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sábado, 17 de outubro de 2026

Dia Mundial de Combate ao Bullying: como prevenir agressões?

Pixabay

Educadora parental, Claudia Alaminos, aborda programas internacionais como KiVa e No Bully para ilustrar a necessidade de envolver estudantes, professores e famílias na prevenção 


Celebrado em 20 de outubro, o Dia Mundial de Combate ao Bullying reforça a importância de identificar situações de violência no ambiente escolar. Não basta interromper as agressões, o enfrentamento do problema exige ações contínuas de conscientização, desenvolvimento socioemocional e participação de toda a comunidade.

De acordo com a educadora parental e mestre em Psicologia e Educação, Claudia Alaminos, em seu livro Manual de sobrevivência para pais de adolescentes, entre os programas que ajudam a conter o quadro está o KiVa, criado na Finlândia e adotado em diferentes países europeus. O método direciona parte de suas iniciativas aos estudantes que presenciam episódios de bullying, incentivando-os a não reforçar a prática e a oferecer apoio às vítimas. Para isso, utiliza lições interativas, jogos digitais e treinamentos voltados a alunos e professores.

A especialista também traz o No Bully, desenvolvido nos Estados Unidos, que combina abordagens práticas restaurativas para intermediar conflitos e promover relações mais respeitosas. Parte da solução está em investir na formação de educadores para reconhecer e enfrentar os casos de violência e em atividades que estimulam a inteligência emocional dos alunos.

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Confira cinco dicas que ajudam a prevenir o bullying:

- Capacite professores e funcionários: prepare a equipe para reconhecer sinais de intimidação, identificar mudanças de comportamento e intervir de maneira adequada diante de situações de violência.

- Envolva os estudantes: promova conversas, dinâmicas e atividades que estimulem o respeito às diferenças e mostrem como agir ao presenciar agressões, sem colocar os alunos em risco.

- Fortaleça a parceria com as famílias: organize palestras, campanhas e encontros para orientar responsáveis sobre sinais de alerta, canais de comunicação e acolhimento a crianças e adolescentes.

- Desenvolva habilidades socioemocionais: trabalhe empatia, autocontrole, comunicação e resolução de conflitos para ajudar os alunos a lidarem com frustrações e diferenças de maneira respeitosa.

- Acompanhe os casos e avalie as ações: estabeleça canais seguros de denúncia, adote medidas para interromper as agressões e monitore os resultados das iniciativas preventivas.

É necessário entender nem todo desentendimento na escola é bullying. Conflitos pontuais são divergências ocasionais entre estudantes, sem desequilíbrio de poder. Já o bullying envolve agressões repetidas, com intimidação ou humilhação, em uma relação na qual quem sofre tem dificuldade para se defender. Essa distinção orienta a intervenção, mas não diminui a gravidade de uma agressão isolada, que também exige atenção e cuidado.

 

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