Especialista analisa como qualificação em
informática prepara quem pretende atuar na linha de frente da cibersegurança
O
Brasil enfrenta um déficit de profissionais com formação tecnológica que pode
atingir 1 milhão até 2030, segundo projeções da consultoria McKinsey. De acordo
com levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da
Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), o país forma
apenas 53 mil pessoas por ano, enquanto a demanda média anual é de 159 mil.
Nesse
cenário, marcado por forte carência de mão de obra, o curso Técnico em
Informática torna-se fundamental para suprir rapidamente a necessidade do
mercado, oferecendo formação prática e acesso acelerado à empregabilidade em um
setor que não para de crescer.
Cleviton
Trindade, docente da área de Tecnologia da Informação do Senac em Contagem,
evidencia o tipo de colaborador que as empresas buscam para atuar com proteção
de dados. “Procuram profissionais com perfil ético, responsável e atento à
gestão informacional. O segmento valoriza quem tem domínio prático de redes,
sistemas, controle de acessos, backups e ferramentas de segurança,
capazes de aplicar no dia a dia as boas práticas de governança previstas na
LGPD.”
Segundo
o especialista, a preservação da privacidade digital não depende apenas de
ferramentas sofisticadas, mas também da aplicação consistente de procedimentos
e protocolos de segurança. “O trabalho do técnico em informática é essencial
para garantir segurança, cumprimento das normas e integridade dos sistemas nas
organizações.”
Para
os jovens e interessados em seguir carreira técnica em governança da informação,
Cleviton deixa uma dica. “É um setor prático, em crescimento e com boas
oportunidades. Investir em defesa dos sistemas e dados pessoais, entender os
fundamentos da LGPD e desenvolver uma postura ética e responsável são
diferenciais importantes desde o início da formação técnica.”
Cibersegurança
Devido
à grande procura por talentos, o campo da segurança, riscos e privacidade
digital tornou-se um dos mais promissores do país. Impulsionado pela Lei Geral
de Proteção de Dados (LGPD) e pela crescente digitalização dos negócios, o
setor vem ampliando espaços para quem tem formação técnica e atuam diretamente
na proteção de sistemas, redes e informações.
O
mercado de cibersegurança brasileiro, estimado em US$ 3,34 bilhões em 2024,
deve alcançar US$ 5,46 bilhões até 2029, abrindo oportunidades para habilitados
nessa modalidade exercerem funções estratégicas de suporte, governança digital
e implementação de medidas de segurança.
Cleviton
salienta ainda como a inteligência artificial está impactando a atuação do
técnico em informática na proteção de dados. “A IA tem automatizado o
monitoramento de sistemas, a detecção de ameaças e a identificação de acessos
suspeitos. Com isso, o profissional passa a atuar na configuração, no
acompanhamento e no suporte dessas ferramentas, tornando os cuidados com
privacidade e riscos digitais mais eficiente e ágil.”
Fecomércio MG e o Senac em Contagem
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