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sábado, 17 de outubro de 2026

Rinoplastia não é só estética: septo e cornetos também entram no planejamento do nariz

Avaliação antes da cirurgia pode identificar alterações que interferem na respiração e precisam ser consideradas junto ao resultado estético

 

Afinar a ponta, reduzir o dorso ou buscar maior harmonia entre o nariz e o restante do rosto estão entre os motivos que levam pacientes a procurar uma rinoplastia. Mas, antes de pensar apenas na aparência, a avaliação também deve considerar como esse nariz funciona. Alterações como desvio de septo e aumento dos cornetos nasais podem comprometer a passagem do ar e coexistir com a queixa estética. 

Segundo o otorrinolaringologista Dr. Eduardo Landini Lutaif Dolci, da Clínica Dolci Otorrinolaringologia e Cirurgia Estética Facial, essa análise é importante porque estética e função não devem ser tratadas como questões totalmente separadas. 

“Quando alguém procura uma rinoplastia, precisamos entender não apenas o que incomoda visualmente, mas também como está a respiração. Há pacientes que convivem com obstrução nasal há muito tempo e só durante a avaliação descobrem que existe uma alteração funcional que também merece atenção”, explica. 

O septo nasal é a estrutura que separa as duas cavidades do nariz. Quando apresenta um desvio significativo, pode reduzir a passagem do ar de um dos lados. Já os cornetos nasais são estruturas localizadas nas paredes internas do nariz e ajudam a filtrar, aquecer e umidificar o ar. Quando estão aumentados, podem contribuir para a sensação de nariz constantemente entupido. 

“Ter desvio de septo ou cornetos aumentados não significa automaticamente precisar de cirurgia. É preciso avaliar sintomas, exame físico e a causa da obstrução. Mas, quando existe indicação funcional e o paciente também fará uma rinoplastia, é possível planejar a abordagem considerando os dois aspectos”, afirma Dolci. 

Entre os sinais que podem indicar algum comprometimento funcional estão dificuldade persistente para respirar pelo nariz, sensação de uma narina mais fechada que a outra, respiração pela boca, piora durante exercícios, ronco e necessidade frequente de descongestionantes. 

Para o especialista, o planejamento adequado é fundamental para buscar um resultado que respeite tanto as proporções faciais quanto a função nasal. “O objetivo de uma rinoplastia não deve ser pensar apenas em como o nariz vai ficar, mas também preservar, e, quando necessário, tratar, aquilo que interfere na respiração. Forma e função precisam caminhar juntas”, conclui.


Fonte

Dr. Eduardo Landini Lutaif Dolci é sócio da Clínica Dolci Otorrinolaringologia e Cirurgia Estética Facial, em São Paulo; professor instrutor de ensino do Departamento de Otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo; membro titular da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial; membro eleito da Comissão de Residência e Treinamento da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial; e membro titular da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face.

 

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