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Educadora
parental, Claudia Alaminos, aborda programas internacionais como KiVa e No
Bully para ilustrar a necessidade de envolver estudantes, professores e
famílias na prevenção
De acordo com a educadora parental e mestre em
Psicologia e Educação, Claudia Alaminos, em seu livro Manual de sobrevivência para pais de
adolescentes, entre os programas que ajudam a
conter o quadro está o KiVa, criado na Finlândia e adotado em
diferentes países europeus. O método direciona parte de suas iniciativas aos
estudantes que presenciam episódios de bullying, incentivando-os a não reforçar
a prática e a oferecer apoio às vítimas. Para isso, utiliza lições interativas,
jogos digitais e treinamentos voltados a alunos e professores.
A especialista também traz o No Bully, desenvolvido nos Estados Unidos, que combina abordagens práticas restaurativas para intermediar conflitos e promover relações mais respeitosas. Parte da solução está em investir na formação de educadores para reconhecer e enfrentar os casos de violência e em atividades que estimulam a inteligência emocional dos alunos.
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| Edipro |
Confira cinco dicas que ajudam a prevenir o
bullying:
- Capacite professores e
funcionários: prepare a equipe para reconhecer sinais de
intimidação, identificar mudanças de comportamento e intervir de maneira
adequada diante de situações de violência.
- Envolva os estudantes: promova conversas, dinâmicas e atividades que estimulem o respeito às
diferenças e mostrem como agir ao presenciar agressões, sem colocar os alunos
em risco.
- Fortaleça a parceria com as
famílias: organize palestras, campanhas e encontros para
orientar responsáveis sobre sinais de alerta, canais de comunicação e
acolhimento a crianças e adolescentes.
- Desenvolva habilidades
socioemocionais: trabalhe empatia, autocontrole, comunicação e
resolução de conflitos para ajudar os alunos a lidarem com frustrações e
diferenças de maneira respeitosa.
- Acompanhe os casos e avalie as ações: estabeleça canais seguros de denúncia, adote medidas para interromper as agressões e monitore os resultados das iniciativas preventivas.
É necessário entender nem todo desentendimento na
escola é bullying. Conflitos pontuais são divergências ocasionais entre
estudantes, sem desequilíbrio de poder. Já o bullying envolve agressões
repetidas, com intimidação ou humilhação, em uma relação na qual quem sofre tem
dificuldade para se defender. Essa distinção orienta a intervenção, mas não
diminui a gravidade de uma agressão isolada, que também exige atenção e
cuidado.


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