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domingo, 9 de novembro de 2025

10 de Novembro - Dia do trigo



Trigo na alimentação: especialista explica mitos, curiosidades e dicas

 

Presente no pão do café da manhã e na massa do jantar, o trigo é um dos grãos mais consumidos do mundo. Cultivado há mais de 10 mil anos, foi um ingrediente essencial para o surgimento das primeiras civilizações. 

No Brasil, o consumo médio de trigo, presente em diversos alimentos do dia a dia, é de aproximadamente 40,6 kg por pessoa, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo). Esse índice coloca o país entre os 20 maiores consumidores do grão no mundo.

O professor de nutrição da Afya Centro Universitário Itaperuna, Diego Righi, explica que esse alimento, tão presente nas nossas refeições diárias, é cercado de particularidades nutricionais e comportamentais que passam despercebidas e lista quatro curiosidades sobre o consumo do trigo grão que nem todos sabem.

 

1.    Nem todo trigo é igual 

O trigo pode ser encontrado em diferentes tipos, como o duro, o mole e o integral. Entre eles, o trigo integral é o mais nutritivo, pois mantém a casca e o gérmen do grão, que são ricos em fibras, vitaminas e minerais. Já a farinha branca perde boa parte desses nutrientes durante o processo de refino e, mesmo quando enriquecida com ferro e ácido fólico, ainda contêm menos fibras e minerais que a versão integral. Além disso, pães preparados com fermentação lenta ou natural facilitam a absorção dos nutrientes do trigo integral, tornando essa opção mais completa e saudável dentro de uma alimentação equilibrada.

 

2. O glúten não é o vilão de todos


O glúten é um conjunto de proteínas (de baixo valor biológico) presentes no trigo, centeio e cevada, responsável por dar elasticidade às massas. Para a maioria das pessoas, ele não traz problemas e pode ser consumido com moderação. No entanto, deve ser evitado por quem tem doença celíaca, alergia ao trigo ou sensibilidade não celíaca ao glúten. Em alguns casos de síndrome do intestino irritável, os desconfortos estão ligados aos frutanos do trigo,  e não ao glúten em si. 

 

3. Trigo é sinônimo de energia


O trigo é uma fonte de carboidratos complexos, que fornecem energia de forma gradual e ajudam a manter o corpo ativo. Farinhas e massas feitas com o grão podem ser incluídas na alimentação, preferindo versões com menos fibra antes do treino, para evitar desconforto intestinal, e opções integrais em outras refeições, que auxiliam na saciedade e no controle glicêmico.

 

4. O segredo está na moderação


De acordo com o nutricionista, incluir o trigo na dieta é saudável, desde que em quantidades equilibradas e preferindo sempre as versões integrais, que saciam mais e fazem bem ao intestino.


O especialista aproveita para alertar que para aproveitar os benefícios do trigo sem exageros, o ideal é variar as fontes de carboidrato ao longo da semana para garantir uma maior quantidade de micronutrientes como vitaminas e minerais. O nutricionista também reforça sobre a importância de combiná-lo com proteínas magras e vegetais. “O ideal é montar o prato com uma parte de carboidrato, uma parte de proteína magra e duas partes de vegetais. Essa combinação favorece a glicemia, saciedade e recuperação”, afirma.


Outro ponto destacado por Dr. Diego é que preparações caseiras, feitas com farinhas integrais, são sempre uma escolha melhor do que produtos ultraprocessados. “Preparações com farinhas integrais tendem a ter menos sódio, açúcar, gorduras de baixa qualidade e aditivos. Em geral, é uma escolha melhor”, explica o professor.  


“Quem tem sensibilidade ou intolerância ao glúten deve optar por alternativas como arroz, milho, quinoa, amaranto, sorgo, teff ou mandioca. A chave é a moderação. O trigo pode fazer parte de uma alimentação equilibrada, o importante é saber como e quanto consumir”, conclui. 



Afya
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Dia do Mau Humor: 7 alimentos que ajudam a espantar o mau humor, segundo a nutricionista Laíta Babio especialista em Nutrição Funcional e Integrativa

Pequenas mudanças na alimentação podem ter grande impacto no humor, explica a especialista do Espaço Hi 

Pequenas mudanças na alimentação podem ter grande impacto no humor, explica a especialista do Espaço Hi

 


O mau humor nem sempre é apenas uma questão emocional: ele pode estar diretamente relacionado à alimentação e ao funcionamento do cérebro. De acordo com a nutricionista Laíta Babio, do Espaço Hi, certos alimentos fornecem nutrientes que influenciam a produção de neurotransmissores e hormônios essenciais para o equilíbrio emocional e o bem-estar.

“O que colocamos no prato tem efeito direto sobre o cérebro. Uma alimentação equilibrada pode reduzir irritabilidade, ansiedade e fadiga, contribuindo para dias mais leves e felizes”, explica Laíta.

A seguir, a especialista lista sete alimentos que ajudam a espantar o mau humor  e explica como cada um deles age no organismo.



1. Chocolate amargo

O chocolate amargo contém teobromina e feniletilamina, compostos que estimulam a produção de serotonina e dopamina, neurotransmissores ligados à sensação de prazer e felicidade.

“Consumido com moderação, ele é um aliado para elevar o humor e reduzir a ansiedade”, orienta a nutricionista.


2. Oleaginosas (castanhas, nozes e amêndoas)

Ricas em magnésio, ômega-3 e triptofano, as oleaginosas ajudam a regular a função cerebral e a reduzir o estresse.

“O magnésio, por exemplo, tem papel direto na prevenção da irritabilidade e da fadiga mental”, destaca Laíta.


3. Peixes gordurosos (salmão, sardinha e atum)

Fontes de ômega-3, esses peixes fortalecem as membranas das células cerebrais e favorecem a liberação equilibrada de neurotransmissores.

“Estudos mostram que quem consome ômega-3 regularmente apresenta menos sintomas de depressão e mau humor”, afirma a nutricionista.


4. Frutas cítricas

Laranjas, limões e tangerinas são ricas em vitamina C, nutriente que ajuda a reduzir os níveis de cortisol, o hormônio do estresse.

“A vitamina C também atua como antioxidante, protegendo o cérebro de danos causados pelo estresse oxidativo”, explica Laíta.



5. Iogurte e probióticos

O intestino é conhecido como o “segundo cérebro”, e a microbiota intestinal influencia diretamente o humor.

“Probióticos presentes em iogurtes naturais e kefir estimulam a produção de serotonina e ajudam a reduzir ansiedade e irritação”, observa a nutricionista.



6. Aveia

Rica em fibras e triptofano, a aveia auxilia na produção de serotonina e promove sensação de calma e bem-estar.

“Além disso, por ter digestão mais lenta, evita picos de glicose no sangue, que podem causar irritabilidade e oscilações de humor”, explica a especialista



7. Vegetais verde-escuros (couve, espinafre e brócolis)

Esses vegetais são fontes de ácido fólico e magnésio, nutrientes que participam da síntese de serotonina e dopamina.

“O consumo regular melhora a disposição e reduz sintomas de desânimo e cansaço mental”, afirma Laíta Babio.


“Incorporar esses alimentos ao dia a dia é uma maneira simples e eficaz de equilibrar o humor e promover bem-estar. A alimentação é uma ferramenta poderosa para cuidar da mente e do corpo”, conclui a nutricionista.


O que torna o matchá tão especial e como consumir corretamente?

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Do ritual milenar japonês à bebida queridinha das redes sociais: entenda o charme e como aproveitar todos os benefícios do matchá  

 

O matchá se tornou uma febre mundial nos últimos anos, conquistando espaço em cardápios e redes sociais. Entre os jovens da geração Z, a bebida ganhou destaque não apenas pelo sabor, mas também pela combinação de energia, apelo estético e associação ao bem-estar. Segundo dados do Google Trends, o interesse global pelo tema cresceu de forma consistente no último ano. A popularidade, no entanto, vai além da moda: reflete uma mudança de comportamento, com consumidores cada vez mais atentos a opções funcionais e saudáveis. 

O matchá é uma forma pulverizada e concentrada de chá verde, obtida a partir das folhas jovens da Camellia sinensis. Seu diferencial em relação a outros chás (verde, preto, branco) está no cultivo à sombra: nos dias que antecedem a colheita, as plantas são protegidas da luz direta, o que estimula a produção de clorofila. O resultado é um pó de coloração verde intensa e sabor umami característico. 

Embora técnicas de chá em pó tenham surgido na China, foi no Japão que o matchá se consolidou como expressão cultural, associado a cerimônias e rituais. Com o tempo, passou a fazer parte do cotidiano e, mais recentemente, tornou-se um símbolo global de bem-estar e saúde funcional, especialmente entre consumidores em busca de ingredientes considerados superalimentos. 

“O matchá se tornou popular nos últimos anos por unir efeitos fisiológicos interessantes com forte apelo visual. A cor verde intensa ajuda a chamar atenção, sobretudo nas redes sociais, e o sabor levemente vegetal permite combinações criativas em lattes, smoothies, sobremesas e bebidas geladas” conta a nutricionista Carla Fiorillo, coordenadora de conteúdo do Professional HUB da Puravida 

A especialista explica que do ponto de vista nutricional, o matchá oferece uma alta concentração de antioxidantes (especialmente catequinas) e permite o consumo efetivo de toda a folha, já que se ingere o pó diretamente na bebida, ao contrário de infusões que “descartam” parte do material vegetal. Ele também costuma conter cafeína natural e L‑teanina, uma combinação frequentemente apontada como estimulante, mas mais suave e prolongada do que a cafeína isolada.  

Outro ponto positivo é que para consumir matchá há inúmeras possibilidades: lattes com leite vegetal ou animal, smoothies acrescentando frutas, bebidas geladas com gelo, receitas de bolos, sorvetes, biscoitos, cremes e sobremesas em que o pó é incorporado à massa. 

Apesar dos benefícios, recomenda-se moderação. A cafeína presente pode causar desconforto em pessoas sensíveis ou quando consumida próximo ao horário de dormir. "O ideal é consumir pela manhã ou no início da tarde e evitar doses muito elevadas. Alguns cuidados também são indicados para hipertensos, gestantes, pessoas com distúrbios do sono ou sensíveis à cafeína”, finaliza Carla.  

 

Puravida
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Nutricionista dá 6 alertas para quem quer congelar frutas, especialmente durante as estações mais quentes do ano

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Processo vai da boa higienização ao tempo de armazenamento


Como preservar as frutas por mais tempo, especialmente, em períodos de calor, como primavera e verão? A resposta mais rápida é: congelar. Porém, quando o assunto é congelamento de alimentos vem outra dúvida: será que o processo realmente preserva ou compromete os nutrientes?

A nutricionista Flávia de Branco, professora da Una Uberlândia, no Triângulo Mineiro, garante que o congelamento adequado preserva a maior parte das vitaminas, minerais e fibras presentes nos alimentos.

“Existe o mito de que a fruta congelada perde seu valor nutricional. Na verdade, assim que a fruta é cortada ou passa por algum processo há a perda, principalmente de antioxidantes. O que pode ocorrer é uma pequena alteração na textura, mas isso não compromete os nutrientes”, afirma a especialista. 

A profissional reforça que a técnica de congelar frutas é uma forma de evitar desperdícios, além de garantir opções rápidas para lanches, sucos, vitaminas e preparações culinárias. “É uma estratégia muito prática, principalmente para quem tem uma rotina corrida e deseja manter hábitos alimentares equilibrados”, destaca.
 

A professora enumera seis dicas para quem quer congelar frutas em casa e facilitar a rotina:

  1. Higienizar bem antes do congelamento.
  2. Cortar em pedaços e armazenar em pequenas porções, facilitando o consumo.
  3. Utilizar potes ou saquinhos próprios para freezer.
  4. Evitar congelar frutas muito maduras. A exceção é a banana que fica até mais doce ao congelar.
  5. Consumir preferencialmente em preparações como sucos, iogurtes e bolos.
  6. Segundo a especialista, o ideal é consumir as frutas congeladas em até três meses para preservar melhor as características nutricionais.

Temperos prontos: saúde e sabor em cada toque na cozinha

Conheça cinco temperos prontos com ingredientes naturais que oferecem benefícios funcionais para o organismo, promovendo saúde e praticidade na cozinha

 

A busca por uma alimentação mais saudável e ao mesmo tempo prática tem levado muitos a optarem pelos temperos prontos que, além de realçar o sabor dos pratos, trazem benefícios reais para a saúde. Cinco temperos prontos, amplamente utilizados, destacam-se por seus ingredientes naturais e potenciais terapêuticos comprovados. 

A cúrcuma, conhecida também como açafrão-da-terra, contém curcumina, substância com fortes propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes. Segundo a responsável técnica da Temperatta, Jessica Lorena Cruz Carvalho, a curcumina ajuda a regular processos inflamatórios, o que pode aliviar sintomas de doenças crônicas como artrite. Além disso, estudos indicam proteção cardiovascular e potencial na prevenção do câncer e do envelhecimento precoce. Como ressalta a responsável técnica, a cúrcuma é uma poderosa aliada para quem busca saúde integrativa e proteção do cérebro. 

Outro ingrediente estrela é o alho em pasta que, além do sabor marcante, conta com alicina, substância que fortalece o sistema imune e possui ação antimicrobiana e antioxidante. Segundo Jessica, o alho ajuda a reduzir a pressão arterial, melhora o perfil lipídico do sangue e protege contra doenças neurodegenerativas, como Alzheimer. Também acelera a recuperação de gripes e fortalece a microbiota intestinal, o que garante um sistema digestivo saudável. 

O alecrim em flocos, com seu sabor intenso, contém compostos como ácido rosmarínico e cafeico, que exercem efeito antioxidante e anti-inflamatório. De acordo com Carvalho, o alecrim tem ação hepatoprotetora, estimulando a desintoxicação do fígado e melhorando a circulação sanguínea, além de ajudar no alívio do estresse e ansiedade pela sua utilização na aromaterapia. 

A canela em pó é outro tempero funcional que tem ganhado destaque. Com efeitos termogênicos e antioxidantes, a canela ajuda no controle da glicemia e na prevenção da resistência à insulina. Também exerce efeito protetor na saúde do coração e melhorias cognitivas, podendo auxiliar em processos inflamatórios com sua ação anti-inflamatória natural. 

Por fim, o chimichurri, mistura tradicional de ervas e especiarias, combina benefícios dos seus ingredientes como alho, orégano, tomilho e pimenta calabresa. Conforme Jessica, esse tempero tem ação bactericida, aumenta a imunidade, ajuda na desintoxicação do organismo e possui efeito termogênico que auxilia na perda de peso natural, sendo assim excelente para quem busca saúde integrada e sabor na alimentação diária. 

Cada um desses temperos prontos alinha praticidade e saúde, tornando-se aliados indispensáveis para quem deseja melhorar a alimentação sem abrir mão do sabor. Incorporá-los nas receitas é uma estratégia simples e eficiente para o cuidado diário do corpo.


Cinco formas criativas de usar pescados enlatados em receitas do dia a dia

 


Para quem busca por uma culinária que combine versatilidade, praticidade e criatividade à mesa, os pescados enlatados, como atum e sardinha, são aliados perfeitos. Esses ingredientes são indispensáveis na cozinha, permitindo a criação de pratos saborosos e criativos em poucos minutos.

E para ajudar a diversificar as refeições, a Gomes da Costa, líder no setor, preparou algumas dicas para descomplicar a cozinha com criatividade transformando ingredientes simples em pratos surpreendentes.

  1. Salada rápida e refrescante: Abra as latas de atum, retire o líquido e coloque em um recipiente médio e adicione a cebola roxa, o avocado, o suco do limão, o iogurte e o cream cheese. Adicione ainda o azeite e tempere com sal, pimenta-do-reino e finalize com a salsinha e o mix de gergelim. Na hora de comer, é só misturar! Perfeito para levar para qualquer lugar.
     
  2. Omelete ou scramble de pescado: Adicione atum ou sardinha ralado à sua omelete ou ovos mexidos. Combine com queijo, cebolinha picada e um toque de pimenta-do-reino. É uma refeição proteica e saborosa, ideal para o café da manhã reforçado, brunch ou um jantar leve.
     
  3. Quesadilhas de Atum com Queijo: Aposte no patê pronto pra servir de atum da Gomes da Costa prático e saboroso. Espalhe em tortilhas. Acrescente queijo, milho e folhas frescas para um toque crocante. Doure por alguns minutos, até que o queijo comece a derreter e pronto. Ótima pedida para lanches rápidos.
     
  4. Arroz ou macarrão "uma panela só": Para um prato único e fácil de limpar, cozinhe o arroz ou macarrão e, nos últimos minutos, adicione o pescado enlatado, ervilhas, milho e um pouco de molho de tomate ou azeite. Misture bem e sirva. Uma dica para ainda mais praticidade e sabor: experimente usar a nova Sardinha com Molho de Tomate da Gomes da Costa! É uma refeição completa e sabor caseiro.
     
  5. Bruschettas: Torre fatias de pão e cubra com uma mistura de atum ou sardinha, tomate picado, manjericão fresco e um fio de azeite. Uma entrada rápida, um lanche sofisticado ou até um jantar leve e delicioso.

Com a variedade de pescados da Gomes da Costa, é fácil explorar novas possibilidades culinárias e garantir refeições nutritivas e cheias de sabor.

  

Gomes da Costa


Entenda por que o vinagre de maçã é ingrediente estratégico na primavera

 

Divulgação

Na estação das flores, cresce o consumo de saladas. Ingredientes ácidos, como o vinagre de maçã, podem favorecer a digestão, o controle glicêmico e a saciedade 

 

Para muita gente, a primavera significa uma temporada de pratos mais leves, coloridos e refrescantes. Com temperaturas em elevação e maior variedade de frutas e hortaliças, o consumo de saladas aumenta entre 15% e 20% nesta época do ano, refletindo o desejo por uma alimentação mais equilibrada e rica em fibras. 

Além dos vegetais, incluir elementos mais ácidos nas refeições pode ser uma estratégia eficaz para melhorar o funcionamento digestivo e potencializar a absorção de nutrientes. Um dos ingredientes mais versáteis nesse sentido é o vinagre de maçã, conhecido por seus múltiplos benefícios à saúde. 

Produzido a partir da fermentação do suco de maçã, o vinagre de maçã é rico em ácido acético, um composto com propriedades antioxidantes que auxiliam na modulação da inflamação e no fortalecimento da resposta imunológica. “A inflamação do nosso organismo está associada a fatores como ganho de peso, fadiga e distúrbios do sono. O vinagre de maçã ajuda a equilibrar esses processos, além de favorecer o controle glicêmico e a sensibilidade à insulina”, explica a nutricionista Laiz Saragiotto. 

Por ser naturalmente ácido, o vinagre estimula as secreções pancreática, favorecendo a digestão e a produção de sais biliares, responsáveis por eliminar substâncias indesejadas e contribuir para um verdadeiro “detox digestivo”. “Essa ativação auxilia o corpo a processar melhor as gorduras e melhora o aproveitamento dos nutrientes, além de contribuir para a sensação de leveza após as refeições”, completa Laiz. 

Além do sabor marcante, o vinagre de maçã pode ajudar a controlar o apetite e reduzir picos glicêmicos quando consumido antes das refeições. Estudos apontam que o uso regular, em pequenas quantidades, pode auxiliar no controle de peso e no equilíbrio metabólico. 

“O ideal é incluir uma colher de sopa (aproximadamente 15 ml) por dia, diluída em um pouco de água, em shots matinais ou como tempero para saladas e marinadas” afirma Rodrigo Margoni, especialista em vinagres e sócio-proprietário da Almaromi Viccino, pioneira na fabricação natural de vinagre de maçã no Brasil. Ele destaca a importância da qualidade do ingrediente no shot matinal. “Nosso produto, o Vinagre de Maçã Almaromi Orgânico, é 100% natural e não passa por processos de microfiltragem ou pasteurização, o que o torna mais saudável”, explica. 

Ele orienta ainda que o consumo do vinagre deve ser feito de forma equilibrada e preferencialmente sob orientação de um profissional de saúde, especialmente por pessoas com sensibilidade gástrica. “O vinagre de maçã é um aliado importante, mas precisa ser inserido dentro de um contexto alimentar saudável. Quando usado com moderação, pode fazer diferença na digestão, na saciedade e até na disposição ao longo do dia”, reforça. 

Para a nutricionista Laiz Saragiotto, a estação das flores é também um convite à mudança de hábitos. “Na primavera, as pessoas buscam leveza — no dia a dia e também no prato. É o momento ideal para resgatar o prazer de comer bem, com ingredientes que cuidam do corpo. O vinagre de maçã tem esse papel: é simples, natural e combina perfeitamente com a estação mais florida do ano”, encerra.


Integral, desnatado e vegetal: conheça 6 tipos de leite e saiba como incluí-los na alimentação e receitas

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Cláudia Mulero, nutricionista da Água Doce Sabores do Brasil, esclarece sobre as variedades deste tipo de bebida e como adaptá-la em diferentes alimentações e receitas

 

Fonte rica em proteínas, vitaminas e minerais, o leite faz parte dos hábitos alimentares de muitas pessoas e é um importante ingrediente para diversas receitas. Com a grande variedade disponível nos supermercados e apesar de todos os tipos serem semelhantes na aparência, cada um apresenta valores nutricionais, sabores e aromas diferenciados, podendo impactar nas dietas e nos resultados das receitas. Para esclarecer essa questão, Cláudia Mulero, nutricionista da Água Doce Sabores do Brasil, explica as diferenças dos tipos de leite e as orientações de consumo e uso adequados.


Leite integral

O mais conhecido da lista, o leite integral não passa por nenhum processo de remoção de gordura, cerca de 3% ou 3,5% do teor, e é consumido com grande parte dos nutrientes. É rico em cálcio, proteínas e vitaminas A, D, E e K. Com uma textura mais cremosa e encorpada, é indicado para crianças em fase de crescimento e pessoas com baixo peso. É a melhor escolha quando se busca sabor rico e textura aveludada. É uma opção para o preparo de sobremesas cremosas, como pudim, brigadeiro, curau, arroz-doce e flan; molho branco, purês e risotos, além de massas e pães, por proporcionar maciez e cor dourada. Também pode ser adicionado em cafés e bebidas para realçar o sabor e dar cremosidade, principalmente em cappuccino e latte.


Leite semidesnatado

Uma versão intermediária entre o leite integral e o desnatado, o semidesnatado tem parte da gordura retirada. Essa redução não afeta a porcentagem de cálcio e proteínas do leite, embora a quantidade das vitaminas pode ficar em menor concentração. Sendo a escolha ideal para quem deseja controlar a ingestão de calorias, pois oferece equilíbrio entre sabor e leveza. Versátil, pode substituir tanto o integral quanto o desnatado na maioria das receitas. Pode ser utilizado em preparos do dia a dia, como bolos, panquecas, molhos e sobremesas leves. Além disso, é uma opção na culinária funcional, quando se busca reduzir calorias sem perder textura.


Leite desnatado

O leite desnatado passa pela remoção total de gordura, sendo considerada a versão menos calórica, mas ainda mantendo as proteínas e o cálcio. No entanto, perde parte das vitaminas lipossolúveis, já que elas dependem da gordura para serem absorvidas, e apresenta um sabor mais leve, sem a cremosidade do leite integral. É ideal para quem busca reduzir calorias ou segue dietas com restrição de gordura. É recomendado para receitas light de vitaminas, mingaus, panquecas e bolos simples. Também pode ser usado para molhos leves, substituindo o integral em versões com menos calorias. É uma ótima alternativa para bebidas frias, como smoothies e cafés gelados.


Leite de cabra

Com características nutricionais e sensoriais um pouco diferentes, o leite de cabra possui uma gordura de fácil digestão, sendo considerada uma boa opção para as pessoas que têm dificuldade de digerir o leite de vaca. No entanto, contém quase a mesma quantidade de lactose. Apesar de não ser tão comum, o leite de cabra apresenta um valor calórico alto, por contar com mais cálcio, vitaminas e minerais. Com sabor mais suave a adocicado, é uma opção para produção de queijos e iogurtes artesanais, por apesentar um ótimo rendimento. Também é ideal para sobremesas delicadas, como manjar, mousses e flans. Já na culinária gourmet, o ingrediente combina bem com molhos brancos, purês e doces finos.


Leites vegetais

Como alternativa para veganos e pessoas intolerantes à lactose, os leites de soja, amêndoas, coco, aveia e arroz são leites vegetais desenvolvidos a partir de alguns cereais, leguminosas e oleaginosas que não oferecem colesterol ou lactose, mas apresentam proteínas e vitaminas. Alguns leites, como o de coco e o de soja, são amplamente utilizados no preparo de receitas culinárias, enquanto outros, como o de aveia e o de amêndoas, podem se adaptar facilmente com smoothies, cafés e cappuccinos. Na aplicação de receitas, pode apresentar uma variação de sabor e textura conforme o ingrediente.


Leites especiais

Com os avanços tecnológicos, surgiram leites especiais que atendem a diferentes necessidades nutricionais. Os leites sem lactose, por exemplo, passam por um processo em que o açúcar natural do leite é quebrado em glicose e galactose, açúcares mais simples e de fácil digestão, tornando-se uma alternativa segura para pessoas com intolerância à lactose. Já os leites fortificados são enriquecidos com nutrientes como ferro, cálcio e vitaminas, contribuindo para uma alimentação mais equilibrada e funcional no dia a dia. Esse tipo é adaptado às necessidades nutricionais específicas, mantendo as funções culinárias, apenas com benefícios adicionais. Por exemplo, a versão sem lactose substitui o leite tradicional em qualquer receita. Já o A2 é indicado para digestão mais leve, podendo ser usado igual ao integral. Os enriquecidos são ótimos em preparos para crianças e idosos.

  

Água Doce


sábado, 8 de novembro de 2025

Primavera pede atenção especial à pele madura

Maior exposição ao sol e mudanças climáticas intensificam ressecamento e manchas
 

A chegada da primavera traz dias mais longos, temperaturas em elevação e maior exposição ao sol. Se por um lado a estação representa renovação, por outro exige cuidados redobrados com a pele, especialmente a madura, que tende a perder elasticidade e apresenta maior predisposição a manchas e ressecamento. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a radiação ultravioleta é responsável por cerca de 80% do envelhecimento cutâneo, incluindo rugas, flacidez e hiperpigmentação. Para pessoas acima dos 50 anos, a hidratação contínua e a proteção solar são etapas essenciais para manter a saúde e o conforto da pele. 

“Com o passar dos anos, a pele perde parte de sua capacidade natural de retenção de água, tornando-se mais fina e sensível. A hidratação se torna, então, não apenas uma questão estética, mas de bem-estar. É ela que garante conforto, previne lesões e ajuda a manter a barreira cutânea protegida”, explica Camila de Oliveira, farmacêutica da Rugól Cosmétic. Com mais de um século de história, a marca faz parte da memória afetiva de muitas brasileiras e mantém em seu portfólio fórmulas tradicionais voltadas à hidratação profunda, entre elas, o Creme de Beleza Tradicional e o Creme de Alface, conhecidos por integrar rotinas de cuidado de diferentes gerações.

A primavera pode ser, também, um lembrete de que o tempo age sobre a pele, mas o cuidado contínuo é o que preserva sua vitalidade. Mais do que uma questão estética, trata-se de um gesto de bem-estar e autocuidado. Nessa fase da vida, pequenos hábitos fazem diferença: priorizar produtos hidratantes, evitar banhos muito quentes, manter uma alimentação equilibrada e redobrar o uso do protetor solar ajudam a fortalecer a barreira cutânea e a prevenir o ressecamento.
 

A pele madura responde melhor quando há constância, e não excesso, de cuidados. Manter uma rotina simples, adaptada às necessidades da estação, é o caminho mais eficaz para garantir conforto e luminosidade, independentemente da idade.


Unhas de gel proibidas? Confira alternativas para manter a esmaltação perfeita

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Especialista explica que unhas naturais permitem mais possibilidades do que o público imagina 

 

A decisão recente da União Europeia de restringir o uso de certas substâncias químicas em produtos para unhas vem movimentando o setor de beleza. O óxido de trimetilbenzoil difenilfosfina (TPO) e a dimetiltoluidina (DMTA), antes presentes em esmaltes e géis, foram classificados como compostos CMR categoria 1B — o que significa que oferecem riscos à fertilidade e ao desenvolvimento fetal, segundo a Comissão Europeia.

No Brasil, o tema também ganha força, impulsionando a busca por técnicas que preservem a saúde das unhas. Para Marina Groke, cofundadora da Unhas Cariocas, maior rede de esmalterias do mundo segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o momento é de transição positiva. “Estamos vivendo uma virada de consciência. As pessoas estão entendendo que cuidar das unhas vai muito além da aparência — é uma questão de saúde e autocuidado”, afirma.

Marina destaca que o afastamento dos produtos químicos mais agressivos pode abrir caminho para novas possibilidades de beleza. “As unhas naturais permitem criatividade, leveza e uma estética mais autêntica. É possível manter uma esmaltação impecável sem recorrer a substâncias que colocam o corpo em risco”, completa.

 

Remoção das cutículas

A atenção às cutículas é um dos pilares para o fortalecimento das unhas naturais. A Unhas Cariocas, por exemplo, desenvolveu a técnica exclusiva Emolieta, criada para oferecer um tratamento seguro e eficaz. O processo utiliza um emoliente que solta as células mortas em até três segundos, permitindo que sejam empurradas e removidas sem cortes. O resultado é uma cutilagem limpa, sem agressões à pele e com acabamento delicado.

De acordo com Marina, o método representa um avanço importante para o mercado. “A Emolieta veio para transformar a forma como cuidamos das cutículas. É um procedimento mais humano, sem dor e sem risco de contaminação. A saúde da cliente é prioridade, e a beleza surge como consequência natural”, explica.

A técnica é indicada também para pessoas idosas, diabéticas e pacientes oncológicos, que demandam cuidados especiais. A ausência de cortes evita infecções e garante conforto durante o atendimento, favorecendo o crescimento saudável das unhas.

 

Diferentes nail arts

A criatividade na esmaltação não precisa depender de produtos agressivos. O mercado oferece inúmeras opções de nail arts adaptadas às unhas naturais, com esmaltes hipoalergênicos, películas e pigmentos. “Hoje temos materiais incríveis que permitem explorar cor, textura e design sem comprometer a saúde. A unha natural se tornou uma tela para a expressão pessoal”, comenta Marina.

As tendências vão desde os clássicos tons nude até os desenhos minimalistas e combinações metálicas. A valorização do que é natural também reflete uma estética contemporânea: unhas mais curtas, bem cuidadas e com brilho sutil conquistam espaço nas redes sociais e nos salões de beleza.

 

Cuidados com as unhas naturais

A manutenção das unhas naturais exige constância e atenção aos detalhes. Hidratar cutículas, aplicar bases fortalecedoras e respeitar o tempo de crescimento são práticas essenciais para preservar a vitalidade da lâmina ungueal. “Unhas bonitas começam com unhas saudáveis. Quando há equilíbrio entre cuidado e estética, o resultado é duradouro e elegante”, afirma a profissional.

A rotina ideal inclui hidratação diária com cremes específicos ou óleos vegetais, como o de amêndoas ou de jojoba, que ajudam a manter a flexibilidade da unha e evitam o ressecamento das cutículas. A proteção também é fundamental: o uso de luvas durante tarefas domésticas e o descanso entre as esmaltações permitem que as unhas respirem e se regenerem naturalmente.

Outro ponto importante é a alimentação. Nutrientes como biotina, zinco, ferro e vitamina E contribuem diretamente para o fortalecimento das unhas, prevenindo quebras e descamações.

A especialista destaca ainda a importância de buscar profissionais capacitados e produtos certificados. A esterilização correta dos instrumentos e o uso de esmaltes livres de substâncias tóxicas reduzem o risco de contaminação e alergias. A cliente deve sempre observar o cuidado do ambiente e a procedência dos materiais utilizados.

 

Unhas Cariocas


Lifting natural sem cirurgia que estimula colágeno e é opção para "resgate estético" antes do verão

Técnica minimamente invasiva, o Lineless também conhecido como Lineskin  estimula o colágeno e reposiciona tecidos faciais sem cirurgia 

 

Com o verão se aproximando, cresce a demanda por tratamentos estéticos minimamente invasivos, que entreguem resultados visíveis em pouco tempo. Entre as tendências que têm ganhado destaque está o Lineless / Lineskin, técnica que promove um lifting natural sem cirurgia, estimulando o colágeno de forma gradual. 

Para a cirurgiã-dentista Fernanda Ângelo, referência na área de harmonização facial e criadora do Método NBM, esse protocolo representa uma das melhores opções para quem deseja rejuvenescer com sutileza e segurança nos próximos meses. “Hoje somos inundados por procedimentos rápidos, mas é essencial escolher técnicas inteligentes que respeitem a anatomia facial e principalmente a pele do paciente. O Lineless permite reposicionar tecidos de forma delicada, com estímulo de colágeno e recuperação compatível com a rotina”, afirma Fernanda.


Um mercado em expansão

O Brasil se destaca no cenário global da estética. Segundo relatório da Mordor Intelligence, o setor nacional deve alcançar US$ 41,6 bilhões até 2028, posicionando o país entre os maiores mercados do mundo em medicina estética. 

Dados locais reforçam essa força: estudos apontam que o mercado brasileiro de estética já movimenta cerca de R$ 48 bilhões por ano, colocando o Brasil na terceira posição global no segmento de beleza e cuidados pessoais. 

Dentro desse cenário, as técnicas minimamente invasivas lideram a preferência dos pacientes, justamente por exigirem menos tempo de recuperação e oferecimento de resultados mais naturais.


O que é Lineless / Lineskin

Na prática, o Lineless / Lineskin utiliza fios de sustentação e bioestimulação para reposicionar delicadamente tecidos faciais e induzir a produção de colágeno ao longo do tempo. Essa técnica é apresentada como uma alternativa ao lifting cirúrgico tradicional,  com menor risco, recuperação mais rápida e resultados progressivos. 

Fernanda explica que os fios promovem um efeito imediato de sustentação, enquanto, nas semanas seguintes, o organismo responde com remodelação tecidual e aumento na firmeza da pele. “O paciente sente uma melhora inicial no contorno facial, e ao longo do tempo nota-se o efeito contínuo do estímulo de colágeno”, descreve.


Quando essa técnica vale a pena

Para quem busca “resgate estético” antes do verão, a Dra. Fernanda recomenda que o Lineless seja considerado quando:

  • Há perda leve de firmeza, sem necessidade de cirurgia pesada
  • O paciente busca resultados naturais, evitando transformações radicais
  • É necessário tempo de recuperação compatível com compromissos profissionais e sociais

Ela ressalta que esse tipo de intervenção costuma exigir cuidado no pós-tratamento, com proteção solar, hidratação e evitar traumas na região tratada para garantir a integração dos fios e o bom resultado.


Vale a pena ainda investir antes do verão?

Fernanda acredita que sim. “Ainda estamos a meses da estação mais quente, e procedimentos como Lineless são compatíveis com esse cronograma, desde que bem planejados. A ideia não é fazer ‘milagres’, mas sim adotar uma estratégia que entregue melhorias reais com segurança”, afirma.

Ela também reforça que o acompanhamento do profissional é fundamental para monitorar resposta, ajustar detalhes e garantir que o resultado permaneça natural e harmônico.

 


Dra. Fernanda Ângelo - cirurgiã-dentista, pós-graduada em quatro especialidades, entre elas Harmonização Orofacial. Com mais de 14 anos de experiência, já atendeu mais de 20 mil pacientes em todo o Brasil e se consolidou como uma das principais referências do setor. Criadora do Método NBM, técnica exclusiva de harmonização facial com naturalidade e estratégia, é fundadora e CEO da clínica HOF For You, em São Paulo. Fernanda também integra a lista de apenas 20 profissionais no país habilitados para aplicar um protocolo inovador de remissão do melasma. Além da atuação clínica, é mentora, palestrante e influenciadora digital.
Para mais informações, acesse @dra.fernandaangelo e @ahofforyou

 

É Por Isso Que Você Não Emagrece: O Corpo Não É uma Calculadora

Durante anos, o emagrecimento foi reduzido a uma conta simples: “gaste mais do que consome”. O conceito de déficit calórico — ingerir menos calorias do que o corpo utiliza — foi tratado como a fórmula universal da perda de peso. Mas a prática mostra que essa equação não é tão linear quanto parece. 

Se fosse apenas matemática, bastaria comer menos e se mexer mais. E, ainda assim, vemos pessoas que seguem dietas à risca, treinam, dormem pouco, e não perdem um grama. O motivo? O corpo não é uma calculadora, é um organismo vivo, com mecanismos complexos que reagem a muito mais do que números.
 

O déficit calórico existe, mas não é tudo

“Sim, o déficit calórico é real e necessário para perder peso. Sem ele, o corpo simplesmente não acessa os estoques de gordura. Mas o que a maior parte das pessoas não entende é que o metabolismo se adapta rapidamente. Quando há redução calórica prolongada, o corpo entra em modo de economia, reduzindo o gasto energético para se proteger.”. explica o nutrólogo Dr. Francisco Saracuza. 

Esse “modo de sobrevivência” é um dos grandes vilões do emagrecimento moderno. Ele desacelera o metabolismo, aumenta a fome e reduz a disposição, criando o cenário perfeito para o efeito sanfona.
 

Hormônios, sono e estresse: os sabotadores invisíveis

O déficit calórico pode até existir, mas se o corpo estiver em desequilíbrio hormonal, ele simplesmente não obedece. Cortisol elevado (hormônio do estresse), resistência à insulina, alterações de tireoide e queda de testosterona são alguns dos fatores que dificultam o emagrecimento, mesmo com dieta e treino adequados.

Além disso, dormir mal ou viver sob constante estresse eleva os níveis de grelina (hormônio da fome) e reduz a leptina (hormônio da saciedade). O resultado é o ciclo vicioso: cansaço, compulsão e estagnação. 


O corpo também emagrece pela cabeça

A perda de peso sustentável depende tanto do estado mental quanto do físico. Quando o organismo está inflamado e o cérebro em alerta constante, o corpo entende que precisa reter energia, não liberar. É por isso que dietas muito restritivas ou “modismos de 30 dias” geralmente falham, elas tratam o sintoma, não a causa.

A abordagem integrativa do emagrecimento busca justamente identificar esses bloqueios: por que o corpo está resistindo? O foco não é apenas no prato, mas no organismo como um todo: metabolismo, hormônios, sono, intestino e até estado emocional.
 

Tirzepatida e os avanços no tratamento da obesidade

Nos últimos anos, a medicina tem evoluído rapidamente no entendimento de como o corpo regula o apetite, a glicose e o metabolismo energético. Um dos principais avanços é a tirzepatida, uma molécula que atua simultaneamente sobre dois receptores hormonais: GLP-1 e GIP. 

Originalmente desenvolvida para o tratamento do diabetes tipo 2, a tirzepatida tem se mostrado uma das mais eficazes ferramentas para controle de peso em pacientes com resistência metabólica, dificuldade de saciedade e desregulação hormonal. 

Com o acompanhamento médico adequado, ela auxilia na redução do apetite, melhora da sensibilidade à insulina e controle da inflamação metabólica, proporcionando resultados consistentes e sustentáveis. É um exemplo de como a medicina moderna pode potencializar o emagrecimento de forma inteligente e segura, sem recorrer a dietas extremas ou promessas irreais. 

Emagrecer não é castigar o corpo, é reprogramá-lo para funcionar como deveria. Isso envolve ajustar hormônios, restaurar o sono, equilibrar nutrientes, reduzir inflamações e, sim, gerar um déficit calórico real e saudável. 

O Dr. Francisco Saracuza conclui: “Se você não está emagrecendo, não é falta de força de vontade, é falta de diagnóstico. Antes de cortar mais calorias, vale investigar o que está impedindo seu corpo de responder. Às vezes, o que parece um “erro de cálculo” é, na verdade, um corpo tentando se proteger. E é justamente aí que a medicina de precisão, com acompanhamento individualizado e tratamentos como a tirzepatida, redefine o que significa emagrecer de verdade.”


Dr. Francisco Saracuza - CRM 192628 - Reconhecido por sua atuação de destaque em saúde integrativa, referência no uso de implantes subcutâneos, oferecendo tratamentos modernos e eficazes para seus pacientes.


Uso de medicamentos emagrecedores e seus impactos na pele

Dermatologista alerta para os efeitos rápidos do emagrecimento sobre a sustentação cutânea e destaca cuidados preventivos 

 

A crescente popularização dos medicamentos emagrecedores, especialmente as chamadas “canetas”, tem trazido novos desafios para os consultórios dermatológicos. A perda de peso acelerada pode impactar significativamente a estrutura e a aparência da pele, resultando em flacidez, perda de firmeza e até alterações no brilho e na hidratação. O alerta é da médica dermatologista e associada da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS), Ana Paula Manzoni, que observa um aumento de pacientes em busca de orientação dermatológica durante ou após o uso dessas substâncias.

De acordo com a especialista, o emagrecimento rápido reduz o tecido subcutâneo e a massa muscular que são o suporte estrutural da pele.

“Com o emagrecimento rápido, há uma redução significativa do tecido subcutâneo e da massa muscular. A pele, infelizmente, não acompanha essa redução, e sobra. Esse efeito pode gerar desconforto estético e emocional. Muitas pessoas se sentem com aparência envelhecida. Por isso, o ideal é começar o tratamento dermatológico antes do emagrecimento acentuado, para minimizar os efeitos”, afirmou.

Ana Paula destaca que, como essas medicações promovem um emagrecimento mais rápido, a capacidade da pele se adaptar pode ser mais impactada. A médica também observa que há relatos de queda de cabelo relacionado ao uso das canetas, mas ressalta que a ciência ainda não confirma uma ligação direta.

“O que se observa é que a queda de cabelo e o o aspecto mais envelhecido estão muito mais associados à perda de peso e às deficiências nutricionais decorrentes de dietas restritivas, com baixa ingestão de proteínas, líquidos e nutrientes”, pontua. Segundo ela, o corpo passa por um estresse físico que por si só, pode justificar a queda de cabelo. 

Por fim, a dermatologista compara os efeitos do emagrecimento medicamentoso aos já conhecidos em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. “Embora o uso das canetas seja mais recente, os efeitos lembram muito os da bariátrica. Em ambos os casos há relatos de flacidez e queda capilar de origem nutricional”, conclui.

Em caso de suspeita de alterações na pele, cabelos ou unhas durante o processo de emagrecimento, é fundamental procurar um médico dermatologista. Os profissionais habilitados podem ser conferidos no site www.sbdrs.org.br

 

Marcelo Matusiak


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