Planejamento
personalizado conecta os objetivos estéticos à preservação da autonomia
A idade, sozinha, não determina quem pode fazer uma
cirurgia plástica, a indicação depende também das condições de saúde, da
capacidade de recuperação e do procedimento desejado, o que permite avaliar
possibilidades em diferentes etapas da vida.
Para Alexandre
Peruzzo, médico com formação em cirurgia plástica, da Clínica Dr.
Alexandre Peruzzo, que atua em Porto Alegre com contorno corporal
minimamente invasivo, medicina estética e acompanhamento individualizado, essa
investigação permite integrar a mudança desejada ao cuidado com o organismo. “A
cirurgia plástica deve ser uma oportunidade de o paciente se reaproximar da
própria saúde”, afirma.
O que os anos vividos não
revelam sobre o corpo
A idade cronológica corresponde ao tempo vivido
desde o nascimento, embora relevante para a avaliação médica, ela não descreve,
sozinha, a força muscular, a mobilidade ou o controle de doenças. Pessoas da
mesma faixa etária podem apresentar diferenças importantes nesses aspectos e
precisar de preparações distintas.
Já a condição fisiológica diz respeito ao
funcionamento do corpo e à sua capacidade de responder ao esforço de uma
operação. O cirurgião explica como essa diferença orienta a indicação.
“Duas pessoas da mesma idade podem chegar ao
consultório com condições muito diferentes. Por isso, precisamos conhecer o
histórico de saúde, a força muscular, a alimentação e a rotina de cada uma.
Envelhecer não significa, necessariamente, estar menos apto para uma cirurgia
plástica. É essa avaliação que permite discutir as possibilidades de forma
individualizada”, explica.
Em publicação de janeiro de 2026, a Sociedade
Americana de Cirurgiões Plásticos destacou que a avaliação de candidatos inclui
o funcionamento do coração e dos pulmões, a capacidade de cicatrização, a
atividade física e a manutenção da massa muscular. O apoio disponível durante a
recuperação também faz parte dessa análise.
O planejamento começa antes da
operação
A consulta reúne os objetivos do paciente e seu
histórico de saúde, medicamentos utilizados, alimentação e rotina de exercícios
ajudam a orientar a investigação. Os exames complementares, quando indicados,
acrescentam informações para definir a técnica e os cuidados necessários.
A composição corporal, que indica a distribuição de
componentes como gordura e músculos no organismo, amplia essa leitura. O peso
na balança não revela essas proporções. Conhecê-las permite discutir o contorno
desejado junto à capacidade de movimento e às atividades que fazem parte da
rotina.
As abordagens minimamente invasivas, que buscam
limitar a intervenção sobre os tecidos, integram a atuação do médico quando
adequadas ao caso. “O planejamento começa por entender o que a pessoa deseja e
o que faz sentido para o seu corpo. A partir daí, avaliamos a técnica, a
extensão da intervenção e os cuidados com a recuperação. Minha defesa das
abordagens minimamente invasivas está ligada à busca pelo menor impacto
possível sobre o organismo, sempre que houver indicação adequada”,
destaca.
Cuidar da aparência também faz
parte do envelhecimento
O interesse por uma mudança estética pode
acompanhar diferentes etapas da vida. A avaliação individualizada permite
acolher esse desejo e discutir possibilidades compatíveis com a saúde e as
expectativas de quem procura o consultório. Assim, a faixa etária integra o
planejamento sem funcionar como uma resposta pronta sobre quem pode operar.
A conexão com a longevidade está na atenção à autonomia
e à continuidade dos cuidados ao longo dos anos. O membro da Sociedade
Brasileira de Cirurgia Plástica relaciona essa perspectiva à sua prática. “Vejo
a cirurgia plástica como uma oportunidade para aproximar o cuidado com a
aparência da atenção à saúde. A consulta também permite conversar sobre
alimentação, exercícios e preservação da massa muscular. A proposta é olhar
para a mudança desejada sem perder de vista a autonomia e a rotina do
paciente”, ressalta Peruzzo.
A decisão de realizar uma cirurgia plástica pode,
assim, partir de uma pergunta mais útil do que até que idade é possível operar:
quais são as condições e os objetivos daquela pessoa? Ao reunir essas
respostas, o planejamento individualizado permite considerar o cuidado estético
em diferentes fases da vida, com atenção à saúde, à recuperação e à
autonomia.
Dr. Alexandre Peruzzo Cremers 26736 /Rqe 34441 - Dr.
Alexandre Peruzzo é cirurgião plástico em
Porto Alegre, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), mentor de médicos em gestão e marketing, proprietário de clínicas de alto padrão e ex-professor da ULBRA, onde atuou por cinco anos. Formado em Medicina em 2001 e em Cirurgia Plástica em 2008, construiu sua trajetória com foco em técnicas minimamente invasivas, recuperação rápida, personalização e integração entre estética, saúde e longevidade.
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