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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Diabetes e saúde bucal: por que médicos e dentistas precisam atuar em conjunto?


 Uma consulta médica também pode ser um convite a olhar para outros aspectos da saúde,  inclusive a saúde bucal. No Dia do Médico, celebrado em 18 de outubro, essa conexão ganha destaque ao lembrar que o cuidado com doenças crônicas muitas vezes vai além de uma única especialidade. Um exemplo é a relação entre diabetes e periodontite, doença inflamatória que afeta as gengivas e os tecidos de sustentação dos dentes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece essa associação, que reforça a importância de integrar o acompanhamento médico e odontológico.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisa Odontológica e Craniofacial dos Estados Unidos (NIDCR), pessoas com diabetes apresentam maior risco de desenvolver doenças periodontais, especialmente quando os níveis de glicose no sangue não estão bem controlados. A relação também ocorre no sentido inverso: a inflamação periodontal pode dificultar o controle glicêmico.

Essa associação não significa que todas as pessoas com diabetes desenvolverão problemas nas gengivas, mas evidencia por que a saúde bucal deve fazer parte das conversas sobre acompanhamento de doenças crônicas. Nesse contexto, médicos e dentistas têm papéis complementares na orientação e no cuidado de cada paciente.


Sinais na gengiva não devem ser ignorados

Sangramento durante a escovação ou o uso do fio dental, gengivas avermelhadas ou inchadas, mau hálito persistente e retração gengival são sinais que merecem avaliação odontológica. Em estágios mais avançados, a periodontite pode comprometer os tecidos de sustentação dos dentes, provocar mobilidade dentária e até levar à perda dental.

Além dos cuidados diários de higiene, pessoas com diabetes devem manter consultas odontológicas regulares e informar ao dentista sobre o diagnóstico, os medicamentos utilizados e as condições de controle da doença. Essa troca de informações ajuda o profissional a planejar o atendimento de acordo com as necessidades individuais, inclusive quando há procedimentos odontológicos envolvidos.

O acompanhamento médico também é essencial para avaliar o controle glicêmico e ajustar o tratamento sempre que necessário. Quando médicos e dentistas compartilham informações relevantes sobre o paciente, as condutas podem ser mais bem coordenadas, favorecendo a identificação de riscos e a continuidade do cuidado.

A prevenção começa com medidas simples, mas que precisam fazer parte da rotina. Escovar os dentes com creme dental fluoretado, utilizar fio dental diariamente, evitar o tabagismo e realizar avaliações odontológicas periódicas são atitudes importantes para preservar a saúde das gengivas e dos dentes.

A recomendação também envolve procurar atendimento diante de sinais persistentes de inflamação, em vez de esperar que o desconforto se intensifique. O tratamento da doença periodontal deve ser definido pelo dentista conforme a gravidade do quadro e as condições clínicas de cada pessoa.

A integração entre as especialidades é especialmente importante porque o cuidado com doenças crônicas exige uma visão que considere o organismo como um todo. Nesse contexto, a saúde bucal não deve ser tratada como uma questão isolada, mas como parte da prevenção de complicações e da manutenção da qualidade de vida.

Para a Sorridents, rede de clínicas odontológicas, ampliar a conscientização sobre a relação entre saúde bucal e condições sistêmicas é uma oportunidade de incentivar hábitos preventivos e aproximar o acompanhamento odontológico da rotina de quem convive com doenças crônicas.

“O cuidado com a saúde precisa ser integrado. No caso de pessoas com diabetes, acompanhar a saúde das gengivas e manter as consultas odontológicas em dia são medidas importantes para prevenir complicações e preservar a qualidade de vida. A atuação conjunta entre médicos e dentistas permite olhar para o paciente de forma mais completa, considerando suas necessidades e seu histórico clínico”, afirma Dra. Carla Sarni, fundadora e CEO do Grupo Salus, holding da qual a Sorridents faz parte.

A proposta é reforçar que cuidar da saúde bucal não se resume a tratar dores ou resolver problemas já instalados. A prevenção, o diagnóstico precoce e a comunicação entre os profissionais de saúde contribuem para um acompanhamento mais completo, no qual boca e organismo são considerados partes de um mesmo cuidado.


Como cuidar da saúde bucal em caso de diabetes

  • Escove os dentes com creme dental fluoretado.
  • Use fio dental diariamente.
  • Mantenha consultas odontológicas regulares e siga a periodicidade indicada pelo profissional.
  • Informe ao dentista sobre o diagnóstico de diabetes, os medicamentos utilizados e o controle glicêmico.
  • Procure avaliação se perceber sangramento, inchaço ou vermelhidão nas gengivas, mau hálito persistente ou mobilidade dentária.
  • Mantenha o acompanhamento médico e odontológico, com comunicação entre os profissionais sempre que necessário.


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