Instrumento de securitização ajuda a gerar liquidez, escalar crédito e diversificar fontes de financiamento
No cenário brasileiro, os Fundos de Investimento em
Direitos Creditórios (FIDCs) emergem como um dos mecanismos mais utilizados
pelas fintechs e empresas financeiras para acelerar o crescimento de suas
operações de crédito. Apesar de ainda pouco compreendido fora do setor, esse
instrumento pode ser decisivo para gestão de liquidez, antecipação de
recebíveis e mitigação de risco, especialmente em um país onde o estoque
agregado de securitização (FIDCs, CRIs e CRAs) ultrapassa R$ 1,05 trilhão, com
aumento de cerca de 30% no último ano, segundo levantamento da
Uqbar.
Os FIDCs são fundos de investimento que aplicam a
maior parte de seus recursos em direitos creditórios, ou seja, créditos que
empresas têm a receber, como duplicatas, faturas ou contratos. De acordo com a
B3, o objetivo é permitir que companhias e instituições financeiras transformem
seus recebíveis em liquidez imediata, viabilizando a ampliação do crédito e a
diversificação de fontes de financiamento.
Para fintechs, que operam com recursos limitados e
buscam escalar operações com eficiência, os FIDCs representam um caminho
estratégico. Neles, a fintech pode ceder seus recebíveis futuros ao fundo em
troca de capital imediato, liberando caixa para expandir sua carteira de
crédito. Em outras palavras, os direitos creditórios são transformados em
liquidez hoje, permitindo maior previsibilidade e capacidade de investimento.
O mercado, porém, também enfrenta desafios. Segundo
dados da Uqbar, parte expressiva dos FIDCs ligados a fintechs, que somavam R$
65,5 bilhões, apresentou taxa média de inadimplência de 9,5% em janeiro de 2024,
reflexo de um cenário macroeconômico ainda pressionado e do aumento da
inadimplência entre consumidores.
Para Rafael Franco, CEO da Alphacode, os FIDCs são instrumentos estratégicos de
financiamento para as fintechs que desejam escalar crédito com segurança e
autonomia. Ele explica que a Alphacode atua como parceira tecnológica nesses
processos. “Desenvolvemos plataformas que automatizam a gestão das carteiras
cedidas, o controle de risco e a integração com gestores de FIDC, reduzindo
burocracia e garantindo governança robusta para toda a operação”, afirma.
Franco destaca que, em um ambiente de diversidade
de fontes de crédito, as fintechs precisam de sistemas que processem grandes
volumes, façam due diligence automática e gerenciem fluxos entre cedente e
fundo. “Sem tecnologia, a operação de um FIDC acaba sobrecarregada por
planilhas e processos manuais, o que reduz eficiência e transparência. A
automação é o que permite que o modelo se torne escalável e sustentável”,
explica o executivo.
Os FIDCs são regulados pela Comissão de Valores
Mobiliários (CVM) sob a Instrução CVM 356, que define parâmetros de
elegibilidade de ativos, divulgação de informações e limites de exposição ao
risco. A segurança jurídica do modelo tem atraído investidores institucionais e
contribuído para o crescimento da securitização como alternativa de
financiamento no mercado brasileiro.
Para fintechs e empresas de tecnologia financeira, o avanço dos FIDCs reforça uma tendência de maturidade do setor. Quando estruturados com apoio tecnológico e sistemas integrados, esses fundos não apenas ampliam o acesso ao capital, mas se tornam ferramentas de gestão estratégica para expansão sustentável. “A combinação entre regulação sólida e tecnologia eficiente cria o ambiente ideal para o crescimento do crédito digital no país. É nesse ponto que atuamos, ajudando fintechs a transformar complexidade em escalabilidade”, conclui Rafael Franco.
Rafael Franco - Empresário que atua no mercado de tecnologia há 20 anos, a paixão o levou a se aprofundar nesta área e por isso se graduou em Ciência da Computação com pós em Engenharia de Software. Também foi executivo de multinacionais liderando projetos premiados por grandes empresas. Atualmente é CEO da Alphacode e lidera um time de especialistas em experiências digitais com grande destaque para projetos de aplicativos mobile, sendo responsável por projetos de grande porte neste segmento.
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