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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

IA integrada ao trabalho humano, novas habilidades e liderança mais consciente são as tendências para 2026, aponta Singulari Consultoria

 Consultoria especializada em transformação organizacional destaca maturidade no uso da inteligência artificial, foco em ROI, reskilling contínuo e equilíbrio entre produtividade e saúde mental como pilares do próximo ciclo corporativo

 

Após um período marcado pelo hype e pela experimentação acelerada, 2026 será o ano em que a inteligência artificial deixará definitivamente de ser apenas uma ferramenta de apoio para se tornar parte estrutural da forma como as organizações trabalham, tomam decisões e desenvolvem pessoas. A avaliação é da Singulari Consultoria, empresa especializada em transformação organizacional, cultura, liderança e capacitação em inteligência artificial aplicada aos negócios. 

De acordo com a consultoria, a principal tendência para o próximo ano é a consolidação de um modelo de trabalho híbrido entre humanos e máquinas, no qual a IA passa a atuar de forma integrada às atividades estratégicas e operacionais. “Estamos saindo de uma fase em que a inteligência artificial era vista apenas como um recurso de produtividade. Em 2026, ela passa a fazer parte do próprio desenho do trabalho, com uma interação muito mais profunda entre pessoas, sistemas e agentes de IA”, afirma Luciana Nogueira Minev, sócia da Singulari. 

Outro movimento relevante será o avanço da maturidade das empresas na adoção da IA, com a criação de comitês executivos, definição de indicadores e maior preocupação com a mensuração de resultados. “A alta liderança começa a entender, de forma mais concreta, o impacto da IA no negócio. Isso leva a uma cobrança maior por ROI e por uso estratégico da tecnologia, deixando para trás o uso disperso e pouco direcionado”, explica Luciana.

 

Futuro do trabalho: menos substituição, mais transformação

Na visão da Singulari, o discurso de substituição em massa de profissionais perde força e dá lugar a um cenário de transformação das atividades. Funções altamente repetitivas tendem a ser automatizadas, enquanto cresce a demanda por profissionais capazes de integrar tecnologia, pensamento crítico e habilidades humanas. 

“Não estamos falando do fim das profissões, mas da mudança profunda das tarefas. As pessoas precisarão aprender a usar a tecnologia a seu favor para continuar relevantes”, destaca Suelen Scop, sócia da Singulari. Nesse contexto, reskilling e upskilling deixam de ser iniciativas pontuais e passam a integrar a cultura das organizações. “Empresas que aprendem continuamente e que estimulam o desenvolvimento constante das pessoas serão as que conseguirão prosperar nesse novo cenário”.

 

Soft skills e liderança no centro da agenda

Com a intensificação do uso da tecnologia, habilidades humanas como comunicação, empatia, capacidade de adaptação e gestão de mudanças ganham ainda mais importância. “Quanto mais digital o mundo se torna, mais humano precisa ser o papel da liderança”, reforça Suelen. 

A Singulari também aponta que 2026 exigirá líderes preparados para lidar com ambientes multigeracionais, modelos de trabalho híbridos e um contexto de negócios cada vez mais volátil. “As transformações precisam ser lideradas. Não basta implantar tecnologia; é necessário conduzir pessoas, dialogar com diferentes gerações e criar segurança para a mudança”, afirma.

 

Cultura, saúde mental e produtividade: o desafio do equilíbrio

Outro tema central para o próximo ano será a busca por um equilíbrio mais realista entre performance e bem-estar. Para a Singulari, a pauta de saúde mental tende a se afastar de abordagens polarizadas e caminhar para soluções mais pragmáticas. “Não se trata de escolher entre produtividade ou cuidado com as pessoas. O desafio está em construir negócios sustentáveis, que gerem resultado sem esgotar quem faz o negócio acontecer”, avalia Luciana. 

A consultoria defende que o equilíbrio não é estático, mas construído ao longo do tempo, respeitando diferentes momentos das organizações e das equipes. “Empresas que conseguem alinhar cultura, resultados e cuidado genuíno com as pessoas terão mais facilidade para atrair, engajar e reter talentos”.

 

2026 como ano de consolidação

Após um período de intensa experimentação, a Singulari acredita que 2026 será marcado pela consolidação de práticas mais maduras em inteligência artificial, desenvolvimento humano e gestão. “A tecnologia continuará avançando rapidamente, mas o diferencial estará na forma como as organizações integram esses avanços à sua cultura, à liderança e à estratégia de negócios”, conclui Luciana. 

 

Singulari Consultoria


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