· Consumidores com renda de 1 a 2 salários-mínimos registraram alta de 28% na demanda por crédito no acumulado de 12 meses;
· Roraima
(22,7%), Tocantins (22,2%) e Alagoas (20,9%) registraram os maiores avanços
entre os estados.
A busca dos
brasileiros por recursos financeiros registrou crescimento de 15,2% no
acumulado dos últimos 12 meses até abril, segundo o Indicador de Demanda dos
Consumidores por Crédito da Serasa Experian, primeira e maior datatech
do Brasil. Na análise por faixa de renda, os consumidores que recebem de 1 a 2
salários-mínimos apresentaram a maior alta no período, com variação de 28,0%.
Na sequência, aparecem aqueles com renda de até 1 salário mínimo (18,8%), de 5
a 10 salários mínimos (17,8%) e acima de 10 salários-mínimos (17,0%). Veja, no
gráfico e na tabela abaixo, o detalhamento dos dados:
Para a economista-chefe da Serasa
Experian, Camila Abdelmalack, o comportamento da demanda segue refletindo um
ambiente de crédito pressionado. “As famílias ainda enfrentam pressão sobre o
orçamento e maior comprometimento da renda. O comportamento mais forte entre
consumidores de menor renda indica uma busca por crédito associada não apenas
ao consumo, mas também à necessidade de administrar despesas correntes e
reorganizar o fluxo financeiro. Ao mesmo tempo, observa-se uma perda de fôlego
mais intensa nas faixas intermediárias de renda, que geralmente demandam
modalidades de crédito de prazo mais longo — justamente aquelas que, neste
momento, estão mais restritas e sujeitas a critérios mais rigorosos por parte
das instituições financeiras.”
Crescimento da demanda por crédito na maior parte das Unidades Federativas
Na análise por Unidades Federativas (UFs), a procura por crédito apresentou crescimento em todo o país ao longo dos últimos 12 meses, ainda que em ritmos distintos entre os estados. Os maiores avanços foram registrados em Roraima (22,7%), Tocantins (22,2%) e Alagoas (20,9%). Na sequência, aparecem Acre (20,1%) e Paraíba (19,6%). Na outra ponta, os menores crescimentos foram observados no Distrito Federal (10%), Santa Catarina (11%) e Ceará (11,5%). Confira essa visão no gráfico abaixo:
Variação anual também registra avanço
Na comparação
anual, a demanda por crédito cresceu 8,4% em abril de 2026 em relação ao mesmo
mês do ano anterior. Entre as faixas de renda, os consumidores com renda de 1 a
2 salários mínimos registraram o maior crescimento no período, com alta de
40,3%, seguidos pelos consumidores com renda de até 1 salário mínimo (5,1%). Já
a faixa acima de 10 salários mínimos apresentou retração de 12,8%. Confira o
detalhamento desta visão no gráfico e na tabela abaixo:
A
economista-chefe da datatech explica que o avanço anual da demanda reforça que
o crédito segue desempenhando um papel importante na reorganização financeira
das famílias. “Mesmo em um ambiente de juros elevados e desaceleração
econômica, a demanda por crédito segue resiliente, especialmente entre
consumidores de menor renda. Esse comportamento reflete um contexto de
orçamento mais pressionado, em que muitas famílias recorrem ao crédito para
recompor liquidez, administrar despesas correntes e compensar a perda de poder
de compra em um cenário de maior comprometimento da renda”, afirma.
Para conferir
mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui.
Metodologia do indicador
O Indicador Serasa Experian da Demanda dos Consumidores por Crédito é construído a partir de uma amostra significativa de CPFs, consultados mensalmente na base de dados da Serasa Experian. A quantidade de CPFs consultados, especificamente nas transações que configuram alguma relação creditícia entre os consumidores e instituições do sistema financeiro ou empresas não financeiras, é transformada em número índice (média de 2024 = 100). O indicador é segmentado por UF e por classe de rendimento mensal.
Experian
experianplc.com





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