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terça-feira, 11 de novembro de 2025

ANS abre Consulta Pública para avaliar inclusão de tratamento para pacientes com mielofibrose e anemia

Iniciativa busca ampliar o acesso à terapia inovadora para câncer hematológico raro; Contribuições podem ser enviadas até 24 de novembro de 2025 

 

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela regulamentação do sistema privado de saúde, abriu a consulta pública nº 163 (UAT nº 176) para avaliar a possível incorporação de uma nova terapia à lista de coberturas obrigatórias dos planos de saúde1. O tratamento é indicado para pacientes adultos com mielofibrose de risco intermediário ou alto e anemia, incluindo mielofibrose primária ou secundária (pós-policitemia vera e pós-trombocitemia essencial)2,3. 

A mielofibrose é um tipo raro de câncer hematológico caracterizado pela proliferação anormal de células-tronco na medula óssea, frequentemente associada à mutações nos genes JAK2, CALR ou MPL. Essas alterações genéticas resultam em uma produção desregulada de células sanguíneas e provocam fibrose na medula óssea, levando à complicações graves, como esplenomegalia (aumento do baço) e anemia4,5,10,11. Além disso, os pacientes frequentemente apresentam sintomas debilitantes, como fadiga intensa, sudorese noturna, dor óssea e alterações no hemograma, que comprometem significativamente sua qualidade de vida4,9,10. A mielofibrose afeta principalmente indivíduos com 65 anos ou mais, sendo que a maioria dos casos são diagnosticados em estágios de risco intermediário ou alto.9-11. 

A anemia é uma das complicações mais prevalentes e incapacitantes da mielofibrose: cerca de 44% dos pacientes já apresentam anemia moderada a grave no momento do diagnóstico, e quase todos desenvolvem essa condição ao longo do curso da doença. Em muitos casos, os pacientes tornam-se dependentes de transfusões sanguíneas, uma situação que está associada a um pior prognóstico e menor sobrevida4-6,13. 

Neste contexto, a consulta pública busca avaliar a incorporação do primeiro e único medicamento aprovado no Brasil com indicação específica para tratar pacientes com mielofibrose e anemia. Este tratamento inovador possui um mecanismo de ação duplo, combinando a inibição das quinases JAK1/JAK2 e do receptor activina A tipo 1 (ACVR1). Além de atuar no controle dos sintomas constitucionais e na redução da esplenomegalia, o medicamento oferece benefícios significativos na melhora da anemia e na diminuição da necessidade de transfusões sanguíneas, proporcionando uma abordagem mais abrangente e eficaz para o manejo da doença7,8. 

“A mielofibrose causa grande impacto na vida dos pacientes, principalmente por conta da fadiga e da anemia, que muitas vezes os obrigam a reduzir o trabalho ou até se aposentar mais cedo. Isso traz grande impacto financeiro para seus núcleos familiares. Muitos precisam de transfusões frequentes, o que além de riscos para a saúde (entre eles, reações alérgicas, sobrecarga para o coração e lesões nos pulmões) sobrecarrega emocionalmente as famílias e financeiramente o sistema de saúde. Este novo tratamento é o único disponível no Brasil com dados que mostram melhora da anemia e redução da dependência de transfusões, trazendo mais qualidade de vida e autonomia para os pacientes”, afirma a hematologista Dra. Cristiana Solza, Professora Titular de Hematologia e Hemoterapia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). 

A aprovação regulatória do tratamento cuja incorporação no rol da ANS está em avaliação foi embasada em estudos clínicos de fase III, que demonstraram benefícios significativos em termos de controle da esplenomegalia e sintomas, melhora da anemia e redução da dependência transfusional.7,8,12.

 

Por que participar da Consulta Pública?

Pacientes, familiares, profissionais de saúde e a sociedade em geral podem participar da consulta pública, contribuindo com suas experiências e percepções sobre o impacto da doença e a importância de ampliar o acesso a novas alternativas terapêuticas. 

“A participação de pacientes e familiares na consulta pública é essencial, pois só eles conseguem mostrar como o tratamento realmente melhora a qualidade de vida. Médicos, especialistas e cidadãos também contribuem para que a decisão da ANS seja mais representativa e justa, ampliando as chances de acesso a esse avanço”, segundo a Dra. Cristiana Solza.

 

Como participar?

Participar é simples e pode fazer a diferença. Saiba como contribuir:

  • Acesse o site da ANS: Link.
  • Leia o relatório COSAÚDE e os documentos de apoio: entenda os critérios e evidências avaliados.
  • Dê sua opinião: clique em “Consulta pública nº 163 (UAT nº 176) – Contribua agora”, insira seus dados e escolha o tipo de contribuinte. Inclua sua justificativa e finalize em “Enviar contribuições”. 

A consulta pública nº 163 (UAT nº 176) ficará aberta até 24 de novembro de 2025.

 


GSK
www.gsk.com.br

 

Referências

  1. ANS.GOV.BR. Consulta Pública n° 163 - Tem como objetivo receber contribuições relacionadas às propostas de atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Disponível em: Link. Acesso em novembro de 2025
  2. OJJAARA (momelotinibe). Bula do produto.
  3. DOU, Brasília, DF, 10 de março de 2025, Seção 1, p.91.
  4. Scherber RM, Mesa RA. Management of challenging myelofibrosis after JAK inhibitor failure and/or progression. Blood Rev. 2020 Jul;42:100716. doi: 10.1016/j.blre.2020.100716. PMID: 32593470; PMCID: PMC8895349.
  5. Nicolosi M, Mudireddy M, Lasho TL, et al. Sex and degree of severity influence the prognostic impact of anemia in primary myelofibrosis: analysis based on 1109 consecutive patients. Leukemia. 2018 May;32(5):1254-1258. doi: 10.1038/s41375-018-0028-x. PMID: 29568091; PMCID: PMC5940639.
  6. Mead AJ, Butt NM, Nagi W, et al. A retrospective real-world study of the current treatment pathways for myelofibrosis in the United Kingdom: the REALISM UK study. Ther Adv Hematol. 2022 Mar 28;13:20406207221084487. doi: 10.1177/20406207221084487. PMID: 35371428; PMCID: PMC8966129.
  7. Mesa RA, Kiladjian JJ, Catalano JV, et al. SIMPLIFY-1: A Phase III Randomized Trial of Momelotinib Versus Ruxolitinib in Janus Kinase Inhibitor-Naïve Patients With Myelofibrosis. J Clin Oncol. 2017 Dec 1;35(34):3844-3850. doi: 10.1200/JCO.2017.73.4418. PMID: 28930494; PMCID: PMC6553796.
  8. Verstovsek S, Gerds AT, Vannucchi AM, et al. Momelotinib versus danazol in symptomatic patients with anaemia and myelofibrosis (MOMENTUM): results from an international, double-blind, randomised, controlled, phase 3 study. Lancet. 2023 Jan 28;401(10373):269-280. doi: 10.1016/S0140-6736(22)02036-0. PMID: 36709073.
  9. Mughal TI, Vaddi K, Sarlis NJ, Verstovsek S. Myelofibrosis-associated complications: pathogenesis, clinical manifestations, and effects on outcomes. Int J Gen Med. 2014 Jan 29;7:89-101. doi: 10.2147/IJGM.S51800. PMID: 24501543; PMCID: PMC3912063.
  10. Mitra D, Kaye JA, Piecoro LT, et al. Symptom burden and splenomegaly in patients with myelofibrosis in the United States: a retrospective medical record review. Cancer Med. 2013 Dec;2(6):889-98. doi: 10.1002/cam4.136. PMID: 24403262; PMCID: PMC3892393.
  11. Shallis RM, Zeidan AM, Wang R, Podoltsev NA. Epidemiology of the Philadelphia Chromosome-Negative Classical Myeloproliferative Neoplasms. Hematol Oncol Clin North Am. 2021 Apr;35(2):177-189. doi: 10.1016/j.hoc.2020.11.005. PMID: 33641862.
  12. Mesa R, Harrison C, Oh ST, et al. Overall survival in the SIMPLIFY-1 and SIMPLIFY-2 phase 3 trials of momelotinib in patients with myelofibrosis. Leukemia. 2022 Sep;36(9):2261-2268. doi: 10.1038/s41375-022-01637-7. PMID: 35869266; PMCID: PMC9417985.
  13. Naymagon L, Mascarenhas J. Myelofibrosis-Related Anemia: Current and Emerging Therapeutic Strategies. Hemasphere. 2017 Dec 20;1(1):e1. doi: 10.1097/HS9.0000000000000001. PMID: 31723730; PMCID: PMC6745971.

 

Material dirigido ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico.



CFO Esclarece: Entenda o que é o herpes labial e o papel do cirurgião-dentista no tratamento das infecções

Imagem gerada por Inteligência Artificial para fins ilustrativos

A infecção causada pelo vírus do herpes não tem cura, sendo uma condição comum e altamente contagiosa. Tratamento deve ser realizado com acompanhamento de um cirurgião-dentista


O herpes labial é uma infecção causada pelo vírus herpes simples, o HSV, ou simplex vírus. Ele provoca lesões, geralmente próximas aos lábios, e exige tratamento com cirurgiões-dentistas, que são os profissionais capacitados para diagnóstico e tratamento das doenças orais. Por este motivo, o programa CFO Esclarece, voltado à divulgação de informações orientativas em favor da classe odontológica e da população em geral, traz informações sobre as infecções provocadas pelo herpes labial. 

O tesoureiro do Conselho Federal de Odontologia, Élio Silva Lucas, pós-graduado em Odontologia Legal e Odontologia do Trabalho, ressalta que a infecção provocada pelo vírus do herpes é caracterizada pelo surgimento de bolhas dolorosas e feridas nos lábios ou ao redor da boca. 

“O herpes é uma condição comum, altamente contagiosa e geralmente recorrente. Então, sempre que a pessoa estiver com imunidade baixa, com gripe, ou com períodos de fragilidade do sistema imunológico, o vírus se manifesta. Por isso, diante do aparecimento dos primeiros sintomas, o paciente deve consultar um cirurgião-dentista, que vai indicar o tratamento de forma individualizada”, complementa.
 

Tipos e formas de transmissão

Existem dois tipos de vírus causadores do herpes, o HSV-1, causador do herpes simples, e o HSV-2, que causa o herpes genital. Geralmente, o contato com o vírus acontece ainda na infância, mas a doença pode levar anos para se manifestar, havendo casos em que o paciente poderá permanecer assintomático por toda vida. De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre 13% e 37% das pessoas que contraem os vírus do herpes apresentam sintomas. 

O tipo 1 é mais comum e tem ocorrência em locais como rosto, boca e lábios, podendo ser transmitido através do compartilhamento de objetos contaminados ou, de forma mais frequente, pelo contato direto com as vesículas que têm o líquido viral em seu interior, como por exemplo pelo beijo. Além disso, o tipo 1 também pode causar herpes genital. 

Já o tipo 2, normalmente transmitido por contato sexual, é mais comum na região genital, mas também pode causar herpes oral, embora os casos não sejam frequentes. O diagnóstico das infecções com manifestação oral pode ser feito por cirurgiões-dentistas, ou médicos, a partir dos sintomas apresentados. Em alguns casos, pode ser necessária a biópsia das lesões para correta identificação do tipo de vírus que acometeu o paciente.
 

5 fases da doença

A cirurgiã-dentista e mestre em Estomatologia, Fabiana Quaglio, explica que a infecção pelo herpes possui cinco etapas de evolução. A primeira é a chamada prodrômica, uma fase anterior ao aparecimento das lesões. O paciente apresenta coceira, ardência, queimação, formigamento nos lábios, irritação na pele e na mucosa, sendo que em alguns casos chega a apresentar edema ao redor do lábio ou na pele, no canto da boca ou na comissura labial. 

A segunda é a chamada fase de bolha, em que aparecem as pequenas vesículas agrupadas em volta da boca, com líquido em seu interior, que contém a carga viral do herpes. Já a terceira fase é o rompimento bolhoso, em que a ferida fica aberta e causa dor. O líquido do interior se espalha, o que favorece a contaminação. Fabiana Quaglio ressalta que na fase bolhosa do herpes, a orientação é que o paciente separe os utensílios de uso pessoal, assim como evite contatos íntimos com parceiros ou familiares em geral. 

“Ao paciente herpético, recorrente, a orientação é o cuidado para não haver essa contaminação cruzada dentro do ambiente familiar. Depois do rompimento, em que as bolhas fazem essas feridas dolorosas, existe a quarta fase, que é caracterizada pelo desenvolvimento da crosta, ou seja, a casquinha sobre a ferida”, complementa Fabiana. 

Após a formação da crosta, inicia-se a quinta e última fase, que é a cura. A casca da ferida cai e a pele se regenera normalmente, sem deixar cicatriz, salvo casos em que a pessoa expõe a lesão ao sol e não segue os cuidados recomendados.
 

Recorrência

O vírus do herpes, depois do primeiro contato, fica latente no organismo e pode ser reativado por conta de alguns gatilhos, como estresse e exposição excessiva ao sol. Nesse último caso, os melanócitos ativam a melanina e alteram a cor da pele, o que gera um processo inflamatório que pode ‘acordar’ o vírus. O herpes não tem uma cura definitiva, mas é possível amenizar e controlar os sintomas que o vírus causa através da utilização de antivirais tópicos e orais. 

“Doenças virais ou bacterianas, como a gripe, por exemplo, também podem desencadear o herpes. Muitos pacientes afirmam que, ao serem acometidos por quadros virais, apresentam também uma “febre na boca”. Porém, na verdade, é o vírus do herpes que estava ali latente, adormecido e acaba se manifestando. Há pacientes que têm recorrência mensal de herpes devido ao período menstrual, um momento que muitas mulheres sofrem com desconforto, como cólica e dores”, explica a estomatologista.
 

A Odontologia no tratamento do herpes

O cirurgião-dentista tem papel fundamental na identificação e tratamento do herpes labial, através do diagnóstico correto, orientação sobre prevenção e transmissão, prescrição de medicamentos antivirais e aplicação de terapias para acelerar a cicatrização. Ele é o profissional mais indicado para diferenciar o herpes de outras doenças na boca e pode tratar lesões secundárias ou recorrentes. 

Por isso, ao sentir os primeiros sintomas do vírus, como coceira, prurido, ardência e edema no canto dos lábios, é importante consultar o cirurgião-dentista de confiança que irá prescrever o antiviral mais indicado. 

“É de extrema importância verificar o histórico de recorrência de herpes desse paciente para se dosar qual a medicação mais indicada, a quantidade e se será oral ou tópica. Além disso, manter a higiene do local é fundamental, assim como evitar tocar e arrancar a casca da ferida”, complementa a cirurgiã-dentista Fabiana Quaglio.
 

Herpes zóster oral

De acordo com o Ministério da Saúde, o herpes zóster é uma doença causada pelo Vírus Varicela-Zóster (VVZ), o mesmo que causa também a Catapora. É um vírus que permanece em latência durante toda a vida do paciente e tem manifestação mais agressiva, podendo surgir na região orofacial. Ele pode se manifestar em nervos da boca ou face, como o nervo trigêmeo, e afetar o céu da boca (palato duro), gengiva, língua ou a mucosa oral. 

O herpes zóster oral caracteriza-se por vesículas (bolhas pequenas) que se rompem e formam úlceras dentro da cavidade oral e aparecem somente de um lado da boca. Em casos mais severos, pode envolver até zóster oftálmico ou zóster ótico, como a síndrome de Ramsay Hunt, quando atinge o nervo facial e pode causar paralisia facial e lesões na boca e orelha. 

“O herpes labial não representa risco grave à saúde na maioria dos casos, mas pode causar desconforto físico e emocional, especialmente por conta do estigma associado às lesões visíveis. Por isso a orientação é que o paciente procure por um cirurgião-dentista logo que perceber os primeiros sintomas para que o tratamento possa ser iniciado o quanto antes, de forma a neutralizar a ação do vírus e amenizar seus sintomas”, complementa o tesoureiro do Conselho Federal de Odontologia, Élio Silva Lucas.



Como o marketing olfativo manipula as emoções na Black Friday, neurocientista explica

Como se proteger das “promoções pelo nariz”


Você já entrou em uma loja e se sentiu instantaneamente acolhido por um cheiro agradável, a ponto de querer ficar mais tempo — e até comprar o que não planejava? Esse fenômeno tem nome: marketing olfativo, uma estratégia usada por marcas para ativar emoções e estimular o consumo.

“O olfato é o único dos cinco sentidos que se conecta diretamente ao sistema límbico, região do cérebro responsável pelas emoções e pela memória. Por isso, um simples aroma pode despertar sensação de conforto, desejo ou até urgência”, explica Daiana Petry, especialista em neurociência, aromaterapeuta e naturóloga. Segundo ela, grandes redes utilizam fragrâncias específicas para criar identidade e aumentar o tempo de permanência do cliente nos ambientes.
 

Consumismo na Black Friday

Na Black Friday, quando estímulos visuais, sonoros e emocionais já estão no limite, o apelo olfativo se soma a esse conjunto para ativar o circuito cerebral da dopamina, o neurotransmissor do prazer e da recompensa. “É como se o cérebro dissesse: ‘compra, porque isso vai te fazer feliz’. Só que esse bem-estar é momentâneo”, completa Daiana.

Mas é possível se proteger dessa manipulação sensorial e manter o autocontrole. A aromaterapeuta recomenda recuperar a clareza mental antes de tomar decisões: “Usar óleos essenciais de limão tahiti e louro em um difusor ou inalador pessoal ajuda a oxigenar o cérebro e estimular o córtex pré-frontal, área ligada à razão e ao julgamento. É uma forma simples e natural de manter o foco e não cair em armadilhas emocionais do consumo.”

Além de evitar compras por impulso, a prática pode ajudar a equilibrar o sistema nervoso e reduzir o estresse típico do período. “A aromaterapia é sobre reconexão — com o corpo, com as emoções e com o que realmente importa. Quando você se escuta mais, consome melhor”, conclui Daiana que deixa a dica:
 

Kit anticonsumo por impulso

“Basta misturar 2 gotas de louro e 2 de limão tahiti em um aromatizador pessoal ou difusor elétrico e inspirar profundamente e esperar dois minutos antes de finalizar qualquer compra — o cérebro agradece”.

 

Daiana Petry - Aromaterapeuta, perfumista botânica, naturóloga e especialista em neurociência. Professora dos cursos de formação em aromaterapia, perfumaria botânica e psicoaromaterapia. Autora dos livros: Psicoaromaterapia, Cosméticos sólidos e Maquiagem ecoessencial. Fundadora da Harmonie Aromaterapia.

Link
@daianagpetry

 

Apoio emocional faz a diferença na reta final do Enem

Escolas e famílias têm papel essencial para ajudar os estudantes a lidar com a pressão da prova

 

Depois do primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado ontem (9/11), milhares de estudantes em todo o país respiram — mas ainda não relaxam completamente. A semana de intervalo entre as duas etapas costuma ser marcada por um misto de alívio e tensão: enquanto parte da pressão diminui, cresce a expectativa pelo segundo dia do exame, no próximo domingo (16), que define o desempenho final e pode abrir as portas para o ensino superior. 

Nesse período, o cuidado emocional é tão importante quanto a revisão dos conteúdos. Manter a calma, preservar a rotina de sono e alimentação e reforçar a autoconfiança podem ser decisivos para um bom resultado. É por isso que a escola e a família se tornam grandes aliadas nessa reta final.
 

Escolas são apoio importante 

No colégio Progresso Bilíngue de Itu (SP), por exemplo, o trabalho de apoio emocional é constante e se intensificou nas semanas que antecedem o Enem. A escola apostou em uma combinação de acolhimento, diálogo e estratégias de relaxamento para ajudar os alunos a enfrentarem o exame com equilíbrio e segurança.

“A gente sabe que o Enem é um momento de muita expectativa e, às vezes, de medo também. Por isso, nosso papel é mostrar para o aluno que ele não está sozinho. A escola caminha junto com ele nesse processo”, explica a diretora Elisete Prado. 

Entre as iniciativas, o colégio ofereceu, semanas antes da temporada de provas, atividades de relaxamento e manejo da ansiedade, como sessões de yoga e respiração guiada. Nos dias de prova, a equipe pedagógica recebe e acolhe os estudantes nos locais de aplicação com mensagens de incentivo e apoio emocional. 

“Acolher faz toda a diferença. Estar ali, desejando boa sorte, lembrando que ele está preparado e que tudo vai dar certo, é uma forma simbólica, mas poderosa, de mostrar cuidado. Eles esperam por esse momento”, comenta a diretora. 

Além da questão emocional, a preparação pedagógica também está presente. O colégio Progresso realiza simulados com o formato real da prova, e promove reuniões individuais com a coordenação para discutir desempenho e estratégias personalizadas para cada aluno. Essas conversas ajudam o estudante a lidar melhor com a própria autocrítica e a reduzir a pressão interna. 

“Não adianta ter o conteúdo se o aluno não estiver emocionalmente bem. A segurança vem do autoconhecimento e da tranquilidade para colocar em prática tudo o que foi aprendido”, reforça Elisete.
 

O papel da família 

O envolvimento da família também é fundamental para ajudar o estudante a se reorganizar e recuperar as energias. Segundo a diretora, é importante que os pais demonstrem confiança e evitem cobranças excessivas. Atitudes simples têm grande impacto no desempenho, como respeitar o tempo do jovem, oferecer escuta sem julgamentos e incentivar momentos de descanso. 

“A família precisa ser uma rede de apoio, e não de pressão. O aluno já sente a responsabilidade do Enem. O melhor que os pais podem fazer é estar por perto, ouvir, oferecer palavras de incentivo e lembrar que o resultado do filho não define quem ele é”, destaca Elisete. 

Outros cuidados práticos também ajudam, como garantir ao jovem estudante uma rotina de sono adequada, alimentação equilibrada e momentos de lazer leves. A família pode ainda incentivar que o candidato faça respirações profundas, pausas para caminhada e conversas com amigos, tudo para auxiliar a aliviar a tensão. 

“O sucesso não está apenas na nota, mas em todo o percurso. Aprender a lidar com desafios e emoções é o que realmente prepara o jovem para o futuro”, conclui a diretora.
 

O Enem 

A prova foi criada pelo Ministério da Educação em 1998, para avaliar o desempenho dos estudantes brasileiros ao final da educação básica. Com o passar dos anos, o Enem teve sua metodologia aperfeiçoada e atualmente é requisito obrigatório para acesso a programas educacionais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

Este ano, as provas acontecem nos dias 09 e 16 de novembro, dois domingos seguidos. No primeiro dia de prova, os alunos responderam as questões das áreas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (compreende Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira/Inglês ou Espanhol, Artes, Educação Física e Tecnologias da Informação e Comunicação) e Redação; e Ciências Humanas e suas Tecnologias (compreende História, Geografia, Filosofia e Sociologia). 

No segundo dia, as provas serão de Ciências da Natureza e suas Tecnologias (compreende Química, Física e Biologia) e Matemática e suas Tecnologias. O certame registrou mais de 5,5 milhões de inscrições, de acordo com o Ministério da Educação – número que supera a edição anterior de 2024, com aumento de 8% no número de inscritos.


International Schools Partnership - ISP
Para mais informações, acesse o site.


Inovação: quais os desafios e perspectivas?

O ecossistema de inovação brasileiro tem passado por um período de transformações aceleradas. Os avanços recentes demonstram um amadurecimento institucional e tecnológico. No entanto, para que o país e suas empresas assegurem competitividade futura, é crucial não apenas reconhecer esses progressos, mas também enfrentar os desafios estruturais e culturais que ainda limitam o potencial de crescimento contínuo.

De acordo com o Índice Global de Inovação (IGI) 2025, o Brasil perdeu a liderança regional no ranking, caindo para a 52ª posição. Apesar desse recuo, o país ainda se destaca como o quinto mais inovador entre as economias de renda média-alta, atrás de China, Malásia, Turquia e Tailândia.

Nos últimos anos, o nosso país registrou conquistas expressivas no fortalecimento do seu ecossistema de inovação, consolidando marcos regulatórios e tecnológicos que nos impulsionam cada vez mais. Um dos principais avanços foi o aprimoramento do arcabouço regulatório, materializado pela Lei Complementar nº 182/2021 (Marco Legal das Startups), que modernizou a relação entre empreendedores, investidores e o poder público, facilitando a captação de recursos e parcerias.

Essa evolução coincidiu com o crescimento nacional como polo de inovação global. De acordo com o The Global Startup Ecosystem 2025, São Paulo foi classificada como um dos principais hubs de inovação do mundo, e o número de unicórnios brasileiros (startups avaliadas acima de US$ 1 bilhão) chegou a 22 em 2024. Em termos de investimentos, após um período de retração, o capital de risco voltou a crescer este ano.

Em paralelo, a inovação corporativa ganhou destaque, com empresas brasileiras de ponta figurando entre as maiores investidoras mundiais em P&D. Setores tradicionais também apresentaram indicadores dinâmicos, segundo o IGI, como a implantação de 5G que registrou um avanço de 86,9%, crescimento de veículos elétricos na margem dos 132,6% e patentes internacionais 23,9%.

A crescente conscientização sobre a inovação já se reflete nas decisões dos dirigentes empresariais e governamentais. A maioria das organizações brasileiras a classificam como um elemento fundamental para a sobrevivência e crescimento, o que evidencia sua centralidade na estratégia corporativa. Isso se manifesta na alocação de verbas dedicadas para experimentação e P&D, na criação de comitês de governança com KPIs definidos e na priorização de parcerias e aquisições como forma de acelerar a transformação. No governo, a pauta também ganhou espaço estratégico com a definição de metas claras na Estratégia Nacional de Inovação e a implementação de políticas como incentivos fiscais e programas de transformação digital.

Ignorar a inovação, diante deste contexto, implica uma queda direta na competitividade. Afinal, as empresas ficam expostas à obsolescência e correm o risco de perder mercados para concorrentes globais que investem continuamente, comprometendo sua capacidade de se manter em padrões internacionais.

Essa falta de priorização também gera perda de atratividade para investidores e pode levar à migração de talentos. Negligenciar a inovação, portanto, significa trocar ganhos de médio e longo prazo por resultados imediatos, deixando o país e suas empresas menos preparados para os desafios futuros.

Internamente, muitas organizações enfrentam barreiras significativas. Do ponto de vista cultural, o maior desafio é a resistência à mudança: ambientes marcados por conservadorismo e aversão ao risco dificultam a experimentação, com gestores esperando retorno imediato e descartando projetos antes de maturarem.

Estruturalmente, são recorrentes os recursos escassos, hierarquias rígidas e métricas focadas apenas no financeiro. A combinação entre burocracia e resultados de curto prazo mina o potencial criativo, exigindo liderança engajada, comunicação transversal e políticas de incentivo ao aprendizado para que a inovação se torne um processo contínuo e sustentável.

Dado que muitos projetos inovadores não geram lucro imediato, as empresas vêm adotando métricas não-financeiras para mensurar resultados de longo prazo, avaliando benefícios indiretos e intangíveis. Em vez de focar apenas no ROI de curto prazo, a avaliação se concentra no fortalecimento da marca, melhoria do engajamento interno e, crucialmente, na geração de capacidades: novos conhecimentos adquiridos, patentes registradas e maturidade digital. Uma abordagem equilibrada entre indicadores financeiros e não-financeiros permite justificar investimentos e guiar correções de rota.

O avanço de tecnologias como Inteligência Artificial, internet das coisas (IoT), robótica e análises de dados estão obrigando até os setores mais tradicionais a reinventar seus modelos. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), cerca de 70% das indústrias no Brasil já empregam algum tipo de tecnologia digital avançada, o que, por mais que aumente sua produtividade, também expõe empresas conservadoras. Com isso, a inovação deixa de ser pontual e passa a ser estrutural e contínua, integrando tecnologia, cultura e modelo de negócio.

As tecnologias disruptivas redefinem a natureza da inovação, que agora é digital e constante. Empresas que inovavam ocasionalmente precisam incorporar automação e design centrado no usuário ao seu DNA, repensando processos do chão de fábrica ao relacionamento com o cliente. Do contrário, correm o risco de ficarem obsoletas em um mercado cada vez mais dinâmico.

 

Andressa Moraes - sócia-diretora de inovação do Grupo Skill.
Grupo Skill


 

Contrato de namoro para casais +60: entenda a importância da prevenção patrimonial e da segurança digital

Mais de 25% dos brasileiros acima de 60 anos já usaram apps de relacionamento, de acordo com pesquisa da Opinion Box

 

Com o avanço da tecnologia e o aumento das conexões virtuais, o amor na terceira idade também ganhou novas formas e cuidados. De acordo com um levntamento recente feito pela Opinion Box, 26% dos brasileiros acima de 60 anos já usaram aplicativos de relacionamento para conhecer parceiros. Nesse cenário, o contrato de namoro surge como uma alternativa jurídica para proteger o patrimônio e definir limites claros nas relações afetivas, especialmente quando envolvem pessoas com bens acumulados e herdeiros. 

Na prática, o contrato de namoro é um instrumento jurídico que formaliza a relação afetiva sem gerar efeitos patrimoniais típicos de uma união estável, como partilha de bens ou pensão. A adesão a esse tipo de acordo tem crescido entre casais com mais de 60 anos, justamente por oferecer segurança jurídica e proteção ao patrimônio familiar, especialmente em tempos de conexões digitais. 

Conforme a advogada Mérces da Silva Nunes, sócia do Silva Nunes Advogados e especialista em Direito de Família, Herança e Negócios Familiares, antes de assumir um compromisso formal, é importante verificar as reais intenções do parceiro e buscar orientação jurídica para definir o regime de bens mais adequado. 

“É importante lembrar que a separação obrigatória de bens para os maiores de 70 anos foi alterada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e atualmente as pessoas podem escolher livremente o regime de bens, desde que o façam por escritura pública. Significa dizer que a nestes casos é necessária maior cautela até que se tenha certeza das intenções das partes”, explica. 

Em situações em que um casal inicia a relação por aplicativo e opta por morar junto sem casar, o contrato de namoro ou de convivência é instrumento útil para dar clareza patrimonial e evitar litígios. “Cláusulas essenciais incluem definição do regime patrimonial, separação de bens adquiridos antes da convivência, regras sobre bens comprados durante a vida em comum, responsabilidade pelas despesas do lar e forma de comprovação de contribuições financeiras”, acrescenta a advogada Vanessa Paiva, sócia-administradora do escritório Paiva & André Sociedade de Advogados e especialista em Direito de Família e Sucessões.

 

Segurança Digital

Preservar a integridade no meio virtual é um dos fatores que pessoas acima de 60 anos devem levar em conta. Situações como perfis falsos, fraudes e compartilhamento de imagens podem ter impactos diretos no patrimônio e na responsabilidade civil. “Se houver fraude ou manipulação emocional que leve à transferência de bens ou valores, é possível pedir a anulação desses atos por vício de consentimento. Já o uso indevido de imagens e dados pessoais pode gerar ações de indenização por danos morais e materiais”, pontua Mérces. 

Vale lembrar que relações mantidas apenas virtualmente, sem convivência pública e contínua, não configuram união estável, o que impede qualquer reivindicação de meação ou direitos sucessórios. “Por isso, a segurança digital e a verificação da autenticidade do parceiro são essenciais para evitar prejuízos jurídicos e patrimoniais”, completa a advogada. 

No contexto de uma união estável iniciada após relacionamento por aplicativo, eventuais dívidas assumidas por um dos parceiros não recaem automaticamente sobre o outro, a menos que haja benefício direto ao casal ou comprovação de que a obrigação foi contraída em prol da família. 

“Em situações envolvendo patrimônio oculto, ocultação de bens ou condutas que configurem fraude, há possibilidade de medidas judiciais como arrolamento, indisponibilidade de bens, incidente de desconsideração da personalidade jurídica e ação de sonegação de for o caso, sempre com base em prova documental e indícios objetivos. Quando o fato envolve comportamento digital irresponsável, como clicar em links fraudulentos que causem prejuízo ao patrimônio comum, podem ser avaliadas responsabilidades individuais, desde que comprovado dolo ou negligência grave”, conclui Vanessa.





Fontes:

Mérces da Silva Nunes - especialista em Direito de Família, Heranças e Negócios Familiares, sócia do Silva Nunes Advogados. Mestre em Direito pela PUC/SP.

Vanessa Paiva - Advogada Familista, especialista em Direito de Família e Sucessões; Pós-graduada e Mestra em Direito, Professora de Direito de Família, autora de obras jurídicas; Sócia-Administradora do Escritório Paiva & Andre Sociedade de Advogados.

 

Black Friday: orientações para comprar com educação financeira e segurança

 

A Black Friday está chegando e com elas a vontade de comprar e também muitos perigos relacionados ao período. Ponto de destaque é que é fundamental uma grande preocupação com golpes que possam ocorrer no período. Mas, não é só isso, são muitos consumidores que ficam insatisfeitos com as compras e que perdem o controle. Todo cuidado é pouco para o consumidor. 

Assim, para aproveitar as oportunidades sem comprometer as finanças e não se sentir lesado posteriormente, é preciso focar em ações prévias antes de partir para compra. Pensando nisso, são necessárias ações para economia e para evitar golpes. 

"Temos observado o crescimento nas tentativas de golpes e de reclamações pós-compra por parte dos consumidores. Ao mesmo tempo que o maior acesso às informações possibilita melhor as pesquisas, essas também facilitam os caminhos de quem quer se aproveitar para realizar promoções falsas ou mesmo tirar dinheiro indevido das pessoas ", alerta Reinaldo Domingos, especialista em educação financeira e presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN). 

É importante que o consumidor se previna, evitando golpes e se atentando aos seus direitos. Lembrando que nas relações de consumo existe uma série de obrigações do fornecedor para com o consumidor, que devem ser cumpridas rigorosamente, evitando prejuízos à população, e caso isso ocorra é passível entrar em contato com órgão de proteção de consumidor ou até entrar com processos por danos morais. 

Essas obrigações, estão no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90), e engloba vários pontos como a previa advertência sobre todas as condições que envolvem a aquisição de determinado produto ou serviço, como, o preço, composição, quantidade, a validade e os riscos que o produto ou serviço apresenta, entre outras. 

Um ponto muito importante é que é expressamente proibida a publicidade enganosa ou abusiva por parte dos fornecedores, assim, se observar o famoso: "tudo pela metade do dobro do preço", o consumidor pode e deve reclamar, impedindo a adoção de métodos comerciais desleais, que possam confundir o consumidor.

 

Veja orientações de Reinaldo Domingos, para fugir de golpes: 

  1. Cuidado com seus dados - informações pessoais com telefone, CPF, endereço e número de cartões, dentre outros, devem ser fonte de grande preocupação. Evite colocar esses dados em qualquer formulário e sempre se preocupe se o site que for cadastrar seja realmente seguro;
  2. Cuidado ao clicar - o impulso pode ser grande, pois a chamada é atrativa, mas só clique em links se tiver certeza de que esse é seguro. Para isso observe se à esquerdo do endereço do site se tem uma imagem de cadeado, que significa segurança, também averigue se o site tem a sigla ‘https’ no endereço da web. Busque sempre as páginas oficiais;
  3. Procure saber sobre a reputação da loja - hoje em qualquer busca rápida pode se ter avaliação de uma empresa ou loja, mas cuidado, priorize Procon, portais de direito do consumidor ou no Reclame Aqui para fazer sua pesquisa, cuidado com sites que mudam apenas uma letra de um nome famoso ou que tenha extensões diferentes;
  4. Cuidado com suas senhas - busque sempre ter senhas diferentes para cartões, sites e cadastros, e também procure alterar constantemente. Evite dados mais simples como o nome e 123 na sequência e a data de nascimento, etc...
  5. Priorize pagamento no cartão de crédito - para as compras online essa é a mais seguras, pois simplifica o cancelamento, permitindo que o cliente conteste a cobrança e solicite o reembolso do valor e identifica possíveis fraudes. Evite transferência bancária ou boleto.
  6. Fuja de condições extraordinárias - ‘quando o milagre é demais’, é fundamental desconfiar, as propostas com descontos sensacionais são as mais usadas para os golpes, por isso não acredite nessas situações;
  7. Atualize sempre seu antivírus - busque estar sempre com antivírus atualizados para proteger os sistemas operacionais de computadores e smartphones, isso dificulta a instalação de programas maliciosos, também faça varreduras constantes.
  8. Busque fontes confiáveis de informação - é importante estar sempre esperto e atualizado sobre novos golpes, mas sempre busque informações de fontes confiáveis, lembrando que grupos de WhatsApp são os maiores disseminadores de Fake News.

 

Veja orientações em caso de problemas depois das compras: 

  1. Faça pesquisa previa dos preços, estabelecendo os produtos que pretende comprar e marcando os preços para não correr o risco de ser pego de surpresa por descontos enganadores. Caso isso ocorra, cabe denunciar as empresas praticantes e, até mesmo, boicotar no futuro.
  2. Não é porque comprou algo mais barato que esse pode estar defeituoso, assim é interessante se atentar às obrigações relativas à substituição ou reparação do produto ou serviço defeituoso, sendo que, caso isso ocorra se deve exigir a reparação dos danos de qualquer natureza, é necessário que sempre sejam observados atentamente os prazos decadenciais e prescricionais previstos no Código de Defesa do Consumidor.
  3. O prazo para reclamar e exigir a reparação dos defeitos aparentes e de fácil constatação é de trinta dias, caso o produto ou serviço adquirido seja tido como não durável, ou de noventa dias no caso de durável. Os prazos têm início a partir da efetiva entrega do produto ou da execução do serviço. Já quanto aos vícios ocultos, os prazos são os mesmos e têm início a partir do momento que ficar evidenciado o defeito do produto ou serviço.
  4. Importante é que a reclamação formal deve ser exercida impreterivelmente nos prazos indicados, sendo que o direito perde valor fora desses. Já no caso de ação judicial, na busca de reparação dos danos impostos, o prazo prescricional é de cinco anos, a partir do conhecimento do dano e de sua autoria.
  5. O código de defesa do consumidor permite, em seu artigo 49, que o consumidor se arrependa da compra que fez em até sete dias corridos, mas isso sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio. Assim, sempre que você perceber que fez uma compra que não deveria ter feito, por qualquer motivo (não é necessário justificar), pode pedir o cancelamento sem qualquer custo.
  6. Documente, pode ser por e-mail, esse pedido de desistência. Se ocorrer a cobrança, o consumidor tem direito à devolução do valor em dobro e uma indenização compensatória. Então consumidor, fique atento, devemos reivindicar mais qualidade, mais respeito, ou ao menos a reparação e responsabilidade contra os abusos que sofremos.

 

Cuidado com as dívidas 

Segundo o educador financeiro, Reinaldo Domingos, algumas decisões simples podem evitar grandes prejuízos. "é preciso focar nos melhores preços e só daquilo que realmente precisa, pesquisando em sites e lojas para ter certeza de que está fazendo um bom negócio. Agir por impulso, nesse momento, pode prejudicar o bolso", explica. 

"Fazer compras de forma planejada e consciente é um dos principais segredos da educação financeira e da arte de poupar. Assim, será mais difícil se deixar levar por impulsos consumistas ou por apelos publicitários. Havendo dificuldades com isso, é válido procurar cursos, palestras e livros sobre educação financeira, que ajudam a mudar o comportamento com relação ao uso do dinheiro", complementa Domingos. 

Para quem já se planejou e quer encarar uma maratona de compras é importante considerar algumas orientações. A principal é que uma dose extra de paciência é fundamental, pois estresse e a pressa levam ao impulso de adquirir produtos sem pesquisar e pagar mais caro.

 

Veja cuidados detalhados pelo presidente da ABEFIN que devem ser tomados para economizar ao comprar: 

  1. Fazer um diagnóstico financeiro: Antes de fazer compras na Black Friday, é importante avaliar sua situação financeira. Faça um levantamento de quanto você pode comprometer com as compras, considerando se poderá pagar à vista ou parcelado.
  2. Defina seu perfil – se for investidor, essa é a hora de aproveitar de forma estratégica. Caso esteja equilibrado ou endividado, muito cuidado para não se complicar ainda mais, busque só o necessário. Se estiver inadimplente, fuja das promoções.
  3. Identificar necessidades e desejos: Faça uma lista do que você realmente precisa e do que deseja comprar. Ter essa lista ajuda a evitar compras por impulso.
  4. Definir métodos de pagamento: Decida quais métodos de pagamento utilizará, como cartão de crédito, boleto ou transferência. Escolher com antecedência ajuda a controlar seus gastos.
  5. Cuidado para não usar a reserva estratégica – se tem um dinheiro guardado para uso de forma estratégica, evite usar o mesmo para compras compulsivas. Só use se for para algo realmente estratégico.
  6. Cortar despesas: Considere cortar algumas despesas no mês anterior à Black Friday para liberar verba extra. Isso permitirá que você aproveite melhor as ofertas.
  7. Pesquisar preços antecipadamente: Estude os preços médios dos produtos que deseja adquirir antes da Black Friday. Assim, você poderá avaliar se as ofertas são realmente vantajosas.
  8. Estipular um orçamento máximo: Defina um limite de gastos para a Black Friday e comprometa-se a não ultrapassá-lo.
  9. Compras virtuais ou presenciais: Decida se fará suas compras online ou em lojas físicas, considerando sua comodidade e segurança.
  10. Monitoramento de redes sociais: Acompanhe redes sociais e perfis de marcas para ficar por dentro das ofertas e promoções exclusivas.
  11. Livecommerces e alertas de preço: Coloque na agenda as datas de livecommerces de suas lojas favoritas e configure alertas de preço para ser notificado sobre descontos.
  12. Sites de cupons e cashback: Procure por sites que oferecem cupons de desconto e cashback para economizar ainda mais.
  13. Focar no que realmente quer comprar: Não perca o foco, concentre-se em encontrar os melhores preços para itens que realmente precisa, evitando compras por impulso.
  14. Evitar endividamento: Não compre se isso resultar em endividamento descontrolado. Se precisar parcelar, certifique-se de que as parcelas caberão em seu orçamento.
  15. Considerar custos futuros: Avalie se a compra não acarretará custos extras, como acessórios ou manutenção de produtos.
  16. Priorizar paciência: Mantenha a paciência para não comprar com pressa e pagar mais caro. Evite o estresse.
  17. Em situação financeira difícil, priorizar as crianças: Se estiver com dificuldades financeiras, priorize presentes para crianças, explicando a situação aos adultos.

Se for presentear, converse com as pessoas: Descubra os desejos reais das pessoas para evitar gastar em presentes caros quando opções mais econômicas

 

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