Marcos Gouvêa de Souza, Fundador e CEO da Gouvêa Ecosystem
Foram dias intensos e relacionamentos importantes.
Os 2.600 brasileiros presentes em Nova York, junto com perto de 38 mil
participantes da NRF 2026, viveram mais uma vez o privilégio de tocar, viver e
discutir o presente e o futuro dos setores de varejo, consumo e, cada vez mais,
serviços.
Muita informação, excitação e discussão com trocas
de percepções e visões distantes do dia a dia dos negócios, o que torna a
experiência especial e marcante. Sem dúvida é ambicioso buscar o possível
extrato da síntese que permita e contribua para converter tudo isso em energia
vital para rever o fundamental.
Considere uma proposta que pode ser um ponto de
partida e chegada. Para fazer essa jornada selecionei 16 pontos do que de mais
relevante no plano estratégico foi provocado e sua necessária aterrisagem na
realidade do Brasil do momento.
- O
varejo deixa de ser canal e passa a ser plataforma de soluções
O centro da estratégia migra de produto para
solução de necessidades, recorrência e ecossistemas de serviços.
- Crescimento
com rentabilidade volta a ser inegociável
A era do “crescer primeiro, ajustar depois” acabou,
especialmente em ambientes de juros reais tão altos como no Brasil atual.
- Serviços
financeiros tornam-se núcleo e ao mesmo tempo risco estrutural
Embedded finance, crédito e meios de pagamento são
motores de crescimento, mas também fontes relevantes de risco sistêmico.
- Dados
deixam de ser suporte e viram ativo econômico
First-party data e retail media ganham peso, mas
exigem governança, integração e monetização real.
- O
consumidor é mais racional, infiel e cada vez mais orientado a valor
Menos lealdade, mais comparação, menos tolerância a
propostas indefinidas.
- Endividamento
estrutural das famílias limita o consumo
No Brasil, parte relevante do consumo é sustentada
por crédito caro e frágil.
- A
batalha principal é pela atenção, não apenas pelo share
O varejo compete com bets, redes sociais, streaming
e creators pelo tempo e foco do consumidor.
- A
loja física se reinventa como mídia, serviço e relacionamento
Ela deixa de ser só ponto de venda para se tornar
ativo de dados, fulfillment, branding e monetização.
- IA
sai do discurso e entra no P&L
O foco passa a ser eficiência, produtividade,
margem e customização e não apenas experimentos.
- Cadeias de suprimento mais do que resilientes para além de apenas
eficientes
Agilidade e flexibilidade tornam-se mais valiosas
que otimização extrema.
- Sustentabilidade
entra como eficiência operacional
Menos ESG como marketing, mais ESG como redução de
risco, custo e desperdício.
- Gente torna-se foco mais crítico em todo o processo atual
Para além da interação com as emergentes
tecnologias, a integração e retenção de gente competindo com setores com maior
apelo profissional.
- Talento e liderança viram o maior gargalo da transformação
Falta de líderes preparados e equipes motivadas,
integradas e preparadas travam execução mais do que tecnologia.
- Polarização
política e social no Brasil atual impacta negócios, marcas e gestão
estratégica e operacional
O ambiente externo invade as empresas, afetando
cultura, comunicação, opções e decisões.
- Incerteza
fiscal e institucional se transforma em variável estratégica permanente
No Brasil, onde até o passado é incerto, como já
foi proposto, instabilidade é parte do modelo e não exceção. E pode ser tornar
um diferencial competitivo em âmbito global.
- O Brasil exige inovação e tradução estratégica e não cópia de
tendências
Tudo que gravita em torno da NRF aponta direções,
porém aplicar sem adaptação pode destruir valor.
Extrato da síntese condensado
O futuro do varejo será cada vez mais transversal
em canais e mercados, ousado em integralidade, desmaterializado e
potencializado pela Inteligência Artificial em racionalização, simplificação,
experiências e customização.
Os 16 pontos mostram que o desafio não é saber o
que está mudando. É decidir no que apostar e quando recuar, além de ter a
ousadia de saltar à frente.
Para fechar e concluir
Para o dirigente de negócios no setor de varejo,
consumo e serviços atuando no Brasil, exige-se, muito mais do que em qualquer
outro momento:
Mais disciplina, visão e definição estratégica.
Mais foco em caixa, margem e execução. Menos hype e mais decisões difíceis e
imediatas.
Vale refletir. E agir!
Esses e outros temas estarão
na pauta do Retail Trends Pós-NRF 2026 que acontecerá amanhã, dia 27 de
janeiro, no Teatro Claro Mais em São Paulo.
Realizado pela a Gouvêa Experience. o encontro
comandado por Marcos Gouvêa CEO da Gouvêa Ecosystem, reunirá diretores da
Gouvea Consulting e grandes nomes do mercado como Guilherme
Loureiro, Regional CEO do Walmart Canada, Chile, Mexico and
Central America, Fred Trajano, CEO do Magazine
Luiza, Michelle Schneider, Sócia da Signal & Cipher,
professora convidada da SingularityU, Rubens Barbosa, Presidente do Instituto
de Relações Internacionais e Comércio Exterior – IRICE, entre outros.
Mais informações sobre a programação e inscrições
podem ser feitas no link https://www.sympla.com.br/evento/retail-trends-2026-pos-nrf-gouvea/3148475.
O Retail Trends Pós-NRF 2026 tem
patrocínio da Méliuz (www.meliuz.com.br), Totvs (www.totvs.com) e da Unico (www.unico.io)
Retail Trends Pós-NRF 2026
Data: 27 de janeiro de 2026
Horário: das 8h às 18h
Local: Teatro Claro MAIS SP – Rua Olimpíadas, 360,
Vila Olímpia – São Paulo (SP)
Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/retail-trends-2026-pos-nrf-gouvea/3148475
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