Uma consulta médica também pode ser um convite a olhar para outros
aspectos da saúde, inclusive a saúde bucal. No Dia do Médico, celebrado
em 18 de outubro, essa conexão ganha destaque ao lembrar que o cuidado com
doenças crônicas muitas vezes vai além de uma única especialidade. Um exemplo é
a relação entre diabetes e periodontite, doença inflamatória que afeta as
gengivas e os tecidos de sustentação dos dentes. A Organização Mundial da Saúde
(OMS) reconhece essa associação, que reforça a importância de integrar o
acompanhamento médico e odontológico.
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisa
Odontológica e Craniofacial dos Estados Unidos (NIDCR), pessoas com diabetes
apresentam maior risco de desenvolver doenças periodontais, especialmente
quando os níveis de glicose no sangue não estão bem controlados. A relação
também ocorre no sentido inverso: a inflamação periodontal pode dificultar o
controle glicêmico.
Essa associação não significa que todas as pessoas
com diabetes desenvolverão problemas nas gengivas, mas evidencia por que a
saúde bucal deve fazer parte das conversas sobre acompanhamento de doenças
crônicas. Nesse contexto, médicos e dentistas têm papéis complementares na orientação
e no cuidado de cada paciente.
Sinais na gengiva não devem
ser ignorados
Sangramento durante a escovação ou o uso do fio
dental, gengivas avermelhadas ou inchadas, mau hálito persistente e retração
gengival são sinais que merecem avaliação odontológica. Em estágios mais
avançados, a periodontite pode comprometer os tecidos de sustentação dos
dentes, provocar mobilidade dentária e até levar à perda dental.
Além dos cuidados diários de higiene, pessoas com
diabetes devem manter consultas odontológicas regulares e informar ao dentista
sobre o diagnóstico, os medicamentos utilizados e as condições de controle da
doença. Essa troca de informações ajuda o profissional a planejar o atendimento
de acordo com as necessidades individuais, inclusive quando há procedimentos
odontológicos envolvidos.
O acompanhamento médico também é essencial para
avaliar o controle glicêmico e ajustar o tratamento sempre que necessário.
Quando médicos e dentistas compartilham informações relevantes sobre o
paciente, as condutas podem ser mais bem coordenadas, favorecendo a
identificação de riscos e a continuidade do cuidado.
A prevenção começa com medidas simples, mas que
precisam fazer parte da rotina. Escovar os dentes com creme dental fluoretado,
utilizar fio dental diariamente, evitar o tabagismo e realizar avaliações
odontológicas periódicas são atitudes importantes para preservar a saúde das
gengivas e dos dentes.
A recomendação também envolve procurar atendimento
diante de sinais persistentes de inflamação, em vez de esperar que o
desconforto se intensifique. O tratamento da doença periodontal deve ser
definido pelo dentista conforme a gravidade do quadro e as condições clínicas
de cada pessoa.
A integração entre as especialidades é
especialmente importante porque o cuidado com doenças crônicas exige uma visão
que considere o organismo como um todo. Nesse contexto, a saúde bucal não deve
ser tratada como uma questão isolada, mas como parte da prevenção de
complicações e da manutenção da qualidade de vida.
Para a Sorridents, rede de clínicas odontológicas,
ampliar a conscientização sobre a relação entre saúde bucal e condições
sistêmicas é uma oportunidade de incentivar hábitos preventivos e aproximar o
acompanhamento odontológico da rotina de quem convive com doenças crônicas.
“O cuidado com a saúde precisa ser integrado. No
caso de pessoas com diabetes, acompanhar a saúde das gengivas e manter as
consultas odontológicas em dia são medidas importantes para prevenir
complicações e preservar a qualidade de vida. A atuação conjunta entre médicos
e dentistas permite olhar para o paciente de forma mais completa, considerando
suas necessidades e seu histórico clínico”, afirma Dra. Carla Sarni, fundadora
e CEO do Grupo Salus, holding da qual a Sorridents faz parte.
A proposta é reforçar que cuidar da saúde bucal
não se resume a tratar dores ou resolver problemas já instalados. A prevenção,
o diagnóstico precoce e a comunicação entre os profissionais de saúde
contribuem para um acompanhamento mais completo, no qual boca e organismo são
considerados partes de um mesmo cuidado.
Como cuidar da saúde bucal em
caso de diabetes
- Escove
os dentes com creme dental fluoretado.
- Use
fio dental diariamente.
- Mantenha
consultas odontológicas regulares e siga a periodicidade indicada pelo
profissional.
- Informe
ao dentista sobre o diagnóstico de diabetes, os medicamentos utilizados e
o controle glicêmico.
- Procure
avaliação se perceber sangramento, inchaço ou vermelhidão nas gengivas,
mau hálito persistente ou mobilidade dentária.
- Mantenha
o acompanhamento médico e odontológico, com comunicação entre os
profissionais sempre que necessário.
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