações analisadas para cada documento. Nesse recorte, mesmo a CIN já respondendo por 10,2% das tentativas identificadas, sua taxa permanece inferior à observada no RG e na CNH.

 

“É importante separar volume de tentativas e taxa de fraude. RG e CNH são documentos consolidados, amplamente utilizados pela população e, naturalmente, estão presentes em um número muito maior de jornadas. Ao mesmo tempo, quando observamos proporcionalmente as validações de cada documento, a CIN apresenta uma incidência significativamente menor de fraude. À medida que a nova identidade ganhar escala no país, acompanhar esse indicador será fundamental para entender também como o comportamento dos fraudadores evolui diante de um documento desenvolvido com novos mecanismos de segurança”, analisa o gerente da datatech.


 

Novo padrão reduz fragmentação da identificação no país

 

Instituída como novo padrão de identificação civil brasileiro, a CIN começou a ser emitida em 2022 e passou a utilizar o CPF como número único de identificação em todo o território nacional. A mudança solucionou uma característica do antigo sistema de RGs: como os documentos eram emitidos separadamente pelos órgãos de identificação das Unidades Federativas, uma mesma pessoa podia possuir até 27 números de RG diferentes, um em cada estado e no Distrito Federal.

 

Com a CIN, o cidadão passa a ter um único número de identificação, independentemente do local de emissão. O documento também estabelece um padrão nacional para os órgãos de identificação e incorpora mecanismos como QR Code, que permite verificar sua autenticidade e conferir as informações presentes na versão física.

 

A mudança ocorre de maneira gradual. Os documentos de identidade emitidos no modelo antigo continuam válidos até 2032, permitindo que a população faça a transição para a CIN ao longo dos próximos anos.

 

“A adoção do CPF como número único e de um padrão nacional cria condições para processos de validação mais consistentes. Para as empresas, porém, o documento deve continuar sendo entendido como uma das peças da análise. Quanto mais sinais independentes forem combinados para confirmar que uma pessoa é realmente quem afirma ser, maior é a capacidade de identificar comportamentos suspeitos sem criar barreiras desnecessárias para consumidores legítimos”, conclui Morra.


 

Metodologia 

O levantamento da Serasa Experian considera validações de identidade realizadas entre janeiro e agosto de 2026 e analisa as tentativas de fraude documental identificadas e barradas no período. Foram consideradas ocorrências relacionadas à CIN, RG, CNH, DNI, RNI e RNE. A taxa de fraude corresponde à incidência de tentativas identificadas em relação ao universo de validações analisadas para cada tipo de documento.



Experian
experianplc.com


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