Escolas e famílias têm papel essencial para ajudar os estudantes a lidar com a pressão da prova
Depois
do primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado
ontem (9/11), milhares de estudantes em todo o país respiram — mas ainda não
relaxam completamente. A semana de intervalo entre as duas etapas costuma ser
marcada por um misto de alívio e tensão: enquanto parte da pressão diminui,
cresce a expectativa pelo segundo dia do exame, no próximo domingo (16), que
define o desempenho final e pode abrir as portas para o ensino superior.
Nesse
período, o cuidado emocional é tão importante quanto a revisão dos conteúdos.
Manter a calma, preservar a rotina de sono e alimentação e reforçar a autoconfiança
podem ser decisivos para um bom resultado. É por isso que a escola e a família
se tornam grandes aliadas nessa reta final.
Escolas são apoio importante
No
colégio Progresso Bilíngue de Itu (SP), por exemplo, o trabalho de apoio
emocional é constante e se intensificou nas semanas que antecedem o Enem. A
escola apostou em uma combinação de acolhimento, diálogo e estratégias de
relaxamento para ajudar os alunos a enfrentarem o exame com equilíbrio e
segurança.
“A
gente sabe que o Enem é um momento de muita expectativa e, às vezes, de medo
também. Por isso, nosso papel é mostrar para o aluno que ele não está sozinho.
A escola caminha junto com ele nesse processo”, explica a diretora Elisete
Prado.
Entre
as iniciativas, o colégio ofereceu, semanas antes da temporada de provas,
atividades de relaxamento e manejo da ansiedade, como sessões de yoga e
respiração guiada. Nos dias de prova, a equipe pedagógica recebe e acolhe os
estudantes nos locais de aplicação com mensagens de incentivo e apoio
emocional.
“Acolher
faz toda a diferença. Estar ali, desejando boa sorte, lembrando que ele está
preparado e que tudo vai dar certo, é uma forma simbólica, mas poderosa, de
mostrar cuidado. Eles esperam por esse momento”, comenta a diretora.
Além
da questão emocional, a preparação pedagógica também está presente. O colégio
Progresso realiza simulados com o formato real da prova, e promove reuniões
individuais com a coordenação para discutir desempenho e estratégias
personalizadas para cada aluno. Essas conversas ajudam o estudante a lidar
melhor com a própria autocrítica e a reduzir a pressão interna.
“Não
adianta ter o conteúdo se o aluno não estiver emocionalmente bem. A segurança
vem do autoconhecimento e da tranquilidade para colocar em prática tudo o que
foi aprendido”, reforça Elisete.
O papel da família
O
envolvimento da família também é fundamental para ajudar o estudante a se
reorganizar e recuperar as energias. Segundo a diretora, é importante que os
pais demonstrem confiança e evitem cobranças excessivas. Atitudes simples têm
grande impacto no desempenho, como respeitar o tempo do jovem, oferecer escuta
sem julgamentos e incentivar momentos de descanso.
“A
família precisa ser uma rede de apoio, e não de pressão. O aluno já sente a
responsabilidade do Enem. O melhor que os pais podem fazer é estar por perto,
ouvir, oferecer palavras de incentivo e lembrar que o resultado do filho não
define quem ele é”, destaca Elisete.
Outros
cuidados práticos também ajudam, como garantir ao jovem estudante uma rotina de
sono adequada, alimentação equilibrada e momentos de lazer leves. A família
pode ainda incentivar que o candidato faça respirações profundas, pausas para
caminhada e conversas com amigos, tudo para auxiliar a aliviar a tensão.
“O
sucesso não está apenas na nota, mas em todo o percurso. Aprender a lidar com
desafios e emoções é o que realmente prepara o jovem para o futuro”, conclui a
diretora.
O Enem
A
prova foi criada pelo Ministério da Educação em 1998, para avaliar o desempenho
dos estudantes brasileiros ao final da educação básica. Com o passar dos anos,
o Enem teve sua metodologia aperfeiçoada e atualmente é requisito obrigatório
para acesso a programas educacionais como o Sistema de Seleção Unificada
(Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento
Estudantil (Fies).
Este ano, as provas acontecem nos dias 09 e 16 de novembro, dois domingos seguidos. No primeiro dia de prova, os alunos responderam as questões das áreas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (compreende Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira/Inglês ou Espanhol, Artes, Educação Física e Tecnologias da Informação e Comunicação) e Redação; e Ciências Humanas e suas Tecnologias (compreende História, Geografia, Filosofia e Sociologia).
No segundo dia, as provas serão de Ciências da Natureza e suas Tecnologias (compreende Química, Física e Biologia) e Matemática e suas Tecnologias. O certame registrou mais de 5,5 milhões de inscrições, de acordo com o Ministério da Educação – número que supera a edição anterior de 2024, com aumento de 8% no número de inscritos.
International Schools Partnership - ISP
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