Psicóloga explica como atitudes incorporadas à rotina podem indicar que a saúde mental está sendo deixada de lado
Sentir
culpa ao descansar, não conseguir se desligar do trabalho ou deixar atividades
prazerosas sempre para depois podem parecer hábitos comuns, mas, quando se
tornam frequentes, podem indicar que a pessoa está vivendo uma situação de
sobrecarga.
Para a
psicóloga Denise Milk, observar mudanças no próprio comportamento pode ajudar a
perceber quando a rotina começa a afetar o bem-estar.
“Nem
sempre a sobrecarga aparece de uma forma evidente. Muitas vezes, a pessoa
continua cumprindo suas obrigações, mas percebe que está mais irritada,
cansada, sem disposição para atividades que antes gostava ou com dificuldade
para se desligar das preocupações. Esses sinais merecem atenção, principalmente
quando começam a interferir na qualidade de vida”, explica.
1.
Sentir culpa quando está descansando
A
sensação de que deveria estar trabalhando, estudando ou resolvendo alguma
pendência mesmo durante o tempo livre pode dificultar o descanso. A pessoa pode
até parar fisicamente, mas continuar mentalmente presa às obrigações.
2. Não
conseguir se desligar do trabalho
Ver
mensagens profissionais fora do expediente, pensar nas tarefas antes de dormir
ou continuar planejando o dia seguinte durante momentos de lazer são
comportamentos que podem manter a mente constantemente voltada para as
demandas.
3.
Deixar o lazer sempre para depois
Cancelar
encontros, hobbies, exercícios ou outros momentos prazerosos para cumprir
obrigações pode parecer uma escolha pontual. Quando isso vira rotina, porém, a
pessoa passa a ter cada vez menos espaço para atividades que fazem bem.
4.
Considerar o cansaço constante algo normal
A
falta de energia pode ser atribuída simplesmente a uma rotina corrida. Quando o
cansaço se torna frequente e começa a afetar a concentração, o humor, o sono ou
os relacionamentos, vale observar o que está por trás dele.
5.
Sentir que precisa dar conta de tudo sozinho
Evitar
pedir ajuda, acumular responsabilidades e acreditar que precisa resolver todas
as demandas sem apoio pode aumentar a sensação de sobrecarga. Reconhecer os
próprios limites também faz parte do cuidado com a saúde mental.
“Cuidar
da saúde mental não significa esperar chegar ao limite para mudar alguma coisa.
Perceber esses padrões e entender o que está levando a pessoa a viver dessa
maneira pode ser um primeiro passo. Quando o sofrimento persiste ou interfere
na rotina, procurar ajuda profissional é fundamental”, orienta Denise Milk.

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