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sábado, 17 de outubro de 2026

42,9% dizem que comunidades ajudam a enfrentar momentos difíceis, aponta PiniOn

Maginific

Pesquisa revela como interesses compartilhados ajudam a criar vínculos e influenciar hábitos na vida social


Pertencer a uma comunidade é uma dimensão relevante da vida cotidiana dos brasileiros, como mostra a pesquisa Pertencimento & Comunidade, realizada pela PiniOn, empresa de pesquisa de mercado especializada em dados competitivos e comportamentais. O levantamento aponta que 48,4% dos entrevistados consideram muito importante ter pessoas com quem compartilhar seus interesses.

Realizada com 1.500 brasileiros, o estudo revela que, para além da socialização, os grupos também estão associados à maneira como os participantes lidam com dificuldades, desenvolvem hobbies e tomam decisões de consumo.

“Um interesse ganha uma dimensão de pertencimento social quando passa a ser compartilhado. Os dados mostram justamente essa conexão entre identificação, troca e construção de vínculos”, explica Matheus Magnus, Head de Negócios da PiniOn.

A convivência cotidiana com amigos próximos também acompanha esse cenário: 31,8% dos entrevistados afirmam encontrar presencialmente os amigos todos os dias, comportamento mais comum entre os homens e os jovens de 18 a 25 anos. As diferenças regionais também são significativas: no Centro-Oeste, 43,6% relatam encontrar os amigos presencialmente todos os dias, enquanto o Sudeste apresenta o menor percentual, com 29,2%.

“Os dados mostram que o pertencimento não está restrito à participação em grupos formais. Ele também se constrói a partir da possibilidade de compartilhar interesses, manter vínculos e encontrar pessoas com experiências semelhantes. Em uma rotina que combina diferentes formatos de trabalho e estudo, além de relações presenciais e digitais, esses espaços podem assumir um papel importante na construção e na manutenção dos laços sociais”, explica o executivo.

Embora diferentes formatos de trabalho e estudo façam parte da realidade dos entrevistados, o modelo presencial ainda é predominante. Metade dos participantes, 50,4%, trabalha ou estuda exclusivamente de forma presencial, enquanto 14,1% estão no modelo híbrido e 9,4% realizam essas atividades integralmente de forma remota.

A experiência, no entanto, varia de acordo com o perfil dos participantes. Entre as mulheres, por exemplo, a proporção das que trabalham 100% de forma remota é o dobro da registrada entre os homens. O trabalho remoto também aparece com maior frequência entre pessoas de 18 a 34 anos.

A frequência dos encontros, porém, não se traduz necessariamente em maior satisfação com a vida social. 37,1% dos entrevistados dizem estar muito satisfeitos nesse aspecto. O Norte apresenta o maior índice, com 46,2%, enquanto Sul e Centro-Oeste aparecem entre as regiões menos satisfeitas com a própria vida social.

Outro dado ajuda a compreender essa relação: 27,4% afirmam sentir frequentemente falta de conversar sobre assuntos que realmente lhes interessam. Essa percepção é mais expressiva entre pessoas de 18 a 34 anos.



Pertencer, participar e permanecer

Segundo o Head de Negócios do PiniOn, os resultados da pesquisa mostram que as comunidades ocupam diferentes espaços na vida dos participantes, seja como ambiente para a prática de uma atividade, seja como espaço de aprendizado, troca de experiências e convivência.

Para parte dos entrevistados, esses vínculos também estão relacionados à maneira de enfrentar momentos difíceis e podem alcançar o comportamento de consumo, influenciando escolhas e recomendações.

O levantamento indica ainda que o sentimento de pertencimento não depende da participação em grandes grupos. A preferência de 53,3% dos participantes por comunidades com até dez pessoas aponta para a valorização de ambientes menores, nos quais a proximidade e a identificação entre os integrantes podem favorecer uma experiência mais pessoal de convivência.



INSIGHTS DA PESQUISA

- 42,9% concordam que participar das comunidades ajuda a lidar com momentos difíceis.

- 37,3% afirmam que conseguem ser mais eles mesmos quando estão inseridos em suas comunidades

- 28,5% dizem que as recomendações das comunidades influenciam muito na hora de comprar algo

- 13,1% afirmam que fazer parte de uma comunidade os faz gastar muito mais com o hobby; esse dado é maior entre homens e pessoas de 18 a 25 anos

- 22,1% preferem ficar sozinhos em momentos de estresse. A preferência por ficar sozinho em momentos de estresse é maior entre as mulheres. Música e viagem estão entre os assuntos que despertam maior interesse, junto de filmes, séries e esportes.

- 60% pesquisam sozinhos e procuram conteúdos quando descobrem um novo interesse/hobby. 13,5% compartilham um novo interesse/hobby com a família. 54% afirmam se aprofundar muito em novos interesses/hobbies.43,7% dizem que o novo interesse/hobby frequentemente monopoliza suas conversas e pensamentos.

- 25% não fazem parte de uma comunidade de interesse; o percentual é maior entre mulheres, pessoas de 35 a 44 anos e classe D e E. Corrida, crossfit e grupos religiosos estão entre os grupos mais populares. Para quem participa de grupos de esporte e atividades físicas, a principal motivação é manter a constância e não desistir da prática.

- Entre os participantes de grupos em geral, as principais motivações são: troca de experiências (39,4%), aprendizado (32,2%) e fazer amigos (17,4%). Pesquisas próprias e pessoas próximas (amigos/família) têm maior influência nas decisões de consumo do que as comunidades.

- 36% concordam que fazer parte de um grupo/comunidade exclusiva os atrai muito

- Em comunidades pagas, 40,8% afirmam que cancelariam a participação caso os conteúdos oferecidos fossem ruins


PiniOn
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