“Uma foto editada não permite prever como a pele vai responder a um tratamento”, afirma Danuza Alves
A edição de imagens por inteligência artificial ganhou mais espaço nos serviços pagos das redes sociais. Em setembro, a Meta anunciou o Meta One, assinatura que amplia o acesso a ferramentas de criação e edição, incluindo o Restyle no Instagram. Ao lado desses recursos mais amplos, existem aplicativos voltados a retoques específicos, como o Cellulite Remover PRO, que cobra assinatura para suavizar depressões da celulite nas fotos. A possibilidade de criar uma versão da própria pele com menos marcas levanta uma dúvida: até que ponto essa aparência pode ser alcançada por um tratamento?
Reconhecer o próprio corpo na fotografia retocada não transforma aquela imagem em uma previsão de resultado. A médica Danuza Alves (CRM-RS 36568 | CRM-SP 219399), referência no tratamento da celulite, explica que o retoque desconsidera informações decisivas para o planejamento clínico. “Uma foto editada não permite prever como a pele vai responder a um tratamento. O aplicativo suaviza a área selecionada, mas não avalia a profundidade das depressões, a presença de flacidez ou o que está provocando aquelas marcas. No consultório, são essas informações que ajudam a definir a melhora possível para cada pessoa”, afirma.
Além das características individuais da pele, há uma diferença de tempo: o retoque pode ser feito em segundos, enquanto o resultado de um procedimento depende da recuperação e da evolução dos tecidos. Inchaço e hematomas podem alterar temporariamente a aparência da região, e a avaliação do resultado precisa considerar essa etapa. Por isso, discutir a melhora desejada envolve esclarecer tanto o que pode ser modificado quanto o tempo necessário para acompanhar essa mudança.
Esse planejamento também distingue objetivos que o pincel de edição resolve com o mesmo gesto, mas que exigem abordagens diferentes na pele. Danuza explica a atuação da subcisão nas depressões associadas à tração dos septos fibrosos. “No GoldIncision, utilizamos a subcisão para liberar faixas fibrosas que puxam a pele para baixo em determinados pontos, buscando melhorar as depressões tratadas. Se houver flacidez associada, precisamos avaliar cuidados voltados à firmeza. O objetivo é estabelecer uma melhora possível para aquela paciente e acompanhar sua evolução, sem tomar uma fotografia retocada como promessa de resultado”, conclui.
Danuza Alves (CRM-RS 36568 | CRM-SP 219399) - médica, diretora médica da Clínica Leger em Porto Alegre e atua no tratamento da celulite com o GoldIncision. Instagram: @dradanuzalves. Site: https://dradanuzaalves.com.br.
Créditos: Imagem ilustrativa criada com inteligência
artificial; interface fictícia | @dradanuzalves | @clinicaleger | CO ASSESSORIA

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