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segunda-feira, 24 de maio de 2021

Hiperidrose: o que é e como tratar?

O Dr. Antonio Rissoni Jr., Cirurgião Torácico do Consulte Aqui, explica sobre essa doença e seus métodos de tratamento, inclusive, o cirúrgico


A hiperidrose é uma condição que provoca suor excessivo, fazendo com que a pessoa acometida transpire até mesmo em repouso. Pode decorrer de fatores emocionais, hereditários ou doenças e atingir diferentes regiões do corpo, como as axilas, palmas das mãos, rosto, cabeça, plantas dos pés e virilha. “A sudorese é uma condição normal do corpo e ajuda a manter a temperatura. É normal suar quando está calor, durante a prática de atividades físicas ou em certas situações específicas, como momentos de raiva, nervosismo ou medo. Contudo, a sudorese excessiva ocorre mesmo sem a presença de qualquer um desses fatores. Isso porque as glândulas sudoríparas dos pacientes são hiperfuncionantes”, explica o Dr. Antonio Rissoni Jr., Cirurgião Torácico do Consulta Aqui (Grupo HAS).

A comunidade médica classifica a Hiperidrose em duas formas:

Hiperidrose primária focal, que aparece na infância ou adolescência, geralmente, nas mãos, pés, axilas, cabeça ou rosto. As pessoas acometidas por essa forma da doença não suam quando dormem ou em repouso. Normalmente, há mais indivíduos da mesma família com o problema. Ela afeta de 2% a 3% da população, porém, menos de 40% dos pacientes com essa condição consultam um médico.

Hiperidrose secundária generalizada, causada por uma condição médica ou pelo efeito colateral de uma medicação. Ao contrário da primeira forma, as pessoas com a secundária suam em todas as áreas do corpo ou em regiões incomuns. Outra diferença fundamental entre os dois tipos é que no caso da secundária, o indivíduo pode transpirar excessivamente também durante o sono e costuma surgir na fase adulta.

O tratamento para essa condição dependerá do grau e/ou estágio da doença. São usados desde antitranspirantes, medicamentos e, nos casos mais graves, a Simpatectomia Torácica Endoscópica (STE), que é um método cirúrgico. “Trata-se de um procedimento onde o sinal que avisa ao corpo para suar excessivamente é “desligado”. Sua melhor indicação é para os casos nos quais as palmas das mãos e axilas, ou até mesmo a fronte (testa), são acometidas. A principal complicação é a hiperidrose compensatória, situação em que o paciente começa a suar em outras áreas do corpo”, adverte o Dr. Rissoni.

Essa intervenção é realizada por um cirurgião torácico por meio de videotoracoscopia, onde uma câmera de videocirurgia é introduzida na cavidade torácica do paciente, visualizando e seccionando a cadeia simpática, responsável pela condição, ao nível da 2ª costela, para hiperidrose frontal e da 3º e 4ª costelas para hiperidrose axilar e palmar. Já a hiperidrose plantar é tratada através da Simpatectomia Lombar. A cirurgia dura em torno de uma hora e o paciente deverá ficar internado por um ou dois dias. A recuperação se dá em torno de uma semana.

“Apesar do procedimento trazer a cura definitiva da hiperidrose localizada, os riscos são os mesmos existentes em qualquer cirurgia no tórax, ou seja, sangramento, infecção, lesão pulmonar e outros”, alerta o cirurgião.

O médico do Consulta Aqui lembra ainda que, após o procedimento, o paciente deverá manter acompanhamento com o dermatologista, pois, devido ao ressecamento das mãos, esse especialista recomendará o tratamento com cremes hidratantes específicos.

 


Consulta Aqui (Grupo HAS):

Rua Barão de Jundiaí, 485 – Lapa - São Paulo – SP

Central de atendimento:  (11) 3838 4669

http://www.consultaaqui.com.br/


Aeronave da LATAM com 3 mil litros de insumos para a CoronaVac já está a caminho do Brasil

 

Decolou hoje (24), em Pequim (China), o Boeing 777 da LATAM que traz ao Brasil 3 mil litros de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) para a produção da CoronaVac. A aeronave de prefixo PT-MUI tem previsão de chegada ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, na tarde de terça-feira (25). 

Transportados pela LATAM Cargo para o Governo do Estado de São Paulo, os insumos permitirão a produção de mais 5 milhões de doses da vacina contra a covid-19 pelo Instituto Butantan. Acompanhe em tempo real o voo pelo link http://www.vacinaja.sp.gov.br/insumos/mapa.

 

Com essa operação especial, a LATAM Cargo reforça o seu posicionamento como a primeira aérea do continente americano e a única da América do Sul a obter a certificação CEIV Pharma, emitida pela IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo). Desde agosto de 2020, a LATAM Cargo tem planejado e adiantado os cenários para o transporte - doméstico e internacional – de vacinas, levando em consideração o destino, a infraestrutura dos aeroportos e a logística necessária.

 

Já dentro do Brasil, por meio do programa Avião Solidário, a LATAM tem distribuído gratuitamente todos os tipos de vacinas disponíveis no País contra a covid-19. Mais da metade de todas as doses movimentadas dentro do Brasil foram embarcadas com a LATAM. Já são quase 36 milhões de doses distribuídas gratuitamente por mais de 400 voos para todos os estados brasileiros.


Ao todo, o Grupo LATAM já movimentou 71,8 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 se somados os transportes domésticos gratuitos do Avião Solidário em todas as afiliadas do grupo na América do Sul e os transportes de vacinas em voos internacionais.




LATAM Airlines Group

www.latamairlinesgroup.net.

Frio extremo aumenta as dores, mas é possível fugir delas

A frente fria que avançou por todo o país aumentou as dores ósseas, articulares e musculares e na coluna lombar. Mas, é possível minimiza-las com algumas dicas simples. Cadu Ramos, fisioterapeuta conta como.

"Quando a temperatura cai é inevitável sentir incômodo ou mal-estar já que com o frio, a tendência a enrijecer os músculos e ficar mais encolhido para tentar diminuir a sensação de frio. Isso pode gerar tensão muscular, contraturas, má circulação ou mal-estar", explica Cadu.

"Quando acontece a postura de contração dos músculos dos braços, há um aumento da curvatura fisiológica da coluna dorsal (corcunda) e anteriorização da coluna, desta forma fica mais fácil manter o corpo aquecido", esclarece. Mas, essa contração muscular involuntária deixa as articulações e músculos mais rígidos, facilitando as inflamações de músculos e nervos. Além disso, a circulação sanguínea diminui no inverno, para que o organismo consiga preservar a temperatura por volta de 36,5 graus centígrados. "Em consequência, há também uma diminuição na circulação dos músculos, piorando as dores de origem muscular, pois eles permanecem em estado contrátil por mais tempo", relata.

Os dias mais frios também têm impacto sobre as articulações, já que o esfriamento do corpo torna o líquido sinuvial mais espesso, que pode prejudicar movimentos e gerar incômodos.

E ainda temos um agravante: nos dias mais frios as pessoas tendem a ficar paradas e abandonar as atividades físicas, e se esquecem que esse é o principal ponto para não sentir dores nesta época do ano. Isso porque, os exercícios ajudam a diminuir a sensibilidade à dor.

A seguir, o fisioterapeuta lista algumas dicas para encarar os dias frios sem dor e com mais disposição:

• Agasalhe-se corretamente. Manter o corpo aquecido é fundamental. Para sentir-se aquecido, o ideal é cobrir as extremidades do corpo: pés, punhos, mãos, pescoço e cabeça;

• Coloque um aquecedor no quarto para atenuar as dores noturnas;

• Espreguiçar-se quando acorda, é uma forma de despertar o corpo, não pule essa etapa do dia;

• Alongue-se. Embora a vontade seja a de "ficar na cama", a prática de alongamentos é essencial para evitar a contração dos músculos e para ajudar as articulações a se manterem lubrificadas;

• Quem tem fraturas antigas que voltam a doer com o frio ou doenças ósseas degenerativas pode recorrer a sessões de fisioterapia como estratégia para aliviar os incômodos;

• Faça massagens, elas ajudam a estimular a circulação e a destravar a musculatura enrijecida, aliviando as dores;

• Bolsas de água quente podem trazer alívio imediato para dores musculares, sequelas de fraturas ou desconfortos provocados por artrose, artrite e fibromialgia. A aplicação local de calor estimula a circulação e relaxa os músculos. Nas dores crônicas e sem edema, use compressas quentes. Já nas dores agudas com edema se deve fazer uma compressa fria ou aliar a fria e quente. Faça isso entre 20 e 30 minutos.

 


Cadu Ramos - Fisioterapeuta clínico - CREFITO 130030 - Especialista em Fisioterapia e Traumatologia - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - Escola Paulista de Medicina (EPM), em Aparelho Respiratório - Ventilação Mecânica Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - Escola Paulista de Medicina (EPM) e em Fisioterapia em Geriatria - trabalho voltado para queixa principal, atividades da vida diária (AVD ‘S) e socialização do idoso. (Instituto ILEA). Graduado em Fisioterapia pela Universidade Bandeirante de São Paulo. http://www.caduramos.com.br @fisiocaduramos


Pandemia: não baixe a guarda.

 Redobre os cuidados com a saúde

 

O que dizem os homeopatas do Brasil sobre o atual momento de crise sanitária


 

Passados um ano e quatro meses do primeiro caso de Covid-19 no Brasil, seguem na ordem do dia os cuidados preventivos. Lavar as mãos, evitar aglomerações e o uso correto das máscaras, por exemplo. O problema é que há gente relaxando da missão de zelar pela própria saúde. Assim, não é de se estranhar a ameaça da terceira onda batendo à porta.


A Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB), juntamente às suas federadas estaduais, reafirma que não é momento de dar de ombros e, talvez, nunca mais o seja.


São indispensáveis o seguimento de todas as medidas de prevenção e de tratamento reconhecidas pela Ciência e aprovadas pelos órgãos legisladores de saúde.


A visão da homeopatia frente a Covid-19 é exatamente a mesma da medicina tradicional, inclusive por ser uma especialidade da Medicina e totalmente avessa a negacionismos.


“A situação geral, mundial e particularmente a brasileira é de apreensão, uma calamidade. Ainda temos mais perguntas do que respostas. As dúvidas da Ciência a respeito desse vírus e suas manifestações e possibilidades seguem enormes”, comenta Luiz Alberto Iso Fischer Abramides, médico homeopata presidente da Associação Médica Homeopática do Paraná.


“A manutenção de hábitos saudáveis, para o corpo e mente, está em nossas mãos, de todos. Se você zela pela saúde, deixa seu corpo menos vulnerável a doenças e infecções - todas elas. Ajudam bem uma alimentação equilibrada e mais orgânica, a ingestão adequada de líquidos, principalmente de água, a realização de alguma atividade física com certa frequência, ainda que em casa”.

 

A saúde mental também deve ser constantemente observada com atenção. “A situação prolongada de restrições e perdas de pessoas queridas tem gerado instabilidade emocional a muitos. Medo constante, depressão, angústia e ansiedade”, lembra Iso Fischer. “Nesse aspecto, a homeopatia certamente pode auxiliar demais”.


Não há milagres! Não existe remédio homeopático (ou qualquer outro) capaz de conter a doença – por enquanto.


Atualmente, vários grupos de homeopatas do País se dedicam a pesquisas do gene epidêmico da covid-19 para definir qual (ou quais) medicamentos homeopáticos podem ser úteis de alguma forma. Além disso, de forma isolada e lutando contra os impedimentos hospitalares da entrada da Homeopatia, médicos especialistas vêm se desdobrando para tratar pacientes nos vários estágios da doença, acompanhando relatos com esperança.


“Temos lançado mão de medicamentos diversos homeopáticos no sentido de prevenir, não impedindo a contaminação, mas minimizando os desdobramentos da doença, caso aconteça”, complementa Iso Fischer. Pesquisas e só pesquisas poderão confirmar avanços de forma consistente, com análise estatística e embasamento científico.

 


Declaração conjunta: Ninguém está seguro até que todos estejam seguros: por que precisamos de uma resposta global para a Covid-19

A distribuição equitativa da vacina é um imperativo humanitário.


Existe uma escolha. O mundo dos próximos 10 anos pode ser de maior justiça, abundância e dignidade. Ou pode ser um mundo de conflitos, insegurança e pobreza.

Estamos em um ponto de inflexão. A Covid-19 tem sido uma crise verdadeiramente global na qual todos nós carregamos um fardo. Em muitos casos, isso nos faz refletir sobre as injustiças mais antigas que se perpetuaram em partes do mundo onde a pandemia é mais uma camada de miséria, instabilidade e turbulência. Essas desigualdades foram expostas e exacerbadas pelo impacto da pandemia, tanto entre os países quanto dentro deles. Os efeitos serão sentidos em escala global nos próximos anos.

Os impactos de uma catástrofe como a pandemia da Covid-19 são medidos pelas tragédias de perdas e mortes individuais, bem como pela ruptura nacional e global em quase todos os âmbitos da vida. Nenhum país do mundo foi poupado.

Variantes do vírus, potencialmente mais infecciosas e resistentes às vacinas, continuarão a nos ameaçar se não forem controladas agora.

Nós, que assinamos esta declaração, representamos organizações com laços comunitários em todo o mundo. Trabalhamos de perto com pessoas afetadas por conflitos, desastres e fome e conhecemos os imensos desafios que elas enfrentam, assim como sua resiliência, mesmo nas piores situações.

Em 2021, a economia mundial está enfrentando sua pior desaceleração desde 1945. Para alguns países, isso aumentará drasticamente a pobreza e o sofrimento. Para outros, significará fome e morte. As consequências econômicas derivadas da pandemia ainda nos acompanharão por muito tempo. Haverá um impacto econômico contínuo, com todo o sofrimento humano que isso acarreta. Uma geração de crianças, especialmente meninas, deixou a escola e não retornará.

O mundo está enfrentando o desafio de como reverter essa dinâmica devastadora, com a saúde sendo uma parte fundamental dessa resposta. Defendemos aqui a "Saúde para Todas e Todos", em que a vida de cada pessoa é valorizada e o direito de cada pessoa aos cuidados de saúde é defendido. As pessoas não precisam apenas de vacinas. Elas precisam ter acesso a profissionais de saúde qualificados e equipados que possam fornecer suporte médico adequado.

Precisamos construir um mundo onde cada comunidade, independentemente de onde viva ou de quem seja, tenha acesso imediato à vacinação: não apenas para a Covid-19, mas também para as muitas outras doenças que continuam a prejudicar e causar mortes. Como a pandemia nos mostrou, em nosso mundo interdependente ninguém está seguro até que todos estejam seguros.

Temos uma escolha: nacionalismo de vacinas ou solidariedade humana.

Graças a uma ação internacional eficaz, várias vacinas foram produzidas. A Organização Mundial da Saúde (OMS), a Aliança Mundial para Vacinas e Imunização (GAVI) e a Coalizão para Promoção de Inovações em prol da Preparação para Epidemias (CEPI) estão liderando a iniciativa COVAX, que atualmente é o melhor esforço que temos para garantir que as vacinas cheguem às pessoas em todo o mundo. No entanto, a COVAX se destina a cobrir apenas 20% da população global - as pessoas mais vulneráveis, nos países de baixa renda - até o final de 2021, e ainda não está claro se atingirá essa meta. Enquanto isso, estudos mostram que se nos concentrarmos apenas na vacinação de nossas próprias populações, o mundo corre o risco de perder até US 9,2 trilhões do PIB global (com metade desse custo sendo incorrido por países desenvolvidos) somente neste ano.

Mas não é só uma questão de dinheiro. A fim de alcançar uma vacinação global mais ampla, questões complexas de logística, infraestrutura e escala devem ser abordadas. O Acelerador de Acesso às Ferramentas Covid-19 (ACT, da sigla em inglês) está focado em fornecer um meio para acelerar o desenvolvimento, fabricação e distribuição de produtos de diagnóstico e tratamento da Covid-19. O ACT reconhece e visa atender ao requisito de compartilhamento de informações - seja sobre tecnologia, propriedade intelectual ou manufatura.

No entanto, é preciso fazer mais. O compartilhamento de informações, a transferência de tecnologia e o fortalecimento dos processos de manufatura, para citar alguns, requerem o envolvimento ativo dos Estados e do setor privado.

Portanto, convocamos os líderes mundiais a:

• Garantir o acesso equitativo às vacinas entre os países, fornecendo vacinas, compartilhando conhecimento e experiências e financiando totalmente o ACT, que está trabalhando para fornecer acesso equitativo e implementação de diagnósticos, tratamentos e vacinas.

• Garantir o acesso equitativo às vacinas dentro dos países, assegurando que todos os setores da população sejam incluídos na distribuição nacional e nos programas de vacinação, independentemente de quem sejam ou de onde vivam, incluindo comunidades estigmatizadas e marginalizadas para as quais o acesso aos cuidados de saúde pode não ser tão direto.

• Apoiar os países financeiramente, politicamente e tecnicamente para garantir que o enfrentamento à COVID-19 não seja um objetivo isolado, sendo, em vez disso, um elemento importante de uma estratégia de saúde mais ampla, implementada junto com as comunidades para trazer melhorias de longo prazo para a saúde das pessoas e para o acesso à assistência médica. Estamos comprometidos, em nossas diferentes instituições, a oferecer todo o auxílio que pudermos para apoiar ações de comunidades e autoridades.

Este é o momento de uma liderança decisiva. Países e organizações em todo o mundo têm uma oportunidade única, toda uma geração de abordar a desigualdade global e reverter algumas das consequências do ano passado. Ao fazer isso, eles trarão esperança não apenas para as pessoas mais pobres, mas para todas e todos nós.


Assinam esta declaração


• Reverendíssimo Justin Welby, arcebispo de Canterbury
• Peter Maurer, presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV)
• Bispo Ivan M Abrahams, secretário-geral do Conselho Metodista Mundial
• Sua Excelência Elder Metropolitan Emmanuel de Chalcedon, Patriarcado Ecumênico
• Reverendo Dr. Chris Ferguson, secretário-geral da Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas
• Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS
• Filippo Grandi, alto-comissário das Nações Unidas para Refugiados

• Henrietta H. Fore, diretora executiva do Fundo nas Nações Unidas para Infância (UNICEF)
• Reverendo Dr. Martin Junge, secretário-geral da Federação Luterana Mundial
• Dra. Azza Karam, secretário-geral, Religions for Peace
• Francesco Rocca, presidente da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho
• Rabino David Rosen, co-presidente da Religions for Peace
• Sheikh Ahmed al-Tayeb, o grande imam de al-Azhar
• Sua Excelência Cardeal Peter Turkson, prefeito do Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, Roma

Entidade internacional de ginecologia alerta especialistas de 132 países sobre risco da Covid-19 na gestação

Em carta enviada a associados, Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia aborda riscos da infecção na gravidez e orienta sobre condutas relacionadas ao pré-natal e pós-parto

Na última semana, ginecologistas e obstetras do mundo inteiro receberam um comunicado da FIGO, Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, instituição científica que reúne sociedades científicas de 132 países, incluindo o Brasil.

O comunicado, intitulado Maternidade Segura e COVID-19, traz uma série de informações sobre a gravidade da Covid-19 em todo o mundo, com foco no resultado materno, transmissão vertical, amamentação e alojamento conjunto, entre outros. 

Destaca, por exemplo, que mulheres grávidas apresentam risco aumentado de doença grave associada a Covid-19 em comparação com não grávidas, e sugere especial atenção a partir da 20ª semana de gestação, pois afirma ser ‘cinco vezes mais provável a admissão na UTI em comparação com aquelas na primeira metade da gravidez’. 

Para reduzir o risco de doença grave e morte por Covid-19, a FIGO alerta ginecologistas e obstetras que mulheres grávidas devem ser orientadas sobre a importância de procurar atendimento médico precocemente em caso de febre, fadiga, dispneia e queixas gastrointestinais. 

“É necessário, com urgência, priorizar a atenção a mulheres em idade reprodutiva e à gestante durante a pandemia”, afirma o Dr. Thomaz Gollop, Dr. Thomaz Gollop, professor colaborador de ginecologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí, que também recebeu o comunicado na última semana. 

Para o especialista, mais do que alertar as gestantes sobre os riscos da Covid-19 na gestação e a importância de realizar os exames pré-natais, mesmo durante a pandemia, seguir as orientações médicas e procurar atendimento em caso de dúvidas ou de qualquer intercorrência, é preciso atenção especial às mulheres em idade reprodutiva que estão pensando em engravidar.

“As mulheres precisam estar bem informadas para decidir por uma gravidez planejada neste momento ou se é possível aguardar o fim da pandemia ou, ao menos, o avanço da vacinação no país. Todas estas questões devem ser discutidas amplamente com as pacientes, para que possam tomar suas decisões”, avalia.  


Transmissão vertical e amamentação 

Com relação à transmissão da Covid-19 da mãe para o feto na gestação, embora não haja evidências até o momento deste tipo de transmissão, a FIGO alerta que amostras de placenta e imunoglobulina IgM neonatal raramente têm sido testadas. 

Já no caso da amamentação, o comunicado ressalta os benefícios do leite materno para a nutrição dos bebês e sua proteção contra doenças e diminuição dos riscos de diversas doenças importantes. Segundo a FIGO, embora já tenha sido documentada a presença de vírus no leite materno, os dados não são suficientes para relacionar a transmissão vertical à amamentação.

Por essas razões, e considerando que a Covid-19 em bebês parece representar uma ameaça muito menor à sobrevivência e à saúde do que outras infecções contra as quais a amamentação protege, a FIGO recomenda que as mães com suspeita ou confirmação de COVID-19 devem ser encorajadas a iniciar ou continuar a amamentar.


Cuidados neonatais 

Por fim, a FIGO lembra os benefícios do contato pele a pele e o cuidado com a mãe canguru para o recém-nascido, incluindo facilitar a amamentação e melhorar a termorregulação, o controle da glicose no sangue e o apego materno-infantil, diminuindo o risco de mortalidade e infecção grave entre nascimentos de bebês com baixo peso.

Assim, a entidade acredita que a manutenção deste contato, ainda que haja um risco potencial de transmissão da SARS-CoV-2 para o recém-nascido, deva ser avaliado entre os profissionais de saúde e a mãe, visto que o risco de infecção por Covid-19 é baixo e a infecção geralmente é leve ou assintomática, enquanto as consequências da separação entre mãe e filho podem ser significativas. 

Mas destaca que a separação pode ser necessária para mães que estão muito doentes para cuidar de seus bebês ou que precisam de níveis mais elevados de cuidados ou para neonatos com maior risco de doença grave, como prematuros.


Vacinação de gestantes e puérperas 

Após uma série de reivindicações de médicos e profissionais que atuam diretamente no atendimento a gestantes e puérperas, em nota técnica divulgada em 26 de abril, o Ministério da Saúde incluiu estes grupos na Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19.

De acordo com a nota, na fase 1 da vacinação, todas as gestantes e mulheres no período pós-parto, com comorbidades, independentemente da idade ou do período gestacional, no caso das gestantes, poderão receber a vacina. Na fase 2, serão vacinadas as demais gestantes e puérperas, independentemente de condições pré-existentes.

Para receber a vacina na fase 1, a gestante ou puérpera precisará apresentar exames, receitas, relatório médico ou prescrição médica que comprove a comorbidade. 

Para aquelas que tiverem tomado a vacina contra a gripe, deverá ser respeitado um intervalo mínimo de 14 dias entre as doses. 

Segundo a nota do Ministério da Saúde, a decisão foi embasada em evidências cientificas e dados epidemiológicos disponíveis, que evidenciam que ‘a gestação e puerpério são fatores de risco para desfechos desfavoráveis da Covid-19, tanto no que diz respeito ao risco de hospitalização e óbito, mas também em desfechos gestacionais desfavoráveis como parto prematuro, abortamento entre outros’.


Licença compulsória não é quebra de patentes

Roberta Minuzzo, advogada especialista em Propriedade Intelectual, explica tendência do governo americano de suspender patentes de vacinas durante a pandemia de Covid-19


A imprensa norte-americana vem noticiando que o governo do presidente Joe Biden tem sido pressionado a suspender as patentes das vacinas enquanto durar a pandemia de Covid-19. A Representante de Comércio dos EUA, Katherine Tai, disse que “esta é uma crise de saúde global e as circunstâncias extraordinárias da pandemia de Covid-19 e exige medidas extraordinárias”.

Por outro lado, quando um país decide mudar a legislação sobre os registros de patentes, os reflexos jurídicos acabam não agradando aos inventores que dedicaram tempo de pesquisas, estudos e investimento financeiro para patentear as suas inovações.

A advogada especialista em Propriedade Intelectual também comentou o recente movimento do governo americano de ser favorável à suspensão das proteções conferidas às patentes das vacinas contra a Covid-19, pois, dessa forma, poderia aumentar a disponibilidade de fornecimento dos imunizantes em todo o mundo. “Esse é o caso das licenças compulsórias, quando ocorre a suspensão temporária dos direitos de patentes, à revelia do inventor, o qual deixa de obter a exclusividade de exploração da sua inovação tecnológica, ficando, então, obrigado a licenciar o objeto patenteado ou em processo de patente. Esse instituto legal nada mais é do que o Estado tirando o poder de exclusiva das mãos do titular da patente, em benefício de alguém, sob preço ‘mínimo’”, explica Dr. Roberta Minuzzo, advogada especialista em Propriedade Intelectual e sócia fundadora da DMK, empresa especializada no registro de marcas e patentes.

Ela cita um exemplo ocorrido no Brasil, quando foi concedida licença compulsória, em face da patente do medicamento Efavirenz, usado em pacientes com AIDS. “Diferentemente da proposta para as patentes da Covid-19, a licença compulsória do Efavirenz se deu porque o preço do medicamento vendido para o Brasil era mais de 100% maior, comparando com o valor de venda na Tailândia. Nos Estados Unidos também já ocorreram casos de licenças compulsórias de patentes. Uma delas se deu quando o governo americano produziu e utilizou Tetraciclina e Meprobamato, para fins militares, sem autorização das empresas detentoras de patentes”, relata a advogada.

Os tratados e acordos internacionais, nos quais o Brasil e os Estados Unidos são signatários e membros, permitem a licença compulsória de patentes. No Brasil, a Lei da Propriedade Industrial nº 9.279/96 prevê esse dispositivo, no artigo 71, em casos de emergência nacional ou interesse público, podendo ser aplicável ao momento atual da pandemia de Covid-19.

 


Roberta Minuzzo - advogada, especialista em Propriedade Intelectual, associada à ABAPI – Associação Brasileira dos Agentes da Propriedade Industrial, sócia fundadora da DMARK MONTEIRO, LLC e DMK GESTÃO DE MARCAS E PATENTES. Para mais informações, acesse – https://dmk.group/ ou mande e-mail para roberta@dmk.group.

 

Cafés especiais ganham preferência no gosto do brasileiro

Busca por qualidade e aromas amplia mercado nacional e internacional 

 

Há quase 300 anos o Brasil começou a trilhar o seu caminho como um dos maiores e melhores produtores de café no mundo. Com os novos hábitos dos consumidores, há uma procura cada vez maior por qualidade e por sensações que essa bebida, que faz parte da tradição brasileira, pode oferecer. Com o crescimento do mercado dos cafés especiais, o público tem mudado a forma de escolher a bebida, o que tem ampliado as chances para pequenos produtores, torrefadores, baristas, provador/classificador e donos de cafeteria, tanto dentro do país como no exterior.

Pesquisa realizada pelo Sebrae, revela que 52% dos profissionais da cadeia produtiva do café especial no Brasil estão há no máximo cinco anos nesse ramo.  “O nicho do café especial é totalmente novo no país, mas o fato de agregar valor ao produto e por haver uma procura maior, pelo consumidor, por cafés diferenciados, faz com que esse mercado tenha um grande potencial de expansão”, comenta o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

De acordo com o estudo dos profissionais ligados à cadeia de cafés especiais, este mercado tem ficado cada vez mais com o perfil de empreendedores jovens e com uma participação maior das mulheres à frente desses negócios. Os empresários desse segmento reconhecem a mudança de comportamento do consumidor e têm se preocupado mais com a origem e como o produto é produzido. Entre os produtores rurais que trabalham com cafés especiais, esse tipo de produto já representa em média 44% da produção total. Os donos de torrefação, assim como os proprietários de cafeterias levam mais em consideração o perfil sensorial, a pontuação do café e a origem do produto do que o preço que irão pagar.

O novo perfil desse consumidor mais seletivo acaba se refletindo no aumento da produção de produtos orgânicos e com selo de Indicação Geográfica. “Um quarto dos produtores de cafés especiais tem selo de IG e outros 10% já estão produzindo cafés orgânicos. A tendência é que haja um incremento desses fatores pois há um mercado consumidor mundial ávido por produtos diferenciados”, pontua Carlos Melles. O presidente do Sebrae destaca que a instituição tem cada vez mais trabalhado para a profissionalização desse mercado e para o aumento de registros de IG entre os produtores, além de estimular a participação desses empreendedores em concursos, em campeonatos nacionais e internacionais e na exportação do produto.


Principais resultados da pesquisa:

O levantamento foi feito com 366 profissionais da cadeia produtiva de cafés especiais, de 22 unidades da federação, no período entre outubro e dezembro de 2020.

  • 52% dos profissionais da cadeia produtiva do café especial no Brasil estão há no máximo cinco anos nesse ramo.
  • O nicho do café especial é totalmente novo no país, mas o fato de agregar valor ao produto e por haver uma procura maior, pelo consumidor, por cafés diferenciados, faz com que esse mercado tenha um grande potencial de expansão.
  • O perfil dos profissionais ligados à cadeia de cafés especiais tem ficado cada vez mais jovem e com uma participação maior das mulheres à frente desses negócios.
  • Os empreendedores desse segmento reconhecem a mudança de comportamento do consumidor e têm se preocupado mais com a origem e como o produto é produzido. Entre os produtores rurais que trabalham com cafés especiais, esse tipo de produto já representa em média 44% da produção total.
  • Os donos de torrefação, assim como os proprietários de cafeterias levam mais em consideração o perfil sensorial, a pontuação do café e a origem do produto do que o preço que irão pagar.
  • O novo perfil desse consumidor mais seletivo, acaba se refletindo no aumento da produção de produtos orgânicos e com selo de Identificação Geográfica
  • Um quarto dos produtores de cafés especiais tem selo de IG e outros 10% já estão produzindo cafés orgânicos.


Dia Livre de Impostos promete movimentar o comércio de São Paulo

Ação chega a 15° edição e oferece descontos de até 70% em produtos e serviços

 

Com adaptações ao novo cenário econômico do país e como forma de conscientização sobre a quantidade impostos arrecadados no Brasil, a Câmara de Dirigentes Lojistas Jovem (CDL Jovem), com apoio da FCDLESP (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de SP), promove o Dia Livre de Impostos no dia 27 de maio. Em sua 15° edição, o evento acontece de forma online e abrange todo o território nacional.

A alta carga tributária do país e a crise econômica causada pela pandemia de Covid-19 são alguns dos fatores que limitam o consumo da população e afetam o setor varejista. No Dia Livre de Impostos, os lojistas participantes poderão comercializar seus produtos com descontos no valor - sem as taxas de tributação, que serão pagas pelos lojistas.

A ação visa alertar a população sobre o valor de impostos pagos em cada produto e sensibilizar as autoridades para que o varejo consiga comercializar de forma mais simples.  Mais de mil lojistas estão cadastrados para a ação, o que abrange cerca de 23 estados em todo país. 

“O DLI  chama atenção para um dos principais entraves do comércio varejista: a alta carga tributária nos produtos e serviços. Com a pandemia de Covid-19, os estabelecimentos foram ainda mais afetados pelo abre e fecha. Esperamos que a data aqueça o setor e reforce a necessidade da reforma tributária”, explica o presidente da FCDLESP, Maurício Stainoff.

Durante o DLI, os produtos e serviços podem ter descontos de até 70%, vale ressaltar que, cada estado possui um percentual de tributação. Eletrodomésticos, eletrônicos e serviços estão entre as categorias de desconto.

A lista completa de produtos e serviços você pode conferir no site,  acesse: https://dialivredeimpostos.com.br/


Calcário: o antiácido do solo

É muito comum entre os brasileiros as reclamações sobre os sintomas de azia. O desconforto ocasionado pela queimação no estômago que irradia pelo pescoço e garganta, afetando o bem estar e a ingestão de alimentos. Em muitos casos, o tratamento com antiácidos é recomendado e utilizado. 

Quando olhamos para os solos brasileiros, os quais apresentam uma severa acidez, podemos fazer uma analogia com aquilo que acontece conosco. Os nossos solos também sofrem de “azia”. A acidez dos nossos solos indisponibiliza os nutrientes para as plantas. Sendo assim, as plantas não terão os nutrientes em condições de serem absorvidos, ou seja, as plantas irão passar fome, com isso a eficiência das adubações é baixa.

 

Da mesma forma que tratamos nossa azia, o tratamento mais correto e eficaz para o solo é a aplicação de um antiácido. O antiácido para o solo é o calcário. Sua aplicação é o caminho para manter o potencial de produção dos solos. O controle da acidez é essencial e a prática da aplicação de calcário é uma prática fundamental para melhorar a vida do solo, aumentando a eficiência do uso dos fertilizantes e o rendimento das culturas. Essa prática consiste na realização de correções à base de, principalmente, carbonato de cálcio e magnésio.

 

O objetivo do calcário é manter o solo em uma faixa de pH favorável ao crescimento da cultura. O fornecimento de cálcio e magnésio, além de nutrir as plantas, contribui para a formação de agregados do solo, o que auxilia na redução da erosão e compactação e permite melhor infiltração da água.

 

A acidez do solo influencia a disponibilidade de nutrientes e pode criar deficiências ou toxicidades, que afetarão o crescimento das plantas e, consequentemente, o seu rendimento. A atividade dos microrganismos do solo que mineralizam a matéria orgânica e de diversos organismos benéficos e patogênicos também são influenciados por essa acidez.

 

Os efeitos da aplicação de calcário são múltiplos, alguns favoráveis ​​às culturas, enquanto outros podem ser prejudiciais no caso de mal aplicação deste insumo. Visar um pH entre 6,0 e 6,5 representa um ideal no que diz respeito à disponibilidade de todos os nutrientes essenciais às culturas.

 

A eliminação da toxicidade do alumínio em solos demasiadamente ácidos é a principal função da aplicação de calcário. A toxicidade do alumínio é responsável por reduções de rendimento em solos ácidos. A concentração de alumínio na solução do solo aumenta fortemente com a acidez do solo e tornam-se tóxicos a partir de um certo limiar de pH.

 

O alumínio diminue fortemente o crescimento das raízes, que ficam mais espessas e pouco ramificadas. Essas raízes não são mais capazes de garantir adequadamente o abastecimento de água e nutrientes pelas plantas.

 

A disponibilidade de fósforo no solo também é influenciada pelo nível de pH. Em condições de acidez do solo a disponibilidade de fósforo para a planta é baixo. No final, a disponibilidade de fósforo é maior para pH próximo a 6.

 

Por todos esses fatores acima podemos ter certeza de que o investimento na aplicação de calcário é compensador. Essa prática irá melhorar a eficiência dos fertilizantes, ajudando na maior disponibilidade dos nutrientes para as plantas, melhorar a fixação de nitrogênio do ar pelas leguminosas, aumentar a decomposição da matéria orgânica, melhorar a estrutura do solo, aumentar a capacidade de enraizamento das plantas, além de limitar o desenvolvimento de certas doenças.

 

A Nutrientes para a Vida tem como missão melhorar a percepção da população urbana em relação às funções e os benefícios dos fertilizantes. A NPV possui visão, missão e valores análogos aos da coirmã americana, a Nutrients For Life. Sua principal missão é destacar e informar a população a respeito da relevância dos fertilizantes para o aumento da qualidade e segurança da produção alimentar, colaborando com melhores quantidades de nutrientes nos alimentos e, consequentemente, com uma melhor nutrição e saúde humana.

 



 

Valter Casarin - engenheiro agrônomo, coordenador científico da iniciativa Nutrientes para a Vida

 

Assist Card dá dicas de viagens para celebrar o Dia Nacional do Café


Celebrado hoje, 24 de maio, a data prestigia uma das maiores paixões dos brasileiros

 

Neste dia 24 de maio é comemorado o Dia Nacional do Café, data que faz parte do calendário oficial de eventos do Brasil desde 2005, quando foi inserida pela ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café), e é festejada este mês, pois é neste período que ocorre a colheita dos grãos nas regiões produtoras. 

Ao contrário do que muitos acreditam, o café não é um produto originário do nosso país, tendo sido descoberto na África, segundo a associação. Porém, o grão que dá origem à bebida tão saborosa foi um dos protagonistas da história do Brasil a partir do século XVIII e serviu como um importante recurso para o desenvolvimento socioeconômico do País - que hoje é o maior produtor e exportador de café do mundo.

Sabendo disso, a Assist Card - empresa referência no setor de seguro viagem no país - elaborou uma curadoria especial de destinos e dicas para os amantes de café curtirem esse momento. 

Minas Gerais: Localizado no sudeste do país, esse grande estado é considerado um dos maiores produtores de café do Brasil. O sul de Minas Gerais possui uma grande variedade de cafezais, no local é possível encontrar passeios como a  “Rota Especial do café”, onde é possível andar entre os cafezais, conhecer mais sobre a história da iguaria, admirar belas paisagens e ainda degustar a bebida. 

Paraná: Nesse estado a história com o grão começou no início do século XX, com a chegada do Ciclo do Café. A principal atração do Paraná é a Rota do Café em Londrina, capital do estado, na qual os turistas podem vivenciar antigos hábitos e costumes das famílias que viveram nos cafezais. Na região também é possível encontrar fazendas históricas e conhecer um pouco da história da cidade. 

Santos: Na cidade, localizada no estado de São Paulo, é possível visitar o Museu do Café, um importante local que ajuda a preservar e resgatar a trajetória do café no Brasil. No museu podem ser encontradas fotos, objetos e documentos que mostram detalhes do passado, além de histórias desde as primeiras plantações até o auge da cafeicultura brasileira. 

Rio de Janeiro: Destino ideal para os apaixonados por café que buscam tranquilidade. O Vale do Café, localizado no Vale do Paraíba Sul Fluminense, é onde o café foi a principal fonte de renda no século XIX. Naquela época, a região produzia 75% do café consumido no mundo, garantindo ao Brasil a liderança mundial na produção e exportação de café. Por lá é possível conhecer, antigas fazendas de café, grandes casas onde viviam os barões da época, rodas d’água, engenhos, entre outros. 

Ceará: Por fim, a rota Rota Verde do Café, no Ceará, é um destino perfeito para quem busca contato com a natureza. Ela se inicia na Estação Ferroviária de Baturité, que abriga o Museu Municipal, passando por casas, sítios e trilhas com paisagens exuberantes. Nessa aventura, os turistas podem conhecer os cafezais da região, ouvir histórias das fazendas, andar pelos sítios dos produtores de café de sombra, além de apreciar a bebida, e aprender sobre os processos de moagem e torragem dos grãos. 

 






Imagens: Divulgação/Assist Card 


Assist Card

https://www.assistcard.com/br


Avanço da vacinação impactará positivamente o segmento de viagens e turismo mundialmente

Estudos da Kantar mostram que 65% das pessoas já planejaram ao menos uma viagem para 2022, que 70% apoiam os “passaportes de vacinas” e que 66% dos brasileiros querem definitivamente se vacinar

 

A vacinação contra o novo coronavírus está permitindo que os consumidores de todo o mundo retomem os planos relacionados ao turismo. O estudo Barômetro Covid-19, lançado agora em maio pela multinacional Kantar, líder em dados, insights e consultoria, indica que 66% dos brasileiros querem definitivamente se vacinar e 20% provavelmente. Globalmente 43% responderam definitivamente sim e 27% provavelmente. 

Dos 17% que não querem a vacina, 41% deles alegam preocupação quanto à segurança, 22% querem mais informações para decidir, 19% não confiam nos laboratórios e 18% não acreditam na eficácia. 

De acordo com a pesquisa, 30% já se sentem confortáveis para viagens domésticas e 16% em ir para o exterior. Além disso, 58% vão priorizar viagens em carro, 26% no transporte público e 39% ainda evitarão voos. 

Já o estudo Global Traveller, também da Kantar, revela que 65% dos 7.796 entrevistados em abril passado em oito mercados – Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Índia, Cingapura e China - já agendaram viagens, sendo que quase 2/3 deles (64%) definiram novas datas para os roteiros adiados pela pandemia. 

Entre abril de 2020 e o mesmo mês deste ano, 45% dos respondentes viajaram dentro de seus próprios países e ao lado de amigos ou familiares, e apenas 44% ficaram em hotéis. 

Mundialmente 74% dos planos são para destinos domésticos, percentual ainda maior no Brasil, que chega a 87%. E mais da metade – 52% - serão feitos em carro, enquanto em avião apenas 32%. Os voos, aliás, ainda inspiram receio – 45% dizem que optarão por eles nos próximos 12 meses, número que em maio de 2019 era de 57%. 

Já a estada em hotéis é citada por 40% das pessoas que pretendem viajar dentro de seus próprios países e 49% pelas que vão ao exterior.

 

Passaportes de vacinação 

70% dos entrevistados pela Kantar apoiam um documento que comprove que uma pessoa foi imunizada contra o novo coronavírus e pode viajar internacionalmente. No Brasil, 8 em cada 10 pessoas responderam isso.

 

Kantar

 

Dia Livre de Impostos: como a data conscientiza sobre a excessiva carga tributária no Brasil?


A carga tributária nacional é excessiva. O Brasil é o 14º país que mais arrecada impostos no mundo e o que menos retorna benefícios para sua população. Para arcar com esses valores, o brasileiro precisa trabalhar, em média, 153 dias por ano só para pagar impostos.

Os dados são chocantes, mas como revertê-los? Oportunidades não faltam, e é esse o grande propósito do Dia Livre de Impostos, que acontece em 27 de maio em vários estados, e tem o objetivo de conscientizar a população sobre a carga tributária na prática no Brasil. No ano de 2020, a carga tributária média  alcançou o patamar de 31,64%.

Fácil perceber que mais de 30% de tudo o que você consome, seja produto ou serviço, são impostos. Entretanto, existem produtos em que a carga tributária ultrapassa os 60% de impostos, como é o caso de bebidas alcoólicas e cigarros.

Com a diminuição dos impostos, a tendência é que o mercado pratique preços mais baixos, promovendo maior poder aquisitivo em especial às classes sociais menos favorecidas. Além disso, parte dessa redução poderia ser revertida em lucro para as próprias empresas, que poderiam aumentar seus investimentos, gerando mais empregos e uma maior vantagem competitiva frente ao comércio internacional, o que criaria um ciclo de bonança para o país.  

Por mais distante que tudo isso pareça, cabe destacar que empresas de todos os portes e segmentos podem solicitar a revisão de sua carga tributária, buscando pagar menos impostos. Geralmente, empresas optantes pelo Lucro Presumido e Real tendem a obter ainda mais oportunidades de redução. Em média, mais de 90% das empresas que fazem um planejamento tributário conseguem pagar menos impostos.

A primeira medida para analisar uma possível redução consiste num diagnóstico individualizado da empresa. As possibilidades de redução estão relacionadas a tributos cobrados sobre a folha de pagamento, sobre o faturamento e sobre o lucro.

A tributação pode variar mesmo em empresas no mesmo ramo de atividade, principalmente pelo fato de comprarem mercadorias em diferentes estados, assim como importam seus produtos por portos diferentes. Todas essas variantes precisam ser cuidadosamente mapeadas a fim de identificar oportunidades.

Após o levantamento de todas essas informações, é desenhado o mapa de oportunidade para a redução da carga tributária e assim, dar ao empresário a opção de buscar a esfera administrativa ou o judiciário para questionar e solicitar a revisão de sua carga tributária. O prazo de conclusão desses processos varia de dois a quatro anos.

Nos últimos anos, as empresas que mais obtiveram vantagens com o planejamento tributário/ redução da carga tributária, foram as de serviços e o varejo.

Para as empresas de serviços, cabe destacar que o conceito de serviço vem sofrendo modificações. Isto porque antes, o termo era considerado apenas como a “obrigação de fazer”. Nos dias atuais, está mais relacionado ao conceito da “utilidade imaterial”.

É inegável que a tecnologia transformou, em grande parte, nossa sociedade do mundo real para mundo digital – motivo pelo qual o conceito de serviços está sofrendo alterações significativas. Por isso, as empresas de tecnologia precisam estar atentas às mudanças conceituais para fins legais.

No varejo, uma ótima oportunidade está na revisão cuidadosa de quais despesas estão sendo classificadas como insumos, uma vez que esta classificação pode alterar as possibilidades de creditamento de Pis e Cofins. Nesses casos, é possível, pela análise da legislação e da jurisprudência, adequar o conceito de insumo para fins de crédito de tributos.

Em suma, por mais excessiva que seja a carga tributária brasileira, há sempre boas oportunidades para aliviar essa pressão sobre as empresas.

Felizmente, hoje há muita informação disponível. No entanto, é imprescindível saber ordenar estas informações de forma que o empresário consiga compreender a sua realidade e tomar decisões estratégicas pautadas em pareceres assertivos e de fácil compreensão.

O Dia Livre de Impostos tem justamente o papel de disseminar conhecimento e despertar a conscientização para a necessidade de revermos toda a legislação tributária do nosso país. Enquanto isso não acontece, é necessário que, individualmente, as empresas se movam, buscando a aplicação de uma carga tributária justa.

 

 

Angelo Ambrizzi - advogado especialista em Direito Tributário pelo IBET, APET e FGV com Extensão em Finanças pela Saint Paul e em Turnaround pelo Insper e Líder da área tributária do Marcos Martins Advogados.

 

Marcos Martins Advogados

https://www.marcosmartins.adv.br/pt/ 


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