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segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Febraban dá dicas antifraudes para o “Esquenta Black Friday”

Cliente deve aproveitar o período para fazer pesquisa de preços e checar a reputação de lojas e varejistas

 

Vídeo com Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços e Segurança da Febraban, para download neste link

  

Nem bem o mês de novembro começou e as lojas virtuais e físicas de comércio já se agitam com os anúncios de ofertas e promoções para a Black Friday, num movimento que ficou conhecido como “Esquenta Black Friday”. 

O que à primeira vista representa uma oportunidade para aproveitar os bons preços e adiantar as compras de Natal pode esconder alguns perigos. As pessoas são bombardeadas com grandes quantidades de ofertas, enquanto quadrilhas aproveitam o momento de euforia para aplicar golpes usando “engenharia social”, que consiste em enganar os usuários, se passando por empresas conhecidas ou lojas específicas, para que eles forneçam informações pessoais e confidenciais que serão utilizadas para concretizar golpes financeiros. 

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos), que realiza ininterruptamente campanhas de conscientização para orientar clientes e consumidores durante todo o ano, irá ampliar seus esforços de divulgação e informações de prevenção neste período. 

“Neste período de pré-Black Friday, aconselhamos que o cliente faça pesquisa de preços dos itens que pretende comprar e pesquise a reputação do varejista. Verifique também fatores como prazo de entrega e meios de pagamento disponibilizados. Os cuidados são importantes para que o consumidor evite compras por impulso”, alerta Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços e Segurança da Febraban. 

Faria também afirma que sempre é importante desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do normal e tomar cuidado com a criação de páginas e perfis falsos em redes sociais, como Instagram. As quadrilhas também copiam a identidade visual de grandes marcas e patrocinam posts com ofertas tentadoras. O patrocínio de posts é uma estratégia para potencializar a visualização com a finalidade de concretizar os golpes. 

 

Leia a seguir dicas para não cair em golpes 

 

Cuidados com compras online 

- Dê preferência aos sites conhecidos para as compras e verifique a reputação de sites não conhecidos em páginas de reclamações 

- Nunca use um computador público ou de um estranho para efetuar compras ou coloque seus dados bancários 

- Verifique com atenção as formas de pagamento oferecidas pelo e-commerce e desconfie quando existem poucas opções 

- Sempre cheque as políticas de troca e devoluções das lojas 

- Dê preferência ao modelo de compra garantida, onde a plataforma retém o valor até a sinalização positiva do comprador

 

Atenção nas redes sociais e com perfis falsos 

- Desconfie das promoções cujos preços sejam muito menores que o valor real do produto, pois criminosos se utilizam da empolgação dos consumidores em fazer um grande negócio para coletar informações e aplicar golpes 

- Nunca preencha formulários com dados pessoais para ter acesso às promoções da Black Friday 

- Golpistas criam perfis falsos de lojas e patrocinam posts nas redes sociais para enganar o consumidor. Verifique se a página tem selo de autenticação, número de seguidores compatíveis e também comentários de outros compradores. Desconfie de páginas recém-criadas

 

Cuidados com o cartão 

- De preferência para o uso de cartão virtual nas compras online 

- Use o serviço de avisos por SMS de transações feitas ou outros meios disponibilizados pelos bancos, que informam o valor realizado para cada transação, instantaneamente 

- Se for fazer uma compra presencial com cartão, sempre confira o valor na maquininha antes de digitar a sua senha. Identificando problemas no visor, a transação não deve ser concluída 

- Insira você mesmo o cartão na maquininha. Caso tenha entregado o cartão ao vendedor, sempre verifique se o cartão devolvido é realmente o seu. Golpistas costumam aproveitar o momento de empolgação e aglomeração no comércio de rua para trocar o seu cartão. 

 

Fique atento na hora de pagar com Pix e boletos 

- Se for pagar com Pix, sempre faça o pagamento dentro do ambiente da loja virtual. Quando o varejista fornecer o código QR Code, confira com atenção todos os dados do pagamento e se a loja escolhida é realmente quem irá receber o dinheiro. Só após essa checagem detalhada, faça a transferência 

- Se for pagar a compra com boleto, confira quem é a empresa beneficiária que aparece no momento do pagamento do boleto, no aplicativo ou site do banco. Se o nome for diferente da marca ou empresa onde a compra foi feita, a transação não deve ser concluída. 

 

Cuidados com links 

- Ao usar sites de busca, verificar cuidadosamente o endereço da página de internet para garantir que se trata do site que deseja acessar. Fraudadores usam “links falsos patrocinados” para ganhar visibilidade nos resultados de buscas 

- Tenha muito cuidado com e-mails de promoções que tenham links. Ao receber um e-mail não solicitado ou de um site no qual não esteja cadastrado para receber promoções, é importante verificar se realmente se trata de uma empresa idônea. Acesse o site digitando os dados no navegador e não clicando no link 

- Fique atento ao e-mail do remetente. Empresas de grande porte não utilizam contas privadas como @gmail, @hotmail ou @terra e entidades públicas sempre usam @gov.br ou @org.br.


A lição do Gartner 2025: quando a IA assume o comando, quem terá coragem de redesenhar a organização?

 

O Gartner IT Symposium deste ano cravou o novo jargão do mercado: a IA não é mais sobre produtividade, é sobre valor sustentável. Essa transição — da ambição do CIO em 2023, passando pelo 'stack' tecnológico de 2024, até a busca por ROI em 2025 — expõe a falha central na estratégia da maioria das empresas. Estamos obcecados em plugar a IA na operação para 'capturar valor', mas estamos falhando em redesenhar a organização em torno dela. E é essa falha que transforma a pergunta 'o que restará para os humanos?' no maior desafio de business da próxima década.

Essa falha de business que apontei fica explícita quando analisamos os debates que dominaram o evento. O alardeado descompasso entre a prontidão da IA e a capacidade humana de captar valor não é um gap de treinamento, é um gap de estrutura. As discussões sobre governança, custos ocultos e ROI negativo são apenas os sintomas dessa doença organizacional. Não me surpreende que 72% dos CIOs tenham perdido dinheiro com IA, ou que apenas 11% dos CFOs vejam um ROI claro. Estamos tentando encaixar uma força transformadora em caixas organizacionais obsoletas e medindo seu sucesso com os KPIs de eficiência do passado.

Essa falha estrutural alimenta diretamente a principal angústia dos líderes: 71% dos CIOs sentem que suas equipes não estão prontas para a IA. O mercado, então, corre para a solução mais óbvia: o letramento corporativo. Claro que treinamentos são relevantes, mas isso é tratar apenas o sintoma, não a causa. A preocupação com a 'atrofia de habilidades' é real, mas ela surge porque estamos tentando plugar IA em cargos e processos do passado.

Isso nos leva de volta à questão central: o que restará para os humanos?. A resposta que domina o mercado em geral é perigosamente simplista: o trabalho estratégico e criativo. Existe essa ideia de que basta a máquina assumir o operacional para que os humanos magicamente assumam a estratégia. Mas esse lugar estratégico não é um porto seguro. A mesma IA que hoje executa tarefas operacionais está rapidamente se tornando uma poderosa ferramenta de análise e recomendação estratégica. A atrofia de habilidades que deveríamos temer não é apenas da operação, como também da própria estratégia.

O Gartner também trouxe projeções importantes, como a estimativa de que 75% do trabalho de TI será aumentado por IA até 2030, ou de que 500 milhões de novos empregos líquidos podem surgir até 2036. Esses dados nos oferecem um horizonte otimista. O risco, no entanto, é interpretar esse cenário como uma simples demanda por desenvolvimento de habilidades — o que, como vimos, é tratar o sintoma, não a causa. O verdadeiro desafio estratégico é outro: esses 500 milhões de novos cargos não se encaixarão nos organogramas que temos hoje. O 'humano aumentado' não precisa apenas de letramento, precisa de um novo design de cargo, de métricas de performance redefinidas e de ecossistemas de decisão adaptados a essa nova colaboração entre humano e máquina.

O grande debate do Gartner neste ano foi que os CIOs precisam de estratégias para lidar com a mudança fundamental na forma como humanos e IA trabalharão juntos até 2030, enfrentando o "paradoxo da capacidade extra" e garantindo que o valor seja demonstrado. Neste caso, então, o que restará para os humanos? A resposta não é, como o consenso sugere, apenas a 'conectividade humana' ou a 'narrativa'. O que resta para nós é o papel mais complexo e essencial: o de arquiteto do ecossistema de negócios. 

Enquanto a IA assume a execução — da operação e, como vimos, de partes da própria estratégia — o valor humano se desloca para o design desse sistema. O que resta é definir as métricas de sucesso que ainda não existem, questionar os modelos de decisão da IA e, acima de tudo, redesenhar cargos, processos e estruturas para alavancar um 'humano aumentado' que ainda nem conseguimos definir. Portanto, a pergunta que o Gartner inspira não é 'o que vai sobrar para nós?'. A verdadeira questão estratégica é: quem terá a coragem de redesenhar a organização primeiro?

  

Caroline Capitani - VP de Estratégia e Inovação da ilegra, empresa global de estratégia, inovação e tecnologia


"Saudável desrespeito pelo impossível": lições do Google para a era da IA nos negócios

A inteligência artificial deixou de ser um conceito futurista para se tornar um elemento central na vida profissional e nos negócios. Em uma imersão nos escritórios do Google em Nova Iorque, pude conhecer de perto como a empresa enxerga essa transformação e como sua cultura organizacional serve de alicerce para o avanço tecnológico. A experiência revelou não apenas a visão do Google para a era da IA, mas também lições fundamentais sobre o futuro das carreiras, a inovação e a adaptação das empresas. 

Um dos conceitos mais marcantes é o chamado “saudável desrespeito pelo impossível”, mentalidade que impulsiona a companhia a desafiar constantemente o status quo e buscar soluções que parecem, à primeira vista, inalcançáveis. Esse pensamento se conecta ao chamado “10X thinking”, em que a meta não é apenas melhorar 10% um processo ou produto, mas encontrar caminhos para fazê-lo dez vezes melhor. Trata-se de uma abordagem que valoriza a ousadia e a coragem de errar, entendendo o erro não como fracasso, mas como parte essencial do aprendizado. 

Essa lógica é reforçada por práticas como o modelo 70/20/10, no qual 70% dos esforços são dedicados ao core business, 20% a projetos adjacentes e 10% a ideias completamente fora da caixa. Mais do que orçamento, trata-se de mentalidade: a inovação floresce quando existe espaço para experimentação, colaboração entre equipes e segurança psicológica para testar e falhar.

 No campo do trabalho, a inteligência artificial não é vista como uma ameaça apocalíptica, mas como uma força de reconfiguração. Em vez de eliminar carreiras inteiras, a tecnologia reorganiza tarefas. As chamadas “Tarefas Vermelhas”, rotineiras e repetitivas, são facilmente absorvidas por sistemas inteligentes. Já as “Tarefas Verdes”, criatividade, empatia, julgamento ético e originalidade, permanecem exclusivamente humanas e se tornam ainda mais valiosas. O profissional do futuro será um “Centauro”, híbrido de humano e IA, combinando as vantagens da tecnologia com habilidades que máquinas não conseguem replicar. 

Outro ponto central da experiência foi perceber como o Google mantém o usuário no centro de tudo. A máxima “se o usuário tem um problema, o Google também tem” traduz uma visão que orienta o desenvolvimento de ferramentas cada vez mais acessíveis. Se antes era necessário dominar prompts complexos para obter bons resultados, hoje a IA caminha para se tornar mais intuitiva, permitindo que comandos simples gerem soluções eficazes. Essa democratização da inovação abre espaço para que empresas de todos os portes e setores utilizem a IA para automatizar processos, gerar insights em tempo real e entregar experiências mais relevantes. 

Essa realidade nivela o campo de jogo, permitindo que pequenas empresas e startups tenham acesso a ferramentas antes restritas a gigantes da tecnologia. A IA, portanto, não é apenas um recurso técnico, mas um motor de competitividade em escala global. 

Para líderes, o grande desafio está em criar ambientes que estimulem a experimentação. Uma sugestão prática é realizar uma “auditoria” das tarefas repetitivas das equipes e identificar onde a IA pode atuar, liberando tempo para atividades estratégicas. Para profissionais, a dica é enxergar a tecnologia como extensão das próprias capacidades, e não como substituta. O convite é abraçar um renascimento pessoal, colocando em primeiro plano as habilidades humanas que a IA jamais replicará. 

O maior risco não está na adoção da tecnologia, mas em permanecer preso às tarefas que ela pode facilmente substituir. A velocidade da transformação exige resiliência e capacidade de adaptação. E é justamente aí que reside a oportunidade: conforme a IA assume o trabalho repetitivo, o que nos torna únicos, como a criatividade, empatia, capacidade analítica e visão de futuro, ganha valor exponencial. 

A mensagem é clara: a inteligência artificial não é um fim, mas um meio. Um convite para reinventar carreiras, empresas e formas de pensar. O futuro do trabalho não será definido pela tecnologia em si, mas pela forma como escolhemos utilizá-la para potencializar o que temos de mais humano.

 

Jaimes Almeida Neto - cofundador e CRO da Budz, uma pet tech brasileira que utiliza inteligência artificial para empoderar tutores de pets, onde com sua ampla experiência em estratégia de crescimento, monetização e parcerias estratégicas, lidera a expansão B2B da empresa, fortalecendo sua presença no mercado. Atuou como Key Account na Almeida Junior, um dos principais grupos de shopping centers do Brasil e foi fundador da cervejaria Caravan. Além disso, teve passagem pelo mercado financeiro na EQI Asset, onde trabalhou na gestão de fundos imobiliários e na estruturação de dívidas, adquirindo sólido conhecimento em investimentos, captação de recursos e modelagem financeira.

 

Conheça o Norte Neuquino, uma das regiões mais autênticas da Patagônia Argentina

Crédito: Turismo Neuquén


O norte da província da patagônia argentina de Neuquén revela um lado pouco explorado pelo turismo tradicional. A região, marcada pela presença da Cordilheira dos Andes, oferece trilhas, arqueologia, pesca esportiva e festas populares que refletem a identidade dos povos que habitam o território há gerações. O lugar apresenta vales abertos e fechados, serras coloridas, estepes patagônicas, rios, lagos e neve nas altas montanhas. O turismo local combina montanhismo, acampamentos, pesca, cultura e encontros comunitários em festas rurais, proporcionando experiências para todos os perfis de viajantes. 

 

Quando visitar 

A região pode ser explorada durante todo o ano, com atividades adaptadas a cada estação. Para trilhas e acampamentos, a primavera e o verão oferecem temperaturas mais amenas e noites agradáveis. 

 

O que fazer 

Cada localidade reserva experiências. Entre histórias e lendas locais, música folclórica, festas rurais e celebrações religiosas, o visitante encontra uma vivência genuína de cultura e tradição.  

O norte de Neuquén inclui localidades como Chos Malal, Andacollo, Huinganco, Los Miches, Las Ovejas, Varvarco-Invernada Vieja e Manzano Amargo. A vastidão da paisagem cria um silêncio único, convidando visitantes a apreciar os sons da fauna e da flora, e a se conectar com a hospitalidade dos habitantes locais. 

 

Principais pontos de interesse 

  • Confluência dos rios Neuquén e Varvarco: ponto de encontro dos dois rios, Neuquén (o mais importante da província) e Varvaco (que nasce aos pés da Cordilheira dos Andes) formando uma área de lindas paisagens e ecossistemas locais. 
  • Los Bolillos: um conjunto de formações rochosas desgastadas ao longo de milhões de anos por vento, chuva, gelo e outros processos naturais. 
  • Vulcão Domuyo: o pico mais alto da Patagônia argentina, com 4.709 metros de altitude.  
  • Vulcão Tromen: vulcão ativo de cerca de 3.978 metros de altitude, situado próximo da vila de Buta Ranquil. Está localizado dentro do Parque Provincial Tromen, área protegida que abriga lagoas, fauna andina e formações vulcânicas preservadas. 
  • Águas Termais de Los Tachos: nascentes de origem vulcânica situadas dentro do Parque Provincial Domuyo. Suas piscinas naturais de água quente, onde é possível nadar, são conhecidas por propriedades terapêuticas. 
  • Cachoeira La Fragua: é uma queda d’água de aproximadamente 40 metros, situada em Manzano Amargo. O local é reconhecido como um ponto de interesse natural e registra congelamento parcial durante o inverno. 
  • Área Natural Protegida Epu Lauquen: reserva ecológica composta por lagos, florestas andinas e fauna nativa. É reconhecida por sua biodiversidade e relevância científica e ambiental. 
  • Margens do rio Curi Leuvú, em Chos Malal: o rio forma uma área natural de relevo montanhoso. O local é frequentado para lazer, pesca e observação da paisagem andina. 
  • Marco da metade da Ruta 40: ponto turístico que indica o meio do trajeto da famosa rodovia argentina. A Ruta 40 é a estrada mais longa da Argentina, que atravessa 11 províncias argentinas, ligando o extremo sul ao extremo norte de Neuquén. 
  • Mirante La Puntilla: um dos principais mirantes da província de Neuquén, situado no topo de um cume entre Las Ovejas e Varvarco 

 

Gastronomia 

A culinária da região merece destaque. O chivito do norte neuquino  (carne de cabrito muitas vezes acompanhada por ervas, batata ou milho) é o prato típico. Fazem sucesso ainda os queijos artesanais de cabra ou vaca, conservas de cabrito, peru e alho. Entre rios e montanhas, a truta fresca também é presença garantida.  

Para saber mais sobre Neuquén e conferir todas as novidades do destino, acesse o site o oficial do Turismo de Neuquén e siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/turismoneuquen  

 

Neuquén Tur

O vasto distrito de Neuquén, localizado na Patagônia argentina, com uma extensão territorial de 94.078 km², possui a maior superfície de neve do país e é permeado por majestosas montanhas, vulcões ativos e inativos, termas medicinais, lagos imponentes, bosques, vinhedos, entre outros inúmeros espetáculos que a farta natureza local oferece. A província é um prato cheio para amantes de esportes radicais e natureza, mas também de gastronomia, turismo rural, bem-estar, viagem a dois ou em família. Sua capital homônima, fundada em 1904 e com atualmente aproximadamente 300 mil habitantes, é a cidade mais povoada da Patagônia e um importante centro econômico e cultural. Outras atrações importantes da província incluem San Martin de los Andes, Chapelco, Vila Angostura, Vila Traful, Rota dos Sete Lagos, Caviahue, Lago Hermoso.

 

Interamerican Network


Black Friday deve consolidar as carteiras digitais e o Pix como principais meios de pagamento do varejo, segundo Worldpay

Os dois métodos de pagamento já movimentam quase metade das compras presenciais no país e devem dominar a Black Friday mais digital da história, revela Global Payments Report 2025
 

A Black Friday de 2025 promete ser a mais digital da história. Segundo o Global Payments Report 2025, elaborado pela Worldpay, líder do setor em tecnologia e soluções de pagamentos, o Brasil está entre os países mais avançados do mundo na digitalização dos meios de pagamento - e a data deve marcar um novo recorde de uso do Pix e das carteiras digitais, consolidando uma transformação que vem redefinindo o consumo e o varejo nacional. 

O estudo aponta que o Pix já representa quase 40% das transações presenciais no país, superando os cartões de débito em participação e se aproximando rapidamente das modalidades de crédito, que ainda mantém boa margem e oferecem benefícios como milhas e cashback. Desde o seu lançamento, em 2020, o Pix se tornou o símbolo de agilidade e inclusão financeira no Brasil, movimentando mais de US$ 35 bilhões no último ano. 

As carteiras digitais também vivem um avanço expressivo: elas já movimentam 32% das compras presenciais e devem atingir 45% até 2030, impulsionadas pela popularização dos pagamentos via smartphone e pela integração entre apps, bancos e varejistas. No e-commerce, essa mudança é ainda mais evidente: 57% das compras online no Brasil já são feitas por dispositivos móveis, o que reforça o papel do celular como centro da experiência de compra. 

“A Black Friday é um grande termômetro do consumo digital. O que veremos em 2025 é a consolidação de uma nova era de pagamentos, em que as carteiras digitais e o Pix passam a ser as opções preferidas dos brasileiros”, afirma Francisco Julian, Vice-presidente de Negócios da Worldpay Brasil. “O consumidor quer agilidade e segurança, e o varejista precisa acompanhar esse ritmo. A escolha do meio de pagamento influencia diretamente a conversão: quem oferece experiências mais rápidas, intuitivas e seguras sai na frente”, complementa o executivo. 

O relatório da Worldpay destaca que a expansão das carteiras digitais e dos pagamentos instantâneos está moldando uma nova relação entre consumidores e varejistas - mais personalizada, ágil, integrada e de baixo custo. Para a Worldpay, as marcas que se adaptarem rapidamente a esse comportamento terão vantagem competitiva nesta Black Friday e nos próximos ciclos de consumo. 

“O Brasil se tornou uma vitrine mundial de inovação em pagamentos. O Pix abriu o caminho, e as carteiras digitais estão ampliando as possibilidades. Agora, o desafio é transformar essa agilidade em uma experiência completa, segura e omnichannel”, conclui Francisco.

 

The Global Payments Report 2025

Realizado há dez anos, o estudo da Worldpay analisa o mercado de meios de pagamento em 46 países e cinco continentes. Hoje, está consolidado com o principal guia de métodos de pagamento global e atua como suporte para Merchants no desenvolvimento de planos de negócio, entendimento do perfil seu público e tendências. Para conhecer o estudo na íntegra acesse: Link 

 

Worldpay
worldpay.com
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Trabalho Híbrido - como otimizar essa solução para o fim de ano?


Com a evolução dos modelos de trabalho, neste fim de ano é esperado que muitos trabalhadores se aproveitem de uma grande evolução dos últimos anos: o trabalho híbrido. Esse modelo mescla o home office e o trabalho presencial e teve uma grande procura quando foi regulamentado, entretanto, com o tempo muitos problemas já estão sendo observados em relação ao tema. Mas, na maioria das vezes isso ocorre por falta de entendimento amplo da empresa sobre o tema, para potencializar tudo que ele traz de positivos.

Embora esse modelo ofereça benefícios, também apresenta algumas dificuldades, como a dificuldade de mensurar a produtividade dos colaboradores. É importante ressaltar que existem regras e regulamentações que orientam esse tipo de trabalho, especialmente no contexto do teletrabalho, permitindo inclusive a contratação por produção sem controle de jornada. Isso possibilita que as empresas se adaptem ao modelo híbrido, mas ainda é necessário tomar precauções.
 

A regulamentação estabelecida para esse novo momento das regras trabalhistas estipula que a presença do trabalhador no local de trabalho para tarefas específicas não descaracteriza o teletrabalho, desde que esse seja o regime adotado no contrato. Em outras palavras, as empresas têm a liberdade de estabelecer o modelo híbrido. 

"Muitas empresas já estavam adotando esse modelo antes mesmo da pandemia, mas a crise potencializou com certeza o modelo. É um avanço importante para as empresas, que agora possuem uma ferramenta adicional para reter seus funcionários com benefícios e segurança", observa Mourival Boaventura Ribeiro, sócio da Boaventura Ribeiro Advogados. 

Anteriormente, não havia uma possibilidade explícita de combinar o esquema remoto com o trabalho presencial, e os contratos deveriam se enquadrar em um modelo ou outro. Contudo, a legislação mudou e trouxe uma séria de avanços. Veja alguns pontos: 

  • Modelo híbrido: é permitido o home office e o trabalho presencial, sem predominância, inclusive de forma alternada.
  • Presença no ambiente de trabalho: quando necessária para tarefas específicas, não descaracteriza o home office.
  • Modalidades de contratação: por jornada, com controle das horas trabalhadas, permitindo o pagamento de horas extras; ou por produção ou tarefa, sem controle de jornada.
  • Contrato de trabalho: pode dispor sobre horários e meios de comunicação entre empregado e empregador, garantindo os repousos legais.
  • Prestação de serviço: é admitida a realização de serviços em local diferente daquele previsto no contrato, sendo que, como regra geral, as despesas para o retorno ao trabalho presencial são de responsabilidade do empregado.
  • Tecnologia e infraestrutura: o uso de equipamentos para o home office fora da jornada não é considerado tempo à disposição do empregador, a menos que esteja previsto em contrato ou instrumento coletivo.
  • Prioridade: é dada aos trabalhadores com deficiência ou filhos de até quatro anos completos.
  • Aplicação: além dos empregados regidos pela CLT, é permitido também para aprendizes e estagiários.
  • Base territorial: as normas são aplicadas de acordo com o estabelecimento onde o empregado está lotado.
  • Home office no exterior: quando um trabalhador é contratado no Brasil, a legislação brasileira é aplicada, observando também a legislação do país onde ocorre o trabalho no exterior e as disposições contratuais. 

Apesar das vantagens mencionadas, nem tudo são flores quando se trata do modelo híbrido. As empresas precisam estar atentas a alguns cuidados. Tatiana Gonçalves, da Moema Medicina do Trabalho, destaca a importância de que as empresas se protejam, tanto no modelo híbrido quanto no home office, especialmente em relação à medicina do trabalho. "Os laudos NR 17 (ergonomia) e PPRA são extremamente importantes para garantir que o colaborador trabalhe com segurança, reduzindo o risco de acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais". 

Outro aspecto relevante é que as empresas que optarem pelo modelo híbrido ou home office devem deixar isso claro na documentação. É importante mencionar expressamente a modalidade de home office no contrato individual de trabalho, especificando as atividades que serão realizadas pelo empregado. Nesse caso, é possível elaborar um termo aditivo ao contrato de trabalho, por exemplo. 

“Geralmente, a questão do modelo de trabalho é negociada entre a empresa e o colaborador, e os colaboradores em home office possuem os mesmos direitos dos que trabalham nas instalações da empresa (exceto vale transporte), estando sujeitos a carga horária e subordinação”, avalia Mourival Ribeiro. 

Outro ponto importante a considerar é que a empresa não é obrigada a arcar com os custos de água, luz, telefone e internet, nem com a estrutura física (mesa, cadeira, computador) durante o período em que o colaborador trabalha em casa. A legislação permite a negociação dessas despesas, levando em conta a dificuldade de mensuração dos custos, uma vez que parte deles também é de responsabilidade do colaborador. No entanto, é fundamental que todos os acordos sejam especificados no contrato de trabalho. 

Em suma, o modelo híbrido de trabalho tem ganhado espaço nas empresas, oferecendo flexibilidade e adaptabilidade. No entanto, é importante que as empresas estejam cientes das regras e regulamentações envolvidas, além de tomar as devidas precauções para garantir a segurança e a saúde dos colaboradores, assim como estabelecer acordos claros em relação aos custos e responsabilidades. Com um planejamento cuidadoso e a comunicação efetiva entre empregadores e empregados, o modelo híbrido pode trazer benefícios tanto para as empresas quanto para os colaboradores. 


5 dicas para se preparar para os vestibulares

 Visando as principais provas do país no ano, especialista em educação destaca estratégias para manter o foco, organizar os estudos e cuidar da saúde emocional


Com a chegada dos vestibulares neste final do ano, milhares de estudantes do país intensificam a preparação para os exames. O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para os dias 09 e 16 de novembro de 2025, é o principal vestibular brasileiro e porta de entrada para universidades públicas e privadas. Na sequência, vêm provas concorridas com a Fuvest, da USP, a Unicamp, a Unesp e o Vestibular PUC-SP, além de seleções tradicionais de outros estados. É o ápice de um ciclo de estudos que, para muitos jovens, pode ser também um dos períodos mais desafiadores emocionalmente.
 

Diante disso, Wagner Venceslau Dias, diretor pedagógico do Colégio Leonardo da Vinci, compartilha algumas orientações que podem fazer a diferença nesta reta final:
 

1. Cronograma realista

“A primeira dica que vejo como principal, embora pareça simples, é montar um cronograma realista. O estudante precisa organizar o tempo de estudo de acordo com sua rotina, priorizando disciplinas em que tem mais dificuldade, mas sem negligenciar as demais”, explica Wagner.
 

2. Equilíbrio entre lazer e descanso

Além de estudar com foco, é essencial garantir pausas e momentos de relaxamento. “O excesso de carga pode gerar esgotamento e prejudicar o rendimento do aluno. É importante preservar o bem-estar”, ressalta o especialista.
 

3. Revisões e simulados
Refazer provas anteriores e realizar simulados ajuda a entender o estilo das questões, o nível de exigência e a administrar melhor o tempo de prova. “Isso também contribui para reduzir a ansiedade no dia do exame, já que o aluno se acostuma com o formato e com a pressão do tempo”, destaca Wagner.
 

4. Cuidado com a saúde emocional

A pressão por resultados pode gerar ansiedade e insegurança. Para manter o equilíbrio emocional, o especialista recomenda práticas como meditação, atividade física e momentos de descanso. “Esses hábitos fazem diferença na preparação e no desempenho do estudante”.
 

5. Conte com o apoio da escola e de professores

“As escolas têm um papel indispensável neste processo. É preciso adotar planejamentos que reforcem os ensinos com os alunos do ensino médio, assim como fazemos no Colégio Anglo Leonardo da Vinci, com aplicação de simulados e rodadas de dúvidas em cada matéria”, afirma Wagner. 

Para quem sente dificuldade em estudar sozinho, participar de grupos de estudo ou cursos pré-vestibulares também pode ser uma alternativa eficaz. Além disso, é fundamental estar atento aos detalhes logísticos, como datas, locais de prova e documentos exigidos. 

“Vestibular não é uma maratona vencida apenas com inteligência. É preciso disciplina, estratégia e autoconhecimento. O mais importante é dar o seu melhor, respeitando seus limites e confiando na sua trajetória, lembrando que sempre há tempo para recomeçar quando necessário e ir atrás dos seus objetivos”, finaliza Dias.


Por que a tecnologia é o "vento forte" para mover as empresas do Ceará?

 

Não há como negar que a tecnologia está intrínseca ao nosso dia a dia. Se antes utilizar recursos tecnológicos era algo para o futuro, hoje, já é uma realidade. Estamos vivendo uma era marcada pela transformação digital, a qual quem não acompanhar poderá ficar para trás. Em se tratando do mundo dos negócios, ter esse senso de importância é crucial.

Já se foi o tempo em que a “tecnologia não era para todos”. O que vemos é um mercado cada vez mais competitivo, no qual a agilidade não é um diferencial, mas uma necessidade. Sendo assim, a ideia de que o departamento de TI é apenas uma área técnica é anulada quando percebemos sua relevância em apoiar os C-levels em tomadas de decisões estratégicas, que precisam estar baseadas em dados concretos.

Nesse sentido, sem dúvidas, a IA vem sendo a grande percursora desse movimento. Não à toa, segundo o relatório global da Dynatrace, realizado com CIOs, CTOs e líderes de tecnologia, a adoção da Inteligência Artificial está em crescimento, mas a confiabilidade e a governança ainda representam desafios.

O estudo ouviu 842 profissionais, entre eles, brasileiros. E, justamente, quando afunilamos essa realidade para o nosso país, os obstáculos apontados pelo relatório fazem parte do cotidiano. Ou seja, não é incomum encontrar uma parcela do empresariado que possui resistência em compreender que ferramentas como o ERP, por exemplo, são peças fundamentais para qualquer organização que almeja crescer.

Além disso, um outro problema enfrentado pelo Brasil são as barreiras geográficas. Vivemos em um país de tamanho continental, o qual possui cinco regiões que, muitas vezes, não conversam entre si. Essa realidade impede, na grande maioria das vezes, a identificação de oportunidades que podem ser exploradas em estados com grande potencial de desenvolvimento, como é o caso do Ceará.

O terceiro maior estado da região Nordeste, com uma população estimada em mais de 9,2 milhões de habitantes, só no primeiro semestre de 2025, registrou um crescimento de 4,18% no PIB, superando a média nacional. Além de excelentes indicadores, o Ceará também é um polo de tecnologia, chamando a atenção de gestores de TI, investidores e empresas, consolidando-se como um novo protagonista na transformação digital brasileira.

A razão para isso se deve a fatores como a matriz energética verde, incentivos fiscais, ecossistema de inovação e o fato de ser o terceiro maior estado nacional em número de data centers, com 12 instalações que somam 20 megawhatts (MW), além de possuir cabos submarinos estratégicos. Fortaleza, por exemplo, serve como ponto de chegada para cerca de 17 cabos submarinos internacionais que ligam o Brasil à África, Europa e América do Norte.

Os elementos destacados servem para elucidar a importância do Ceará para o país como um todo, eliminando a ideia de que as grandes estruturas ficam restritas a determinadas regiões. No entanto, mesmo com tamanho potencial que atrai olhares de investidores internacionais, fatores como a territorialidade ainda fazem parte do cotidiano, impedindo o ganho de escalabilidade nos negócios.

Obviamente, estamos falando de uma região que está bem assessorada pelo mercado nacional, mas que, ao mesmo tempo, pode expandir suas operações ao utilizar softwares de gestão com atuação global, a fim de aplicar as melhores práticas, bem como criar possibilidades de crescimento, independentemente do local em que esteja.

Vivemos em um mundo globalizado que demanda a eliminação das barreiras que impedem o acesso a novas formas de crescer. O território brasileiro é composto por regiões que possuem particularidades que, certamente, precisam ser atendidas e preparadas para lidar com as diversas mudanças, como é o caso da Reforma Tributária.

Contudo, é imprescindível que, nessa jornada de busca por expansão, o empresário conte com o apoio de uma equipe especializada. Estar aberto a receber suporte de um time que, mesmo que tenha origem em outro estado, possua uma base de atendimento local, são requisitos que devem ser analisados. Afinal, uma equipe com essas características detém a expertise para conectar o modo de trabalho global ao valor da região e, a partir disso, traçar um plano que vise contemplar o que há de mais estratégico na gestão.

O Ceará, como um todo, é um lugar repleto de oportunidades e, com o direcionamento certo, pode evoluir ainda mais. A tecnologia, como sempre, se manterá como a percursora deste momento, guiando líderes e gestores a uma jornada de sucesso. O primeiro passo para isso, sem dúvidas, é estar aberto para o novo.

Nos dias 14 e 15 de novembro, irá acontecer em Fortaleza, no Ceará, o Sales Experience, evento ideal para empresários, líderes e gestores que estão comprometidos em transformar seus negócios. A G2 estará presente no encontro, a fim de estreitar o relacionamento com as organizações do estado e região. Saiba mais em: https://salesexperiencebrasil.com.br/

 

Beto Vieira - CO-CEO da G2.

G2


O que são FIDCs e por que são relevantes para fintechs e empresas financeiras

 Instrumento de securitização ajuda a gerar liquidez, escalar crédito e diversificar fontes de financiamento


No cenário brasileiro, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) emergem como um dos mecanismos mais utilizados pelas fintechs e empresas financeiras para acelerar o crescimento de suas operações de crédito. Apesar de ainda pouco compreendido fora do setor, esse instrumento pode ser decisivo para gestão de liquidez, antecipação de recebíveis e mitigação de risco, especialmente em um país onde o estoque agregado de securitização (FIDCs, CRIs e CRAs) ultrapassa R$ 1,05 trilhão, com aumento de cerca de 30% no último ano, segundo levantamento da Uqbar.  

Os FIDCs são fundos de investimento que aplicam a maior parte de seus recursos em direitos creditórios, ou seja, créditos que empresas têm a receber, como duplicatas, faturas ou contratos. De acordo com a B3, o objetivo é permitir que companhias e instituições financeiras transformem seus recebíveis em liquidez imediata, viabilizando a ampliação do crédito e a diversificação de fontes de financiamento. 

Para fintechs, que operam com recursos limitados e buscam escalar operações com eficiência, os FIDCs representam um caminho estratégico. Neles, a fintech pode ceder seus recebíveis futuros ao fundo em troca de capital imediato, liberando caixa para expandir sua carteira de crédito. Em outras palavras, os direitos creditórios são transformados em liquidez hoje, permitindo maior previsibilidade e capacidade de investimento.

O mercado, porém, também enfrenta desafios. Segundo dados da Uqbar, parte expressiva dos FIDCs ligados a fintechs, que somavam R$ 65,5 bilhões, apresentou taxa média de inadimplência de 9,5% em janeiro de 2024, reflexo de um cenário macroeconômico ainda pressionado e do aumento da inadimplência entre consumidores. 

Para Rafael Franco, CEO da Alphacode, os FIDCs são instrumentos estratégicos de financiamento para as fintechs que desejam escalar crédito com segurança e autonomia. Ele explica que a Alphacode atua como parceira tecnológica nesses processos. “Desenvolvemos plataformas que automatizam a gestão das carteiras cedidas, o controle de risco e a integração com gestores de FIDC, reduzindo burocracia e garantindo governança robusta para toda a operação”, afirma.

Franco destaca que, em um ambiente de diversidade de fontes de crédito, as fintechs precisam de sistemas que processem grandes volumes, façam due diligence automática e gerenciem fluxos entre cedente e fundo. “Sem tecnologia, a operação de um FIDC acaba sobrecarregada por planilhas e processos manuais, o que reduz eficiência e transparência. A automação é o que permite que o modelo se torne escalável e sustentável”, explica o executivo.

Os FIDCs são regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sob a Instrução CVM 356, que define parâmetros de elegibilidade de ativos, divulgação de informações e limites de exposição ao risco. A segurança jurídica do modelo tem atraído investidores institucionais e contribuído para o crescimento da securitização como alternativa de financiamento no mercado brasileiro. 

Para fintechs e empresas de tecnologia financeira, o avanço dos FIDCs reforça uma tendência de maturidade do setor. Quando estruturados com apoio tecnológico e sistemas integrados, esses fundos não apenas ampliam o acesso ao capital, mas se tornam ferramentas de gestão estratégica para expansão sustentável. “A combinação entre regulação sólida e tecnologia eficiente cria o ambiente ideal para o crescimento do crédito digital no país. É nesse ponto que atuamos, ajudando fintechs a transformar complexidade em escalabilidade”, conclui Rafael Franco. 



Rafael Franco - Empresário que atua no mercado de tecnologia há 20 anos, a paixão o levou a se aprofundar nesta área e por isso se graduou em Ciência da Computação com pós em Engenharia de Software. Também foi executivo de multinacionais liderando projetos premiados por grandes empresas. Atualmente é CEO da Alphacode e lidera um time de especialistas em experiências digitais com grande destaque para projetos de aplicativos mobile, sendo responsável por projetos de grande porte neste segmento.
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Alphacode
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Sobram generalistas, faltam especialistas: apenas 26% dos médicos recém formados conseguem fazer residência

 

Levantamento da DocSolution revela que jovens médicos  enfrenta  obstáculos
 estruturais, financeiros e emocionais para cursar a residência médica.
 imagem gerada por IA

Pesquisa realizada em setembro deste ano apontou que a maior dificuldade dos médicos recém-formados é trabalhar para se sustentar e realizar a residência ao mesmo tempo

 

 

Se informações oficiais apontam que o Brasil tem mais médicos por habitante do que a Índia, é preciso entender quais os fatores levam a população a enfrentar uma dificuldade de acesso a médicos especialistas. 

O estudo da Demografia Médica 2025, realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), estima que o Brasil terá 635.706 médicos até o final de 2025, com uma média de 2,98 profissionais por mil habitantes. Enquanto a Índia - país com 1,3 bilhão de pessoas - tem apenas um médico para cada mil habitantes, com 1,3 milhões de médicos alopáticos registrados nos Conselhos Médicos Estaduais e na Comissão Médica Nacional (NMC), segundo dados publicados e divulgados pelo Ministro de Estado do Ministério da Saúde e Bem-Estar da Família, Anupriya Patel - a falta de especialistas é um problema que afeta diferentes regiões do país. 

No entanto, um levantamento realizado pela DocSolution - ecossistema de inovação voltado para dar suporte ao médico no Brasil - mostrou que a residência segue sendo a principal meta profissional da nova geração médica. Mas o sonho esbarra em obstáculos estruturais, financeiros e emocionais. 

Apenas 26,6% dos médicos recém-formados que responderam o questionário conseguiram concluir ou estão cursando uma residência médica. Outros 63,5% estão tentando ingressar ou têm intenção de cursar. Não é à toa que o Governo Federal criou o programa Mais Médicos Especialistas, que está ofertando 500 vagas de aprimoramento para médicos especialistas na rede de serviços próprios do SUS, em 2025. 

“Buscamos entender essa discrepância, verificando como é a relação dos jovens médicos brasileiros com a residência médica (RM)", explica Thiago Madureira, CEO da DocSolution. 

O levantamento complementa o que foi divulgado, recentemente, pela Associação Médica Brasileira (AMB). E os dados da AMB corroboram com essa percepção: apesar do número de médicos cursando residência ter aumentado 26% em sete anos, a desistência ao longo do curso (que pode ter de 2 a 5 anos) vai crescendo. Em 2024, havia 47.718 médicos cursando residência, distribuídos da seguinte forma: 9.551 cursavam o primeiro ano; 17.731 o segundo ano; 10.068 o terceiro ano; 206 o quarto ano; e 162 o quinto ano. 

Os dados da DocSolution mostram que, embora o desejo pela especialização seja majoritário, o acesso e a competitividade das vagas são grandes barreiras, especialmente entre os profissionais de 25 a 29 anos, que representam 44% dos participantes do levantamento. 

“A maioria dos jovens médicos quer cursar residência, mas enfrenta um impasse entre sonho e sobrevivência financeira, já que precisam fazer plantão para sobreviver e a residência exige dedicação em tempo integral”, explica Thiago. 

O desafio começa na renda: a bolsa auxílio de residência, em 2024, era de R$ 4.106,09 para regime especial de treinamento em serviço de 60 horas semanais, o que exige dedicação integral e exclusiva, impedindo o médico de atuar em plantões remunerados fora do programa. 

O valor da bolsa pode não ser suficiente para que os médicos consigam se sustentar. Recém-saídos da faculdade, muitos ainda pagam o financiamento estudantil ou não tem apoio familiar. Outros optam por trabalhar alguns anos antes para juntar dinheiro, ou recorrem a financiamentos, para conseguirem fazer a RM.

 

Poucas vagas, muita concorrência

Além dos fatores financeiros, a concorrência é acirrada e o número de vagas de residência médica na maioria das especialidades ainda é insuficiente para a quantidade de médicos formados anualmente. Mesmo que a quantidade de vagas em RM tenha aumentado 26% em sete anos, aumentou mais ainda o número de escolas médicas: são 448 no Brasil. Estima-se que, a curto prazo, o Brasil esteja formando 42 mil médicos por ano (em 2023, o país formou 27.263). 

“O médico que sai da faculdade precisa competir com centenas de outros por uma bolsa nem sempre bem remunerada e, muitas vezes, distante de sua cidade natal. Sem contar que algumas especialidades remuneram menos que outras e, por este e por outros motivos, são menos escolhidas e estão com déficit. Não é à toa que 20% das vagas de residência não são preenchidas no Brasil”, analisa o CEO da DocSolution. 

Em 2024, dos 26.144 médicos residentes, 54,8% do total cursavam programas em seis especialidades: Clínica Médica (13,6%), Pediatria (10,5%), Cirurgia Geral (9,0%), Ginecologia e Obstetrícia (8,6%), Anestesiologia (6,6%) e Medicina de Família e Comunidade (6,5%).

 

DocSolution


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