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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Copa do Mundo: 5 dicas para não ficar rouco torcendo pelo Brasil

Otorrinolaringologista alerta que excesso de gritos, álcool, cigarro e desidratação podem aumentar os casos de fadiga vocal e laringite durante os jogos


Em época de Copa do Mundo, gritos, cantorias e horas torcendo em ambientes barulhentos acabam aumentando os casos de rouquidão, dor na garganta e fadiga vocal nos consultórios de otorrinolaringologia. Dra. Roberta Pilla, otorrinolaringologista e otorrinopediatra da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), explica que o problema acontece porque as cordas vocais sofrem um impacto repetitivo e intenso durante os jogos.

“Gritar de forma exagerada sobrecarrega muito as pregas vocais, principalmente quando isso vem acompanhado de álcool, pouca hidratação, noites mal dormidas, cigarro e ambientes com ar-condicionado. É muito comum vermos pacientes com rouquidão e até perda temporária da voz após períodos de grande esforço vocal”, explica.

A especialista alerta que o abuso vocal pode provocar desde inflamações simples até lesões mais sérias nas cordas vocais, como nódulos e pólipos.


Cuidados para não ficar rouco durante a Copa
 

1-Hidrate-se antes, durante e depois dos jogos
A água ajuda a manter as pregas vocais lubrificadas e reduz o impacto do esforço vocal.

2-Evite competir com o barulho da TV ou do ambiente
Quanto mais alto o barulho ambiente, maior a tendência de forçar a voz sem perceber.

3-Tente controlar gritos muito prolongados
Explosões rápidas costumam ser menos agressivas do que longos períodos falando ou gritando sem pausa.

4-Modere álcool e cigarro
As substâncias irritam diretamente a mucosa da garganta e aumentam o risco de inflamação.

5-Se ficou rouco, descanse a voz
Persistir falando alto mesmo com rouquidão pode piorar a lesão vocal.

Outro alerta importante envolve o uso de pastilhas e sprays para a garganta. Segundo a médica, muitos desses produtos têm efeito anestésico e acabam mascarando os sintomas. “A pessoa sente um alívio momentâneo e continua forçando a voz sem perceber o dano que está causando”, explica a Dra. Roberta.

Quando procurar ajuda médica? Rouquidão persistente por mais de 15 dias, dor para falar, falhas na voz ou perda importante da capacidade vocal merecem avaliação médica.

“A Copa passa, mas a sua voz fica. É possível torcer, vibrar e comemorar sem colocar a saúde vocal em risco”, finaliza.

 


Dra. Roberta Pilla - Otorrinolaringologia Geral Adulto e Infantil. Laringologia e Voz. Distúrbios da Deglutição; Via Aérea Pediátrica. Médica Graduada pela PUCRS- Porto Alegre/ Rio Grande do Sul (2003). Pesquisa Laboratorial em Cirurgia Cardíaca na Universidade da Pensilvania – Philadelphia/USA (2004). Título de Especialista em Otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (2009). Mestrado em Cirurgia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS- Porto Alegre/RS) (2012-2016). Membro da Diretoria da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORLCCF) (2016). Membro do Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF (2017-2022). 2019-2020: Presidente do Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF. 2021- 2022: Secretaria Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF. Médica do Grupo de Otorrinolaringologia e Via Aérea Pediátrica do Hospital Infantil Sabará (SP/São Paulo). Médica do Grupo de Otorrinolaringologia e Via Aérea Pediátrica dos; Hospitais do Grupo Maternidade Santa Joana e Pró-Matre (SP/ São Paulo); Médica do Grupo de Otorrinolaringologia do CDB Diagnósticos; Médica Otorrinolaringologista do Hospital Moriah (SP/São Paulo); Médica Otorrinolaringologista do Ambulatório da Rede Record de Televisão (SP/ São Paulo).



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