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terça-feira, 20 de outubro de 2026

Muito além das pistas: como a Fórmula 1 movimenta o turismo no Brasil e no exterior


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GP de São Paulo movimentou R$ 2,3 bilhões em 2025; calendário internacional também estimula viagens que combinam automobilismo, gastronomia, cultura e lazer


O Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1 movimentou R$2,3 bilhões em 2025, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas elaborado com dados da Secretaria Municipal de Turismo e do Observatório do Turismo da SPTuris. A edição recebeu 303.627 pessoas durante os três dias de programação e registrou crescimento econômico real de 9,7% em relação ao ano anterior.

Os números ajudam a dimensionar um impacto que ultrapassa os limites do Autódromo de Interlagos. A chegada de torcedores, equipes, patrocinadores e profissionais de imprensa amplia a demanda por hospedagem, alimentação, transporte, comércio e entretenimento. De acordo com o levantamento, cada R$1 investido no evento retornou R$7,14 para a economia local.


Calendário conecta cidades de diferentes continentes

A temporada de 2026 reúne 23 etapas em cinco continentes. Na reta final do campeonato, os próximos destinos incluem Austin, Cidade do México, São Paulo, Las Vegas, Doha e Abu Dhabi. O GP brasileiro está marcado para o período de 6 a 8 de novembro, com a corrida principal no domingo.

Essa circulação transforma a categoria em um motor do turismo esportivo. Parte dos torcedores não viaja somente para acompanhar os carros na pista: a competição funciona como ponto de partida para conhecer o destino, experimentar a gastronomia local e visitar atrações culturais.

Em São Paulo, por exemplo, a estadia pode incluir museus, parques, centros comerciais e bairros gastronômicos. Em etapas internacionais, o roteiro pode combinar a corrida com centros históricos, apresentações culturais, praias, parques temáticos ou cidades próximas. A programação adicional também ajuda a distribuir os gastos dos visitantes por diferentes áreas da economia.


Ingressos e hospedagem exigem antecedência

A primeira etapa do planejamento é consultar o calendário oficial e comprar os ingressos em canais autorizados. Também é importante verificar o que cada entrada inclui, porque os acessos podem variar conforme o setor, os dias de evento e as atividades disponíveis.

A hospedagem merece atenção especial. Regiões próximas aos circuitos costumam apresentar aumento da procura, mas nem sempre oferecem a melhor conexão com aeroportos e atrações turísticas. Antes de reservar, o viajante deve comparar distância, transporte público, horários de deslocamento e condições de cancelamento.

O orçamento precisa considerar, além das passagens e dos ingressos, alimentação, transporte, câmbio, internet, bagagem e possíveis taxas. Como os autódromos frequentemente ficam distantes das áreas centrais, o percurso até o evento pode representar parte relevante do custo e do tempo da viagem.


Viagem internacional envolve outros cuidados

Brasileiros que pretendem acompanhar uma corrida no exterior devem verificar a validade do passaporte, a necessidade de visto ou autorização eletrônica e as regras migratórias do destino. Reservas e documentos também devem permanecer acessíveis durante todo o percurso, preferencialmente com cópias digitais protegidas.

A contratação de um seguro viagem internacional pode integrar essa preparação, oferecendo assistência e coberturas previstas na apólice em situações como emergências médicas, extravio de bagagem ou interrupções da viagem. As condições variam, por isso é necessário conferir limites, exclusões, canais de atendimento e exigências do país visitado.

A Fórmula 1 mostra como um evento esportivo pode se transformar em experiência turística completa. Quando o planejamento combina corrida, cultura, gastronomia e preparação para imprevistos, o torcedor amplia a viagem enquanto o destino recebe efeitos econômicos que continuam muito além da bandeirada final.

 

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