Pesquisar no Blog

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Você Sabe a Importância de Preservar a Saúde na Terceira Idade? Entenda Como a Vacinação Pode ser uma Grande Aliada

À medida que avançamos na idade, a saúde se torna uma prioridade ainda maior. A vacinação desempenha um papel fundamental na proteção da saúde dos idosos, reduzindo o risco de doenças graves e complicações associadas. Com informações claras e embasadas em evidências científicas, podemos desmistificar mitos e fornecer aos idosos as ferramentas necessárias para tomar decisões informadas sobre sua saúde. 

Os médicos diretores da Salus Imunizações, Dra. Marcela Rodrigues e Dr. Marco César Roque, explicam tudo o que você precisa saber sobre a vacinação na terceira idade:

 

Vacinação contra a gripe 

A vacinação anual contra a gripe é altamente recomendada para os idosos. A gripe pode ser mais do que um simples resfriado, representando um risco significativo para essa faixa etária. Ao receber a vacina contra a gripe, os idosos fortalecem seu sistema imunológico e reduzem as chances de hospitalização ou complicações graves. Proteger-se contra o inimigo invisível é um passo importante para desfrutar de uma vida saudável e ativa.

 

Vacinação contra pneumonia 

É importante destacar que a pneumonia pneumocócica é uma das principais causas de hospitalização e mortalidade nessa faixa etária. As complicações associadas a essa infecção podem ser graves, incluindo a formação de abscessos pulmonares, insuficiência respiratória, sepse (infecção generalizada) e até mesmo meningite. Portanto, a prevenção é fundamental.  

Entre os idosos, essa doença pode ser especialmente devastadora, pois seu sistema imunológico pode estar enfraquecido devido ao envelhecimento natural e a possíveis condições de saúde subjacentes.  

“Felizmente, existe uma solução disponíveis para prevenir essa doença. A vacina pneumocócica é altamente recomendada para os idosos, pois reduz o risco de contrair a pneumonia e suas complicações graves”, destaca a Dra. Marcela Rodrigues.

 

Vacinação contra herpes-zóster 

O herpes-zóster, conhecido popularmente como "cobreiro", é uma infecção viral causada pelo vírus varicela-zóster, o mesmo vírus responsável pela catapora. Após a recuperação da catapora, o vírus permanece inativo no corpo e pode ser reativado mais tarde na vida, resultando no desenvolvimento do herpes-zóster. 

Essa condição é especialmente prevalente entre os idosos, pois o sistema imunológico enfraquece com o avanço da idade, tornando-os mais suscetíveis à reativação do vírus. O herpes-zóster se manifesta como uma erupção cutânea dolorosa, geralmente com bolhas agrupadas em uma área específica do corpo. A erupção é acompanhada por sintomas como dor intensa, coceira, sensibilidade e sensações de queimação na região afetada. 

“Para prevenção e redução do risco de complicações, uma vacina específica contra o herpes-zóster está disponível. Essa vacina é projetada para estimular o sistema imunológico a reconhecer e combater o vírus varicela-zóster, prevenindo assim o desenvolvimento da doença”. Comenta o Dr. Marco César Roque. 

Ao receber a vacina contra o herpes-zóster, os idosos podem reduzir significativamente o risco de desenvolver a infecção. Estudos têm mostrado que a vacina é eficaz na prevenção do herpes-zóster em idosos e pode reduzir a gravidade e a duração da doença, caso ela ocorra. Além disso, a vacina tem se mostrado eficaz na redução do risco de neuralgia pós-herpética, uma complicação dolorosa que pode persistir por meses ou até anos após a erupção cutânea ter cicatrizado. 

 

Revacinação: Reabastecendo as defesas 

À medida que envelhecemos, nossas defesas imunológicas podem enfraquecer. Por isso, a revacinação periódica é essencial para manter a proteção adequada. Por exemplo, a vacina contra o tétano e a difteria (dT) é recomendada a cada 10 anos. Ao reabastecer as defesas, os idosos podem desfrutar de uma proteção contínua contra doenças infecciosas, garantindo uma vida saudável e ativa.

 

Benefícios individuais e coletivos 

A Dr. Marcela Rodrigues reforça mencionando que a vacinação na terceira idade oferece benefícios tanto individuais quanto coletivos. Ao proteger-se contra doenças infecciosas, os idosos também contribuem para a proteção de grupos vulneráveis, como bebês e pessoas com sistemas imunológicos frágeis. A vacinação é uma medida de saúde pública crucial, ajudando a prevenir surtos e epidemias. Ao receber a vacina, os idosos não apenas protegem a si mesmos, mas também fortalecem a saúde de suas comunidades. 

“Cada indivíduo é único, e é por isso que é fundamental buscar orientação médica personalizada. Consultar um profissional de saúde é essencial para determinar as vacinas recomendadas com base na idade, histórico de saúde e outras condições individuais. Os profissionais de saúde estão prontos para fornecer informações especializadas e esclarecer quaisquer dúvidas ou preocupações”. Conclui o Dr. Marco César Roque.

 

Salus Imunizações


Mitos e verdades sobre a cera de ouvid

Otorrinolaringologista esclarece os principais aspectos que envolvem o chamado ‘cerume’ e como evitar problemas

 

Final de ano, as temperaturas aumentam e, na mesma proporção, também aumentam os casos de pacientes que recorrem aos prontos-socorros com queixa de ouvido tampado por acúmulo de cera. Na maioria das vezes, a razão se deve à tentativa de “resolver” o problema com soluções caseiras, o que acaba só piorando a situação. 

Para esclarecer os principais mitos e verdades a respeito do assunto, a otorrinolaringologista Bruna Assis, do Hospital Paulista – referência em saúde de ouvido, nariz e garganta – aborda a seguir as principais consequências do excesso de cera nos ouvidos, assim como os tratamentos possíveis.

 

“A cera nos ouvidos só gera prejuízos” – Mito

A cera é uma substância benéfica, produzida pela pele do canal auditivo, que ajuda na proteção do ouvido e contém substâncias com propriedades antibacterianas.

 “A cera precisa ser retirada periodicamente com hastes flexíveis” – Mito

De acordo com a otorrinolaringologista, o ouvido tem mecanismos próprios que permitem a expulsão lenta e periódica do excesso de cera. O uso de hastes flexíveis e semelhantes prejudica a atuação desses mecanismos. “Por isso, a remoção da cera por conta própria pelo paciente deve ser evitada ao máximo. Nos casos em que a cera esteja em excesso, prejudicando a audição e causando incômodo, o paciente deve procurar o otorrinolaringologista para que seja feita a remoção com os instrumentos e técnicas adequadas, após uma correta avaliação.” 

Algumas pessoas podem ter uma produção maior de cera, mas há hábitos que favorecem o acúmulo e a compactação da cera no canal auditivo, como o uso de hastes flexíveis e a manipulação dos ouvidos com outros objetos, seja na tentativa de aliviar a coceira ou de retirar o cerume por conta própria. "Deve-se evitar ao máximo esses hábitos a fim de prevenir não apenas o acúmulo de cera, como também prevenir lesões na pele do conduto e na membrana timpânica, e até mesmo a perda auditiva".

 

“O acúmulo de cera gera prejuízo momentâneo à audição” – Verdade

O mais comum é o acúmulo de cera e não uma produção em excesso da substância. Nesses casos, o paciente tem uma sensação de ouvido tampado, com consequente diminuição e abafamento da audição, que gera bastante incômodo. De acordo com a médica, alguns casos podem vir associados à coceira e à dor, geralmente de leve intensidade. Em outros, podem estar associados à inflamação do canal auditivo.

 

“A produção de cera depende de vários fatores” – Verdade

A produção depende de fatores como condições de pele, estado febril, irritações locais e até mesmo o estado emocional do paciente. Banhos de imersão em mar, piscinas e lagos não afetam a produção do cerume, mas podem causar sensação de ouvido tampado, o que leva a um aumento significativo da procura ao atendimento de otorrinolaringologia durante o Verão.

 

“A água não afeta a condição da cera nos ouvidos” – Mito

A entrada de água pode deslocar a cera já existente no canal auditivo, gerando o seu bloqueio. Da mesma forma, a simples presença da água já pode gerar uma sensação transitória de entupimento do ouvido. Isso costuma ser breve, melhorando após a evaporação ou escorrimento natural da água. Nesses casos, o ato de virar a cabeça com a orelha afetada para baixo e puxá-la levemente para trás pode ajudar no escoamento da água. Caso a sensação de obstrução da audição permaneça mesmo após essa manobra e não melhore após algumas horas, deve-se suspeitar da presença de cera impactada e até mesmo de outras condições como inflamações do canal auditivo, se houver também dor ou coceira. Assim, o paciente deverá procurar auxílio para o devido tratamento.

 

“O uso de fones interfere na situação da cera nos ouvidos” – Verdade 

O uso de fones de ouvido do tipo intra-auricular, ou seja, aqueles que penetram o canal auditivo, pode ser danoso, pois eles “empurram” a cera para dentro, podendo gerar acúmulo da substância. De acordo com a médica, estes são os principais cuidados em relação aos fones de ouvidos:

– Dar preferência aos fones que não penetram o canal auditivo, como os que se encaixam na cartilagem da concha, os que se apoiam atrás da orelha e os que cobrem a orelha;

– Fazer a higienização periódica dos fones auditivos com álcool após o uso para evitar infecções;

– Escolher o modelo de fone de ouvido que mais lhe cause conforto. Caso algum determinado modelo cause dor persistente, evitar o uso e procurar auxílio com o otorrinolaringologista;

– Independente do modelo do fone de ouvido, deve-se evitar o volume demasiadamente alto nos fones, assim como a exposição prolongada ao som, pois intensidades sonoras altas e prolongadas muito próximas ao órgão auditivo podem causar lesões como perda auditiva e zumbido, que podem ser irreversíveis.

 

“Na maioria das vezes, o tratamento para o excesso de cera é indolor” – Verdade
A remoção da cera de ouvido é um procedimento rápido, na maioria das vezes indolor, e gera um alívio imediato dos sintomas. O médico irá detectar a causa das sensações relatadas pelo paciente e proceder à sua remoção, caso haja excesso. Nesse caso, o médico pode empregar as seguintes técnicas e instrumentos, dependendo de cada paciente:

1 – Irrigação (lavagem) com água limpa na temperatura corporal (através do auxílio de seringas ou duchas automáticas);

2 – Sucção da cera com uma sonda de aspiração fina;

3 – Remoção mecânica da cera com uma cureta delicada.

Em alguns casos, quando a cera está muito petrificada ou impactada, pode ser necessária a prescrição de gotas otológicas para “amolecimento” do resíduo, alguns dias antes do procedimento, a fim de facilitar a remoção.

 

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


ESMO 2023: Estudo apresenta resultados animadores no combate ao câncer do colo do útero localmente avançado

 Após mais de duas décadas sem avanços no cenário da doença, combinação de tratamento com uso de imunoterapia mostra melhora significativa na sobrevida livre de progressão da doença; Oncologistas brasileiras são colaboradoras do estudo 

 

O estudo KEYNOTE-A18 vem mostrando avanços a passos largos no combate ao câncer do colo do útero localmente avançado e de alto nível. Através do uso do imunoterápico pembrolizumabe combinado ao atual padrão de tratamento da doença, foi possível abordar uma nova alternativa terapêutica, que vai além da quimiorradioterapia isolada. Dentre os resultados foi possível destacar uma melhora significativa na sobrevida livre de progressão da doença. 

Durante o congresso de 2023 da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO, em inglês), em Madri, na Espanha, Domenica Lorusso, primeira autora do estudo e professora de Obstetrícia e Ginecologia na Universidade Católica de Roma, apresentou os resultados encorajadores deste estudo de fase 3. 

Para Angélica Nogueira, oncologista da Oncoclínicas e uma das colaboradoras do estudo, este pode ser considerado um dia histórico no combate ao câncer do colo do útero. “Após mais de 20 anos sem avanços terapêuticos no cenário da doença localmente avançada, a análise revelou que o acréscimo da imunoterapia impacta significativamente a sobrevida livre de progressão de doença”. 

Ela explica que pacientes com câncer do colo do útero localmente avançado e de alto risco geralmente possuem um prognóstico ruim, com mais da metade apresentando recorrência da doença em períodos médios de dois anos. “Os resultados da análise recém divulgada são encorajadores diante de um cenário que exige a abordagem de novas opções de tratamento para essas mulheres para além das sessões de radioterapia e quimioterapia. É um avanço que, de fato, pode levar a uma mudança relevante nos protocolos atuais de tratamento da doença”, frisa a oncologista brasileira.

“Os resultados mostrados até aqui são positivos, favorecendo a adição de imunoterapia aos protocolo de tratamento padrão, baseado no uso de cisplatina, radioterapia externa e braquiterapia. Apesar dos dados ainda não serem maduros suficientes para que a gente possa afirmar que essa associação traz benefícios também à sobrevida global das pacientes, o ganho de sobrevida livre de progressão neste contexto, ao meu ver, pavimenta caminhos para, em um futuro bem próximo, nós passarmos a prescrever essa combinação para tratar casos de câncer do colo do útero localmente avançado”, comenta a oncologista Andreia Melo,  líder nacional de ginecologia oncológica na Oncoclínicas e também uma das colaboradoras do estudo.


Cenário da doença 

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2023 cerca de 17.010 mulheres serão diagnosticadas com câncer do colo do útero no Brasil a cada ano, o que representa um risco considerado de 13,25 a cada 100 mil casos. Vale lembrar ainda que a doença é o terceiro tipo de câncer que mais afeta o público feminino, por isso, é muito importante que o diagnóstico seja feito o quanto antes para o início do tratamento.

Uma das ferramentas essenciais para a prevenção primária à doença é a vacinação contra o HPV, disponível para crianças a partir de 9 anos de idade em toda a rede pública do país. Além da imunização, que idealmente deve acontecer antes do início da vida sexual, é importante realizar os exames de rotina ginecológica, como o Papanicolau (anualmente e depois a cada três anos), dos 25 aos 64 anos de idade. O exame deve ser feito mesmo se a mulher for vacinada contra o HPV, pois a vacina não protege contra todos os tipos oncogênicos do vírus. 

Quando detectado em estádios mais avançados, o tumor do colo do útero pode levar à grande perda de sangue - podendo causar anemia, dores nas pernas e costas, problemas urinários ou intestinais e perda de peso não justificada. Além da quimiorradioterapia isolada, adotada nos casos avaliados pela pesquisa apresentada na ESMO 2023, as alternativas atuais  para o tratamento do câncer do colo do útero podem ainda ser baseados em cirurgias (retirada do tumor ou ainda do útero por completo quando necessário), radioterapia e/ou quimioterapia, de acordo com a classificação e estadiamento do tumor.  

 

Oncoclínicas
www.grupooncoclinicas.com


Dia Mundial do AVC: campanha alerta para sinais e prevenção

Plataforma VidaClass Saúde busca estimular a prevenção e cuidado com a saúde cardiovascular


O Dia Mundial do AVC, lembrado anualmente em 29 de outubro, alerta para a conscientização sobre a prevenção e tratamento deste mal súbito que é uma das maiores causas de morte e incapacidade adquirida no mundo. Também conhecido como “derrame”, só no ano passado, a condição foi responsável por causar 12 óbitos por hora. 

No Brasil, o AVC é a causa de morte mais frequente na população adulta, somente no primeiro semestre de 2023, a doença vascular já matou 50.291 brasileiros, de acordo com dados do Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil do Brasil. 

Os AVCs são classificados em dois tipos, sendo eles o isquêmico, quando ocorre o entupimento de pequenas e grandes artérias cerebrais, que podem ser provocados por coágulos que impedem a circulação sanguínea, e o hemorrágico, que acontece quando há o rompimento dos vasos sanguíneos provocando hemorragia por causa de aneurismas cerebrais ou malformações das artérias e veias do cérebro. 

De acordo com o Ministério da Saúde, o AVC isquêmico é o tipo mais frequente, representando 85% dos casos, enquanto o hemorrágico é responsável por 15%.
 

Sinais de alerta 

Fraqueza, formigamento na face, braço ou perna, principalmente quando se concentra em apenas um lado do corpo, são alguns dos principais sintomas do AVC, além de confusão mental, alterações na fala ou visão, no equilíbrio, na coordenação, tontura e dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente. Dentre os principais fatores de risco para a ocorrência do AVC estão o diabetes tipo 2, hipertensão, tabagismo, colesterol alto, obesidade, arritmia cardíaca, sedentarismo, histórico familiar, uso de drogas ilícitas, dentre outros. 

Quando se trata da prevenção, a melhor forma para se precaver é levar em consideração os fatores de risco, realizando consultas médicas e exames de rotina para identificar possíveis riscos de problemas cardiovasculares, além do histórico familiar. 

Nesse sentido, a plataforma VidaClass Saúde oferece consultas, coletas de exames que podem ser feitas em domicílio, além de serviços médicos para auxiliar na prevenção e no tratamento de doenças, garantindo o bem-estar dos pacientes. "Aqui na VidaClass Saúde, acreditamos que tornar a saúde acessível é a chave para ter um futuro saudável. Estamos comprometidos em democratizar consultas médicas e exames para ajudar as pessoas a identificar e gerenciar os fatores de risco para condições como o AVC”, ressalta Vitor Moura, CEO da plataforma.

 

VidaClass Saúde


Outubro é o mês de conscientização da Epidermólise Bolhosa, condição que afeta cerca de 500 mil pessoas no mundo

 

Durante o período marcado pela sensibilização e conhecimento da patologia, Mölnlycke enfatiza a importância dos tratamentos e cuidados da doença rara
 

Dentre as diferentes patologias que podem acometer a pele dos seres humanos, a Epidermólise Bolhosa (EB) atinge cerca de 500 mil pessoas em todo o mundo.¹ A enfermidade, condição genética e hereditária rara, é incurável e não contagiosa, levando à formação de bolhas em pele e mucosas como resposta a pequenos atritos ou traumas. No Brasil, são mais de 2.300 pessoas diagnosticadas com essa condição, segundo a Associação DEBRA². Com o firme propósito de conscientizar a população sobre a EB, a Mölnlycke, empresa líder em curativos de silicone focados na prevenção e tratamento de feridas, intensifica seus esforços sobre tratamentos e cuidados da doença, especialmente durante o mês de outubro, período marcado com o Dia Mundial da Conscientização da Epidermólise Bolhosa, em 25 de outubro. 

"Independentemente de ser uma condição rara e em muitos casos grave, se houver diagnóstico precoce, cuidado adequado, e quando necessário algumas adaptações, os pacientes poderão participar de atividades diárias como qualquer outra pessoa sem a doença. Quanto maior o conhecimento da sociedade a respeito da doença, maior será a conscientização e desmitificação de crenças limitantes e equivocadas. Eliminar o preconceito e promover a compreensão não apenas melhora a qualidade de vida dos afetados, mas também nos ajuda a construir uma sociedade mais inclusiva e compassiva, onde todos possam viver plenamente, independente das suas condições de saúde", ressalta Elaine Godoy, enfermeira estomaterapeuta e Coordenadora Clínica Latam da Mölnlycke.
 

O apoio da Mölnlycke no enfrentamento dos desafios da Epidermólise Bolhosa 

A patologia pode se manifestar desde o nascimento, em ambos os sexos e diferentes etnias, resultando em isolamento social por parte de pacientes e familiares principalmente devido ao desconhecimento da população em relação à doença bem como pelo receio daqueles que convivem com a EB. Além disso, é comum que a Epidermólise Bolhosa cause dor devido às lesões e comorbidades associadas à doença, gerando um impacto significativo na vida cotidiana, tanto fisicamente quanto emocionalmente. Por isso, a Mölnlycke está comprometida em reduzir as complicações associadas a essa condição. 

Devido à fragilidade da pele das pessoas com EB, existe a necessidade frequente de trocar curativos e a utilização desses produtos com segurança e eficácia é altamente recomendada para prevenir danos adicionais e aliviar a dor. Os curativos à base de silicone oferecidos pela empresa não só são mais fáceis de aplicar e remover em comparação com os métodos tradicionais, mas também proporcionam proteção à ferida e à pele circundante, criando um ambiente propício para a cicatrização eficaz. 

Durante o tratamento, também é crucial manejar as bolhas da maneira correta. Elas devem ser perfuradas com agulha estéril em seu ponto mais baixo para evitar sua expansão e danos ao tecido. É possível utilizar cotonetes ou gaze estéril para esvaziar completamente as bolhas. Além disso, após a perfuração dessas bolhas, é importante a utilização de coberturas de silicone não aderentes e macias para evitar que as feridas grudem em roupas ou sangrem. Para a fixação dos curativos podem ser utilizadas malhas tubulares que devem ser aplicadas de forma a não exercer pressão adicional sobre a ferida permitindo a liberdade de movimentos.

 

Programa EBA: aliado do paciente e familiares 

A Mölnlycke criou o Programa Estamos de Braços Abertos (EBA), especialmente dedicado aos pacientes, familiares e cuidadores de pessoas com EB. O intuito é orientar às pessoas envolvidas sobre os cuidados necessários para o dia a dia e instruir sobre a utilização correta dos produtos desenvolvidos pela Mölnlycke para o tratamento da Epidermólise Bolhosa. 

"O EBA aborda a importância do acolhimento ao discutir a doença e foi criado com o propósito de estreitar laços e oferecer suporte a todas as pessoas que enfrentam essa condição. A patologia demanda um nível significativo de cuidados, mas, com o tratamento adequado, é possível melhorar a qualidade de vida, bem como oferecer apoio aos familiares e profissionais de saúde envolvidos. A criação do site do EBA bem como das redes sociais dedicadas ao programa, vieram para somar e representam uma abordagem ainda mais eficiente para expandir o conhecimento à população, acolhimento e suporte à pacientes, familiares e profissionais da saúde", enfatiza Elaine. 

O Programa também desenvolveu kits com manuais teóricos sobre os cuidados com a doença além de curativos de alta tecnologia para auxiliar na prevenção e na forma de cuidar de pessoas com Epidermólise Bolhosa em ambientes hospitalares e ambulatoriais. O objetivo é proporcionar melhorias às pessoas com EB e amparar profissionais da saúde com base em evidências clínicas. 

Acesse o site.

 

Mölnlycke - Buscando oferecer uma atenção especial para quem sofre com feridas, a empresa promove a Campanha Poder da Gentileza, ressaltando o valor que cuidados gentis têm na cicatrização. Saiba mais no  site.


Burnout digital: Os mitos do mercado corporativo que permeiam a doença

O burnout acomete cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros, mas devido à falta de conhecimento ainda são vistas muitas mentiras contadas diariamente sobre a doença

Seja para entreter ou trabalhar, o digital está cada dia mais frequente nas vidas de todos os brasileiros. Para se ter ideia, um estudo realizado pela NordVPN projetou que internautas passam 54% do tempo de vida média da população na internet. O levantamento também mostra que as pessoas começam a se conectar às 8h33 da manhã e só se desconectam às 22h13. Somado o tempo de todos os sete dias, em uma semana comum, o brasileiro teria passado 91 horas online. É muito tempo e pode causar sérias consequências à saúde mental.

Para a psicóloga e VP do BNI Brasil, Mara Leme Martins, é importante entender que estar exposto a tempos elevados de telas pode retardar o desenvolvimento de uma criança. “Imagine a proporção desse efeito em uma vida adulta, sem ou com pouco limite de exposição. Esse tipo de atitude é responsável pelo excesso de informação que aos poucos se transforma em estresse e pode agravar-se em burnout digital”, explica. 

No mercado corporativo, ainda há a crença de que o burnout é uma situação exclusiva a trabalhadores da nova geração, e que pessoas mais velhas não podem ou não passaram por essa situação. Para Hugo Godinho, CEO da Dialog, startup que lidera o setor de Comunicação Interna no Brasil com uma plataforma multicanal, no momento atual em que vivemos, todos estão sujeitos a essa sobrecarga. “Sobrecarga digital é o que acontece quando uma pessoa recebe com regularidade um grande volume de informações, que podem chegar de diferentes canais ou não. Essa quantidade de conteúdo costuma ser muito superior à possibilidade de assimilação - ou seja, nem tudo aquilo que é recebido por alguém consegue ser, de fato, absorvido e compreendido. O uso das redes sociais, o consumo de notícias on-line e o recebimento de centenas de notificações fazem com que as pessoas percam completamente o controle da quantidade de informações visualizadas por dia”, explica Hugo.

Com intuito de desmistificar a doença, a psicóloga listou alguns mitos expostos diariamente no mercado corporativo sobre o burnout digital. Confira:

1.
Trabalhar menos é a única solução - “Apesar de trabalhar menos ser um dos itens mais recomendados, não é o tratamento exclusivo para a doença. Trabalhar com qualidade e em um clima agradável também significa muito para um processo de melhoria contínua do paciente em tratamento”, entende Mara Leme.


2. Burnout trata-se apenas de um surto - “Isso sim é um grande mito. O burnout segue uma linha de evolução, ou seja, a síndrome irá caminhar do cansaço para o estresse, e a partir do estresse passa para a exaustão, até por fim chegar a sua pior fase que é o burnout. A situação não surge simplesmente, é, de fato, uma construção que tem como função minar sua energia de trabalho dia após dia”, completa.


3. O tratamento sempre precisa de medicação - “Como em diversos casos, nem todos os casos exigem que a pessoa receba um tratamento com medicação. Tudo depende do grau de burnout que a pessoa está sofrendo. Em muitas situações será sim, necessário, porém, não é uma regra. Cada paciente responde de uma maneira e claro, deve ser tratado individualmente”, comenta.


4. Basta desligar o celular que passa - “Apesar das redes de comunicação serem responsáveis pelo agravamento da doença, apenas sair de “perto” não irá solucionar de imediato o problema. Inclusive, por vezes, pode levar a uma piora significativa em decorrência de ansiedade, se for feito de maneira brusca. A desconexão precisa ser gradual e respeitar os limites de cada indivíduo”, diz.

“Portanto, vale lembrar que a tecnologia está incorporada no nosso dia a dia, não basta vê-la como vilã de uma doença como o burnout digital, mas sim como o uso incorreto dela leva a esse tipo de resultado. Para um mercado de trabalho mais saudável nesse sentido devemos trabalhar na extinção de mitos que permeiam a doença”, finaliza Mara Leme Martins.


Hidrogel produzido por cientistas da Unesp e da Unifesp melhora a cicatrização de feridas diabéticas

Após 14 dias, as feridas do animais tratados com o hidrogel
contendo AnxA12-26 já estavam completamente
cicatrizadas (
imagem: acervo dos pesquisadores)

Em estudo com camundongos que tinham um quadro semelhante ao diabetes tipo 1, produto contendo a proteína anti-inflamatória anexina A1 acelerou a cicatrização completa da pele

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um hidrogel de baixo custo com ação anti-inflamatória que poderá, no futuro, ajudar a tratar feridas crônicas na pele, como as que costumam acometer pessoas com diabetes. Resultados promissores de testes em animais foram divulgados na revista Biomedicine & Pharmacotherapy.

De acordo com a Federação Internacional de Diabetes, o Brasil é o sexto país em número de pessoas com a doença, que atingiu proporções epidêmicas e se tornou a quinta causa de morte no mundo. São 17,7 milhões de indivíduos sofrendo diariamente com as alterações metabólicas causadas pelo comprometimento da secreção e ação da insulina, como nefro e neuropatias e dificuldades na cicatrização de feridas. Estima-se que um entre cinco pacientes com diabetes possa desenvolver feridas crônicas, como a úlcera do pé diabético.

Em pessoas saudáveis, lesões cutâneas são imediatamente seguidas de uma sequência de eventos que levam à cicatrização: o sangramento é controlado pela agregação plaquetária, proporcionando uma estrutura de suporte para a fixação e proliferação celular, ocorre formação de novos vasos sanguíneos e deposição de colágeno. Para quem sofre de diabetes, no entanto, o processo é muito mais complicado. A hiperglicemia aumenta a produção de substâncias derivadas do oxigênio (oxidantes) e, ao contrário da cicatrização normal, as feridas diabéticas são caracterizadas principalmente pela resposta inflamatória exacerbada e o processo da formação de vasos sanguíneos prejudicado.

Recentemente, hidrogéis biológicos têm sido empregados com sucesso para acelerar o processo de cicatrização de feridas por conta do ambiente úmido e estéril que proporcionam. No trabalho apoiado pela FAPESP (projetos 19/19949-716/02012-4 e 15/12411-0) e conduzido durante o doutorado de Monielle Sant'Ana Leal, pesquisadores das universidades Estadual Paulista (Unesp) e Federal de São Paulo (Unifesp) desenvolveram uma fórmula à base da proteína anexina A1, cujo envolvimento na regulação da inflamação e da proliferação celular já havia sido comprovado em estudos prévios do mesmo grupo. No artigo mais recente, o grupo descreve que o tratamento pode modular o microambiente da lesão, favorecendo a regeneração do tecido.

O efeito do hidrogel contendo AnxA12-26 (os aminoácidos que vão do número dois ao 26 na cadeia de peptídeos que forma a proteína) foi avaliado em testes com camundongos que tiveram um quadro semelhante ao do diabetes tipo 1 induzido. Observou-se nos animais uma diminuição de células inflamatórias três dias após a indução das lesões. Após 14 dias, as feridas já estavam completamente cicatrizadas. A título de comparação, os animais que não passaram por nenhum tratamento e que receberam aplicação apenas do hidrogel apresentaram as características comuns da fase aguda da inflamação, com lesões mais intensas no terceiro dia.

Análises mostraram que o tratamento promoveu melhora na regeneração tecidual pela proliferação de queratinócitos (células com papel fundamental na restauração da homeostase da pele), redução de macrófagos (células-chave no processo de cicatrização) e aumento do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF, que induz o crescimento de vasos sanguíneos).

Já um ensaio de citotoxicidade in vitro (feito para avaliar como as células da pele reagem ao material) assegurou a biocompatibilidade do produto, sugerindo a segurança para aplicação tópica.

“Nosso hidrogel é altamente absorvente, mantém o meio úmido ideal para a cicatrização e mostra eficiência para levar ao processo de cicatrização completa da lesão, com redução de tempo de cicatrização, inclusive”, afirma Sonia Maria Oliani, pesquisadora do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (Ibilce-Unesp) e coordenadora do estudo. “Trata-se de uma opção eficaz e que pode ampliar o arsenal terapêutico para o tratamento de feridas diabéticas.”


Economia

Outras vantagens do hidrogel desenvolvido pelos pesquisadores paulistas são a facilidade de produção e o baixo custo – este último é um fator fundamental a ser considerado, uma vez que os gastos médicos anuais com diabetes na América do Sul e Central ultrapassam US$ 65,3 bilhões.

O produto também tem potencial para ser usado com outras finalidades. No momento, os pesquisadores testam seu efeito no tratamento de lesões na mucosa bucal.

O artigo Annexin A12-26 hydrogel improves healing properties in an experimental skin lesion after induction of type 1 diabetes pode ser lido em: www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0753332223010211?via%3Dihub.

 

Julia Moióli
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/hidrogel-produzido-por-cientistas-da-unesp-e-da-unifesp-melhora-a-cicatrizacao-de-feridas-diabeticas/50027


Altas temperaturas exigem cuidados redobrados com a hidrataçã

Nutricionistas da Clínica Multidisciplinar da Unimed Araxá explicam como calcular a quantidade de água que seu organismo precisa para ficar bem hidratado

 

Manter uma hidratação adequada é fundamental para o bom funcionamento do corpo humano. A água é importante para uma boa digestão, para melhorar a circulação, fortalecimento dos músculos e ainda contribui para o bom funcionamento do cérebro, levando até as células oxigênio e nutrientes, como sais minerais; além de atuar para que toxinas sejam eliminadas por meio do suor e da urina. Cerca de 70% do corpo humano é composto por água.

 

Os dias mais quentes exigem que as pessoas cuidem ainda mais da hidratação. O calor característico de estações como a primavera e o verão faz com que algumas funções fisiológicas do corpo humano sofram alterações, como o aumento da produção de suor. O suor é composto de água e eletrólitos (sódio, potássio, cloreto) e é justamente essa perda extra de água que deve ser reposta com maior cautela nestas estações.

 

A hidratação deve ser intensificada durante a realização de atividades físicas, quando a produção de suor é ainda maior e, em consequência, há maior desidratação do organismo. A água regula a temperatura corporal, é responsável por manter o volume normal de sangue, faz parte da estrutura de diversas moléculas, participa do transporte de nutrientes, lubrifica as mucosas (como os olhos e a boca) e amortece e protege as articulações.

 

Uma hidratação inadequada ou insuficiente pode causar diversos problemas ao corpo humano. A perda de 1% a 2% de água corporal pode ocasionar aumento da frequência cardíaca e redução da função cognitiva. A desidratação mais severa, de 7% a 10% de perda hídrica, pode causar delírio, espasmos musculares, perda de equilíbrio e até a morte.


 

Recomendações

 

• O ideal é que a hidratação seja feita da seguinte maneira: 0,35 ml para cada quilo de peso;

Ex: um indivíduo que pesa 80 kg x 0,35 = deve consumir 2,8 L de água/dia.

 

• Tenha o hábito de carregar uma garrafinha com água e aumente o consumo gradativamente;

 

• Saborizar a água com frutas, especiarias e ervas também é um ótimo estímulo para se hidratar;

 

• Consuma frutas ricas em água como melancia, melão, ameixa, abacaxi, morango e laranja. Legumes e hortaliças também contêm generosas quantidades de água, como a abobrinha, o pepino e as folhosas (alface, rúcula, couve, acelga, coentro, espinafre e agrião).

 

• Se você é portador de alguma doença que necessite de restrição hídrica, seu médico deverá ser consultado pois, nesses casos, a hidratação deve ser orientada.

 

Fonte: SBN e Ministério da Saúde


Novos tratamentos impactam positivamente a qualidade de vida de pacientes com Psoría

Divulgação

Dia Mundial da Psoríase é celebrado em 29 de outubro


A psoríase é uma doença crônica da pele que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. A pesquisa contínua e o avanço da medicina têm proporcionado o desenvolvimento de novos tratamentos para ajudar no controle dos sintomas e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes.

O médico Juliano Peruzzo destaca que os imunobiológicos são uma classe de tratamento revolucionária que surgiu há mais de dez anos para o tratamento da psoríase. Atualmente, com as medicações mais específicas, os índices de tratamento têm alcançado uma melhora significativa, atingindo mais de 50% ou até 90% dos pacientes com melhorias de até 100% nas lesões cutâneas e no acometimento articular.

“Embora existam vários medicamentos disponíveis, é importante salientar que eles não são de primeira linha devido a questões de efeitos adversos e custos. Os imunobiológicos indicados para casos mais extensos ou resistentes aos tratamentos tradicionais, ou para aqueles pacientes que possuem algum tipo de contraindicação as outras terapias. A fototerapia também continua sendo indicada, muitas vezes associada aos imunobiológicos como tentativa de resgate, oferecendo uma resposta rápida ao tratamento, embora seu tempo de utilização seja limitado”, explica.

Estima-se que a psoríase afete cerca de 2% da população brasileira, o que representa aproximadamente 4 milhões de pessoas. Pode ocorrer em pessoas de todas as idades, mas é mais comum em adultos jovens, entre 20 e 40 anos. Ambos os sexos são igualmente afetados. Pode ter um impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes, afetando sua autoestima, vida social e emocional. A coceira, a descamação da pele e a presença de lesões visíveis podem causar desconforto físico e emocional.

O Dia Mundial da Psoríase tem o objetivo de informar a população sobre a doença e combater o estigma social, a discriminação e o isolamento dos doentes que sofrem de psoríase, uma vez que, de modo geral, as pessoas desconhecem que a doença não é contagiosa e que tem tratamento.

 

Marcelo Matusiak


Precisamos conversar sobre o que querem os idosos

Banco de imagens gratuito da internet

O mês de outubro marcou o Dia Mundial do Idoso. Uma parte da população que coleciona experiências e aprendizados, e é alicerce de inúmeras famílias. Além disso, um grupo populacional que vem crescendo exponencialmente no país. Em 10 anos, saltou de 11,3% para mais de 15% da população em 2022, conforme mostra o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

E, diante deste cenário, comumente vemos a discussão sobre os cuidados com essa parcela da população surgir nos mais variados núcleos familiares. Quem irá cuidar de um pai ou de uma mãe? Será preciso contratar cuidador? Quem será o responsável?

É aí que proponho uma reflexão. Antes de tentar responder a estas perguntas, você já parou para pensar no que o idoso realmente quer? Acredito que a maior parte das respostas será não. Por isso, afirmo: precisamos conversar sobre o que querem os idosos!

Casas de repouso viraram tabus, mas eu, enquanto terapeuta ocupacional, afirmo que uma instituição com boa estrutura representa muitas vezes a melhor opção para o idoso. Lá, é possível ter equipes multidisciplinares para prestar assistência, mais segurança para evitar acidentes domésticos e até mesmo fugas (afinal, a independência quando nos apetece, permanece conosco), além de um ambiente que permite interação social e pessoas preparadas para lidar com limitações da idade.

Mas, é preciso ser criterioso e encontrar um local adequado. Um lar de repouso não é um depósito humano.

Digo isso porque, embora muitos filhos e filhas se sintam responsáveis pelos cuidados de seus pais, assumir essa tarefa para si representa uma série de consequências. Cansaço, exaustão, às vezes conflitos familiares. E nem sempre é isso que pais desejam para os seus entes queridos.

Uma casa de repouso não é a única opção. Cuidadores estão aí como possibilidade, mas precisam ter um acordo bem definido entre os familiares. Assim como morar sozinho e se virar enquanto for possível ou, ainda, as instituições diárias, onde também pode ter atenção dedicada durante os horários em que os demais familiares estão em afazeres do cotidiano.

De todas as formas, o ponto principal deve ser ouvir, antes de tudo, o que deseja um idoso para seu futuro. Essa é uma parte fundamental para garantir mais saúde, autonomia e mais qualidade de vida em uma faixa etária tão admirável.

Na Terapia Ocupacional, temos a preocupação constante sobre o círculo onde está inserido o paciente. Afinal, os resultados nunca passam por apenas uma única pessoa, mas também por seus familiares e amigos queridos. O mesmo vale para a vida.



Syomara Cristina - terapeuta ocupacional há mais de 30 anos e atende pacientes da terceira idade.


Sífilis pode ser fatal se não for tratada

Este é o alerta do Seconci-SP por ocasião do Dia Nacional de Combate à doença

 

A sífilis, uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) bacteriana crônica, é curável. Mas se não for diagnosticada e tratada, pode comprometer órgãos vitais e levar a óbito. O alerta é de Priscyla Reis Pagliuso Santos, enfermeira do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), por ocasião do Dia Nacional de Combate à Sífilis (21 de outubro).

Segundo Priscyla, casos de sífilis são os que surgem com mais frequência entre as ISTs na Unidade Central do Seconci-SP. A doença pode ser transmitida de duas formas. A primeira é por meio de uma relação sexual. “Daí a importância do uso de preservativo, para a prevenção”, afirma.

A segunda forma de transmissão é da mãe para o bebê, durante a gestação ou no parto. “Para a prevenção, deve-se realizar o exame no pré-natal ou no período anterior à gestação. Caso a sífilis seja detectada, a gestante é tratada, evitando a contaminação do bebê”.

A detecção pode ser feita mediante um teste rápido, disponível na rede pública de saúde, ou através de exame de sangue, disponível no Seconci-SP. Diagnosticado, o caso é de notificação compulsória para o Centro de Vigilância Epidemiológica, para orientação das ações de conscientização da população.


Quatro estágios

A doença evolui em quatro estágios de desenvolvimento: sífilis primária, secundária, terciária e latente.

Na fase primária, entre 10 e 90 dias após o contágio, surgem feridas no pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca ou outros locais da pele. Essas feridas não causam dor, coceira, ardência ou pus, e podem estar acompanhadas de caroços na virilha. As feridas desaparecem sozinhas, mesmo que não sejam tratadas.

Na sífilis secundária, os sinais aparecem entre seis semanas e seis meses após o aparecimento e cicatrização da ferida inicial. Podem surgir manchas pelo corpo, que geralmente não coçam, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés. Pode ocorrer febre, mal-estar, dor de cabeça e caroços pelo corpo. As manchas desaparecem em algumas semanas, mesmo sem tratamento, trazendo uma falsa impressão de cura.

A sífilis terciária pode surgir entre 1 e 40 anos após o início da infecção. É o estágio mais perigoso, que pode afetar ossos, pele, pulmões, coração e o sistema neurológico, e levar o paciente à morte.

Nos casos de sífilis latente, a doença é assintomática. O estágio é latente recente (até um ano de infecção) ou latente tardio (mais de um ano de infecção). A duração dessa fase é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária.

“O risco está em a pessoa não dar importância às feridas e manchas, ou nem percebê-las. A pessoa também pode passar anos sem qualquer sintoma e só saber que está infectada ao fazer o exame. O tratamento é por administração de Benzetacil, ficando apenas uma cicatriz, e o paciente não transmite mais. Ao final do tratamento ocorre a cura, porém se o paciente não fizer uso das medidas de proteção pode adquirir a sífilis novamente”, explica Priscyla.

O Seconci-SP realiza palestras de conscientização nos canteiros de obras. “Destacamos a necessidade de prevenção via preservativos e exames preventivos, assim como o tratamento e a cura, com a mensagem de que a pessoa precisa cuidar da vida, nosso maior bem, para que sempre permaneça saudável e não contamine seus parceiros”.

 

Acima da média global, mais da metade dos brasileiros afirma que não cuida da saúde como deveria

Os que se preocupam com a saúde tendem a prestar mais atenção aos médicos, evitam tomar medicamentos sem receita e não abusam de suplementos alimentares




Mais da metade dos brasileiros (53%) entrevistados pela YouGov, multinacional especializada em pesquisa de mercado on-line, concordam que não cuidam de sua saúde tanto quanto deveriam. Isso é estatisticamente alto em comparação com a média global (43,5%), segundo dados da ferramenta YouGov Global Profiles.

Essa percepção muda de acordo com gênero e idade. Por exemplo, os consumidores com idade entre 45 e 54 anos, bem como aqueles com mais de 55 anos, são estatisticamente mais propensos a discordar totalmente da ideia de que não cuidam de sua saúde tão bem quanto deveriam. Isso sugere que esses segmentos da população tendem a estar mais convencidos de que fazem um bom trabalho ao cuidar de sua saúde. Já as mulheres têm maior probabilidade de acreditar que não cuidam suficientemente de sua saúde: 55,4% delas concordam com a afirmação “não cuido da minha saúde tanto quanto deveria”, contra 50,3% dos homens.

Mas, estar convencido de que se cuida da saúde e de fato cuidar do bem-estar físico são coisas diferentes. Em termos de alimentação, os brasileiros que acreditam que cuidam de sua saúde são estatisticamente mais propensos a ter alguns bons hábitos, em comparação com aqueles que concordam que não cuidam suficientemente de seu bem-estar físico. Por exemplo, eles se esforçam mais para comer frutas e verduras (78,3%, contra 72% dos que não cuidam bem de sua saúde), são mais abertos a carnes e laticínios à base de vegetais (37,1% contra 32,1%) e são mais propensos a contar as calorias que estão consumindo (25,1% contra 22,5%).

Já as atitudes dos brasileiros que se consideram saudáveis em relação às consultas médicas e ao uso de medicamentos são mais inconsistentes. Por um lado, em comparação com as pessoas que dizem não cuidar suficientemente de seu bem-estar físico, elas tendem a prestar mais atenção aos médicos, não tomam pílulas e medicamentos sem receita com tanta frequência (uma prática identificada como problemática) e não abusam de suplementos alimentares. Ao mesmo tempo, não buscam a orientação de farmacêuticos ao comprar medicamentos de venda livre, nem têm o hábito de pesquisar tratamentos médicos de forma proativa.

Nesse contexto, um guia mais preciso para saber quais brasileiros cuidam melhor de sua saúde poderia ser o exercício físico, pois é uma atividade que requer engajamento e monitoramento ativos. De acordo com os dados da Global Profiles, apenas três em cada 10 pessoas no país se exercitam em todos ou na maioria dos dias da semana. Porém, entre os jovens de 18 a 24 anos, esse número sobe para um terço da população, estatisticamente mais do que a média nacional. Os homens também têm maior probabilidade de se exercitar na maioria ou em todos os dias da semana (32,7%).

David Eastman, diretor-geral e comercial da YouGov na América Latina, acrescenta que, pela mesma lógica, os brasileiros provavelmente cuidam mais de sua saúde do que eles próprios admitem. “Os 29,3% dos consumidores do país que se exercitam na maior parte ou durante toda a semana são estatisticamente mais altos do que a média global (apenas 27,1%). Na divisão regional, apenas o consumidor médio da Ásia e os entrevistados da África do Sul têm maior probabilidade de se exercitar na maior parte ou durante toda a semana, em comparação com os brasileiros (30% e 37,4% da população, respectivamente)”, diz.



Metodologia

YouGov Global Profiles é um banco de dados consistente globalmente com mais de 1.000 perguntas em 48 mercados. As informações são baseadas na coleta contínua de dados entre adultos maiores de 16 anos na China e maiores de 18 anos em outros mercados. Os tamanhos de amostra para YouGov Global Profiles flutuam ao longo do tempo, mas o tamanho mínimo de cada amostra é sempre de cerca de 1.000. Os dados para cada mercado usam amostras nacionalmente representativas fora da Índia e dos Emirados Árabes Unidos, que usam amostras representativas da população urbana, e China, Egito, Hong Kong, Indonésia, Malásia, Marrocos, Filipinas, África do Sul, Taiwan, Tailândia, e Vietnã, que usam amostras representativas da população online.


Pesquisa do Sindicato dos Hospitais indica aumento de casos Covid na maioria dos hospitais privados

A maioria dos hospitais registra sensível aumento de casos Covid, com predominância de pacientes em todas as faixas etárias


Levantamento realizado no período de 10 a 19 de outubro, com 81 hospitais privados paulistas, sendo 49% da capital e Grande São Paulo e 51% do interior, apurou que 84% dos estabelecimentos de saúde registraram aumento dos casos de suspeita de pacientes com Covid-19 no pronto atendimento/urgência, nos últimos 15 dias. 


No entanto, quando os pacientes são testados, 68% dos hospitais informam que o aumento dos casos Covid fica entre 11% e 20% no pronto atendimento. 

Para o médico Francisco Balestrin, presidente do SindHosp- Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo, a doença vem acometendo as pessoas em ritmo mais acelerado nos últimos 15 dias, indicando a circulação de novas subvariantes. “É necessário que a população complete o calendário vacinal com a vacina bivalente e se preocupe em usar máscara em ambientes com alta concentração de pessoas como o transporte público”, destaca. E faz questão de citar a velha máxima “Quando a morte termina, o esquecimento começa”... alertando para que a população continue atenta porque o vírus ainda circula.

 

Internações 

76% dos hospitais registraram aumento de internações de pacientes por Covid-19, sendo esse aumento de 5% em leitos clínicos para a maioria. E o tempo médio de internação dos pacientes Covid-19 em leito clínico apurado na pesquisa é de 5 a 10 dias.


Em leitos UTI, 92% dos hospitais relatam 5% de aumento nas internações com tempo médio de permanência de até 4 dias.

 

Outras doenças


Questionados sobre quais outras doenças estão levando os pacientes para internação, 35% dos hospitais apontaram doenças crônicas; 32% outras doenças respiratórias e 18% viroses em geral. 

 

*Pesquisa na íntegra e dados da evolução SARG no site www.sindhosp.org.br
*O SindHosp é o maior sindicato empresarial da área de saúde do país com 51 mil associados e o mais antigo, fundado em 1.938.


Posts mais acessados